Saúde
Câncer de cabeça e pescoço é o terceiro mais comum no Brasil
14/04/2026

Foto: SBCO/Divulgação
Depois do anúncio do narrador esportivo Luis Roberto, de 64 anos, sobre seu diagnóstico de neoplasia localizada na região cervical, o tema tem chamado a atenção e levantado alertas e dúvidas.
Neoplasia é o termo médico para descrever o crescimento anormal de células que não morrem no momento certo. Quando localizada na região cervical, significa a formação de tecidos na laringe, faringe ou tireoide, que desencadeia em tumores que podem ser benignos ou malignos.
Segundo o Ministério da Saúde, quando somados todos os tipos, o câncer de cabeça e pescoço configura o terceiro mais incidente no Brasil, com ocorrência maior entre os homens.
Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), indicam que 80% dos tumores de cabeça e pescoço são diagnosticados em estágios avançados, o que desfavorece os prognósticos. A maioria dos casos são tumores na hipofaringe, orofaringe, cavidade oral e laringe.
O vice-líder do Centro de Referência em Tumores de Cabeça e Pescoço do A.C. Camargo Cancer Center, Thiago Bueno, explica que uma verruga, por exemplo, é um crescimento anormal de células, mas que não faz metástase, então é algo benigno.
"O crescimento anormal de células que invade os tecidos locais e outros pontos, é maligno. A maioria dos cânceres no pescoço não se originam diretamente nessa região. Geralmente, nascem em algum outro lugar que chamamos grosseiramente de cabeça e pescoço e as células vão para os linfonodos do pescoço, popularmente chamadas de ínguas”, explicou.
Causas e sintomas
De acordo com o médico, os principais fatores de risco para a doença são o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, exposição ao tabagismo e infecção por HPV, além do histórico familiar.
Entre os sintomas estão sensação de corpo estranho na região, dor, sangramento e dificuldade para engolir, além de cansaço persistente, perda de peso sem explicação, febre prolongada, suor noturno e desconforto persistentes.
Bueno alertou para o fato de que não é comum fazer exames preventivos ou anuais para detecção desses tipos de tumores, como ocorre por exemplo com mama e próstata.
“Nós não temos um exame de detecção precoce, não tem algo que façamos uma vez por ano. Então, nós profissionais, tentamos conscientizar a população sobre potenciais sinais e sintomas que levem a procurar atendimento médico para possibilitar o diagnóstico”.
O médico alerta que ao sinal de qualquer nódulo na região do pescoço e qualquer lesão (afta ou ferida) na boca ou garganta que não desapareça ou cicatrize espontaneamente em até 15 dias, sangramentos por via oral, rouquidão persistente, dor para engolir deve-se procurar atendimento médico.
Diagnóstico e tratamento
A investigação da doença é feita por meio de uma série de exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética, seguidos por biópsia. Após o diagnóstico, o tratamento costuma ser multidisciplinar e pode incluir cirurgia, radioterapia, imunoterapia ou quimioterapia, dependendo da gravidade.
“Na maioria dos casos as chances de cura são favoráveis. Para cada paciente estabelecemos uma estratégia de tratamento que nos traga as melhores chances de cura, com o mínimo de efeitos colaterais possíveis. Atualmente os tratamentos são muito modernos e as sequelas são pouco frequentes. Embora possam acontecer, a intensidade é pequena e não interfere na qualidade de vida”, afirmou.
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Estudo clínico com nova vacina do Butantan terá início em Natal na terça-feira (14)
13/04/2026

Foto: Governo de SP
O Instituto Atena de Pesquisa Clínica dará início, na terça-feira (14), ao estudo clínico, que visa comprovar a eficácia de uma vacina contra gripe desenvolvida pelo Instituto Butantan, a Vacina Influenza Trivalente Adjuvada 60+, aprimorada e específica para idosos.
A pesquisa está na fase 3, que ocorre depois que a segurança inicial e sinais de eficácia já foram observados nas fases 1 e 2, e tem como objetivo confirmar se o tratamento realmente funciona e se é seguro em uma população maior.
Poderão participar do estudo todas as pessoas com 60 anos ou mais, porém sob os seguintes critérios: estar bem de saúde (mesmo pessoas com doenças crônicas estáveis podem participar), não ter sido vacinado contra a gripe nos últimos 6 meses e não ter tomado nenhuma vacina no mês anterior à o início da entrada neste estudo.
Entre os benefícios gerais da nova vacina, está a busca por uma melhor resposta e proteção contra a gripe, que nos idosos pode levar a complicações, a hospitalizações e a óbito. O estudo, portanto, compara a vacina do Butantan, aprimorada para essa população, em relação a uma vacina que já existente, licenciada para os idosos. Trata-se de uma pesquisa extremamente importante para a saúde pública brasileira, para avaliar diversos parâmetros.
A médica e diretora do Instituto Atena, Dra. Sanali Paiva, ressaltou que a vacina já vem se mostrando eficaz nas fases anteriores, e destacou: “Isso é importante para a nossa cidade, para que as pessoas, além de entenderem o processo da pesquisa clínica, participem dando essa contribuição para todo o povo brasileiro. Porque com certeza, na hora que uma vacina desse tipo é validada, o benefício vem para todos”.
Em março passado o Instituto Atena recebeu equipe multiprofissional do Instituto Butantan para reunião e treinamento, liderada pela gestora médica de desenvolvimento clínico do Butantan, Dra. Carolina Barbieri, que na oportunidade explicou: “Se demonstrarmos a segurança e a proteção dessa vacina, vamos conseguir desenvolver um produto específico e aprimorado para a população acima de 60 anos”.
A pesquisadora do Butantan, Carolina Barbieri, enfatizou ainda a importante contribuição do Instituto Atena nessa fase da pesquisa. “A participação do Centro Atena é extremamente importante, primeiro porque precisamos de uma quantidade grande de participantes para que possamos responder o estudo, a avaliação de segurança e de proteção. Também é extremamente importante a diversidade da população nesse estudo. Então, inclui centros na região Nordeste, como o Atena, e outros centros que já tiveram grande experiência com estudos em vacinas. Para nós, a presença deste centro é extremamente relevante para que esse estudo e a avaliação seja concluída com sucesso”, finalizou.
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RIO DO FOGO: Vacinação contra Gripe Se Liga No Cronograma
07/04/2026

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Anvisa amplia fiscalização sobre canetas emagrecedoras
07/04/2026

Reprodução
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária anunciou um conjunto de medidas para ampliar o controle sanitário sobre medicamentos injetáveis utilizados no emagrecimento, em meio ao crescimento da demanda por substâncias como semaglutida, tirzepatida e liraglutida. A iniciativa inclui o reforço nas inspeções, revisão de normas e maior monitoramento da cadeia de produção e importação desses produtos.
Segundo a agência, a decisão ocorre após a identificação de irregularidades na produção e comercialização desses medicamentos, especialmente em farmácias de manipulação. O objetivo é conter práticas que possam comprometer a segurança dos pacientes e assegurar a qualidade dos produtos disponíveis no mercado.
Entre as ações anunciadas estão a intensificação das fiscalizações, a possibilidade de suspensão de atividades de estabelecimentos considerados irregulares e a ampliação das inspeções em empresas que importam insumos farmacêuticos. A Anvisa também informou que pretende fortalecer parcerias com órgãos reguladores internacionais para acompanhar o fluxo desses produtos.
O aumento do interesse por medicamentos voltados ao emagrecimento tem gerado pressão sobre a cadeia produtiva. Dados da própria Anvisa indicam que, no segundo semestre de 2025, foram importados para o Brasil cerca de 130 quilos de insumos dessas substâncias, quantidade considerada insuficiente para atender à demanda nacional, estimada em cerca de 25 milhões de doses.
No caso da tirzepatida, por exemplo, os pedidos de importação registrados entre novembro de 2025 e abril de 2026 ultrapassaram 100 quilos, volume equivalente a aproximadamente 20 milhões de doses. Parte dessas solicitações, no entanto, foi barrada pela agência por falhas no controle de qualidade: 14 pedidos foram negados apenas no mês de março.
As inspeções realizadas pela Anvisa também identificaram problemas relevantes na cadeia de produção. Entre as irregularidades apontadas estão falhas nos processos de esterilização, ausência de controle de qualidade adequado e uso de insumos sem comprovação de origem.
Somente em 2026, a agência realizou 11 inspeções, número superior ao registrado em todo o ano anterior. Como resultado, oito empresas foram interditadas, incluindo farmácias de manipulação e uma importadora.
Outro ponto de preocupação é o aumento de relatos de efeitos adversos associados ao uso desses medicamentos. Informações do sistema VigiMed apontam crescimento nas notificações, muitas delas sem identificação clara da origem do produto utilizado.
Além disso, estudos indicam que cerca de 26% dos casos estão relacionados ao uso fora das indicações aprovadas em bula, prática conhecida como “off-label”. O fenômeno tem se intensificado com a popularização desses medicamentos, originalmente desenvolvidos para o tratamento de diabetes, mas amplamente utilizados para perda de peso.
O interesse crescente também se reflete no número de pedidos de registro de novos medicamentos com esse princípio ativo. Após a patente da substância expirar no Brasil em março, abriu-se espaço para o desenvolvimento de novos produtos, ampliando a concorrência no setor.
Atualmente, há oito pedidos em análise na Anvisa relacionados a medicamentos com esse perfil, além de outros nove aguardando início de avaliação técnica.
Apesar do avanço no mercado, a Anvisa reforça que nenhum medicamento pode ser comercializado sem a devida comprovação de eficácia, segurança e qualidade. A agência também alerta para os riscos associados ao uso indiscriminado desses produtos, especialmente quando adquiridos fora dos canais regulados.
As medidas anunciadas buscam, segundo o órgão, equilibrar o acesso aos tratamentos com a garantia de segurança sanitária, diante de um cenário de crescente procura e expansão da oferta.
ANNA RUHT DANTAS
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Casos de influenza A continuam a crescer no Brasil, diz Fiocruz
03/04/2026

reprodução
O número de casos de influenza A permanece em crescimento no Brasil. De acordo com a nova edição do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a maior parte dos estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste está em alerta por causa da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que representa risco ou alto risco com sinal de crescimento.
O Boletim alerta que a influenza A, vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus são as causas na maioria dessas ocorrências de SRAG e podem resultar em morte nos casos mais graves.
Conforme os registros do InfoGripe, divulgados nesta quarta-feira (1º), nas quatro últimas semanas epidemiológicas, 27,4% foram casos positivos de influenza A; 1,5% de influenza B; 17,7% de vírus sincicial respiratório; 45,3% de rinovírus; e 7,3% de Sars-CoV-2 (covid-19).
Nas anotações de óbitos em igual período, entre os registros positivos houve a presença destes mesmos vírus com 36,9% de influenza A, de 2,5% influenza B, 5,9% de vírus sincicial respiratório, 30% de rinovírus e 25,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19). “O estudo é referente à Semana Epidemiológica 12, período de 22 a 28 de março”, acrescentou a Fiocruz no texto de divulgação do Boletim.
Vacinação
Para os pesquisadores, diante desse quadro, a imunização contra a influenza se torna ainda mais necessária, o que pode ser facilitado pela Campanha Nacional de Vacinação que teve início no sábado passado (28), nessas regiões onde vem sendo registrado o avanço dos casos.
A ação, que é realizada anualmente pelo Ministério da Saúde, com apoio de estados e municípios, continua até 30 de maio e a população pode procurar a imunização gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
“É fundamental que pessoas dos grupos prioritários como idosos, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e da educação estejam em dia com a vacina contra a influenza”, afirmou a pesquisadora da Fiocruz Tatiana Portella.
Ela chama atenção ainda para a importância das gestantes a partir da 28ª semana se vacinarem contra o VSR, para garantir proteção aos bebês desde o nascimento.
A pesquisadora recomendou também que as pessoas dos estados onde ocorrem evolução de SRAG usem máscaras em locais fechados e com maior aglomeração, principalmente, as que integram os grupos de risco. Tatiana Portella ressaltou, ainda, a importância de manter a higiene, como lavar sempre as mãos.
“Em caso de sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é manter o isolamento. Se isso não for possível, a orientação é sair de casa usando uma máscara de boa qualidade, como PFF2 ou N95”, sugeriu.
ANNA RUTH DANTAS
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RN entra em alerta com aumento de casos de síndrome respiratória, aponta Fiocruz
30/03/2026

reprodução
O Rio Grande do Norte está entre os 22 estados brasileiros em nível de alerta, risco ou alto risco para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026. O cenário acompanha a elevação de infecções respiratórias em todo o país, que já soma 24.281 registros neste ano, segundo o boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz
De acordo com o levantamento, 9.443 casos (38,9%) tiveram confirmação laboratorial para vírus respiratórios, o que indica ampla circulação dessas infecções em diversas regiões, incluindo o Nordeste. No Rio Grande do Norte, o aumento das hospitalizações está associado principalmente ao rinovírus, sobretudo entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos.
Entre os menores de 2 anos, o vírus sincicial respiratório (VSR) tem maior impacto nos quadros graves, com registros também em outras áreas do Nordeste. O boletim ainda identifica a presença do metapneumovírus, que contribui para o crescimento das ocorrências respiratórias.
Influenza cresce no Nordeste
O monitoramento da Fundação Oswaldo Cruz também aponta avanço dos casos graves ligados ao vírus influenza A, responsável pela gripe. No Nordeste, há tendência de aumento em estados como:
Rio Grande do Norte
Maranhão
Piauí
Paraíba
Alagoas
Sergipe
Bahia
O avanço desses vírus mantém a região sob acompanhamento das autoridades de saúde.
A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, orienta que idosos, crianças e pessoas com baixa imunidade participem da campanha de vacinação contra a gripe, iniciada no sábado (28).
Entre as recomendações para áreas com maior circulação de vírus respiratórios estão o uso de máscaras em ambientes fechados ou com grande fluxo de pessoas, especialmente para grupos mais vulneráveis
Em caso de sintomas gripais, a orientação é evitar contato com outras pessoas e permanecer em casa sempre que possível, medida que contribui para reduzir a transmissão.
ANNA RUTH DANTAS
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RIO DO FOGO: AUDIÊNCIA PÚBLICA DA SAÚDE SEGUNDA DIA 30 DE MARÇO ÁS 09:00HS
29/03/2026

A Prefeitura de Rio do Fogo convida toda a população para participar da prestação de contas do 3º quadrimestre de 2025.
Segunda-feira, 30 de março
09h
Câmara Municipal
Esse é um momento importante de transparência e participação, onde serão apresentados os investimentos, ações e resultados da saúde no município.
Sua presença é fundamental para acompanhar, opinar e contribuir com a melhoria dos serviços de saúde!
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RN é o estado do NE com maior recusa à vacina do HPV por decisão dos pais
26/03/2026

O Rio Grande do Norte lidera o Nordeste em proporção de estudantes que não se vacinaram contra o Papilomavírus Humano (HPV) por decisão dos pais ou responsáveis. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada pelo IBGE, mostram que 9% dos jovens potiguares não receberam a vacina por esse motivo, colocando o Estado na quarta posição no ranking nacional. No geral, 43,8% dos estudantes afirmaram não ter sido vacinados, sendo a principal justificativa “não sabia que tinha que tomar” (46,4%).
Entre os adolescentes que se vacinaram, a cobertura é maior entre as meninas. No Estado, 58,3% das estudantes do sexo feminino relataram ter recebido a vacina, contra 54,2% dos estudantes do sexo masculino.
A pesquisa também aponta desigualdades relacionadas à pobreza menstrual. No Rio Grande do Norte, 13,9% das estudantes disseram ter faltado à escola nos 12 meses anteriores por não terem absorvente ou outro item de higiene para o período menstrual. Em Natal, o índice chega a 15,9%. A diferença é mais acentuada quando se compara o tipo de escola: nas instituições públicas, a proporção é de 15,7%, mais que o dobro da registrada nas escolas privadas (6,9%).
Outro dado relevante diz respeito à violência sexual. Segundo a PeNSE, 7,1% dos estudantes potiguares já foram ameaçados, intimidados ou obrigados a manter relações sexuais ou praticar atos sexuais contra a própria vontade. Em 59,8% dos casos, a primeira ocorrência aconteceu antes dos 13 anos de idade.
Os principais agressores identificados pelos estudantes no estado são “outros familiares” (29,7%), seguidos por desconhecidos (24,5%), outros conhecidos (17,7%), parceiros afetivos (16,3%), amigos (14,0%) e pais ou responsáveis (7,6%). Em nível nacional, o padrão se repete, com “outros familiares” também liderando os registros (26,6%).
A pesquisa ainda revela que 16,6% dos estudantes potiguares já tiveram partes do corpo tocadas, manipuladas, beijadas ou expostas contra a vontade. A incidência é mais que o dobro entre meninas (23,6%) em comparação com meninos (9,7%). Nesse tipo de violência, “outro conhecido” (28,5%) e “outros familiares” (27,9%) aparecem como os principais autores.
Prevenção e vacina contra HPV podem evitar até 95% dos casos de câncer
O câncer de colo do útero pode ser prevenido em até 90% a 95% dos casos com rastreamento do HPV e vacinação, segundo a médica Almerinda Queiroz, em entrevista ao programa Boa Tarde RN, da Band RN. A ginecologista destacou que a principal estratégia é a prevenção por meio de exames periódicos e imunização.
A médica explicou que o exame preventivo deve ser iniciado entre 25 e 64 anos. Ela destacou o papel do Papanicolau e das novas técnicas de rastreamento. “Hoje, nós temos a genotipagem que pesquisa o vírus chamado HPV”.
“E quando a gente lança a mão da genotipagem, a gente consegue segurar o câncer de colo em 90%, 95%”. A faixa etária mais vulnerável, segundo a médica, é a de mulheres com vida sexual ativa. “É tanto que, a partir dos 25, é quando a gente preconiza começar a fazer a prevenção”.
A periodicidade dos exames pode variar conforme os resultados. “A partir de dois exames citológicos normais, você pode repetir a cada 3 anos”. Já em casos com exames e teste de HPV negativos, o intervalo pode ser maior, a cada 5 anos.
Almerinda Queiroz alertou que a doença é silenciosa. “Ele tem uma incidência, digamos, lenta, e ele é silencioso”. Os sinais, quando aparecem, costumam indicar estágio avançado. “Quando ele já está bastante avançado, tem uma coisa que a gente chama de sinusiorragia, que é um sangramento durante a relação”.
A médica também destacou a importância da vacinação. “Na rede pública, nós temos a Quadrivalente, que protege de quatro vírus principais. Dentre eles, o 16 e o 18, que são os causadores mais ofensivos ao colo”. Segundo ela, a vacina está disponível na rede pública para crianças e adolescentes. “Ela está disponível na rede pública de crianças, meninos e meninas de 9 a 14 anos”. Ainda assim, recomendou a imunização em outras idades.
A médica explicou que nem toda infecção por HPV evolui para câncer, mas alertou para fatores de risco. “Se tiver uma imunidade baixa, não for saudável e tiver um vírus extremamente agressivo, a probabilidade dela desenvolver câncer é maior”.
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Supermercados já podem vender medicamentos; entenda
24/03/2026

Publicada no DOU, lei autoriza instalar farmácia dentro de mercados. Foto: Joêdson Alves/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.357, que autoriza a instalação de farmácia ou drogaria em áreas de venda de supermercados. O texto foi publicado nesta segunda-feira (23) no Diário Oficial da União.
A norma tem origem no Projeto de Lei nº 2.158/2023, aprovado pelo Congresso Nacional, que autoriza a instalação de um setor de farmácia no interior de supermercados, desde que em ambiente físico delimitado, segregado e exclusivo para a atividade.
Entenda
De acordo com a lei, farmácias e drogarias devem ser instaladas em lugar independente dos demais setores do supermercado e operadas diretamente, sob mesma identidade fiscal, ou mediante contrato com farmácia ou drogaria licenciada e registrada em órgãos competentes.
Devem ser observadas as exigências legais, sanitárias e técnicas aplicáveis, inclusive quanto a dimensionamento físico, estrutura de consultórios farmacêuticos, recebimento, armazenamento, controle de temperatura, ventilação, iluminação e umidade, rastreabilidade, dispensação, assistência e cuidados farmacêuticos.
Aos supermercados, fica vedada a oferta de medicamentos em áreas abertas, comunicáveis ou sem separação funcional completa, como bancadas, estandes ou gôndolas externas ao espaço da farmácia ou drogaria.
Farmacêutico
A norma determina como obrigatória a presença de farmacêuticos legalmente habilitados durante todo o horário de funcionamento da farmácia ou drogaria instalada na área de venda de supermercados.
As atividades permanecem submetidas às normas de vigilância sanitária e à legislação que regula o exercício da atividade farmacêutica no país.
Controle especial
Remédios sujeitos a controle especial de receita só deverão ser entregues ao cliente após o pagamento. Os medicamentos poderão ser transportados do balcão de atendimento até o caixa em embalagem lacrada, inviolável e identificável.
Comércio eletrônico
Farmácias e drogarias licenciadas e registradas por órgãos competentes poderão contratar canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para fins de logística e entrega ao consumidor, desde que assegurado o cumprimento integral da regulamentação sanitária aplicável.
Fonte: Agência Brasil
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Vacinação contra a gripe no RN começa em 28 de março
24/03/2026

Foto: Arquivo / Assecom / Elisa Elsie
A campanha de vacinação contra a gripe terá início no dia 28 de março em todo o Rio Grande do Norte. A abertura será marcada pelo Dia “D” de mobilização, com funcionamento ampliado dos postos de saúde para facilitar o acesso da população.
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) tem como meta imunizar mais de 1,4 milhão de pessoas no RN, com o objetivo de reduzir complicações, internações e mortes causadas pelo vírus. A campanha acontece entre os dias 28 de março e 30 de maio, tendo como foco principal a proteção dos grupos mais vulneráveis e profissionais de serviços essenciais.
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Análise política RN
Cursos de política
Notícias sobre Flávio Bolsonaro
Em 2026, o Laboratório Central Dr. Almino Fernandes (Lacen) já confirmou 154 casos de Influenza A e B, com dois óbitos registrados. Atualmente, 27 pessoas estão internadas na rede pública de saúde com síndrome respiratória aguda grave causada pelo vírus Influenza.
Podem se vacinar crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias); gestantes; e idosos com 60 anos ou mais, além de grupos especiais e profissionais (puérperas; povos indígenas e quilombolas; pessoas em situação de rua; trabalhadores da saúde e professores (ensino básico e superior); forças de Segurança, Salvamento e Forças Armadas; pessoas com deficiência permanente; caminhoneiros, trabalhadores portuários e dos Correios; trabalhadores de transporte coletivo rodoviário (urbano e longo curso); população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e jovens sob medidas socioeducativas (12 a 21 anos); pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, independentemente da idade).
A vacina é segura e considerada a estratégia mais eficaz de prevenção contra a gripe. Possui capacidade de promover imunidade durante o período de maior circulação dos vírus, reduzindo o agravamento da doença, as internações e o número de óbitos.
A meta é vacinar, pelo menos, 90% de cada um dos grupos prioritários, o que no RN representa um público total estimado em 1.424.963 pessoas.
Sesap RN
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Bolsonaro teve melhora na função renal, diz boletim
16/03/2026

Boletim médico divulgado ontem pelo hospital DF Star, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está internado, aponta que o paciente “evoluiu com estabilidade clínica e melhora da função renal, porém com nova elevação dos marcadores inflamatórios no sangue”. Ainda de acordo com o boletim médico, em decorrência destas alterações, “houve necessidade de ampliar a cobertura dos antibióticos”. Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital em Brasília em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração.
O ex-presidente segue com intensificação da fisioterapia respiratória e motora. O hospital informa que ainda não há previsão de alta da UTI. O texto é assinado pela equipe que acompanha Bolsonaro – entre eles, o cirurgião geral Claudio Birolini.
Estadão Conteúdo
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RN confirma primeiros casos de mpox em 2026
13/03/2026

Reprodução
A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) confirmou nesta quinta-feira 12 os dois primeiros casos de mpox no Rio Grande do Norte em 2026.
De acordo com a pasta, os registros ocorreram em pacientes residentes em Natal e São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana. Segundo a Sesap, nenhum dos pacientes precisou de internação.
A secretaria informou que os registros dos casos ocorreram entre os dias 15 de fevereiro e 7 de março.
A Sesap também informou que investiga outro caso suspeito da doença em São Gonçalo do Amarante e não informou o estado de saúde do paciente.
Em fevereiro, uma paciente em Mossoró chegou a ser isolada durante internação por suspeita da doença, mas exames descartaram a infecção.
Mpox
De acordo com o Ministério da Saúde, a mpox é uma doença viral. Entre os principais sinais e sintomas estão lesões na pele, aumento de ínguas, febre, dor de cabeça e no corpo, calafrios e fraqueza.
A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele, fluidos corporais e objetos contaminados.
Segundo o ministério, o tratamento é realizado com suporte clínico para alívio dos sintomas e prevenção de complicações. Até o momento, não há medicamento específico para a doença.
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Flávio diz que Bolsonaro está indo para hospital após “calafrios e vômitos”
13/03/2026

Foto: Fábio Rodrigues
O senador Flávio Bolsonaro (PL) usou as redes sociais para dizer que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está sendo levado ao hospital nesta sexta-feira (13) após acordar com “calafrios e vômitos” na Papudinha, em Brasília.
“Acabo de receber a notícia de que meu pai @jairbolsonaro está a caminho do hospital, mais uma vez… Informações preliminares de que acordou com calafrios e vomitou bastante. Peço orações para que não seja nada grave”, escreveu o senador no X.
O ex-presidente cumpre pena por tentativa de golpe de Estado no Complexo da Papuda desde 15 de janeiro.
CNN
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Anvisa libera medicamentos para diabetes, câncer de mama e angioedema
11/03/2026

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou novos medicamentos para o tratamento do diabetes tipo 1, para o câncer de mama e para o angioedema hereditário. Os registros foram publicados no Diário Oficial da União (DOU) na última segunda-feira 9.Anvisa libera medicamentos para diabetes, câncer de mama e angioedema - Agora RNAnvisa libera medicamentos para diabetes, câncer de mama e angioedema - Agora RN
A agência aprovou o Tzield® (teplizumabe), indicado para retardar o início do diabetes tipo 1, estágio 3, em pacientes adultos e pediátricos com 8 anos de idade ou mais que já estejam no estágio 2. O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune grave e de longa duração, que costuma se manifestar na infância e pode gerar aumento de complicações, como doenças cardíacas, renais e oculares.
Também foi aprovado o Datroway®, indicado para o tratamento de pacientes adultos com câncer de mama irressecável ou metastático, com receptor hormonal positivo e HER2 negativo, que já tenham se submetido a terapia endócrina e a pelo menos uma linha de quimioterapia para doença irressecável (que não pode ser removida completamente por cirurgia) ou metastática (que se espalhou do local original para outras partes do corpo).
O Andembry® (garadacimabe) também teve o registro aprovado. O medicamento é indicado para prevenção do angioedema hereditário (AEH). A doença genética é considerada rara e causa inchaços (edemas) repentinos e dolorosos em diversas partes do corpo, que podem afetar de forma recorrente a pele, as mucosas e os órgãos internos.
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ATENÇÃO: VAGAS ABERTAS PARA TÉCNICO DE LABORATÓRIO NA DNA CENTER EM TOUROS
10/03/2026

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Rio Grande do Norte é o 6º estado com mais casos de câncer infantojuvenil
08/03/2026

Com 627 diagnósticos, o Rio Grande do Norte ocupou a 6ª posição nacional no número de novos casos de câncer infantojuvenil em 2025. Um ano antes, o estado havia ocupado a 11ª posição no total de diagnósticos da doença na faixa etária de 0 a 19 anos, com 641 casos. Especialistas alertam para a importância do diagnóstico precoce da doença, que é a mais letal para crianças e adolescentes no Brasil, o que fortalece o tratamento e aumenta as chances de cura.
O número de novos casos de câncer infantojuvenil registrados no RN caiu 2,18% entre 2024 e 2025, mas houve redução mais expressiva em outros estados: o Espírito Santo, por exemplo, teve queda de 60%, de 295 para 118 diagnósticos. No Brasil, o total de novos casos nessa faixa etária recuou 24,2%, de 15.811 para 11.984 diagnósticos. Os dados são do Painel Oncologia Brasil, do Ministério da Saúde, e foram compilados pela Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (Sobrasp) em 15 de janeiro de 2026.
Do total de casos da doença no Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que apenas 3% acometem o público infantojuvenil. Se diagnosticadas precocemente, cerca de 80% das crianças e adolescentes podem ser curadas e receber tratamento em centros especializados, segundo o Inca.
O pediatra Tiago Dalcin, membro da Sobrasp, observa que o câncer infantojuvenil é pouco debatido, pois a doença é mais associada a adultos e idosos. “Os sinais e sintomas do câncer na infância e na adolescência muitas vezes são inespecíficos. Eles podem acontecer ao longo do tempo, confundir-se com outras doenças e demorar para que seja feito o diagnóstico”, afirma.
“Os sintomas são, por exemplo, palidez, perda de peso, algum caroço ou nódulo que não dói, e manchas roxas pelo corpo”, explica. Para Dalcin, é importante investigar os sinais, caso existam, e realizar acompanhamento médico mesmo sem queixas, a fim de avaliar o desenvolvimento da criança ou adolescente.
Ana Járvis, superintendente da Casa de Apoio à Criança com Câncer Durval Paiva, resume a importância do diagnóstico precoce em “salvar vidas”. “O câncer existe, e a gente está perdendo [vidas] pela falta de suspeição, pela falta de investigação”, afirma. Ela lembra que há cerca de 80% de chances de cura em casos em que se descobre a doença cedo.
Contudo, a falta de diagnóstico e dificuldades de acesso ao tratamento atrapalham o combate ao câncer. A Casa Durval Paiva, em Natal, acolhe crianças, adolescentes e suas famílias, antes, durante e após o tratamento.
Para a Sobrasp, o câncer infantojuvenil causa “forte impacto social e emocional” e afeta a rotina das famílias. “Quem convive com criança sabe o quanto isso vai mobilizar tanto a criança quanto a sua família. A gente precisa dar atenção individualizada para cada caso. Cada criança importa”, diz Tiago Dalcin.
Sobre o impacto do tratamento na rotina familiar, Járvis destaca que os reflexos vão além da saúde: muitas mães abdicam de suas carreiras para acompanhar os filhos e se dedicar ao tratamento. Segundo ela, 80% dos assistidos pela Casa Durval Paiva são do interior do estado e 20% são de Natal e região metropolitana. Na maioria dos casos, as mães vêm até a capital potiguar com os filhos.
Ana Járvis diz ainda que a faixa etária afetada pelo câncer infantojuvenil é mais vulnerável. “Em princípio, o adulto não é um ser vulnerável. Ele já tem autonomia, fala, diz onde há dor, reclama e diz qual é o seu limite. E ele já tem a responsabilidade das suas decisões, de querer fazer o tratamento ou não”, afirma.
Osteossarcoma
Em março deste ano, a Casa Durval Paiva desenvolve uma campanha de conscientização sobre o osteossarcoma – um dos principais tipos de câncer ósseo. Segundo Ana Járvis, este é o terceiro tipo de câncer mais frequente entre crianças e adolescentes, depois da leucemia e de tumores do Sistema Nervoso Central.
A incidência de tumores ósseos é maior entre 10 e 19 anos, período marcado por intensas transformações físicas. A Sobrasp informa que a leucemia representa 30% desse total. Também são tipos frequentes de câncer nessa faixa etária: linfomas, neuroblastoma, sarcomas (ósseos e partes moles) e retinoblastoma.
“O osteossarcoma é mais presente na adolescência, por isso que é tão difícil o diagnóstico. Tem uma dor óssea persistente ou uma tumoração, uma saliência naquela região, como pernas e joelhos. Muitas vezes, o médico acha que é ‘dor do crescimento’. Quando o diagnóstico é realmente feito, o tumor já está muito evidente ou já está em outros locais do corpo”, explica a superintendente. Mais comum na fase de crescimento acelerado da adolescência, ele atinge com maior frequência ossos longos como o fêmur (região do joelho), a tíbia e o úmero.
A iniciativa da Casa Durval Paiva é uma continuação da Campanha Diagnóstico Precoce 2026. Todos os meses, a instituição dá destaque a um tipo de câncer que acomete crianças e adolescentes, com o tema “Seja um porta-voz do Diagnóstico Precoce”.
Números
Novos casos de crianças e adolescentes com câncer (2025)
São Paulo: 2.391 casos
Ceará: 1.013 casos
Minas Gerais: 988 casos
Rio Grande do Sul: 837 casos
Santa Catarina: 732 casos
Rio Grande do Norte: 627 casos
Rio de Janeiro: 570 casos
Pará: 539 casos
Pernambuco: 472 casos
Maranhão: 464 casos
Fonte: Painel Oncologia Brasil / Sobrasp
4 em cada dez mortes por câncer no Brasil são evitáveis
Um estudo internacional sobre mortes por câncer no mundo estima que 43,2% dos óbitos provocados pela doença no Brasil poderiam ser evitados com medidas de prevenção, diagnóstico precoce e melhor acesso ao tratamento.
A pesquisa estima que, dos casos de câncer diagnosticados no país em 2022, cerca de 253,2 mil devem resultar em morte até cinco anos após a detecção. Dessas, 109,4 mil poderiam ser evitadas.
O estudo Mortes evitáveis por meio da prevenção primária, detecção precoce e tratamento curativo do câncer no mundo faz parte da edição de março da revista científica The Lancet, uma das publicações médicas mais conceituadas internacionalmente. O artigo está disponível na internet.
O trabalho é assinado por 12 autores, oito deles vinculados à Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (Iarc, na sigla em inglês), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS) e sediada em Lyon, na França.
Os pesquisadores dividem as quase 110 mil mortes por câncer evitáveis no Brasil em dois grupos: 65,2 mil são preveníveis, ou seja, a doença poderia nem ter ocorrido, e as outras 44,2 mil são classificadas como evitáveis por diagnóstico precoce e acesso adequado a tratamento.
O levantamento apresenta um olhar global sobre mortes por câncer. O estudo apurou informações sobre 35 tipos de câncer em 185 países.
Em termos mundiais, o percentual de óbitos evitáveis é de 47,6%. Isso representa que, dos 9,4 milhões de mortes causadas pela doença, quase 4,5 milhões poderiam não ter acontecido.
O grupo de pesquisa detalha que, do total de mortes, uma em cada três (33,2%) é prevenível, e 14,4% poderiam não acontecer caso houvesse diagnóstico precoce e acesso a tratamento.
Ao comparar países, regiões geográficas e nível de desenvolvimento, o estudo identifica disparidades ao redor do mundo.
Os países do norte da Europa apresentam percentual de mortes evitáveis bem próximo de 30%. O mais bem posicionado é a Suécia (28,1%), seguido por Noruega (29,9%) e Finlândia (32%). Isso significa que, de cada dez mortes, apenas três poderiam ser evitadas.
Já no outro extremo, as dez maiores proporções de mortes evitáveis estão em países africanos. A pior situação é em Serra Leoa (72,8%). Em seguida, figuram Gâmbia (70%) e Malaui (69,6%).
Nesses países, sete em cada dez mortes poderiam ser evitadas com mais prevenção, melhor diagnóstico e acesso a tratamento.
As desigualdades também aparecem quando os países são agrupados por Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), um indicador da Organização das Nações Unidas (ONU) que leva em consideração os níveis de saúde, educação e renda.
Nos países de baixo IDH, que significa pior qualidade de vida, seis em cada dez (60,8%) mortes por câncer poderiam ter sido evitadas.
Em seguida, situam-se os grupos de IDH alto (57,7%), médio (49,6%) e muito alto (40,5%). O Brasil é considerado um país de IDH alto.
A pesquisa revela que no grupo de países com baixo e médio IDH, o câncer de colo de útero é o primeiro na lista de mortes evitáveis.
Já nos grupos de IDH alto e muito alto, esse tipo de câncer sequer aparece entre os cinco principais tipos da doença em número de mortes evitáveis.
Outra forma de enxergar a disparidade entre os países é a diferença entre as taxas de mortalidade por câncer do colo do útero. Em países com IDH muito alto, a proporção é de 3,3 de vítimas da doença a cada 100 mil mulheres. Já nos de IDH baixo, essa relação sobe para 16,3 por 100 mil.
TRIBUNA DO NORTE
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Campanha Março Azul no RN reforça rastreamento do câncer colorretal
05/03/2026

O mês de março marca a campanha de conscientização e prevenção ao câncer colorretal, conhecido como Março Azul, que reforça a importância do rastreamento da doença a partir dos 45 anos e da atenção a sintomas como sangramento nas fezes e alteração do hábito intestinal. Em entrevista à TV Tropical, a presidente da Sociedade de Gastroenterologia do RN, médica Andréa Fonseca, explicou orientações sobre diagnóstico, exames e ações de prevenção no Rio Grande do Norte.
“Os principais sintomas são o sangramento nas fezes, uma alteração do hábito intestinal, o intestino que não funcionava bem de uma hora para a outra prende ou diarreia inexplicada. Mas o grande foco dessa campanha é a gente rastrear, a gente prevenir esse câncer, procurar antes dele chegar”, afirmou.
De acordo com Andréa Fonseca, o rastreamento deve começar aos 45 anos. “A partir dos 45 anos, o câncer de intestino é um dos cânceres mais frequentes aqui no Brasil e no mundo. E a gente viu que existem vários trabalhos mostrando que a partir dos 45 a gente precisa rastrear, pesquisar e tratar”. Ela explicou que a investigação pode ser feita por meio de pesquisa de sangue oculto nas fezes, realizada anualmente, ou diretamente pela colonoscopia. “Ou a gente faz a pesquisa de sangue nas fezes, mas precisa ser todo ano, e se der positivo você faria a colonoscopia, ou você já faz a colonoscopia, que seria o ideal”. Segundo a médica, a incidência da doença é semelhante entre homens e mulheres.
A especialista também destacou a recomendação para pessoas com histórico familiar. “Se tem na sua família alguém com câncer de intestino, você precisaria fazer 10 anos antes desse familiar mais jovem. Mas se for acima de 60 anos que esse seu familiar teve câncer de intestino, você começaria aos 40 anos”.
Sobre prevenção, Andréa Fonseca explicou que não há como impedir totalmente o surgimento de pólipos, mas hábitos saudáveis podem ajudar a reduzir riscos. “A gente não tem muito como prevenir que eles surjam, mas a gente tem coisas que prevenir. Hábitos saudáveis que eliminam o câncer de uma maneira geral, que é uma boa alimentação, sem ultraprocessados, com fibras, com frutas, evitar o sedentarismo, evitar o cigarro, isso a gente pode fazer para evitar”.
Ela acrescentou que a retirada dessas lesões pode impedir a evolução para câncer. “Mas a gente pode retirar esses pólipos para impedir que eles cresçam e se transformem. É como se fosse um sinalzinho de carne, é uma sementinha que a gente vai retirar para evitar que ela se transforme em uma árvore que seria o câncer”.
A médica explicou que o diagnóstico precoce pode interromper a evolução da doença. “Isso, porque assim, para um pólipo desse, que é uma lesãozinha, se transformar em câncer, ele leva em torno de 10 anos, é um tempo médio. Então se a gente faz uma colonoscopia e tira um pólipo de 3mm, 4mm, 5mm, a gente evita que essa lesão se transforme. Então você interrompeu uma cascata que iria acontecer”.
Durante o mês de conscientização, a entidade promove ações informativas e mutirões de exames em Natal. “O Março Azul é uma campanha que não é só aqui do Rio Grande do Norte, não é só nacional, é uma campanha mundial. O Março Azul é um meio de conscientização ao câncer do intestino. E aqui em Natal, a gente vai fazer além, a gente está conversando aqui, difundindo um pouquinho o conhecimento, a gente vai ter amanhã uma aula na Liga”.
“Se o paciente chega para o médico da saúde da família, ou com anemia, ou perda de peso, alteração do hábito intestinal, esse médico deve solicitar imediatamente uma colonoscopia. Ele vai para a frente da fila”, acrescentou. Segundo ela, após o exame, o acompanhamento depende do resultado. “Uma vez que ele volta para o médico com esse resultado, ou dependendo se essa colonoscopia teve pólipos, o médico vai ver quando ele precisa repetir, mas se já tem um tumor, aí ele vai ser encaminhado para as unidades de referência, para ver se vai ser um tratamento cirúrgico, um tratamento oncológico”.
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Campanha alerta para avanço do câncer do cólon e reto no RN
04/03/2026

O câncer do cólon e reto, também chamado de câncer colorretal (CCR), segue avançando no Brasil e já ocupa posição de destaque entre os tumores mais incidentes no país. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer, são mais de 45 mil novos casos por ano, com tendência de crescimento, inclusive entre pessoas mais jovens. O cenário motiva a mobilização nacional da campanha Março Azul-Marinho, que reforça a importância da informação, da prevenção e do diagnóstico precoce.
No Rio Grande do Norte, a atenção ao tema ganha ainda mais relevância. Pelas estimativas do INCA para 2026, o câncer colorretal será o quarto tipo de câncer mais incidente no estado, com previsão de 580 novos diagnósticos, ficando atrás apenas dos cânceres de pele, mama e próstata.
De acordo com a gastroenterologista Verônica Sousa Vale, presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed/RN), o câncer colorretal está entre os tumores que mais preocupam pela elevada mortalidade. “O CCR é o que tem alta mortalidade, pode acometer pessoas de ambos os sexos na faixa etária acima dos 60 anos, porém cada dia essa tendência está sendo modificada e aumentando em pacientes jovens a partir dos 40 anos”, alerta. No Brasil, segundo ela, a doença já figura como a terceira causa entre todos os tipos de câncer.
Apesar da gravidade, a especialista destaca que se trata de um câncer amplamente prevenível e que as sociedades Americana e Brasileira de Gastroenterologia e de Endoscopia Digestiva preconizam a realização do exame de colonoscopia a partir dos 45 anos. Antes dessa idade, o rastreamento é indicado quando há sinais de alerta. “Sangramento nas fezes, alterações bruscas do hábito intestinal, seja para diarreia ou constipação, dor abdominal, anemia e perda de peso. Há necessidade de procurar um médico para realizar a colonoscopia”, alerta.
A colonoscopia é apontada como o principal exame de prevenção para identificar se existem pólipos, que são pequenos tumores, ou lesões que podem crescer. “Dependendo do tipo, ele pode evoluir para o câncer colorretal”, explica Verônica.
Segundo ela, a grande vantagem do exame é a possibilidade de tratamento imediato. “Se diagnosticado precocemente, a chance de cura é muito grande, porque essas lesões, quando pequenas, podem ser retiradas no momento do exame”, destaca.
Outro ponto de atenção é o crescimento da incidência da doença em pessoas mais jovens. A médica associa esse movimento a mudanças no estilo de vida. “O aumento nesses pacientes decorre de vários fatores, entre eles o consumo de álcool, tabagismo, incluindo cigarros eletrônicos, sedentarismo, ingestão de alimentos processados, obesidade e doenças inflamatórias intestinais”, afirma. Essas condições, segundo ela, impactam diretamente a microbiota intestinal e aumentam o risco de desenvolvimento do câncer.
A prevenção passa, necessariamente, por mudanças de hábitos. “Recomenda-se alimentação saudável, prática regular de atividade física, retirada do cigarro e redução do consumo excessivo de bebidas alcoólicas”, orienta. Pacientes com doenças inflamatórias intestinais, como retocolite ulcerativa, doença de Crohn e doença celíaca, também precisam de acompanhamento médico contínuo. “Esse seguimento regular é fundamental para prevenir o CCR nesses grupos”, acrescenta.
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Sobe para 65 o número de mortes suspeitas após uso de canetas emagrecedoras
21/02/2026

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) investiga 65 mortes suspeitas após o uso de canetas emagrecedoras.
As mortes, segundo o órgão, ocorreram no período entre dezembro de 2018 e o mesmo mês de 2025. Esse número supera um balanço anterior, divulgado pela própria Anvisa. Seis mortes eram investigadas até o começo deste mês, além de 225 eventos adversos, número agora atualizado para 2.436.
Segundo a agência, os óbitos ocorreram após o uso de remédios à base de semaglutida (princípio ativo do Ozempic e do Wegovy, ambos da Novo Nordisk), da liraglutida e da tirzepatida — esta última princípio ativo do Mounjaro.
“A Anvisa não investiga óbitos de forma individual. O que faz é a análise das notificações de suspeitas de eventos adversos recebidas como parte do monitoramento de farmacovigilância. O valor das notificações como evidência está no conjunto de dados que, somados e analisados de forma global, podem indicar mudanças no perfil de segurança e eficácia de medicamentos”, disse a agência em nota.
Os casos também resultam de canetas produzidas por farmácias de manipulação e por laboratórios não autorizados. Há canetas que chegam no Brasil por contrabando de outros países da América do Sul e são comercializadas clandestinamente.
As investigações passam por um longo processo clínico e científico, segundo a Anvisa. Isso porque a despeito do uso desses remédios pelos usuários que morreram, não é possível dizer se eles são a causa direta dos óbitos, que podem também estar relacionados à combinação com outros medicamentos e comorbidades.
No dia 9 de fevereiro, a Anvisa emitiu um alerta para os riscos de pancreatite decorrentes do uso de canetas emagrecedoras.
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Ministério da Saúde descarta risco do vírus Nipah para o Brasil
31/01/2026

O ministério reforçou que “não há qualquer indicação de risco para a população brasileira”. Foto: Ruslanas Baranauskas/Divulgação
O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (30) que o vírus Nipah não representa ameaça para o Brasil e possui baixo potencial de provocar uma nova pandemia, mesmo após a confirmação de dois casos na província de Bengala Ocidental, na Índia. A avaliação brasileira está alinhada ao posicionamento divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no mesmo dia.
Segundo a pasta, o último caso confirmado foi diagnosticado em 13 de janeiro, e, desde então, 198 pessoas que tiveram contato com os infectados foram identificadas e monitoradas. Todos os exames realizados nesses contatos apresentaram resultado negativo para a doença.
Em nota, o ministério reforçou que “não há qualquer indicação de risco para a população brasileira” e destacou que as autoridades nacionais seguem em monitoramento permanente, em cooperação com organismos internacionais de saúde.
O governo federal ressaltou ainda que o país mantém protocolos contínuos de vigilância e resposta a agentes altamente patogênicos, com atuação conjunta de instituições como o Instituto Evandro Chagas, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
De acordo com a OMS, o vírus Nipah foi identificado pela primeira vez em 1999, durante um surto envolvendo criadores de porcos na Malásia, e desde então tem registros recorrentes em Bangladesh e na Índia, especialmente no Sudeste Asiático.
O infectologista Benedito Fonseca, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia e professor da USP, explicou que a ocorrência da doença na Índia está relacionada à presença de morcegos que funcionam como reservatórios naturais do vírus, o que caracteriza o Nipah como uma zoonose.
Esses morcegos, inexistentes no continente americano, alimentam-se de frutas e de uma seiva doce também consumida por humanos e animais, o que facilita a transmissão. Há ainda relatos de contágio por meio de secreções de pessoas infectadas.
Para o especialista, a ausência desse hospedeiro fora da Ásia reduz significativamente o risco global. “O potencial pandêmico é pequeno, já que o reservatório do vírus não existe nas Américas nem na Europa”, avaliou Fonseca.
Com informações da Agência Brasil
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