Saúde
Ministério da Saúde descarta risco do vírus Nipah para o Brasil
31/01/2026

O ministério reforçou que “não há qualquer indicação de risco para a população brasileira”. Foto: Ruslanas Baranauskas/Divulgação
O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (30) que o vírus Nipah não representa ameaça para o Brasil e possui baixo potencial de provocar uma nova pandemia, mesmo após a confirmação de dois casos na província de Bengala Ocidental, na Índia. A avaliação brasileira está alinhada ao posicionamento divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no mesmo dia.
Segundo a pasta, o último caso confirmado foi diagnosticado em 13 de janeiro, e, desde então, 198 pessoas que tiveram contato com os infectados foram identificadas e monitoradas. Todos os exames realizados nesses contatos apresentaram resultado negativo para a doença.
Em nota, o ministério reforçou que “não há qualquer indicação de risco para a população brasileira” e destacou que as autoridades nacionais seguem em monitoramento permanente, em cooperação com organismos internacionais de saúde.
O governo federal ressaltou ainda que o país mantém protocolos contínuos de vigilância e resposta a agentes altamente patogênicos, com atuação conjunta de instituições como o Instituto Evandro Chagas, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
De acordo com a OMS, o vírus Nipah foi identificado pela primeira vez em 1999, durante um surto envolvendo criadores de porcos na Malásia, e desde então tem registros recorrentes em Bangladesh e na Índia, especialmente no Sudeste Asiático.
O infectologista Benedito Fonseca, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia e professor da USP, explicou que a ocorrência da doença na Índia está relacionada à presença de morcegos que funcionam como reservatórios naturais do vírus, o que caracteriza o Nipah como uma zoonose.
Esses morcegos, inexistentes no continente americano, alimentam-se de frutas e de uma seiva doce também consumida por humanos e animais, o que facilita a transmissão. Há ainda relatos de contágio por meio de secreções de pessoas infectadas.
Para o especialista, a ausência desse hospedeiro fora da Ásia reduz significativamente o risco global. “O potencial pandêmico é pequeno, já que o reservatório do vírus não existe nas Américas nem na Europa”, avaliou Fonseca.
Com informações da Agência Brasil
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Sesap investiga cinco surtos de ciguatera no RN e orienta evitar consumo de peixe arabaiana
24/01/2026

Diante das novas investigações, a Sesap recomendou o não consumo do peixe arabaiana. Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi
A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) informou, nesta sexta-feira (23), que está investigando cinco surtos de ciguatera no estado. Segundo a pasta, os episódios seguem em fase de investigação epidemiológica e atingiram 36 pessoas. Datas e locais das ocorrências não foram divulgados.
A ciguatera é uma intoxicação alimentar provocada pelo consumo de peixes contaminados por toxinas produzidas por microalgas, comuns em recifes de corais tropicais e subtropicais. Os sintomas podem variar de enjoo a alterações neurológicas, e não existe tratamento específico para a condição.
De acordo com as autoridades sanitárias, é considerado surto quando mais de duas pessoas apresentam sintomas após um mesmo episódio de possível contaminação. Ainda neste mês de janeiro, um caso já havia sido investigado no município de Touros.
Monitoramento e histórico
A Sesap destaca que o primeiro surto registrado no RN ocorreu em 2022. Desde então, foram 77 casos notificados, entre surtos confirmados e episódios ainda sob apuração, o que, segundo a secretaria, indica a circulação da ciguatera no estado.
Entre fevereiro e maio do ano passado, foram registrados três surtos, com 18 pessoas expostas, associados ao consumo dos peixes arabaiana, bicuda e dourado. O episódio inicial, em 2022, atingiu dez pessoas de uma mesma família, após a ingestão da bicuda (barracuda).
Desde então, houve registros envolvendo diversas espécies, com destaque para bicuda, cioba, guarajuba, arabaiana e dourado, incluindo confirmações laboratoriais da presença de ciguatoxina caribenha em algumas amostras.
Leia também: Sesap investiga quatro suspeitas de intoxicação por ciguatera após consumo de peixe em Touros
Recomendação oficial
Diante das novas investigações, a Sesap recomendou o não consumo do peixe arabaiana.
“Isso se deve à toxina que esse peixe acumula ao longo do tempo”, explicou a coordenadora de Vigilância em Saúde do RN, Diana Rêgo, que também ressaltou o monitoramento contínuo das áreas litorâneas.
A secretaria informou ainda que emitiu uma nota técnica para orientar profissionais de saúde, pescadores, comerciantes, serviços de alimentação e a população em geral sobre prevenção e identificação de possíveis casos.
Como ocorre a intoxicação
As ciguatoxinas são produzidas por microalgas invisíveis a olho nu. Peixes menores ingerem essas algas e, posteriormente, peixes maiores e carnívoros acumulam a toxina. Ao consumir esses pescados, o ser humano pode desenvolver a intoxicação.
A Sesap reforça que as toxinas são incolores, inodoras e insípidas, e não são eliminadas por cozimento, congelamento, salga ou defumação. As maiores concentrações costumam estar na cabeça, vísceras e ovas dos peixes.
Principais sintomas
Os sinais costumam surgir entre 30 minutos e 24 horas após o consumo e incluem:
dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia, dor de cabeça, cãibras, coceira intensa, fraqueza muscular, visão turva e gosto metálico na boca.
Os sintomas podem persistir por semanas ou meses.
Orientações à população
A Sesap recomenda:
procurar atendimento de saúde imediatamente ao apresentar sintomas, informando o consumo de pescado nas últimas 48 horas;
identificar a espécie consumida e guardar sobras do peixe congeladas para análise da Vigilância Sanitária;
evitar o consumo de peixes associados a relatos de ciguatera, especialmente os de procedência desconhecida.
Em caso de dúvidas, o Centro de Informação e Assistência Toxicológica do RN (CIATOX-RN) funciona em plantão 24 horas pelos telefones 0800 281 7005 ou WhatsApp (84) 98883-9155.
98 FM NATAL
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Anvisa veta canetas emagrecedoras irregulares e alerta para risco grave à saúde
22/01/2026

Foto: Stefamerpik/Freepik
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização de canetas emagrecedoras à base de tirzepatida das marcas Synedica e TG, além da retatrutida, de todos os fabricantes e lotes. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (21) no Diário Oficial da União e atinge produtos vendidos ilegalmente no país, conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras do Paraguai”.
Segundo a Anvisa, os medicamentos são fabricados por empresas sem identificação conhecida e comercializados principalmente por meio das redes sociais, sem qualquer tipo de registro, notificação ou autorização do órgão regulador. Por terem origem desconhecida, a agência afirma que não há garantia de qualidade, segurança ou eficácia, o que inviabiliza o uso dos produtos em qualquer circunstância.
A medida ganhou força após o caso da mineira Kellen Oliveira Bretas Antunes, de 42 anos, que ficou em estado grave após utilizar uma dessas canetas sem prescrição médica. Internada desde dezembro em Belo Horizonte, ela foi diagnosticada com síndrome de Guillain-Barré, doença neurológica rara em que o sistema imunológico ataca os nervos periféricos, causando perda severa de movimentos.
A Anvisa reforçou que a venda e o uso de medicamentos falsificados ou irregulares representam risco elevado à saúde e configuram crime no Brasil. Desde junho do ano passado, a compra de substâncias emagrecedoras como semaglutida, liraglutida e tirzepatida exige receita médica em duas vias, com retenção obrigatória na farmácia, numa tentativa de coibir o uso indiscriminado e o mercado ilegal desses produtos.
Com informações do Poder360
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Anvisa aprova primeiro genérico para tratamento do refluxo e esofagite
20/01/2026

O genérico de deslansoprazol recebeu registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Trata-se do primeiro medicamento genérico contendo a substância, equivalente ao produto de referência Dexilant. O medicamento está indicado para adultos e adolescentes entre 12 e 17 anos.
O medicamento é indicado, principalmente, para pacientes que necessitam de uso contínuo.
manutenção da cicatrização da esofagite;
alívio da azia associada à Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE);
redução da acidez estomacal.
O medicamento é indicado, principalmente, para pacientes que necessitam de uso contínuo.
Genérico amplia acesso ao tratamento
A chegada do genérico ao mercado é considerada um avanço importante para os pacientes. Isso porque os medicamentos genéricos possuem preços mais acessíveis, mantendo os mesmos padrões de:
qualidade;
segurança;
eficácia
exigidos para os medicamentos de referência.
A expectativa é de que o novo produto amplie o acesso ao tratamento, especialmente para pessoas com doenças crônicas.
Avaliação rigorosa garantiu equivalência terapêutica
Segundo a Anvisa, o genérico de deslansoprazol passou por avaliação técnica rigorosa antes de receber o registro. O processo comprovou a equivalência terapêutica em relação ao medicamento de referência. Com isso, o produto poderá ser comercializado no país com a garantia de mesmo efeito clínico.
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Café quente pode liberar milhões de microplásticos no copo, diz estudo
19/01/2026

Beber café quente em copos descartáveis pode significar ingerir muito mais do que cafeína. Um novo estudo científico revelou que o calor aumenta significativamente a liberação de microplásticos de copos usados para bebidas quentes, levantando alertas sobre um hábito cotidiano comum em cafeterias ao redor do mundo.
A pesquisa, publicada no Journal of Hazardous Materials: Plastics, analisou como diferentes tipos de copos se comportam quando entram em contato com líquidos aquecidos. O resultado foi direto: quanto maior a temperatura da bebida, maior a quantidade de microplásticos liberados e o tipo de material do copo faz toda a diferença.
O que são microplásticos
Microplásticos são fragmentos extremamente pequenos de plástico, que variam de partículas microscópicas até tamanhos visíveis a olho nu. Eles podem ser liberados durante o uso normal de produtos plásticos e acabam no meio ambiente, nos alimentos e, potencialmente, no corpo humano.
Embora ainda não existam dados conclusivos sobre os impactos de longo prazo dessas partículas na saúde, pesquisadores destacam que o tema exige atenção e mais estudos.
Detalhes do estudo
Para entender o problema fora do laboratório, os cientistas coletaram cerca de 400 copos de café em Brisbane, comparando copos totalmente de plástico com copos de papel revestidos internamente por uma fina camada plástica. Os testes foram feitos com líquidos a 5 °C e a 60 °C, simulando café gelado e café quente.
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Municípios do RN recebem R$ 4,47 milhões para ações contra HIV/Aids e turbeculose; veja lista
15/01/2026

Municípios do Rio Grande do Norte vão receber R$ 4,47 milhões em recursos federais para ações de prevenção, controle e enfrentamento de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), HIV/Aids, das hepatites virais e da tuberculose.
Ao todo, 19 cidades potiguares, além da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), foram contempladas com os repasses previstos em portaria do Ministério da Saúde publicada no Diário Oficial da União.
Do total destinado ao Estado, R$ 2,8 milhões são voltados para ações de ISTs, HIV/Aids e hepatites virais, enquanto R$ 1,67 milhão será aplicado especificamente no enfrentamento da tuberculose. Os valores correspondem ao repasse anual, com transferências mensais regulares aos entes federativos.
De acordo com a portaria do Ministério da Saúde, os recursos têm como objetivo fortalecer a vigilância epidemiológica, ampliar a testagem, garantir o diagnóstico precoce, qualificar a assistência e reforçar ações de prevenção e cuidado no âmbito do SUS, especialmente em municípios com maior demanda assistencial.
Municípios contemplados
Município / EnteISTs, HIV/Aids e Hepatites (anual)Tuberculose (anual)Total (anual)
Sesap (Estado)R$ 1.008.048,62R$ 601.560,00R$ 1.609.608,62
AssúR$ 0,00R$ 20.451,43R$ 20.451,43
Areia BrancaR$ 0,00R$ 7.486,08R$ 7.486,08
CaicóR$ 129.398,59R$ 25.844,24R$ 155.242,83
CanguaretamaR$ 0,00R$ 8.838,31R$ 8.838,31
Ceará-MirimR$ 0,00R$ 70.820,53R$ 70.820,53
ExtremozR$ 52.253,15R$ 22.611,86R$ 74.865,01
MacaíbaR$ 69.729,37R$ 31.855,28R$ 101.584,65
MacauR$ 0,00R$ 23.118,27R$ 23.118,27
MossoróR$ 224.304,08R$ 144.782,88R$ 369.086,96
NatalR$ 636.939,94R$ 416.415,59R$ 1.053.355,53
Nísia FlorestaR$ 0,00R$ 116.464,61R$ 116.464,61
Nova CruzR$ 0,00R$ 21.450,53R$ 21.450,53
ParnamirimR$ 214.248,52R$ 82.163,72R$ 296.412,24
Pau dos FerrosR$ 80.439,60R$ 14.122,46R$ 94.562,06
Santa CruzR$ 74.473,36R$ 0,00R$ 74.473,36
São Gonçalo do AmaranteR$ 98.205,57R$ 41.886,60R$ 140.092,17
São José de MipibuR$ 178.408,30R$ 9.624,96R$ 188.033,26
São Paulo do PotengiR$ 33.550,90R$ 0,00R$ 33.550,90
TourosR$ 0,00R$ 11.502,65R$ 11.502,65
TotalR$ 2.800.000R$ 1.671.000R$ 4.471.000
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Ministério da Saúde decide não incorporar vacina do herpes zóster ao SUS
14/01/2026

Foto: Reprodução
O Ministério da Saúde decidiu não incorporar a vacina para a prevenção de herpes zóster ao SUS (Sistema Único de Saúde). A decisão está em portaria publicada no DOU (Diário Oficial da União).
De acordo com relatório divulgado pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde), disponível online, a vacina foi considerada cara diante do impacto que poderia ter em relação ao combate a doença.
A vacina recombinante adjuvada para prevenção do herpes zóster é voltada para idosos com idade maior ou igual a 80 anos e indivíduos imunocomprometidos com idade maior ou igual a 18 anos
“O Comitê de Medicamentos reconheceu a importância da vacina para a prevenção do herpes zóster, mas destacou que considerações adicionais sobre a oferta de preço precisam ser negociadas, de modo a alcançar um valor com impacto orçamentário sustentável para o SUS”, afirma o relatório.
O relatório apresenta também um cálculo dos custos em relação à população que seria beneficiada pelo imunizante. “Ao vacinar 1,5 milhão de pacientes por ano, o custo seria de R$ 1,2 bilhão por ano e, no quinto ano, a vacinação dos 471 mil pacientes restantes com um custo de R$ 380 milhões. Ao final de cinco anos, o investimento total seria de R$ 5,2 bilhões. Dessa forma, a vacina foi considerada não custo efetiva”, diz o texto publicado.
CNN
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Sesap lança campanha Verão Protegido 2026 contra a dengue
13/01/2026

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) lança, no próximo sábado (17), a campanha Verão Protegido 2026, com o objetivo de ampliar a vacinação e reforçar a proteção da população potiguar contra a dengue e outras doenças sazonais.
A abertura da campanha será marcada por um Dia D de mobilização, com a participação de todos os municípios do estado. As ações seguem até após o período do Carnaval, com encerramento previsto para 27 de fevereiro.
Ações de vacinação e educação em saúde
A Sesap orienta que os municípios adotem estratégias diferenciadas, como a instalação de postos volantes de vacinação em praias, parques e praças, locais de grande circulação durante o verão.
O foco da campanha inclui a aplicação de vacinas contra Covid-19, Influenza, HPV e dengue, além da realização de ações educativas voltadas à importância da imunização e à prevenção da dengue, da Zika e da Chikungunya.
Também está prevista a divulgação de orientações sobre o risco de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA), comuns em períodos de altas temperaturas.
Combate ao mosquito da dengue
De acordo com a Sesap, o reforço das ações ocorre devido ao aumento do risco de transmissão da dengue durante o verão. Por isso, a secretaria recomenda que as gestões municipais intensifiquem visitas domiciliares, inspeções em prédios públicos e a eliminação de possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti.
A campanha também prevê a articulação com outras secretarias e órgãos municipais, com o objetivo de ampliar as medidas de proteção em áreas de maior vulnerabilidade.
PONTA NEGRA NEWS
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Saúde barra produção de vacina contra dengue da Takeda; País avança com imunizante do Butantan
12/01/2026

O Ministério da Saúde reprovou a proposta de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) apresentada pela Fiocruz, em conjunto com a farmacêutica Takeda Pharma, para a produção nacional da vacina Qdenga, contra a dengue. A vacina já é utilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em jovens de 10 a 14 anos, com esquema de duas doses. A expectativa era de que a eventual produção nacional ampliasse o volume disponível, podendo avançar para outras faixas etárias.
Em nota, o Ministério da Saúde afirma que o projeto não cumpriu os requisitos mínimos exigidos para participação no programa.
Segundo a pasta, não houve apresentação de recurso contra a decisão. “O projeto não assegurava o acesso integral ao conhecimento de produção do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), impossibilitando a produção nacional do produto, sendo esse o principal pilar do programa do Governo Federal, descrito na Portaria GM/MS nº 4.472/2024.”
Estratégia de imunização
Além da Qdenga, o País incluiu recentemente em seu plano vacinal contra a dengue a Butantan-DV, imunizante de dose única desenvolvido pelo Instituto Butantan e aprovado pela Anvisa há cerca de um mês.
A nova vacina começará a ser aplicada a partir do próximo domingo, 18. Ainda em dezembro, segundo o Ministério da Saúde, havia cerca de 1,3 milhão de doses já fabricadas.
O público inicial será os maiores de 59 anos, com expansão gradual para outras faixas etárias até alcançar o público a partir de 15 anos.
Estadão Conteúdo
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Homem morre por intoxicação por metanol no interior da Bahia
04/01/2026

Morreu na sexta-feira 2 Vinícius Oliveira Vieira, de 31 anos, uma das vítimas de intoxicação por metanol na cidade de Ribeira do Pombal, no nordeste da Bahia. O homem estava internado no Hospital Couto Maia, em Salvador, e não resistiu às complicações. A informação foi confirmada pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).Homem morre por intoxicação por metanol no interior da Bahia - Agora RNHomem morre por intoxicação por metanol no interior da Bahia - Agora RN
Ao todo, sete pessoas foram intoxicadas após o consumo de bebidas alcoólicas contaminadas com metanol. Segundo a Sesab, quatro pacientes que estavam internados no Hospital Geral Santa Tereza tiveram alta médica após evolução clínica favorável. Três vítimas foram transferidas para Salvador; duas permanecem internadas.
As investigações apontam que seis das vítimas consumiram drinks à base de vodca durante uma festa de noivado. Vinícius não participou do evento, porém teria comprado bebida alcoólica no mesmo depósito no dia anterior e foi a primeira pessoa a apresentar sintomas de intoxicação.
Em nota, a Sesab informou que a rápida assistência às vítimas, em parceria com o Ministério da Saúde e a prefeitura, além da disponibilidade do antídoto, contribuiu para a recuperação dos pacientes que receberam alta.
A confirmação da intoxicação ocorreu na quarta-feira 31, após laudo do Departamento de Polícia Técnica (DPT) identificar a presença de metanol em bebidas apreendidas em um depósito da cidade e em amostras de sangue dos pacientes atendidos.
Após a divulgação do laudo, a prefeitura de Ribeira do Pombal decretou a proibição temporária da comercialização, distribuição, fornecimento e consumo de bebidas alcoólicas destiladas em todo o município. A medida vale de 31 de dezembro de 2025 a 5 de janeiro de 2026 e abrange estabelecimentos comerciais, bares, restaurantes, eventos públicos e privados, comércio ambulante e a distribuição gratuita ou promocional.
Segundo a prefeitura, a decisão tem caráter excepcional e temporário, baseada no princípio da precaução e na proteção da saúde pública. A fiscalização ficará sob responsabilidade da Vigilância Sanitária Municipal, com apoio da Guarda Civil Municipal e de outros órgãos competentes.
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RIO DO FOGO: NOTÍCIA BOA PARA NOSSAS GESTANTES
30/12/2025

A vacina contra o vírus da bronquiolite já está disponível para nossas gestantes que estejam com 28 semanas.
É mais segurança para que os bebês nasçam saudáveis.
Procurem as Unidades Básicas e vacinem-se mamães!
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Ministério da Saúde amplia prazo para jovens de 15 a 19 anos receberem imunizante contra HPV
30/12/2025

O Ministério da Saúde estendeu o prazo para que jovens de 15 a 19 anos que não foram vacinados recebam a proteção contra o vírus HPV, causador de diversos tipos de câncer, como de colo de útero e de pênis. O período, que se encerraria neste mês, foi prorrogado até a próxima Campanha de Vacinação nas Escolas, que ocorre geralmente em abril.
O objetivo da pasta é alcançar cerca de 7 milhões de jovens nessa faixa etária que estão desprotegidos. Até dezembro de 2025, foram aplicadas 208,7 mil doses da vacina dentro dessa estratégia de resgate, sendo 91 mil em meninas e 117,7 mil em meninos.
— Ao ampliar o prazo da estratégia de resgate, o Ministério da Saúde possibilita que adolescentes e jovens que perderam a oportunidade de se vacinar entre os 9 e 14 anos garantam sua proteção individual e contribuam para a redução da circulação do vírus na população — afirma o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti.
A estratégia de resgate abrange todos os 5,5 mil municípios brasileiros e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), além de em ações extramuros em escolas, universidades, ginásios esportivos e shoppings.
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Anvisa alerta para riscos de canetas emagrecedoras manipuladas
21/12/2025

As canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Ozempic, vêm sendo cada vez mais buscadas por pessoas que desejam emagrecer de forma rápida. Foto: Freepik
Popularizadas por influenciadores e celebridades, as chamadas canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Ozempic, vêm sendo cada vez mais buscadas por pessoas que desejam emagrecer de forma rápida, muitas vezes sem orientação médica e sem nenhum critério.
Diante da procura desenfreada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre a compra e consumo desses medicamentos. Segundo a Anvisa, a venda e o uso de canetas emagrecedoras falsas representam um sério risco à saúde e é considerado um crime hediondo no país.
A farmacêutica Natally Rosa esclarece que o uso de versões manipuladas ou de origem desconhecida é uma prática perigosa.
“Uma pessoa que ela se submete, que ela é exposta ao uso de um medicamento fora dessas regulamentações, os riscos dela, com certeza, estão exacerbados. Desde a ausência de uma resposta ideal, como as contaminantes.”
A farmacêutica destaca o que observar na embalagem e no produto para conferir sua autenticidade:
“Temos alguns sinais. A própria embalagem já chama a atenção, já que as bulas são de fácil acesso na internet. Então, qual é a apresentação física dessa embalagem? De que forma que ela se apresenta? Como está o rótulo? O rótulo está no idioma do Brasil? Do nosso idioma aqui? Não deve estar em outras línguas, por exemplo. Existe lote e validade de fácil acesso? Você consegue identificar? A leitura, a descrição do medicamento, o princípio ativo, ela precisa estar bem legível. Todas as informações precisam estar bem claras.”
Ela também chama a atenção para valores: preços muito abaixo do praticado no mercado são sinal de alerta grave. O medicamento só é vendido com apresentação e retenção da receita médica.
Fonte: Agência Brasil
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Mutirão do SUS realiza mais de 1,4 mil atendimentos no RN
20/12/2025

No contexto nacional, o programa alcançou a marca de 127,1 mil atendimentos ofertados em mutirões realizados ao longo deste ano | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Rio Grande do Norte registrou 1.433 atendimentos durante os mutirões do programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do Ministério da Saúde voltada à ampliação do acesso a consultas, exames e cirurgias na rede pública. Os dados incluem procedimentos realizados no último fim de semana (13 e 14).
No contexto nacional, o programa alcançou a marca de 127,1 mil atendimentos ofertados em mutirões realizados ao longo deste ano. Apenas na ação mais recente, considerada a maior da história do SUS, foram realizados 59,3 mil procedimentos em todos os estados e no Distrito Federal, envolvendo pacientes previamente agendados. O esforço conjunto mobilizou quase 200 estabelecimentos de saúde, entre hospitais universitários, unidades federais e Santas Casas.
No Rio Grande do Norte, os atendimentos contemplaram cirurgias, consultas e exames, integrando áreas consideradas prioritárias para o SUS, como oncologia, ginecologia, ortopedia, cardiologia, oftalmologia e otorrinolaringologia. A ampliação da oferta faz parte da estratégia do governo federal para acelerar o acesso a serviços especializados, especialmente para pacientes que aguardavam há meses por procedimentos na rede pública.
Somados os mutirões realizados em julho e no último fim de semana, o programa ampliou em 375% a oferta de atendimentos especializados no país. Em julho, haviam sido ofertados 12,5 mil procedimentos; em setembro, 34,3 mil; e, em dezembro, com a adesão de novos parceiros, o número saltou para mais de 59 mil atendimentos em um único fim de semana. Nesse período, também foram realizados cerca de 21 mil atendimentos em mutirões dentro de aldeias indígenas.
A atuação no Rio Grande do Norte contou com a participação de Santas Casas, hospitais filantrópicos e unidades vinculadas à rede federal e universitária, que, pela primeira vez, atuaram de forma integrada em larga escala com os hospitais da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. No total, 134 Santas Casas e nove hospitais e institutos federais passaram a integrar o programa, ampliando a capilaridade da ação em estados do Nordeste, Sudeste, Sul, Norte e Centro-Oeste.
De acordo com o Ministério da Saúde, entre os procedimentos realizados nos mutirões estão cirurgias de média e alta complexidade, além de exames como ultrassonografia, tomografia, endoscopia e ressonância magnética. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a iniciativa reforça o caráter universal e gratuito do SUS, ao garantir acesso a serviços especializados sem custos para a população.
Ao longo de 2025, o Agora Tem Especialistas vem se consolidando como uma das principais políticas públicas do governo federal na área da saúde. Além dos mutirões, o programa prevê ações como a utilização de carretas de atendimento, a ampliação do horário de funcionamento das unidades de saúde, a formação e o provimento de especialistas em regiões com maior carência de profissionais e parcerias com hospitais privados para atendimento complementar ao SUS. No Rio Grande do Norte, a expectativa é de que novas edições contribuam para reduzir a demanda reprimida e fortalecer a rede pública de saúde no estado.
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Estudo liga álcool a maior risco de câncer mesmo em níveis moderados
19/12/2025

Um copo “só para brindar” pode parecer inofensivo, mas uma revisão liderada por pesquisadores da Florida Atlantic University (FAU) reforça que até o consumo moderado de álcool aparece associado a maior risco de vários tipos de câncer. A frequência e a quantidade dos brindes fazem diferença nessa conta. A informação é do g1.
O trabalho, conduzido por cientistas da Charles E. Schmidt College of Medicine, analisou 62 estudos com amostras que variaram de 80 a quase 100 milhões de participantes e encontrou associações mais consistentes para tumores como mama, colorretal, fígado e cavidade oral, além de laringe, esôfago e estômago.
O que o estudo encontrou?
A revisão, publicada na revista científica “Cancer Epidemiology”, conclui que não é apenas o volume total que importa: beber com mais frequência também aparece ligado a maior risco em diferentes desfechos oncológicos.
Um dos recados centrais, segundo os autores, é que existe um padrão de risco que cresce conforme aumenta o consumo. A pesquisadora Lea Sacca, da FAU, resume assim:
“Em 50 estudos analisados em nossa revisão, um maior consumo de álcool elevou de forma consistente o risco de câncer, com o risco aumentando à medida que a ingestão cresce. Fatores como o tipo de bebida alcoólica, a idade da primeira exposição, gênero, raça, tabagismo, histórico familiar e genética influenciam esse risco. Alguns grupos — como idosos, pessoas em situação socioeconômica desfavorável e indivíduos com comorbidades — são especialmente vulneráveis. O consumo pesado, diário ou episódico excessivo está fortemente associado a múltiplos tipos de câncer, o que reforça a importância da moderação e do seguimento das diretrizes de prevenção do câncer.”
Por que causa câncer? Os autores listam mecanismos biológicos já discutidos na literatura para explicar por que o álcool pode aumentar risco oncológico.
“Do ponto de vista biológico, o álcool pode danificar o DNA por meio do acetaldeído, alterar os níveis hormonais, desencadear estresse oxidativo, suprimir o sistema imunológico e aumentar a absorção de agentes carcinogênicos. Esses efeitos são potencializados por condições de saúde pré-existentes, escolhas de estilo de vida e predisposições genéticas, fatores que podem acelerar o desenvolvimento do câncer”, resume Lewis S. Nelson, coautor, reitor e chefe de assuntos de saúde da Schmidt College of Medicine.
Grupos mais vulneráveis: quando o mesmo copo pesa mais
Os pesquisadores destacam que o risco não se comporta de forma uniforme entre todos. A revisão aponta maior vulnerabilidade — mesmo com consumo semelhante — em recortes como idosos, pessoas com obesidade ou diabetes e populações em desvantagem socioeconômica, além de diferenças observadas por raça/etnia em parte da literatura analisada.
O trabalho também descreve que fatores como tabagismo podem amplificar o risco associado ao álcool (com variações por sexo e padrão de consumo), e cita outros elementos frequentemente envolvidos nos estudos, como nível de atividade física, dieta e algumas infecções.
Tipo de bebida e diferenças entre homens e mulheres
Em alguns estudos, o tipo de bebida apareceu associado a diferenças no risco para determinados cânceres: a revisão cita que cerveja ou vinho branco foram ligados a maior risco em alguns desfechos, enquanto destilados não mostraram o mesmo padrão em certas análises — um ponto que os autores tratam com cautela.
Também houve diferenças por sexo: o texto descreve que beber com frequência se associou a maior risco em homens, enquanto episódios de consumo pesado episódico se relacionaram a maior risco em mulheres.
Metodologia: pontos fortes e ressalvas
Os pesquisadores da Florida Atlantic University, no Charles E. Schmidt College of Medicine, fizeram uma revisão sistemática de 62 estudos sobre álcool e risco de câncer em adultos dos EUA, incluindo trabalhos com amostras de 80 a quase 100 milhões de participantes.
O ponto forte é juntar um grande volume de evidências e comparar padrões de consumo (quantidade e frequência), além de discutir subgrupos e comorbidades.
A principal ressalva é que a maior parte das evidências vem de estudos observacionais e com medidas de consumo frequentemente autorreferidas — isso torna difícil separar completamente o efeito do álcool de outros fatores associados (como tabagismo, dieta e condições de saúde), e impede conclusões de causa e efeito com o mesmo grau de certeza de um ensaio clínico.
E o que eu faço com essa informação?
A revisão reforça a ideia de que “moderação” não é uma blindagem automática: para algumas pessoas, o risco pode ser maior por causa do conjunto de fatores individuais (saúde, hábitos e contexto).
Na prática, o recado é usar a evidência para decisões mais informadas — e para políticas públicas que deixem mais claro o vínculo entre álcool e câncer, como defendem os autores.
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Vacinação contra bronquiolite tem 2 mil doses aplicadas no RN
19/12/2025

O Rio Grande do Norte recebeu 10,3 mil doses da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), responsável pela bronquiolite em recém-nascidos. Em uma semana de vacinação, cerca de 2 mil doses foram aplicadas em gestantes que passaram de 28 semanas, em todo o estado. Todas as regionais de saúde já receberam a vacina, conforme a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sesap).
Conforme a coordenadora do Programa Estadual de Imunização, Laiane Graziela, a estratégia de imunização é fundamental para proteger as crianças contra a bronquiolite e reduzir o número de hospitalizações devido a problemas respiratórios. “A nova vacina oferece proteção imediata aos recém-nascidos, pois os anticorpos gerados na gestante durante a gravidez são transferidos pela placenta para o bebê”, explica Graziela.
A vacinação contra a bronquiolite tem gerado grande procura nas unidades de saúde de Natal, capital do estado. Veruska Ramos, chefe do Núcleo de Agravos Imunopreveníveis (NAI) da Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS), destacou que as doses estão sendo bem recebidas nas unidades de saúde da cidade.
“Está bem procurada, mas ainda não chegou a faltar. Natal recebeu 2.440 doses, sendo suficiente para iniciar a vacinação, já que a gestante precisa ter completado as 28 semanas de gestação para poder receber a dose”, afirmou Ramos. Até o momento, foram aplicadas 440 doses no município.
Em 2025, Natal registrou cerca de 795 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG); destes, 110 foram atribuídos ao VSR. Gestantes que já cumpriram o tempo necessário para a imunização demonstram entusiasmo com a chegada da vacina ao SUS. Na Unidade Básica de Saúde (UBS) São João, todos os dias chegavam mães em busca de atendimento.
Nadine Rebouças, que está grávida de 28 semanas, estava aguardando o momento em que completaria o tempo de gestação para poder se vacinar. “Espero que a procura esteja grande, porque o índice de internação, devido à bronquiolite, está muito grande, superlotam os hospitais, então é uma maravilha que essa vacina chegou ao SUS. Estou muito feliz de estar sendo contemplada, de poder estar me vacinando”, disse Nadine, com alívio.
Maria da Conceição Silva está grávida de 16 semanas e aguarda completar o tempo necessário para a vacinação. “Assim que eu completar, corro para tomar a vacina, porque eu sei que é muito importante prevenir essa doença”, afirmou Maria.
A vacina contra o VSR é aplicada em dose única em gestantes de qualquer faixa etária, devendo ser administrada em cada nova gestação.
Para receber a vacina, a gestante deve apresentar um documento de identificação, o cartão de vacinação e um comprovante da idade gestacional (como o cartão da gestante, laudo de ultrassonografia ou declaração médica) em uma das UBS. Em Natal, as UBSs funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 15h.
30% das internações pediátricas no RN
A vacinação das gestantes tem como objetivo reduzir de forma substancial o risco de hospitalizações, que hoje representam cerca de 30% das internações pediátricas no RN. Segundo Graziela, até o início deste mês, o vírus sincicial respiratório (VSR) foi responsável por 270 casos de síndrome respiratória aguda grave entre crianças de 0 a 4 anos no estado, sendo que 243 desses casos ocorreram em menores de 2 anos, além de três óbitos.
“Essa estratégia reduz significativamente o risco de hospitalizações por problemas respiratórios”, complementa a coordenadora sobre a vacina.
A bronquiolite é uma infecção viral que provoca a inflamação nos bronquíolos que são pequenos tubos responsáveis por conduzir o ar até os pulmões. Essa inflamação faz com que eles inchem e se acumulem com muco.
Os primeiros sinais da bronquiolite em bebês geralmente se assemelham aos de um resfriado comum, com coriza, tosse leve e febre baixa.
No entanto, com o tempo, os sintomas se intensificam, levando à dificuldade para respirar, respiração rápida e com chiado no peito, além de nariz congestionado, irritabilidade, cansaço e falta de apetite, com recusa para mamar ou se alimentar.
TRIBUNA DO NORTE
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Hospital do Coração adere ao programa do SUS no RN
16/12/2025

O acordo prevê a conversão de mais de R$ 14 milhões em dívidas tributárias em serviços de saúde, sem custos adicionais para o Governo do Estado - Foto: Divulgação/MS
O Hospital do Coração de Natal tornou-se, nesta segunda-feira (15), o primeiro hospital privado do Rio Grande do Norte a aderir ao programa federal Agora Tem Especialistas, iniciativa que permite a conversão de dívidas tributárias com a União em atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida viabiliza a oferta imediata de consultas, exames e cirurgias especializadas, com impacto direto na redução das filas da rede pública, especialmente na área oncológica.
A adesão foi formalizada com a assinatura do termo de execução de créditos financeiros entre o Ministério da Saúde e a unidade hospitalar, que integra o Grupo Athena, em ato acompanhado pela governadora Fátima Bezerra. O acordo prevê a conversão de mais de R$ 14 milhões em dívidas tributárias em serviços de saúde, sem custos adicionais para o Governo do Estado. Na prática, o Hospital do Coração passará a realizar 4.380 procedimentos por ano para pacientes do SUS, o equivalente a 365 atendimentos mensais.
Os serviços serão custeados por meio de créditos financeiros gerados a partir da execução dos procedimentos, totalizando R$ 14,4 milhões, com estimativa mensal superior a R$ 1,2 milhão. A iniciativa amplia a capacidade da rede pública ao utilizar a estrutura do setor privado de forma integrada à regulação do SUS, conforme as demandas e filas existentes no estado.
Durante a solenidade, a governadora destacou que a parceria representa um avanço concreto na ampliação do acesso a serviços especializados e no fortalecimento do SUS no Rio Grande do Norte. Segundo ela, a medida se soma aos investimentos realizados desde 2019, como a ampliação dos leitos de UTI, a expansão do Samu e o aumento do número de cirurgias realizadas anualmente na rede estadual.
O secretário de Estado da Saúde, Alexandre Motta, ressaltou que o modelo permite expansão e pode alcançar valores ainda maiores com a adesão de novos prestadores. De acordo com ele, o programa não estabelece um teto rígido para os contratos e pode ser ampliado conforme a disponibilidade de prestadores e recursos.
O programa Agora Tem Especialistas prevê o credenciamento de estados, municípios e unidades privadas ou filantrópicas, integrando os atendimentos à regulação do SUS. No Rio Grande do Norte, o início dos atendimentos nessa modalidade está previsto para agosto. Após a realização dos procedimentos e a auditoria dos serviços, os créditos financeiros gerados poderão ser utilizados a partir de janeiro de 2026.
Representantes do Ministério da Saúde destacaram que o estado já apresenta resultados positivos na realização de cirurgias eletivas e na articulação entre governo, Secretaria de Saúde e hospitais, e que a entrada do Hospital do Coração no programa reforça a estratégia de garantir diagnóstico mais rápido, tratamento no tempo adequado e redução do sofrimento de pacientes que aguardam por atendimento especializado.
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Bolsonaro passa por exames na prisão e terá de ser submetido a cirurgia, diz advogado
15/12/2025

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou por exames de ultrassom, neste domingo, 14, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde ele está preso. Os resultados indicam a necessidade de uma cirurgia, segundo o advogado João Henrique Nascimento de Freitas, que faz parte do corpo jurídico que acompanha Bolsonaro.
Freitas disse que a ultrassonografia indicou duas hérnias inguinais – quando há um deslocamento de perto do intestino por algum problema na parede abdominal na região da virilha.
“Os exames identificaram duas hérnias inguinais, e os médicos recomendaram que ele seja submetido a um procedimento cirúrgico, a única forma de tratamento definitivo para o quadro”, disse, nas redes sociais.
Os advogados de Bolsonaro pediram autorização para os exames na quinta-feira, 11, e indicaram o médico Bruno Luís Barbosa Cherulli.
Segundo os termos do pedido, havia “caráter de urgência” e o procedimento seria não invasivo, não demandaria sedação nem estrutura hospitalar.
O ex-presidente vinha se queixando de dores e incômodo. O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro publicou nas redes sociais um vídeo no qual pai aparece soluçando enquanto dorme.
A realização dos exames foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro cumpre pena em regime fechado em uma cela especial nas dependências da superintendência da PF no Distrito Federal, há quase um mês.
Primeiro, ele foi enviado ao local para uma prisão preventiva decretada após violação da tornozeleira eletrônica e risco de fuga. Três dias depois, o processo no qual foi condenado por tentativa de golpe de Estado foi encerrado e ele começou a cumprir a pena de 27 anos de prisão.
Estadão Conteúdo
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Campanha reforça cuidados e orienta população sobre sinais do câncer de pele
10/12/2025

Foto: Divulgação
O Dezembro Laranja, mobilização promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), chama a atenção da sociedade para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de pele.
No Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), o tema faz parte de uma rotina assistencial que envolve educação em saúde, acompanhamento especializado e atualização constante das práticas diagnósticas.
Para reforçar essa orientação, a dermatologista Vivianne Lira destaca os principais sinais de alerta e as formas de proteção que reduzem o risco da doença.
O câncer de pele ocorre quando há crescimento anormal e descontrolado das células da pele, geralmente associado à exposição excessiva e prolongada aos raios ultravioleta. A doença reúne diferentes tipos, com comportamentos e níveis de gravidade distintos.
O carcinoma basocelular é o mais comum e costuma se manifestar em áreas expostas ao sol, como rosto, orelhas e ombros. Já o carcinoma espinocelular pode surgir em cicatrizes antigas, feridas crônicas e regiões afetadas por exposição solar intensa. O melanoma, menos frequente, porém potencialmente letal, exige atenção especial devido à velocidade com que pode evoluir.
A campanha, segundo a médica, é estratégica para aumentar a percepção de risco e estimular a procura precoce por atendimento. “O Dezembro Laranja é uma iniciativa que tem como objetivo a conscientização das pessoas sobre prevenção e diagnóstico precoce da doença. A importância de se dar atenção a este tema é que o câncer de pele não melanoma é o tipo de câncer mais comum no Brasil e no mundo”, afirma.
Sinais que exigem atenção
Reconhecer alterações na pele é fundamental para que o diagnóstico seja realizado a tempo. A especialista orienta que qualquer mudança persistente deve ser investigada. “O câncer de pele pode se manifestar como uma ferida que não cicatriza, uma lesão que sangra aos mínimos traumas, uma lesão de rápido crescimento, uma pinta com cor ou bordas irregulares”, ressalta. A avaliação médica continua sendo indispensável, já que lesões iniciais podem se assemelhar a pintas comuns ou eczemas (condições crônicas inflamatórias da pele que causam ressecamento, coceira, vermelhidão e irritação).
Quem tem maior chance de desenvolver a doença deve intensificar os cuidados e observar a pele com frequência. “Os grupos de risco são pessoas de pele, olhos e/ou cabelos claros; indivíduos com exposição solar intensa, como agricultores ou esportistas; e transplantados de órgãos sólidos”, enfatiza Lira. Para esses segmentos, a rotina de proteção e o acompanhamento médico regular são fundamentais.
Prevenção e avanços no diagnóstico
Medidas simples ajudam a evitar danos provocados pela radiação ultravioleta. “Além do filtro solar, outros hábitos contribuem para a proteção. Escolha horários mais seguros para se expor ao sol, como antes das 10h e depois das 16h. Use óculos escuros, chapéus de aba larga e roupas que cubram a superfície corporal, especialmente peças com fator de proteção. Sempre que possível, procure áreas de sombra em vez de permanecer sob sol direto”, recomenda a dermatologista.
A incorporação de tecnologias diagnósticas tem ampliado as chances de detecção precoce no Huol-UFRN/Ebserh. A abordagem atual inclui avaliação clínica detalhada e métodos complementares que contribuem para identificar lesões suspeitas antes que avancem. “Exame como a dermatoscopia permite o diagnóstico precoce do câncer de pele. O mapeamento de nevos [sinais] também tem o objetivo de diagnosticar precocemente um tipo de câncer de pele chamado melanoma”, pontua a médica.
Em algumas situações após o diagnóstico da doença, terapias medicamentosas entram em cena. “Há casos em que a intervenção cirúrgica não é viável ou é de difícil execução. Nesses contextos, podem ser indicados medicamentos orais para tratar o câncer de pele”, acrescenta a especialista.
Mitos que precisam ser derrubados
O conhecimento correto sobre proteção solar é essencial para evitar comportamentos de risco, mas muitos equívocos ainda dificultam a prevenção. “É comum ouvirmos que qualquer protetor funciona da mesma forma, que basta aplicar uma vez ao dia ou que maquiagem com FPS já oferece proteção suficiente”, conta Lira. Segundo ela, essas ideias criam uma falsa sensação de segurança. A dermatologista garante que o ideal é usar produtos com fator de proteção solar (FPS) 50 ou mais e com ampla proteção, especialmente para quem passa longos períodos ao ar livre.
Outros enganos também persistem, como acreditar que peles mais escuras não precisam de protetor ou que só é necessário se proteger em dias muito ensolarados. “Na prática, todos os tipos de pele podem sofrer danos, a reaplicação é indispensável e a radiação chega mesmo em dias nublados”, explica. Ela frisa ainda que suor e água reduzem a eficácia do produto, o que reforça a importância de reaplicar e manter os hábitos de proteção ao longo do dia.
Lira salienta que a prevenção é um compromisso contínuo. Identificar precocemente qualquer alteração, procurar atendimento especializado e adotar rotinas de proteção são medidas que, combinadas, reduzem os impactos da doença e aumentam significativamente as chances de cura. “O Dezembro Laranja funciona como um lembrete anual para manter esses cuidados durante todo o ano”, finaliza a especialista.
Fonte: UFRN
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Nova vacina contra bronquiolite será distribuída no RN
04/12/2025

O Rio Grande do Norte recebeu, nessa quarta-feira (3), o primeiro lote de vacinas contra o vírus sincicial respiratório (VSR), que é direcionada a gestantes a partir da 28ª semana e tem como objetivo proteger recém-nascidos dos casos de bronquiolite.
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) recebeu do Ministério da Saúde um lote com pouco mais de 10 mil vacinas, e fará a distribuição aos municípios potiguares a partir da próxima semana. Não há limite de idade para a gestante que será vacinada e a proteção é feita em dose única.
“É com muita alegria que recebemos essa nova vacina para incorporar ao Programa de Imunização. Nos próximos dias, os municípios já estarão aptos a iniciar a vacinação das gestantes”, afirmou a responsável técnica do Programa Estadual de Imunização, Laiane Graziela.
A nova vacina disponível no SUS oferece proteção imediata aos recém-nascidos, pois os anticorpos gerados na gestante durante a gravidez são transferidos pela placenta para o bebê. Essa estratégia reduz significativamente o risco de hospitalizações por problemas respiratórios, que hoje representam cerca de 30% das internações pediátricas no RN.
Até o início deste mês, o vírus sincicial respiratório foi responsável por 270 casos de síndrome respiratória aguda grave entre crianças de 0 a 4 anos, dos quais 243 foram abaixo dos 2 anos, tendo causado ainda três óbitos.
TRIBUNA DO NORTE
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