Educação

Educação

Câmara aprova Novo Ensino Médio e agora espera sanção de Lula

10/07/2024


                                          Foto: Getty Images/ Junior Pereira

 

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (9/7), em votação simbólica, o Projeto de Lei (PL) nº 5.230/2023, que trata das diretrizes do Novo Ensino Médio. A proposta já foi aprovada no Senado Federal e agora segue para sanção presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No Senado, a relatora da proposta, a senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), incorporou o espanhol como disciplina obrigatória. No entanto, o relator na Câmara, Mendonça Filho (União Brasil-PE), retirou a exigência do estudo da língua espanhola no ensino médio.

Para Mendonça Filho, é necessária uma adequação orçamentária nas escolas públicas para tal medida. Diante da dificuldade financeira, a língua espanhola é inserida como adicional, a depender da disponibilidade da instituição de ensino.

Inicialmente, a Professora Dorinha definiu em 2,2 mil horas a carga horária para disciplinas obrigatórias. Todavia, depois de articulação com o Ministério da Educação (MEC), a carga horária retornou para 2,4 mil horas divididas entre os três anos do ensino médio, assim como foi aprovada na Câmara dos Deputados.

 

Metrópoles

Essa publicação é um oferecimento

DROGARIA POUPE JÁ

Educação

Governo do RN e Ministério das Comunicações entregam mais de 7 mil chips para estudantes

09/07/2024


 

A rede estadual de ensino recebeu nesta segunda-feira (8) mais de 7 mil chips de internet durante o lançamento do Programa Internet Brasil no Rio Grande do Norte. A cerimônia contou com a presença da governadora Fátima Bezerra, do secretário nacional de telecomunicações, Hermano Tercius, e da secretária de Educação do estado, Socorro Batista, além de estudantes e escolas beneficiadas.

Segundo a governadora Fátima Bezerra, a ação representa um importante passo para a democratização do acesso à internet e fortalecimento das ferramentas para os estudos. Ela ressaltou que a iniciativa fortalece o processo de modernização da rede estadual iniciado com o programa Geração Conectada.

“O programa Internet Brasil está chegando às escolas do Rio Grande do Norte, com mais de vinte e dois mil chips destinados este ano para as escolas da rede estadual. Nessa primeira etapa, mais de vinte escolas serão beneficiadas, com mais de sete mil chips sendo distribuídos. Isso significa garantir internet gratuita para vocês, não só na sala de aula, mas também em casa e onde quer que estejam. A inclusão digital é um pilar essencial para o desenvolvimento educacional, social e cultural dos nossos estudantes”, disse a chefe do Executivo estadual.

A iniciativa é fruto de uma parceria entre os Ministérios das Comunicações (MCom), da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com o apoio do Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer (SEEC). O programa é destinado a estudantes de baixa renda inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e que estejam cursando o ensino fundamental ou médio.

A chefe do Executivo estadual ainda destacou a importância do diálogo entre os governos estadual e federal para a concepção de projetos na área digital. “Estou muito feliz com isso, porque nos tempos de hoje, a escola não pode prescindir da inclusão digital. Não é mais possível viver sem acesso à internet. E na escola, o acesso à internet é fundamental”, detalhou.

Na solenidade de entrega de chips, que aconteceu em um hotel da Zona Sul de Natal, gestores e estudantes estiveram reunidos para receber os chips, que beneficiam 24 escolas estaduais, totalizando 7.158 chips distribuídos na primeira etapa. Até o final do programa, 89 escolas serão beneficiadas, totalizando 22 mil chips.

O secretário nacional de telecomunicações, Hermano Tercius, enfatizou a missão prioritária do Governo Federal em garantir que todos os estudantes tenham acesso à internet. “A importância desse chip é bem conhecida pelos professores, pois o aprendizado não se restringe à sala de aula. Precisamos fortalecer e consolidar o conhecimento adquirido na escola, em casa. Com esses chips, vocês poderão continuar os estudos em casa e fortalecer o aprendizado”, explicou.

A secretária estadual de Educação, professora Socorro Batista, destacou a importância do programa. “Esta iniciativa não apenas democratiza o acesso à informação, mas também proporciona aos nossos estudantes a oportunidade de se conectarem ao mundo digital de forma plena e igualitária. Estamos comprometidos em garantir que todos os estudantes tenham as ferramentas necessárias para alcançar seus objetivos. A inclusão digital é um passo essencial para a inclusão social, e estamos orgulhosos de fazer parte desta transformação”, pontuou a secretária.

Os chips de internet oferecem pacotes de dados de 20GB mensais, permitindo que os alunos acessem a internet fora do ambiente escolar. Este acesso contínuo possibilita um aprendizado mais amplo e o uso de recursos educacionais online, fortalecendo a educação digital e reduzindo a desigualdade no acesso à informação.

Segundo Hermano Tercius, o programa Internet Brasil vai distribuir 150 mil chips em todo o Brasil. “O programa incentiva essa inclusão digital para toda a família, permitindo acesso a serviços públicos, como telemedicina, além da educação. Usem o chip da melhor maneira possível e aproveitem essa oportunidade”, asseverou.

Além da entrega dos chips, os gestores das escolas participaram, na última semana, de um workshop promovido pela SEEC com técnicos do Ministério das Comunicações, que teve como objetivo orientar sobre a distribuição e a operacionalização dos chips nas escolas.

Os alunos beneficiados comemoraram o acesso aos chips de internet. “É uma ação fantástica, pois permite que tenhamos acesso à internet e continuemos estudando de onde estivermos. Vai fazer muita diferença em nosso dia a dia”, disse Karolaine Silva, estudante da escola estadual João Tibúrcio. Para Alice Kelli Souza, aluna da escola Senador Dinarte Mariz, o instrumento vai permitir que ela amplie as pesquisas escolares e o conhecimento. “Gosto muito de biologia, de ciência, e o chip vai me ajudar a fazer pesquisas, ler e estudar mais. É uma ferramenta essencial para a vida do estudante”, comentou.

 

Geração Conectada

 

Com investimento de R$ 77 milhões pelo Governo do Rio Grande do Norte, o projeto Geração Conectada está inserido no Programa Nova Escola Potiguar (PNEP) e abrange a implantação de internet na rede estadual de educação e a distribuição de equipamentos, como os Chromebooks.

Segundo a governadora Fátima Bezerra, o programa visa levar 100% de conectividade para todas as escolas da rede estadual. “Nós levamos o Wi-Fi e a internet para todas as escolas da rede estadual. A inclusão digital, sem dúvida nenhuma, é um pilar fundamental e essencial para o desenvolvimento educacional, social e cultural dos nossos estudantes”, pontuou.

Por meio do programa, o Governo do RN instalou internet banda larga em 586 unidades escolares, contemplando a prestação dos serviços contínuos de telecomunicações, incluindo implantação, operacionalização, gestão e manutenção da rede Wi-Fi, fornecendo equipamentos, capacitação para professores, gerenciamento e suporte.

Participaram da solenidade de lançamento do Programa Internet Brasil no Rio Grande do Norte diversas autoridades, incluindo Hermano Tercius, secretário nacional de telecomunicações; Olga Aguiar, da Secretaria de Mulheres, Juventude, Igualdade e Direitos Humanos; Irís Oliveira, da Secretaria do Trabalho, Habitação e Assistência Social; Cleonice Kozerski, secretária adjunta da SEEC; Flaubert Torquato, subsecretário da SEEC; Márcia Maia, presidente da AGN; Gabriel Medeiros, subsecretário da Juventude; a deputada Divaneide Basílio; Henrique Paim, diretor da Fundação Getúlio Vargas; Adriana Torquato, representante da PGE; Coronel Soraya, representando a Patrulha Maria da Penha; Lilian Mireli, presidente da UMES; e o professor José Firmino, coordenador do Internet Brasil na SEEC.

 

ANNA RUTH DANTAS

Essa publicação é um oferecimento

101 FM

Educação

Governadora inaugura mais três unidades do IERN

04/07/2024


 

A governadora Fátima Bezerra entrega nesta quinta-feira (04) e sexta-feira (05) mais três unidades do IERN – Instituto Estadual de Educação Profissional, Tecnologia e Inovação do Rio Grande do Norte -, levando para o interior do Estado ensino técnico de qualidade. Os IERNs integram o Programa Nova Escola Potiguar (PNEP) no eixo criação de escolas profissionais.

A primeira inauguração, na quinta-feira (04), às 18h, será a do IERN de Jardim de Piranhas, um investimento de R$ 12,8 milhões, com área de cobertura para 10 municípios do Seridó.

Já na sexta-feira (05), Fátima Bezerra inaugura o IERN de Alexandria, às 10h. Em seguida, às 16h, a chefe do executivo estadual inaugura o IERN de Campo Grande.

No caminho, antes de se dirigir a Campo Grande, a governadora visita as obras do IERN de Umarizal, às 14h.

 

Cronograma:

 

IERN Jardim de Piranhas

Dia: 04/07/2024

Hora: 18h00

Endereço: RN-288, Rodovia Dep. Willy Saldanha, Bairro Santa Cecília, Jardim de Piranha/RN.

 

IERN Alexandria

Dia: 05/07/2024

Hora: 10h00

Endereço: R. Padre Eriberto, RN-117, Bairro Novo Horizonte, Alexandria/RN

 

IERN Campo Grande

Dia: 05/07/2024

Hora: 16h00

Endereço: Rua Antônio Gondim, Bairro São Pedro, Campo Grande (RN).

 

 

FONTE: ANNA RUTH DANTAS

Essa publicação é um oferecimento

MARE MOVEIS TOUROS

Educação

Novo Ensino Médio mudará rotina da comunidade escolar

27/06/2024


A aprovação da reforma do ensino médio pela Comissão da Educação do Senado representa mais um passo para mudanças bastante significativas não apenas na rotina de profissionais da educação e de alunos, mas também para as famílias desses estudantes e para as comunidades. Para que seja de fato implementado e garanta a qualidade e equidade na educação, será necessário o empenho e articulação dos entes federados, assim como da comunidade escolar e de universidades, visando a formação de professores para o novo currículo.

Como o texto aprovado do PL 5.230/23 na comissão é um substitutivo, ele terá de retornar à Câmara dos Deputados, caso se confirme a aprovação no plenário do Senado. O texto aprovado prevê a ampliação da carga horária mínima total destinada à formação geral básica (FGB), das atuais 1,8 mil horas para 2,4 mil. A carga horária mínima anual do ensino médio passa de 800 para 1 mil horas distribuídas em 200 dias letivos.

Há a possibilidade de essa carga ser ampliada progressivamente para 1,4 mil horas, desde que levando em conta prazos e metas estabelecidos no Plano Nacional de Educação (PNE), respeitando uma distribuição que seja de 70% para formação geral básica e 30% para os itinerários formativos – disciplinas, projetos, oficinas e núcleos de estudo a serem escolhidos pelos estudantes nos três anos da etapa final da educação básica.

Segundo o substitutivo aprovado, da relatora do PL no Senado, Dorinha Seabra (União-TO), a partir de 2029, as cargas horárias totais de cursos de ensino médio com ênfase em formação técnica e profissional serão ampliadas, de 3 mil horas para 3,2 mil; 3,4 mil; e 3,6 mil quando se ofertarem, respectivamente, cursos técnicos com carga específica de 800 horas, 1 mil  horas e 1,2 mil horas.

 

Língua espanhola no Ensino Médio

Entre os destaques apresentados pela parlamentar no relatório figura a inclusão da língua espanhola como componente curricular obrigatório, além do inglês. Outros idiomas poderão ser ofertados em localidades com influências de países cujas línguas oficiais sejam outras, de acordo com a comunidade escolar (professores, técnicos administrativos, estudantes e pais ou responsáveis).

A ampliação da carga horária e a inclusão da língua espanhola entre as disciplinas a serem ministradas são pontos positivos da reforma, segundo a professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) Catarina de Almeida Santos. Ela chama atenção para alguns problemas que podem decorrer da forma como serão implementadas.

“O texto aprovado pela comissão do Senado apresenta alguns avanços, ainda que insuficientes, na comparação com o texto enviado pela Câmara”, disse a educadora à Agência Brasil. “Trazer o espanhol de volta é algo positivo, se levarmos em consideração nossa identidade continental. Mas é preciso estabelecermos uma divisão clara das cargas horárias, uma vez que horas dedicadas a espanhol são horas a menos para outros conteúdos”, disse ela ao destacar ser necessário, também, que haja clareza, no novo ensino médio, com relação não apenas à carga horária de cada disciplina, mas também aos conteúdos que serão apresentados.

Segundo a educadora, o substitutivo manteve brechas especialmente relativas à educação profissional, uma vez que não ficou claro quais seriam as disciplinas que vão compor tais áreas. “É preciso dizer as áreas do conhecimento e, dentro delas, definir disciplinas e carga horária. A nova legislação precisa apresentar e detalhar isso; pegar as áreas de conhecimento e dizer o que vai compor em termos de disciplinas”.

Diretor de Políticas Públicas da ONG Todos Pela Educação, Gabriel Corrêa diz que a obrigatoriedade da língua espanhola no ensino médio será provavelmente um ponto de discordância, quando a matéria retornar à Câmara.

“É possível que a Câmara não acate todas mudanças feitas pela senadora Dorinha no texto. Antevejo discordância de alguns com relação à obrigatoriedade do espanhol no ensino médio. O problema, talvez, seja colocá-lo na parte comum, como mais uma disciplina obrigatória, porque implicaria na diminuição da carga horária de outras disciplinas importantes”, disse.

A solução, segundo ele, seria a de colocar o espanhol como disciplina opcional, em vez de obrigatória. “Se as escolas já funcionassem em tempo integral, não haveria esse problema, porque a carga horária seria maior”, complementou ao lembrar que essa obrigatoriedade foi publicamente criticada pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação – o que certamente será usado como argumento pelos contrários.

 

Itinerários formativos

Criados com o objetivo de aprofundar áreas de conhecimento ou de formação técnica profissional – levando em conta a importância desses conteúdos para o contexto local e as possibilidades do sistema de ensino –, os itinerários formativos terão carga horária mínima de 800 horas nos três anos de ensino médio.

Na avaliação de Catarina de Almeida, da UnB, o aumento da carga horária do técnico profissionalizante acabaria por resultar na diminuição da formação básica, o que, segundo ela, não seria bom.

“Levando em consideração o atual quadro de professores e a infraestrutura limitada das escolas, o correto seria não fazer essa divisão [entre áreas de conhecimento e técnico profissionalizante], e sim focar exclusivamente em uma formação básica, comum a todos. Isso, na verdade, significa os dois tipos para todos. Ao separar o processo, teremos estudantes com menos informação do básico”, argumentou.

Se for para implementar com essa divisão, que seja, na avaliação dela, aumentando a carga horária total. Nesse caso, ela sugere que se postergue a implementação das novas regras. “A pressa pode atrapalhar a perfeição. Se o Brasil está atrasado nessa reformulação, ficará ainda mais com a necessidade de, depois, ter de fazer mais uma reforma. Isso prejudicaria mais gerações. O melhor é centrar esforços em uma reforma robusta que possa ficar por muito tempo”.

Com relação aos itinerários formativos, a grande preocupação manifestada por parlamentares durante a tramitação do texto foi a de resultarem em conteúdos e atividades de pouca relevância para a formação do estudante. Foi inclusive citado o caso de uma aula dedicada a ensinar estudantes a prepararem brigadeiro gourmet.

A ideia proposta prevê que os itinerários têm de estar articulados com as quatro áreas de conhecimento previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC): linguagens e suas tecnologias, integrada pela língua portuguesa e suas literaturas, língua inglesa, artes e educação física; matemática e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias, integrada pela biologia, física e química; e ciências humanas e sociais aplicadas, integrada pela filosofia, geografia, história e sociologia.

As diretrizes nacionais que aprofundarão cada uma das áreas do conhecimento ficarão a cargo do Ministério da Educação (MEC), em parceria com os sistemas estaduais e distrital de ensino.

 

Tempo integral

O projeto em tramitação no Senado aponta para a importância do tempo integral, e isso certamente constará na lei, segundo Gabriel Corrêa, da ONG Todos pela Educação. Enquanto isso não acontece, o Senado propôs a ampliação da carga diária atual, de 5 horas, no caso dos estudantes que optarem por curso técnico. Já a Câmara defende cargas horárias iguais para os dois grupos – técnico profissionalizante e áreas de conhecimento.

“Há alguns problemas com relação ao tempo integral. Um deles é que as redes [de ensino] das secretarias de educação terão de ofertar estrutura para alunos ficarem mais tempo na escola, o que resulta em mais trabalho, recursos e contratações de professores. Outro ponto está relacionado ao risco de os estudantes optarem por uma frente, apenas pelo fato de ficarem menos tempo em sala de aula. Em outras palavras, desestimularia a escolha pelos cursos técnicos, caso a carga horária diária deles seja maior”, argumentou o diretor.

A ONG Todos pela Educação defende que não haja essa distinção entre as duas frentes, até porque mais carga atrapalha a oferta do poder público para a expansão da rede. “O ideal é que todos tenham a mesma carga horária, independentemente do caminho a ser escolhido. Com isso, a escolha é em função da vocação e dos interesses, e não da preguiça de fazer menos aulas. Por fim, isso pode confundir os estudantes, levando-os a acreditar que uma maior carga horária indicaria maior relevância”.

 

Notório saber

Um outro ponto polêmico do texto substitutivo aprovado na comissão do Senado é o que trata da possibilidade de algumas aulas serem ministradas por pessoas sem diploma de licenciatura específico para a disciplina, mas que tenham notório saber e experiência comprovada no campo da formação técnica e profissional. Algo similar já ocorre, por exemplo, quando engenheiros dão aula de matemática.

Segundo a relatora Dorinha Seabra, a atuação desses profissionais de notório saber será “em caráter excepcional, mediante justificativa do sistema de ensino e regulamentação do Conselho Nacional de Educação (CNE).”

Essa possibilidade preocupa a educadora Catarina de Almeida Santos, da UnB. Segundo ela, esse tipo de situação implica risco de, ao autorizar aulas ministradas por pessoas de notório saber, a nova legislação coloca à frente das salas de aula pessoas leigas, em vez de profissionais habilitados da área. “A meu ver, notório saber não tem relação com saber prático”.

Essa possibilidade foi também criticada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). “Um ponto considerado negativo foi a permanência do notório saber, embora o texto aponte para a normatização nacional e excepcional da contratação desses profissionais para atuarem no itinerário da formação técnico-profissional”, ponderou a entidade.

 

Esforço conjunto

A relatora Dorinha Seabra disse à Agência Brasil que, para ser implementada de forma adequada, a nova proposta vai requerer esforço do estado e do governo federal, para melhorar a estrutura das escolas. Em especial, as estruturas de laboratórios e bibliotecas.

“Será necessário um aprofundamento em relação às disciplinas básicas. Quando se trata da educação profissional, requer uma estrutura ainda maior de investimento em laboratórios e livros; em atividades extras. Temos um grande desafio, a exemplo dos profissionais e de funcionamento das escolas”, disse.

Dorinha acrescentou que o aumento de carga horária vai requerer mais dedicação também de alunos e professores. “O tempo integral fica no foco de todo conjunto, [passando por] ampliação da carga horária e permanência na escola”.

Ainda segundo a senadora, o olhar do novo do ensino médio tem que estar cada dia mais inserido no seu espaço; na sua localidade. “Requer a participação da comunidade nesses espaços coletivos de formação e leituras em relação ao meio em que está inserido, bem como aos espaços no mundo do trabalho.”

A ONG Todos pela Educação alerta que “sem o apoio do governo federal ao estado, e dos estados às escolas, o abismo entre escolas públicas e privadas permanecerá mesmo com o país tendo sua legislação melhorada.”

A aprovação pelo Legislativo, segundo Corrêa, é apenas um primeiro passo para novos desafios. “Na sequência teremos outros desafios, até que consigamos, de forma gradual, fazer as mudanças que melhorarão o ensino médio do país. Será uma fase complexa e não rápida, tomando pelo menos os anos de 2025 e 2026”, afirmou.

Segundo ele, os desafios para a implementação das novas regras passam pela preparação de infraestruturas, profissionais, materiais e pelas avaliações que são necessárias para identificar o que pode ser melhorado.

“Além disso, será necessário estabelecer uma nova comunicação [das autoridades] com estudantes e famílias sobre as mudanças que virão. Apoiar os estudantes inclusive para que eles apoiem a escola. Não adianta o poder público se preparar e as comunidades não se apropriarem desse modelo”, complementou.

Além de campanhas midiáticas, será necessária muita atuação no ambiente escolar, no sentido de preparar professores e diretores. “Serão momentos de debates sobre projetos de vida e opções disponibilizadas pelo ensino médio. Não é apenas o governo chegar e expor suas intenções. Será necessário ouvir, dialogar e envolver o jovem nesse processo de escolha. Não será algo fácil. Por isso precisaremos de uma coordenação muito boa entre MEC e secretarias estaduais/distrital de educação”.

 

Aulas noturnas

Outra sugestão apresentada no relatório da parlamentar é a obrigatoriedade de os estados manterem pelo menos uma escola com ensino médio regular noturno em cada município, caso haja demanda comprovada.

 

O relatório prevê, ainda, formação continuada de professores, de forma a garantir que eles estejam preparados para as novas diretrizes e metodologias, “com foco em orientações didáticas e reflexões metodológicas, assegurando o sucesso das transformações propostas para o ensino médio.”

 

Ministro

O ministro da Educação, Camilo Santana, comemorou pelas redes sociais a aprovação do substitutivo na comissão do Senado. Em tom de agradecimento aos parlamentares, ele destacou, entre os avanços, a manutenção das 2,4 mil horas, conforme proposto pelo governo federal, para a formação geral básica e fortalecimento da formação técnica de nível médio.

Segundo ele, esta foi uma vitória para a educação e para a juventude do Brasil. “Prevalece o interesse maior, que é comum aos que trabalham por um país de mais oportunidades: a construção de um ensino médio capaz de contribuir para tornar a escola pública mais atrativa, gratuita e de qualidade para todas e todos”, disse.

Essa publicação é um oferecimento

LOJAS MG

Educação

Novo Ensino Médio mudará rotina da comunidade escolar

26/06/2024


 

A aprovação da reforma do ensino médio pela Comissão da Educação do Senado representa mais um passo para mudanças bastante significativas não apenas na rotina de profissionais da educação e de alunos, mas também para as famílias desses estudantes e para as comunidades. Para que seja de fato implementado e garanta a qualidade e equidade na educação, será necessário o empenho e articulação dos entes federados, assim como da comunidade escolar e de universidades, visando a formação de professores para o novo currículo.

Como o texto aprovado do PL 5.230/23 na comissão é um substitutivo, ele terá de retornar à Câmara dos Deputados, caso se confirme a aprovação no plenário do Senado. O texto aprovado prevê a ampliação da carga horária mínima total destinada à formação geral básica (FGB), das atuais 1,8 mil horas para 2,4 mil. A carga horária mínima anual do ensino médio passa de 800 para 1 mil horas distribuídas em 200 dias letivos.

Há a possibilidade de essa carga ser ampliada progressivamente para 1,4 mil horas, desde que levando em conta prazos e metas estabelecidos no Plano Nacional de Educação (PNE), respeitando uma distribuição que seja de 70% para formação geral básica e 30% para os itinerários formativos – disciplinas, projetos, oficinas e núcleos de estudo a serem escolhidos pelos estudantes nos três anos da etapa final da educação básica.

Segundo o substitutivo aprovado, da relatora do PL no Senado, Dorinha Seabra (União-TO), a partir de 2029, as cargas horárias totais de cursos de ensino médio com ênfase em formação técnica e profissional serão ampliadas, de 3 mil horas para 3,2 mil; 3,4 mil; e 3,6 mil quando se ofertarem, respectivamente, cursos técnicos com carga específica de 800 horas, 1 mil horas e 1,2 mil horas.

 

Língua espanhola

 

Entre os destaques apresentados pela parlamentar no relatório figura a inclusão da língua espanhola como componente curricular obrigatório, além do inglês. Outros idiomas poderão ser ofertados em localidades com influências de países cujas línguas oficiais sejam outras, de acordo com a comunidade escolar (professores, técnicos administrativos, estudantes e pais ou responsáveis).

 

A ampliação da carga horária e a inclusão da língua espanhola entre as disciplinas a serem ministradas são pontos positivos da reforma, segundo a professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) Catarina de Almeida Santos. Ela chama atenção para alguns problemas que podem decorrer da forma como serão implementadas.

“O texto aprovado pela comissão do Senado apresenta alguns avanços, ainda que insuficientes, na comparação com o texto enviado pela Câmara”, disse a educadora à Agência Brasil. “Trazer o espanhol de volta é algo positivo, se levarmos em consideração nossa identidade continental. Mas é preciso estabelecermos uma divisão clara das cargas horárias, uma vez que horas dedicadas a espanhol são horas a menos para outros conteúdos”, disse ela ao destacar ser necessário, também, que haja clareza, no novo ensino médio, com relação não apenas à carga horária de cada disciplina, mas também aos conteúdos que serão apresentados.

Segundo a educadora, o substitutivo manteve brechas especialmente relativas à educação profissional, uma vez que não ficou claro quais seriam as disciplinas que vão compor tais áreas. “É preciso dizer as áreas do conhecimento e, dentro delas, definir disciplinas e carga horária. A nova legislação precisa apresentar e detalhar isso; pegar as áreas de conhecimento e dizer o que vai compor em termos de disciplinas".

Diretor de Políticas Públicas da ONG Todos Pela Educação, Gabriel Corrêa diz que a obrigatoriedade da língua espanhola no ensino médio será provavelmente um ponto de discordância, quando a matéria retornar à Câmara.

“É possível que a Câmara não acate todas mudanças feitas pela senadora Dorinha no texto. Antevejo discordância de alguns com relação à obrigatoriedade do espanhol no ensino médio. O problema, talvez, seja colocá-lo na parte comum, como mais uma disciplina obrigatória, porque implicaria na diminuição da carga horária de outras disciplinas importantes”, disse.

A solução, segundo ele, seria a de colocar o espanhol como disciplina opcional, em vez de obrigatória. “Se as escolas já funcionassem em tempo integral, não haveria esse problema, porque a carga horária seria maior”, complementou ao lembrar que essa obrigatoriedade foi publicamente criticada pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação – o que certamente será usado como argumento pelos contrários.

 

Itinerários formativos

 

Criados com o objetivo de aprofundar áreas de conhecimento ou de formação técnica profissional – levando em conta a importância desses conteúdos para o contexto local e as possibilidades do sistema de ensino –, os itinerários formativos terão carga horária mínima de 800 horas nos três anos de ensino médio.

Na avaliação de Catarina de Almeida, da UnB, o aumento da carga horária do técnico profissionalizante acabaria por resultar na diminuição da formação básica, o que, segundo ela, não seria bom.

“Levando em consideração o atual quadro de professores e a infraestrutura limitada das escolas, o correto seria não fazer essa divisão [entre áreas de conhecimento e técnico profissionalizante], e sim focar exclusivamente em uma formação básica, comum a todos. Isso, na verdade, significa os dois tipos para todos. Ao separar o processo, teremos estudantes com menos informação do básico”, argumentou.

Se for para implementar com essa divisão, que seja, na avaliação dela, aumentando a carga horária total. Nesse caso, ela sugere que se postergue a implementação das novas regras. “A pressa pode atrapalhar a perfeição. Se o Brasil está atrasado nessa reformulação, ficará ainda mais com a necessidade de, depois, ter de fazer mais uma reforma. Isso prejudicaria mais gerações. O melhor é centrar esforços em uma reforma robusta que possa ficar por muito tempo”.

Com relação aos itinerários formativos, a grande preocupação manifestada por parlamentares durante a tramitação do texto foi a de resultarem em conteúdos e atividades de pouca relevância para a formação do estudante. Foi inclusive citado o caso de uma aula dedicada a ensinar estudantes a prepararem brigadeiro gourmet.

A ideia proposta prevê que os itinerários têm de estar articulados com as quatro áreas de conhecimento previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC): linguagens e suas tecnologias, integrada pela língua portuguesa e suas literaturas, língua inglesa, artes e educação física; matemática e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias, integrada pela biologia, física e química; e ciências humanas e sociais aplicadas, integrada pela filosofia, geografia, história e sociologia.

 

As diretrizes nacionais que aprofundarão cada uma das áreas do conhecimento ficarão a cargo do Ministério da Educação (MEC), em parceria com os sistemas estaduais e distrital de ensino.

 

Tempo integral

 

O projeto em tramitação no Senado aponta para a importância do tempo integral, e isso certamente constará na lei, segundo Gabriel Corrêa, da ONG Todos pela Educação. Enquanto isso não acontece, o Senado propôs a ampliação da carga diária atual, de 5 horas, no caso dos estudantes que optarem por curso técnico. Já a Câmara defende cargas horárias iguais para os dois grupos – técnico profissionalizante e áreas de conhecimento.

“Há alguns problemas com relação ao tempo integral. Um deles é que as redes [de ensino] das secretarias de educação terão de ofertar estrutura para alunos ficarem mais tempo na escola, o que resulta em mais trabalho, recursos e contratações de professores. Outro ponto está relacionado ao risco de os estudantes optarem por uma frente, apenas pelo fato de ficarem menos tempo em sala de aula. Em outras palavras, desestimularia a escolha pelos cursos técnicos, caso a carga horária diária deles seja maior”, argumentou o diretor.

A ONG Todos pela Educação defende que não haja essa distinção entre as duas frentes, até porque mais carga atrapalha a oferta do poder público para a expansão da rede. “O ideal é que todos tenham a mesma carga horária, independentemente do caminho a ser escolhido. Com isso, a escolha é em função da vocação e dos interesses, e não da preguiça de fazer menos aulas. Por fim, isso pode confundir os estudantes, levando-os a acreditar que uma maior carga horária indicaria maior relevância”.

 

A TARDE

Essa publicação é um oferecimento

RÁDIO FAROL - TOUROS

Educação

Professores da UFRN decidem encerrar greve após 59 dias

21/06/2024


 

Os professores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte decidiram encerrar a greve da categoria nesta quinta-feira (20) após 59 dias de paralisação. A informação foi confirmada pelo Adurn-Sindicato, que representa os docentes.

A decisão aconteceu em um plebiscito no qual 61,4% dos professores votaram pelo retorno às atividades, enquanto 36,5% queriam manter o movimento grevista - 1,9% se absteve da decisão. Ao todo, 1.760 professores votaram.

O Adurn-Sindicato informou que vai se reunir nesta sexta-feira (21) com a reitoria da UFRN para discutir o ajuste do calendário acadêmico após a paralisação. Segundo o sindicato, a expectativa é de que as aulas retornem na segunda-feira (24).

Os servidores - tanto técnico-administrativos como docentes - do Instituto Federal do Rio Grande do Norte decidiram após assembléia nesta quinta-feira (20) aprovar parte da proposta do governo federal, mas mantiveram a greve.

A decisão se deu, segundo o Sindicato Nacional dos Servidores da Educação Básica, Profissionais e Tecnológica (Sinasefe Seção Natal), porque a proposta não foi formalizada pelo governo federal. Por isso, movimento condicionou o fim da paralisação à assinatura da greve.

O IFRN tem cerca de 38 mil estudantes. O calendário da instituição foi suspenso no início da greve.

 

Ufersa: técnicos e professores mantêm greve

Os técnico-administrativos da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) também aprovaram parte da proposta do governo, mas decidiram manter a greve, por considerarem que há pontos na proposta ainda para serem debatidos.

Já os professores decidiram manter a greve após assembleia nesta quinta-feira (20), segundo a Associação de Docentes da Ufersa (Adufersa).

 

G1 RN

Essa publicação é um oferecimento

MARE MOVEIS TOUROS

Educação

Lula volta a pedir fim de greve de professores: ‘Estão prejudicando os alunos’

20/06/2024

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a pedir nesta quinta-feira (20) o fim da greve dos professores universitários e técnicos administrativos de instituições federais de ensino, que já dura mais de dois meses. Em entrevista, o presidente afirmou que a medida prejudica os alunos.

As declarações foram dadas pelo presidente durante entrevista a uma rádio cearense. Lula lembrou que, na época em que fazia parte do movimento sindical, chegou a perder negociações por ser muito “radical”. “Eu disse aos reitores que não estão prejudicando o governo, não estão prejudicando o Lula. Estão prejudicando, na verdade, os alunos, que estão perdendo bons dias de aula”, pontuou.

Lula ainda reclamou que as categorias ainda não agradeceram ao governo pela recomposição salarial de 9% dada no ano passado.

“Todo e qualquer movimento de trabalhador tem o direito de fazer greve e de reivindicar. O que as pessoas não podem esquecer é o que já foi feito, o que já foi oferecido. Nós apresentamos um pacote, demos 9% antecipado no ano passado. Eu, às vezes, fico triste, porque ninguém agradeceu os 9% e estão fazendo uma greve dizendo que é por 4,5% e que não damos nada nesse ano”, disse Lula.

“Eles têm que entender que estamos há um ano e seis meses no governo. Foram quase oito anos de estagnação nesse país, estamos retomando e vamos colocar as coisas no lugar. Na reunião com os reitores, não foram eles que falaram de greve, foi eu. É importante analisar o que tem na mão. Eu espero que tenham compreensão e espero que saibam que no meu governo não falta oportunidade de conversar”, acrescentou.

Lula se reuniu com reitores de universidades no início deste mês, em Brasília. Na ocasião, criticou a greve e afirmou não ver motivos para durar tanto tempo. “A greve tem um tempo para começar e tempo para terminar. A única coisa que não se pode permitir é que uma greve termine por inanição. O dirigente sindical tem que ter coragem de propor, negociar, mas tem que ter coragem de tomar decisões que muitas vezes não é o tudo ou nada que ele apregoou”, destacou.

 

R7

Essa publicação é um oferecimento

LOJAS MG

Educação

Dia Mundial do Orgulho Autista é comemorado nesta terça-feira

18/06/2024


 

O Dia Mundial do Orgulho Autista é comemorado nesta terça-feira, 18. Criado em 2005 pela organização norte-americana Aspies for Freedom, a data tem o objetivo de esclarecer a sociedade sobre o assunto, ensinar a reconhecer as diferenças no funcionamento cerebral e oferecer melhores condições de desenvolvimento intelectual e convivência em família.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) define Transtorno do Espectro Autista (TEA) como uma condição de desenvolvimento neurológico, definida por dificuldades de comunicação e interação social e pela presença de comportamentos ou interesses repetitivos e restritos. Embora os sintomas configurem o núcleo do transtorno, a gravidade e a apresentação em cada indivíduo é variável.

Diante do contexto escolar, é notado um aumento de matrículas de estudantes com TEA nas escolas brasileiras. Dados do Censo Escolar 2023 apontam que o número de matrículas de pessoas com autismo passou de 429 mil, em 2022, para 636 mil, em 2023 no país. O aumento pode evidenciar os desafios de uma educação inclusiva, que atenda todos os estudantes.

Para os profissionais da educação é recomendada a adaptação curricular ao longo do percurso pedagógico. A psicopedagoga Leila Souza pontua que cada criança deve ter um plano educacional individualizado, com metas claras, para promover seu desenvolvimento efetivo.

“A adaptação curricular será de suma importância, pois as propostas trabalhadas e não assimiladas pelo estudante, deverão ser constantemente avaliados e revistos ao longo do processo, de forma que possam ser apresentadas novas propostas didático- pedagógicas, possibilitando a consolidação da habilidade e aprendizado”, diz.

“Os professores precisam se informar e ter formação continuada. Quanto mais souberem como agir, melhor para cada criança, que se sentirá mais segura no contexto escolar. É importante conhecer o perfil do estudante, suas áreas de interesse e motivação, buscar identificar as suas potencialidades e dificuldades, traçando objetivos para que haja avanços significativos”, acrescenta a especialista.

O ensino inclusivo para estudantes com o TEA é presente nas escolas municipais baianas, a exemplo de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. A rede municipal, parceira do A TARDE Educação, conta com 27 salas de recursos multifuncionais, distribuídas entre as áreas urbana e rural. Essas unidades oferecem serviços pedagógicos especializados para alunos com autismo e outras deficiências, abrangendo turmas desde a Educação Infantil até o Ensino Fundamental e na Educação de Jovens e Adultos (EJA). O Atendimento Educacional Especializado (AEE) é realizado em horário complementar ao das aulas regulares.

Segundo Rozilda Magalhães, pedagoga, assistente social e professora da Escola Municipal Mário Batista, em Vitória da Conquista, o projeto começou com a matrícula de alunos com deficiência em classes comuns e evoluiu para um modelo didático-pedagógico avançado, beneficiando 43 mil alunos nas 181 escolas da cidade, seguindo todas as políticas educacionais da inclusão estabelecidas pelo Ministério da Educação (MEC).

Para reforçar o aprendizado, os professores do AEE são pós-graduados em áreas da educação especial, como inclusão, psicopedagogia, psicologia da educação, alfabetização e letramento. Eles também recebem formação específica em Atendimento Educacional Especializado, oferecida pela equipe de Educação Especial Inclusiva da Secretaria Municipal da Educação (Smed).

“A sala de recursos multifuncionais opera em regime de colaboração, como escola-escola-comunidade-serviços da sociedade, para garantir que alunos com TEA tenham acesso, permanência e aprendizagem escolar assegurados. Este espaço se destaca por utilizar recursos além dos tradicionais lápis, borracha, caderno e quadro-branco, oferecendo materiais palpáveis e personalizados para cada aluno com TEA. De modo geral, os trabalhos na sala tem por orientação a legislação educacional brasileira, dentre os documentos legais cita-se, a LDB 939496, do Decreto 761111, a Lei do Autismo ou Lei Berenice Piana (12.764/12) e a Lei da Inclusão 13.146/2015”, pontua a professora Rozilda.

Essa publicação é um oferecimento

DROGARIA POUPE JÁ

Educação

Lei da Política de Educação em Tempo Integral na rede estadual é sancionada

15/06/2024


 

A Governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, sancionou nesta quinta-feira (13) a Lei 11.804, que estabelece a Política de Educação em Tempo Integral na rede pública estadual de ensino.

A nova legislação, proposta pelo Executivo estadual, foi aprovada por unanimidade pela Assembleia Legislativa e será publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (14).

“Com a sanção desta lei, reafirmamos nosso compromisso com a educação de qualidade e com a formação integral dos nossos jovens. A educação em tempo integral é uma estratégia fundamental para garantir melhores oportunidades para nossos estudantes e para promover a equidade e a justiça social no Rio Grande do Norte. Estamos determinados a investir cada vez mais na educação, pois acreditamos que ela é o caminho para o desenvolvimento e a transformação social”, afirmou a governadora.

Essa publicação é um oferecimento

MARE MOVEIS TOUROS

Educação

ENEM2024: após prorrogação de prazo, inscrições terminam nesta sexta (14)

14/06/2024


 

Termina nesta sexta-feira (14), o prazo para inscrições no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os interessados devem acessar a Página do Participante e utilizar o cadastro na conta gov.br. A taxa de inscrição (R$ 85) deve ser paga até 19 de junho, e as provas serão aplicadas nos dias 3 e 10 de novembro, em todas as unidades federativas.

As solicitações de atendimento especializado e tratamento por nome social também vão até 14 de junho. Quem está concluindo o ensino médio em escola pública não paga taxa de inscrição.

O Ministério da Educação (MEC) pede aos candidatos que fiquem atentos ao cronograma. Ele foi alterado para garantir a participação dos estudantes do Rio Grande do Sul, prejudicados pelas enchentes.

Balanço divulgado recentemente pelo MEC mostrou que praticamente 100% dos concluintes do ensino médio da rede pública estão inscritos no Enem em diversos estados. É o caso de Alagoas, do Amapá, da Bahia, do Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, de Goiás, do Pará, da Paraíba, de Pernambuco, do Piauí, Rio Grande do Norte e de Sergipe.

Criado em 1998, o Enem avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica e também é a principal porta de entrada para a educação superior no país.

Os resultados da avaliação podem ser usados para acesso ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e ao Programa Universidade para Todos (ProUni) e também são aceitos em instituições privadas e de outros países de língua portuguesa que tenham acordo com o Brasil.

Os estudantes que não concluíram o ensino médio também podem participar na condição de treineiros, para autoavaliação nos anos anteriores ao término da educação básica.

Essa publicação é um oferecimento

SÃO JOÃO CÂMARA

Educação

Governo do RN anuncia concurso da educação; confira

13/06/2024

 

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte anunciou, nesta quarta-feira (12), o concurso público para a Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer (SEEC). Serão oferecidas 598 vagas para professores e especialistas em Educação, reforçando o quadro de servidores efetivos.

Nesta terça-feira (11), a Secretaria de Estado da Administração (Sead) homologou a contratação da banca organizadora, a Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pela execução do concurso.

A publicação do ato de homologação está no Plano Nacional de Contratações Públicas (PNCP) e já está disponível no Diário Oficial do RN desta quarta.

Essa publicação é um oferecimento

Open Master - Agência de Desenvolvimento Web

Educação

Servidores técnico-administrativos da UFRN decidem manter greve

12/06/2024


 

Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) decidiram, em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (12), continuar a greve.

A decisão foi tomada após a avaliação da proposta apresentada pelo Ministério da Educação na terça-feira (11) para a reestruturação da carreira dos técnicos das instituições de ensino superior.

A proposta mantém a política de não conceder aumento em 2024, com reajustes previstos de 9% em janeiro de 2025 e 5% em abril de 2026. Além disso, o tempo de progressão será reduzido de 18 para 12 meses, com aceleração a cada cinco anos, permitindo que um servidor chegue ao topo da carreira em 15 anos.

Os servidores técnico-administrativos defendem que o reajuste seja iniciado a partir deste ano. A greve da categoria foi deflagrada em 14 de março. Além dos técnicos, os docentes da UFRN também estão paralisados. A suspensão das aulas foi iniciada em 3 de abril.

O movimento é organizado pelo Sindicato Estadual dos Trabalhadores em Educação do Ensino Superior do Rio Grande do Norte (Sintest). Uma nova assembleia está marcada para a próxima quarta-feira (19), às 9h, no auditório da Reitoria da UFRN.

 

Novo Notícias.

Essa publicação é um oferecimento

Open Master - Agência de Desenvolvimento Web

Educação

Ensino médio pode ter maior carga horária, prevê relatório de senadora

12/06/2024


 

Pedido de vista coletivo da Comissão de Educação do Senado adiou para a partir da semana que vem a apreciação de projeto de lei que prevê uma nova reforma do ensino médio. Como o relatório apresentado pela senadora Dorinha Seabra (União-TO) é um substitutivo, ele terá de retornar à Câmara dos Deputados, caso seja aprovado pelo Senado. Ao iniciar a apresentação do relatório, a senadora sugeriu que, diante da complexidade do tema, não tinha a expectativa de votar ainda hoje o projeto.

“Não é essa a expectativa porque é um texto complexo”, disse ela ao defender o aprofundamento do diálogo e uma análise mais profunda antes de remeter o texto de volta à Câmara.

A expectativa do gabinete da senadora é de que o projeto de lei 5.230/2023, que prevê uma nova reforma no ensino médio, seja apreciado a partir da semana que vem.

 

Carga horária e notório saber

 

Entre os destaques apresentados pela parlamentar no relatório figuram a ampliação e equalização da carga horária; a obrigatoriedade da língua espanhola e a possibilidade de aulas ministradas por profissionais com notório saber.

 

AGORA RN

Essa publicação é um oferecimento

RÁDIO FAROL - TOUROS

Educação

Servidores da UFRN e do IFRN fazem protesto em frente à Assembleia Legislativa

11/06/2024


 

Um ato Unificado de Greve acontece na manhã desta terça-feira (11), na Praça 7 de Setembro, em frente à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, no Centro da Cidade.

A atividade é uma realização do SINASEFE, sindicato que representa os servidores do IFRN, e do SINTEST-RN, entidade que representa os técnico-administrativos da UFRN. Além dos servidores das duas entidades, o ato conta com a participação dos movimentos sociais e estudantil, coletivos e representantes de partidos políticos.

Os manifestantes reivindicam a recomposição do orçamento das Instituições Federais de Ensino Superior, a reestruturação das carreiras, reajuste salarial digno e a revogação das medidas prejudiciais aos serviços públicos.

Os técnico-administrativos da UFRN estão em greve desde o dia 14 de março de 2024 e os docentes da instituição desde 22 de abril. 

 

96 FM.

Essa publicação é um oferecimento

RÁDIO FAROL - TOUROS

Educação

MEC anuncia 10 novos câmpus de universidades e 8 hospitais universitários

11/06/2024


 

O governo federal, por meio do Ministério da Educação (MEC) anunciou o investimento de R$ 5,5 bilhões de recursos federais, como parte do novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), para a consolidação das universidades federais, criação de 10 novos câmpus e melhoria da infraestrutura de 31 hospitais universitários, com a criação de oito novos hospitais.

Do montante total, R$ 600 milhões serão destinados à construção dos dez novos campi universitários serão espalhados pelas cinco regiões do País. As cidades escolhidas são:

 

– São Gabriel da Cachoeira (AM);

 

– Rurópolis (PA);

 

– Cidade Ocidental (GO);

 

– Baturité (CE);

 

– Estância (SE);

 

– Jequié (BA);

 

– Sertânia (PE);

 

– Ipatinga (MG);

 

– São José do Rio Preto (SP);

 

– Caxias do Sul (RS).

 

Segundo o governo federal, as localidades foram escolhidas com o objetivo de ampliar a oferta de vagas da educação superior em regiões com baixa cobertura de matrículas públicas nessa etapa de ensino.

Essa publicação é um oferecimento

SÃO JOÃO CÂMARA

Educação

Lula vai anunciar obras e aumento de verba para universidades federais

08/06/2024


 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve anunciar nesta segunda-feira, dia 10, um aumento de verbas de custeio para as universidades federais, além das obras para a rede que estarão no PAC. O evento será realizado em meio a uma tentativa de distensionamento das negociações com os professores, que estão em greve há quase 60 dias.

Atualmente, o orçamento de custeio da rede é de R$ 6,8 bilhões. Os reitores alegam que esse valor é insuficiente, especialmente depois de anos de arrocho fiscal, o que levou a cortes em áreas como manutenção predial, por exemplo, e também a dívidas.

O valor que será anunciado na segunda-feira ainda não foi divulgado. De acordo com os reitores, representados pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), a rede precisa de um aporte de R$ 2,5 bilhões para conseguir fechar o ano no azul. Essa é a mesma quantia pedida pelos professores que estão em greve.

A tentativa do governo é se aproximar do que pedem os professores para terminar com a paralisação. Atualmente, ao menos 52 universidades federais e 79 institutos estão em greve. No entanto, os docentes também querem que haja recomposição salarial já em 2024, o que o governo federal afirma não ser possível.

Outro anúncio que será feito na segunda-feira deve ser o das obras que estarão no PAC Universidades. Estão previstas ampliações de campi e grandes reformas, mas ainda não se sabe quais instituições serão contempladas.

 

AGORA RN

Essa publicação é um oferecimento

101 FM

Educação

Ministro anuncia prorrogação das inscrições para o Enem 2024 até a próxima sexta (14)

08/06/2024

 

 

O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou por meio de suas redes sociais, na noite desta sexta-feira (7), que o prazo para inscrição no Enem 2024 (Exame Nacional do Ensino Médio) foi prorrogado até as 23h59 da próxima sexta-feira (14). O intuito da medida, segundo Santana, é ‘ampliar ainda mais as oportunidades para que os jovens façam o Enem’.

O prazo vale para todo o Brasil, e alunos que estão concluindo o ensino médio na rede pública têm direito à isenção da taxa de inscrição.

 

Como se inscrever

Os interessados devem acessar a Página do Participante e utilizar a conta gov.br. A taxa custa R$ 85 e pode ser paga no cartão de crédito ou débito, por Pix ou boleto. As provas vão ser aplicadas nos dias 3 e 10 de novembro.

 

R7

Essa publicação é um oferecimento

LOJAS MG

Educação

Estudante de escola pública do RN é aprovada em 13 faculdades estrangeiras aos 18 anos de idade

07/06/2024


 

A estudante potiguar Maria Luiza Carlos Maia Cabral, de 18 anos de idade, foi aprovada em processos seletivos de 13 faculdades estrangeiras, além de ter passado também no vestibular para estudar na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Com as opções, a jovem decidiu fazer o curso de Engenharia Elétrica na University of North Florida (UNF), dos Estados Unidos. O ano letivo para a estudante começa no mês de agosto, data em que ela já precisa estar no novo país.

“Eu escolhi UNF por ser uma faculdade que me deu mais opções no âmbito financeiro. Além de ser uma faculdade muito bonita, é uma faculdade cheia de oportunidades. Eles me deram uma bolsa que me permite ir para lá”, explicou.

A estudante cursou o ensino médio no Centro Estadual de Educação Profissional Professora Lourdinha Guerra, de Parnamirim, mesma escola na qual atua um professor potiguar medalhista de ouro nas Olimpíadas de Matemática.

A escolha para atuar na área de Engenharia Elétrica se deu por influência do pai. A mãe, por sua vez, a influenciou a aprender inglês e a buscar estudar fora do país.

“O meu pai segue essa área de energias renováveis, de energia elétrica e automação residencial. E eu segui a área por causa do meu pai. Já a área de querer viajar, fazer faculdade fora, aprender o inglês foi por causa da minha mãe, que é professora de inglês no ensino público”, contou.

Durante os processos seletivos, a estudante precisou fazer provas, apresentar atividades extracurriculares realizadas na escola, ser recomendado por professores, além de pontuar com medalhas estudantis conquistadas e menções honrosas.

Em 2022, a estudante já havia ganho uma bolsa de intercâmbio com tudo pago para Houston, no Texas, onde passou um mês. Nesse tempo, chegou a visitar a Nasa. Esse período aumentou o interesse de estudar fora do Brasil.

“Eu sempre tive esse interesse de sair da bolha que eu vivia, poder conhecer outros lugares, pessoas diferentes, então eu, desde pequena, sempre tive essa influência de não querer ficar naquele ninho do pai e da mãe. Eles sempre me incentivaram a correr atrás e viver minha vida”, disse.

A tia Maria Diana contou que a sobrinha Maria Luiza sempre teve exemplos importantes de mulheres na família para acreditar no sonho.

“Nós somos oito mulheres que viemos do interior do estado, de Almino Afonso, e sempre acreditamos na nossa base familiar, em Deus e nos estudos. Maria Luiza sempre teve o exemplo muito forte em relação a isso” contou a tia.

“A gente vai sentir muita falta, mas é uma saudade de alegria, de saber que ela está realizando sonhos”, completou.

A jovem abriu uma rifa para arrecadar recursos para conseguir comprar a passagem e custear as primeiras despesas da viagem.

 

Fonte: G1 RN

Essa publicação é um oferecimento

LOJAS MG

Educação

Enem 2024: prazo para inscrições acaba hoje

07/06/2024


 

Termina nesta sexta-feira (6), às 23h59, o prazo para inscrições no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) 2024. O procedimento deve ser feito pela Página do Participante.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anisio Teixeira (Inep) informa que, apesar de as inscrições terminarem hoje, o pagamento da taxa, no valor de R$ 85, pode ser feito até o dia 12.

O valor pode ser pago por boleto (gerado na Página do Participante), Pix, cartão de crédito, débito em conta corrente ou poupança (a depender do banco). Para pagar por Pix, basta acessar o QR code que consta no boleto. O pagamento é feito por meio de boleto do Banco do Brasil, que só é disponibilizado após acesso ao sistema do exame por meio do login do portal Gov.br.

O Inep alerta que os candidatos que conseguiram isenção do pagamento da taxa não estão automaticamente inscritos. Ou seja, devem fazer o procedimento normalmente até as 23h59 de hoje.

Por causa das enchentes no Rio Grande do Sul, todos os moradores do estado que queiram prestar o Enem 2024 terão isenção da taxa de inscrição, independentemente de terem sido ou não afetados pelas chuvas. O Inep diz que os gaúchos terão um prazo extra para se inscrever, mas ainda não informou quando o período se encerra.

 

Veja o cronograma do Enem 2024:

 

07/06: fim do período de inscrições

12/06: fim do prazo para pagamento da taxa de inscrições

03/11: Primeiro dia da prova do Enem 2024

10/11: Segundo dia de prova do Enem 2024

20/11: Divulgação do gabarito

10 e 11/12: Reaplicação das provas

13/01/2025: Divulgação do resultado

CNN Brasil

Essa publicação é um oferecimento

SÃO JOÃO CÂMARA

Educação

Professores da Ufersa decidem nesta terça (04), se entram em greve

04/06/2024



 

Os professores e professoras da Universidade Federal Rural do Semi-Árido decidem nesta terça (04) se também irão aderir à greve da categoria.

Por causa do calendário acadêmico diferente das demais universidades para reposição de semestres anteriores, a instituição entrou de férias quando o debate sobre a possível paralisação ainda estava em desenvolvimento.

“A discussão se intensificou entre fevereiro e março. Na época, a maioria foi contra a greve, cerca de 97%. Tivemos o final de semestre em abril e só retomamos agora, na semana passada. Não havia sentido fazer greve durante o recesso dos docentes”, detalha Thiago Arruda, presidente da Associação dos Docentes da Ufersa (Adufersa).

A assembleia será realizada a partir das 15h nos quatro campi da instituição, simultaneamente. No campus Central, em Mossoró, e nas unidades instaladas em Angicos, Caraúbas e Pau dos Ferros.

“Temos equipamentos que vai permitir a reunião simultânea nos quatro campi. A pessoa não pode participar de casa, terá que estar presente em sua unidade. Durante a assembleia discutiremos a conjuntura atual. Mesmo que a maioria decida pela paralisação, ela não é automática, porque é preciso um prazo mínimo de 72 horas de antecedência, além disso, durante a votação também é possível definir uma data para que a greve seja iniciada”, esclarece Thiago Arruda.

A Adufersa é afiliada ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições do Ensino Superior (Andes) que aguarda agora negociação com o Ministério da Educação (Mec) em duas reuniões agendadas para os dias 11 e 14. Em contraproposta apresentada ao Governo Federal, o grupo admite reajuste de 0% este ano, mas com recomposição das perdas salariais de 3,69% em agosto de 2024, 9% em janeiro de 2025 e 5,16% em maio 2026; além de cumprimento de outros pontos de pauta, como garantia de paridade entre ativo(a)s e aposentado(a)s e o reenquadramento do(a)s aposentado(a)s na carreira na posição relativa ao momento de suas aposentadorias; aplicação de reajustes salariais lineares, sem revisão dos chamados “steps”, instituição de uma mesa de negociação permanente para discussão ampla da carreira, na perspectiva da alteração da situação de desestruturação vivida hoje; e criação da mesa nacional permanente da educação para discussão do orçamento, recomposição orçamentária para as Instituições Federais de Educação (IFEs) no patamar mínimo de R$2,5 bilhões em 2024, tendo como horizonte o restabelecimento dos investimentos de verbas de uso discricionário segundo os de 2016, com as correções inflacionárias, bem como manutenção dos pisos constitucionais da saúde e educação.

 

UFRN

 

Na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), 56,95% dos docentes decidiram nesta última semana, em plebiscito, manter a greve iniciada em 22 de abril. A votação foi realizada nos dias 29, 30 e 31 de maio, mas o plebiscito foi questionado pela categoria devido a falta de debate sobre as pautas em assembleia.

Essa publicação é um oferecimento

SÃO JOÃO CÂMARA

Primeira páginaAnterior Próxima Última página