Economia
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Varejo do RN acumula 2ª maior alta do NE e 4ª maior do Brasil em 2026
17/06/2026

O varejo tradicional do Rio Grande do Norte acumula alta de 6% no primeiro quadrimestre de 2026. O crescimento potiguar é o segundo maior do Nordeste no período, atrás apenas de Pernambuco, que cresceu 11,9%. No Brasil, também se destacaram o Distrito Federal (7,3%) e o Acre (6,3%), o que deixa o desempenho do RN como o quarto melhor do Brasil nos quatro primeiros meses do ano.
No recorte de 12 meses, a variação potiguar foi de 6,3%, a maior do País. No entanto, levando em conta apenas os meses de março e abril deste ano, o setor varejista do RN apresentou pequena variação negativa (de 0,1%). Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgados nesta terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No comparativo dos dois meses, todos os estados da região Nordeste apresentaram queda. O recuo do varejo potiguar, no entanto, foi o menor entre as nove unidades federativas. Na comparação entre abril deste ano com abril de 2025, o volume de vendas do comércio tradicional cresceu 4,8% no RN.
Já o comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo tradicional, atividades como comércio de veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, teve alta de 0,6% no RN. No Nordeste, também houve desempenho positivo no varejo ampliado de Pernambuco (0,3%) e do Maranhão (2,2%).
Seis estados apresentaram queda: Alagoas (-0,4%), Sergipe (-0,5%), Ceará (-0,8%), Paraíba (-1,1%), Bahia (-1,8%) e Piauí (-2,3%). No acumulado de 2026, o Rio Grande do Norte apresentou crescimento de 4,2% no comércio varejista ampliado, a quarta maior alta do Nordeste. Em 12 meses, por sua vez, a elevação para o varejo ampliado do RN foi de 3,6%, também a maior da região Nordeste.
Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL), José Lucena, a variação negativa registrada entre março e abril no RN representa uma estabilidade no setor e não altera o cenário positivo observado ao longo do ano.
“Trata-se de uma oscilação muito pequena, que pode ser explicada por fatores sazonais, pelo calendário do período e pelo comportamento natural do consumo entre os meses. O mais importante é observar e ficar atento aos indicadores de médio e longo prazo, que continuam demonstrando fortalecimento da atividade comercial no estado”, declara.
Ainda segundo Lucena, os resultados observados ao longo de 2026 e nos últimos 12 meses no RN confirmam a trajetória positiva, sustentada pela manutenção do consumo, pela geração de empregos e pela circulação de renda na economia.
“Nosso consumidor permanece ativo, embora mais cauteloso diante do cenário de juros elevados e crédito mais restrito. Por isso, pequenas oscilações mensais são naturais e devem ser analisadas dentro de um contexto mais amplo, que continua apontando crescimento e resiliência do comércio do RN”, pontua.
Na loja em que Maria Isabel trabalha, na Cidade Alta, em Natal, o cenário tem se mostrado positivo em 2026, inclusive no período de recuo registrado pelo IBGE. “Em abril, mesmo com a Páscoa, quando as pessoas direcionam a maior parte do consumo para a alimentação, nós tivemos um resultado muito bom. No mês passado, com o Dia das Mães, vendemos muito bem também”, falou Maria Isabel, que trabalha em uma loja de roupas na Av. Rio Branco.
Setor varejista mostra resiliência no RN
De acordo com o economista Helder Cavalcanti, os números mostram a resiliência e a capacidade de reação do setor, especialmente quando são levados em consideração os recortes dos períodos acumulados. Segundo ele, a leve retração entre abril e março não deve gerar preocupações.
“Do ponto de vista comportamental, a explicação para a leve retração passa pela acomodação natural do consumo após períodos de maior circulação de renda. O consumidor brasileiro costuma responder rapidamente aos estímulos de renda disponível, mas também ajusta seu comportamento quando percebe aumento do comprometimento do orçamento”, avalia Cavalcanti.
Outro aspecto importante que pode ter levado à retração, aponta, é que as famílias continuam convivendo com elevados níveis de endividamento. “Mesmo quando a renda melhora, boa parte dos recursos acaba sendo direcionada para o pagamento de dívidas acumuladas nos últimos anos. Isso reduz a capacidade de expansão do consumo e torna o comportamento do consumidor mais cauteloso”, falou o economista, que não considera considera a variação negativa uma um “sinal de enfraquecimento do comércio”.
O dado mais relevante, de acordo com Helder Cavalcanti, é que o comércio potiguar segue sustentado por uma demanda que ainda se mantém ativa. O desafio dos próximos meses, aponta o especialista, será fortalecer a confiança das famílias, estimular a geração de renda e evitar que o consumo dependa exclusivamente do crédito.
“Como economista comportamental, costumo dizer que a economia cresce de forma mais sustentável quando as pessoas compram porque possuem planejamento e segurança financeira, e não apenas porque têm acesso ao crédito. Os números do IBGE mostram que o comércio do RN está indo bem, mas também reforçam a necessidade de avançarmos em educação financeira, organização do orçamento familiar e construção de uma cultura de consumo mais consciente e sustentável”, diz.
Dados do varejo tradicional no NE
Comparativo março/26 e abril/26:
PI: -3,9%
PB: -1,9%
MA: -1,7%
BA: -1,5%
AL: -1,3%
SE: -1,3%
PE: -0,6%
CE: -0,3%
RN: -0,1%
Acumulado do ano
PE: 11,9%
RN: 6,0%
CE: 4,3%
BA: 3,5%
SE: 3,4%
MA: 2,3%
PB: 2,3%
AL: 1,4%
PI: -1,3%
Fonte: IBGE
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Partidas da Seleção alteram horários do comércio de rua e shoppings em Natal
13/06/2026

Os jogos da Seleção Brasileira de Futebol na primeira fase da Copa do Mundo vão alterar o funcionamento do comércio e de estabelecimentos comerciais em Natal. As partidas começam neste sábado 13 e serão disputadas no período da noite, levando entidades do setor e empreendimentos a adotarem horários especiais de atendimento nos dias 13, 19 e 24 de junho.
De acordo com a programação divulgada para a capital potiguar, o comércio de rua permanecerá fechado durante os horários dos jogos da Seleção Brasileira. Já os shoppings centers funcionarão com expedientes diferenciados, enquanto os supermercados encerrarão as atividades uma hora antes do início de cada partida.
No Midway Mall, no dia 13 de junho, haverá fechamento opcional às 18h30 e reabertura opcional às 21h30. No dia 19, o fechamento opcional será às 21h. Já em 24 de junho, o centro comercial repetirá o esquema do primeiro jogo, com fechamento opcional às 18h30 e reabertura opcional às 21h30.
O Natal Shopping também adotará mudanças. Em 13 de junho, ocorrerá fechamento operacional às 18h30 e reabertura opcional às 21h30. No dia 19, o fechamento opcional será às 21h. Em 24 de junho, haverá novamente fechamento operacional às 18h30 e reabertura opcional às 21h30.
No Via Direta, lojas, boxes, quiosques e praça de alimentação funcionarão das 8h30 às 18h nos dias 13 e 24 de junho. Em 19 de junho, o expediente será das 8h30 às 20h30.
O Partage Norte Shopping terá horários distintos para cada segmento. Em 13 de junho, lojas e quiosques funcionarão das 10h às 18h30; a praça de alimentação, das 10h às 22h; o supermercado, das 7h às 18h; e o cinema funcionará até 18h30. No dia 19, lojas e quiosques abrirão das 10h às 21h, a praça de alimentação das 10h às 22h, o supermercado das 7h às 20h30 e o cinema até 21h. Em 24 de junho, os horários retornam ao modelo adotado no primeiro jogo, com lojas e quiosques das 10h às 18h30, praça de alimentação das 10h às 22h, supermercado das 7h às 18h e cinema até 18h30.
O Praia Shopping manterá o funcionamento regular nos três dias de jogos da primeira fase. As lojas e quiosques funcionarão das 10h às 22h, enquanto a praça de alimentação abrirá das 11h às 22h nos dias 13, 19 e 24 de junho.
No Shopping Cidade Verde, as lojas e quiosques funcionarão das 10h às 18h30 nos dias 13 e 24 de junho e das 10h às 21h em 19 de junho. A praça de alimentação permanecerá aberta das 10h às 22h em todas as datas.
Já o Shopping Cidade Jardim terá funcionamento das 9h às 18h30 para lojas e quiosques nos dias 13 e 24 de junho, enquanto a praça de alimentação funcionará das 9h às 21h, com expediente facultativo. No dia 19, tanto as lojas e quiosques quanto a praça de alimentação operarão das 9h às 21h.
O Shopping 10 informou que permanecerá fechado durante os dias de jogos da Seleção Brasileira.
Os supermercados da capital também terão alterações no expediente. Conforme a programação divulgada, as unidades encerrarão suas atividades uma hora antes do início de cada partida do Brasil na primeira fase da Copa do Mundo.
AGORA RN
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Rio Grande do Norte deve movimentar R$ 340,7 milhões no Dia dos Namorados, aponta Instituto Fecomércio RN
11/06/2026

Estimulando o comércio no final do primeiro semestre, o Dia dos Namorados deve apresentar resultados satisfatórios para o setor em 2026.
De acordo com o levantamento do Instituto Fecomércio RN sobre o comportamento do consumidor para a data comemorativa, o Rio Grande do Norte deve movimentar cerca de R$ 340,7 milhões, um crescimento de 4,2% em relação a 2025. Os números reforçam uma trajetória de crescimento gradual, com consumo estável e sem grandes oscilações na dinâmica da data.
O aumento é puxado pelo ticket médio e pelas experiências comemorativas, que fortalecem diferentes setores do varejo nos municípios de Natal, Mossoró e Parnamirim, este último incluído pela primeira vez no levantamento deste ano.Guias e documentários de viagens
Na capital potiguar, a movimentação prevista para 2026 é de R$ 128,3 milhões, aumento de 3,9% em relação a 2025, quando o registro foi de R$ 123,5 milhões. Neste ano, 61,9% dos entrevistados no município revelaram a intenção de presentear alguém na data, número que confirma o interesse do consumidor natalense.
Quanto ao gasto médio em presentes, a pesquisa registrou o valor de R$ 171,49, o maior da série histórica iniciada em 2021. Refletindo o aumento das intenções de compra neste ano, a pesquisa em Natal aponta que 68,5% pretendem comprar um presente, 28,3% dois presentes e 3,2% três ou mais itens.
Crescimento de Mossoró é superior ao registrado no estado
Com intenção de compras para 54,5% dos entrevistados, Mossoró deve movimentar R$ 42,1 milhões, um crescimento de 5,3%, superior ao índice estadual neste ano. O resultado mantém a tendência de consolidação do consumo no município, considerado o segundo maior polo econômico do estado.
No que tange à compra de produtos específicos, o crescimento de perfumes e cosméticos representa 30,3%, seguidos pelo vestuário, com 25,3%, e pelos calçados e bolsas, com 19,1%. Quanto ao ticket médio, o valor em Mossoró atingiu R$ 160,05, também o maior número da série histórica.Notícias Rio Grande do Norte
Pesquisa também introduz levantamento em Parnamirim
Introduzindo Parnamirim como novo polo econômico para a coleta de dados em suas pesquisas, o Instituto Fecomércio RN destaca a movimentação econômica no varejo do terceiro maior município do estado. De acordo com o levantamento, 58,3% dos entrevistados afirmam a pretensão de comprar presentes, o que deve injetar R$ 35,1 milhões no varejo local.
Em relação ao ticket médio envolvendo produtos para o momento, a pesquisa aponta que os consumidores devem desembolsar, em média, R$ 166,75. Já o gasto médio com comemorações para o Dia dos Namorados de 2026 em Parnamirim é de R$ 168,94.
Os relatórios detalhados das pesquisas de cada município estão disponíveis para consulta no endereço fecomerciorn.com.br/pesquisas.
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Indústria do RN recua 13,6% e tem maior queda do país em abril, aponta IBGE
10/06/2026

A produção industrial do Rio Grande do Norte caiu 13,6% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado. O resultado foi a maior queda observada entre os locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF) Regional, divulgados nesta quarta-feira (10).
A queda foi puxada principalmente pelo recuo na fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que teve redução de 27,8% no período. A fabricação de produtos alimentícios também voltou a cair em abril, com variação negativa de 1,7%, após uma variação positiva em março de 2,2%.
De acordo com o analista do IBGE Bernardo de Almeida, o desempenho da indústria potiguar foi influenciado sobretudo pela queda na produção de óleo diesel. No setor de alimentos, a retração ocorreu em menor intensidade e foi associada à redução na produção de castanha de caju beneficiada, sorvetes, picolés, produtos gelados comestíveis, balas e outros confeitos sem cacau.
Na contramão do resultado geral, dois segmentos apresentaram crescimento em abril no Rio Grande do Norte. A confecção de artigos do vestuário e acessórios avançou 56%, enquanto as indústrias extrativistas cresceram 16,3% em relação a abril de 2025.
No país, a indústria cresceu 2,7% em abril, com altas em 12 dos 18 locais pesquisados pelo IBGE. Os maiores avanços foram registrados no Espírito Santo, com 32,9%, e no Rio de Janeiro, com 10,1%. Além do Rio Grande do Norte, tiveram queda no mês Maranhão (-5,4%), Amazonas (-4,2%), Pernambuco (-3,8%), Pará (-2,8%) e Ceará (-0,4%).
Balanço anual
No acumulado do ano, a indústria potiguar registra retração de 17,9%. O resultado reflete quedas nas indústrias extrativistas (-5,6%), na fabricação de produtos alimentícios (-6,2%) e na fabricação de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (-29,9%). O único segmento com alta no período foi o de confecção de artigos do vestuário e acessórios, com crescimento de 41,5%.
Em 12 meses, a produção industrial do Rio Grande do Norte acumula queda de 12,4%. Nesse recorte, os resultados positivos foram observados nas indústrias extrativistas, com alta de 9,2%, e na confecção de artigos do vestuário e acessórios, com avanço de 50,2%. Já a fabricação de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis caiu 24,2%, enquanto a fabricação de produtos alimentícios recuou 1,4%.
TRIBUNA DO NORTE
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Copa do Mundo pode injetar até R$ 25 bilhões em apostas esportivas no Brasil
08/06/2026

A Copa do Mundo de 2026 promete movimentar não apenas o futebol, mas também o mercado de apostas esportivas no Brasil. De acordo com estimativa da consultoria H2 Gambling Capital, o torneio pode gerar entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões em novos depósitos nas plataformas de apostas ao longo da competição.
O crescimento ocorre em meio à consolidação do setor regulamentado no país. Dados da Receita Federal apontam que a arrecadação de impostos sobre as apostas saltou de R$ 2,2 bilhões para R$ 4,5 bilhões nos quatro primeiros meses de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado.
Desde a regulamentação, iniciada em janeiro de 2025, o Ministério da Fazenda já autorizou 85 licenças, permitindo a operação de 187 sites. Entre janeiro e abril deste ano, as empresas licenciadas registraram receita de R$ 12,2 bilhões, impulsionadas principalmente pela popularidade do futebol e pelos investimentos em publicidade e patrocínios esportivos.
Segundo o governo federal, cerca de 25 milhões de brasileiros realizaram apostas em 2025. O gasto médio mensal por apostador foi estimado em R$ 123, já descontados os valores recebidos em prêmios. Ao mesmo tempo, especialistas alertam para os riscos do crescimento acelerado do setor, especialmente em relação ao endividamento e à dependência.
Um estudo da Unifesp apontou que 4,4% dos apostadores brasileiros apresentam sinais de jogo problemático, índice superior à média mundial. Além disso, autoridades e empresas do setor seguem preocupadas com a atuação de plataformas ilegais, que continuam movimentando bilhões de reais fora das regras e da fiscalização estabelecidas no país.
96 FM NATAL
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02/06/2026




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Alecrim aposta em São João e Copa para impulsionar vendas em junho
01/06/2026

O comércio do Alecrim, em Natal, já entrou no clima das festas juninas e da Copa do Mundo e aposta na combinação entre os dois eventos para aquecer as vendas durante o mês de junho. Nas vitrines e corredores das lojas, roupas xadrez, acessórios juninos e peças nas cores do Brasil dividem espaço e atraem consumidores em busca de looks para as festividades.
A expectativa da Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim (Aeba) é de crescimento entre 5% e 10% nas vendas em comparação com o mesmo período do ano passado. Para atender à demanda, lojistas investem em reforço das equipes, capacitação de funcionários e programação cultural para movimentar o comércio de rua.
Junho mal começou e consumidores já iniciaram as compras para os festejos. Michele procurava roupas para o filho Pedro participar de quadrilhas juninas. Quem também aproveitou para pesquisar tendências foi Cláudia, moradora de Natal que pretende passar o São João em Assú.
“Quadriculado, a saia de couro, aquela saia desfiada. É o que nós sempre procuramos pro São João”, afirmou, em entrevista à TV Tropical.
Nas lojas do bairro, a decoração com bandeirolas e temas juninos já foi instalada. Segundo comerciantes, a aposta deste ano está na combinação entre peças típicas das festas juninas e referências à Copa do Mundo.
Pelas ruas do Alecrim, vestidos típicos nas cores verde, amarelo e azul já aparecem nas vitrines. Para comerciantes, a união entre São João e Copa tem impulsionado a procura dos clientes. A comerciante Ana Célia afirmou que a expectativa é de aumento nas vendas após a vitória do Brasil.
“Se o Brasil continuar que nem ontem, de 6 a 2, a gente espera agora melhorar mais ainda. E o São João está começando agora, as vendas estão boas, e a gente espera vender mais ainda”, disse.
Segundo ela, a procura por camisas da Seleção Brasileira cresceu após o resultado da partida.
“Hoje a procura foi maior, depois da vitória de ontem”, afirmou.
Além do aumento esperado nas vendas, o setor também prevê impacto na geração de empregos temporários. Segundo representantes da Associação dos Empresários do Alecrim, os meses de maio, junho e julho são considerados estratégicos para investimentos.
“Maio, junho e julho são meses de investimentos para novas contratações, por exemplo, e também capacitar as novas pessoas contratadas e a equipe que já estão presentes aqui no Alecrim também”, afirmou Matheus Feitosa, presidente da Aeba.
Para ampliar o fluxo de consumidores, o comércio de rua do Alecrim e da Cidade Alta também terá programação cultural especial durante o período junino. Entre as atrações previstas estão apresentações de quadrilhas, trios de sanfoneiros e bandinhas.
“Junto a isso, a comunicação assertiva também com a Fecomércio, por exemplo, com a própria prefeitura, que a gente vem aí já com a programação completa, já foi também anunciada junto com a programação dos eventos da prefeitura. A programação no comércio de rua, tanto no Alecrim como na Cidade Alta. Vamos ter bandinhas, trio de sanfoneiro, quadrilhas juninas também se apresentando, tanto na Praça Gentil Ferreira como na Cidade Alta também”, destacou.
“E isso traz um clima ainda mais animador, aquecendo mais as vendas, quando os clientes e a gente também, proprietário de loja, colaborador, escuta o forrozinho”, acrescentou.
Mesmo com o cenário positivo, parte dos comerciantes ainda aguarda um crescimento mais intenso no movimento nas próximas semanas, apostando nas compras de última hora.
“Estamos bem equipados para receber todo mundo, tanto com roupa junina como roupa da Copa, de todos os tamanhos, todas as idades e cores. No verde, no amarelo, no azul… de todos os jeitos, a gente está preparado para receber a população que vem a comprar para torcer pelo Brasil”, afirmou um comerciante.
Para o setor, o mês de junho é considerado estratégico para fortalecer o faturamento e contribuir para o fechamento do primeiro semestre com resultados positivos.
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Prazo para envio da declaração anual do MEI termina neste domingo
30/05/2026

Profissionais autônomos e donos de pequenos negócios cadastrados como microempreendedores individuais (MEIs) tem até este domingo (31) para entregar a Declaração Anual Simplificada do MEI (Dasn-Simei) referente ao ano calendário de 2025.
A declaração anual do MEI é obrigatória para todos os empresários individuais que tenham optado pelo Simei, por qualquer período durante o ano passado, mesmo que não tenham registrado faturamento ao longo deste mesmo período. É o caso, por exemplo, de profissionais que deixam de prestar serviços como MEI para trabalhar com carteira assinada.
Como fazer a declaração
A declaração pode ser enviada pelo App MEI ou pelo Portal do Empreendedor. O responsável deve informar o faturamento anual bruto de sua empresa, incluindo todas as vendas ou prestações de serviços realizadas em 2025.
Pelas regras, o MEI não pode ultrapassar o limite de R$ 81 mil de faturamento anual ou o proporcional mensal. Também é necessário informar se realizou a contratação de funcionário (no máximo um, de acordo com a legislação). o Objetivo da DASN- Simei é comprovar que a empresa está operando dentro dessas regras do regime.
Multa
A Receita Federal orienta os microempreendedores a entregarem suas declarações dentro do prazo a fim de evitar encargos e manter a regularidade do CNPJ.
A entrega fora do prazo resulta em multa de 2% ao mês, limitada a 20% do valor total dos tributos declarados ou ao valor mínimo de R$ 50. A multa é gerada automaticamente após a transmissão da declaração em atraso.
Agência Brasil
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Petrobras aumenta preço da gasolina pela primeira vez em quase dois anos
28/05/2026

A Petrobras anunciou um reajuste no preço da gasolina vendida às distribuidoras. A partir desta quinta-feira, o valor terá aumento de R$ 0,48 por litro, o equivalente a uma alta de 18,6%. Esta é a primeira elevação no preço do combustível desde 2024. Com informações do UOL.
Apesar do reajuste anunciado pela estatal, o impacto para as distribuidoras será reduzido por meio de um subsídio do governo federal. Com o desconto de R$ 0,44 por litro, o aumento efetivo será de apenas R$ 0,04 por litro. Assim, o preço médio da gasolina A comercializada pela Petrobras passará de R$ 2,57 para R$ 2,61.
Segundo a Petrobras, o reajuste ocorre em meio à forte alta do petróleo no mercado internacional. Desde o início do conflito entre Irã e Israel, em fevereiro, o barril do tipo Brent subiu 36,2%, saltando de US$ 72,48 para US$ 98,74. A disparada é atribuída principalmente às tensões no Estreito de Hormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Mesmo antes do anúncio da Petrobras, os consumidores já vinham sentindo o aumento nos postos. Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) apontam que o preço médio da gasolina subiu de R$ 6,28 para R$ 6,62 desde o início da guerra no Oriente Médio, acumulando alta de 5,4%.
A Petrobras destacou que o aumento para os consumidores não será imediato, já que o combustível ainda passa por toda a cadeia de distribuição até chegar aos postos. Caberá aos revendedores decidir se irão repassar o reajuste integralmente ao preço final.
Na semana passada, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, já havia sinalizado que o reajuste seria anunciado em breve durante conferência com analistas sobre o balanço trimestral da companhia.
O governo federal também anunciou uma Medida Provisória que prevê subvenção de até R$ 0,8925 por litro de gasolina para conter os impactos da alta internacional. Os recursos serão destinados às refinarias e importadores de combustíveis.
De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), os preços praticados pela Petrobras ainda estão defasados em cerca de 70% em relação ao mercado internacional. A entidade estima que a diferença média chega a R$ 1,51 por litro, variando conforme o polo de distribuição.
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Fim da escala 6×1 pode eliminar 7.800 empregos no RN, aponta estudo da Fecomércio
28/05/2026

A proposta de extinção da escala 6×1 e redução da jornada máxima semanal de trabalho de 44 para 40 horas poderá provocar impactos expressivos sobre a economia do Rio Grande do Norte, especialmente nos setores de comércio e serviços, responsáveis pela maior parte da geração de empregos formais no Estado.
Estimativas elaboradas pelo Instituto Fecomércio RN e pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apontam que a mudança poderá gerar custo adicional anual de R$ 3 bilhões para as empresas potiguares, além da possível eliminação de 7.800 postos formais de trabalho no curto e médio prazo. O levantamento também projeta aumento de preços de até 13%, com efeitos diretos sobre o custo de vida da população.
O estudo ocorre em meio à tramitação, no Congresso Nacional, da proposta de emenda à Constituição (PEC) que altera as regras da jornada de trabalho no País e amplia o debate sobre impactos econômicos e sociais da medida.
Além das projeções econômicas, o Instituto Fecomércio RN realizou pesquisa com 1.305 trabalhadores formais nos principais municípios potiguares. O levantamento mostrou que, embora exista apoio inicial relevante à proposta, a maioria dos entrevistados afirma ter pouco conhecimento sobre os efeitos concretos da mudança.
Segundo a pesquisa, mais de 89% dos trabalhadores afirmam já ter ouvido falar da proposta, mas apenas 8,7% dizem compreender efetivamente suas consequências práticas.
Os próprios entrevistados apontaram possíveis riscos associados à redução da jornada, como aumento da rotatividade de mão de obra (71,1%), crescimento da informalidade (65%), acúmulo de funções (63,5%) e redução dos empregos formais (60,2%).
Outro dado destacado pelo levantamento é a mudança de percepção após a apresentação dos impactos econômicos estimados. O apoio à proposta caiu de 75% para 55,6% entre os entrevistados quando foram informados sobre possíveis consequências da medida. Redução salarial, citada por 44,8% dos participantes, e aumento do desemprego, apontado por 37,8%, aparecem entre os principais fatores de mudança de posicionamento.
A pesquisa também identificou um cenário considerado contraditório pelo instituto: trabalhadores de menor renda concentram maior apoio inicial à proposta, embora sejam apontados como os mais vulneráveis aos impactos negativos de eventual aumento de custos para as empresas e retração do mercado formal de trabalho.
Em âmbito nacional, as estimativas da CNC apontam custo adicional de R$ 357,4 bilhões anuais para os setores de comércio e serviços, além da possibilidade de eliminação de até 631 mil empregos formais em todo o País.
Para o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, o debate sobre a proposta precisa considerar os efeitos sobre atividade econômica, renda e preservação do emprego formal.
“O comércio de bens, serviços e turismo é extremamente heterogêneo, envolvendo desde micro e pequenas empresas até grandes redes, além de atividades com forte sazonalidade, como o turismo e a hospitalidade. Uma legislação impositiva e uniforme pode gerar efeitos adversos, como fechamento de estabelecimentos, demissões e aumento de preços ao consumidor, conforme nossos estudos projetam. Qualquer mudança neste sentido deve ocorrer por meio da negociação coletiva, respeitando a diversidade, as especificidades regionais e as diferentes realidades econômicas do setor”, afirmou Queiroz.
AGORA RN
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Vazamento de dados no INSS expõe 2,8 milhões de CPFs; 98% de falecidos
27/05/2026

O recente vazamento de dados no sistema do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) atingiu 2,8 milhões de Cadastro de Pessoas Físicas (CPFs), informou nesta terça-feira (26) a Dataprev, estatal responsável pelo processamento de informações da Previdência Social.
As informações foram divulgadas na reunião do Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS).
Segundo a empresa, cerca de 98% dos dados acessados pertenciam a pessoas já falecidas. Ainda assim, aproximadamente 52 mil segurados vivos tiveram informações expostas durante o incidente de segurança ocorrido em abril.
O número divulgado agora é superior à estimativa inicial apresentada por técnicos do Instituto Nacional do Seguro Social, que mencionava cerca de 2 milhões de registros afetados.
Dados vazados
De acordo com a Dataprev, os acessos indevidos envolveram CPFs e datas de nascimento de segurados.
A estatal explicou que um mesmo CPF pode ter sido consultado mais de uma vez, o que ajuda a explicar o volume elevado de acessos registrados.
Segundo a empresa, não houve liberação indevida de benefícios nem contratação automática de empréstimos consignados.
Falha no sistema
A investigação preliminar aponta que o problema ocorreu por causa de uma falha no sistema do aplicativo Meu INSS.
Segundo Edmar dos Santos Ferreira Junior, representante da Dataprev no CNPS, uma área que deveria exigir login estava acessível sem autenticação.
“Era uma consulta que estava dentro de uma interface logada, mas ela aceitava uma resposta para quando você estivesse em um ambiente público”, afirmou. O incidente, segundo ele, durou apenas um dia.
Correção imediata
A Dataprev informou que o erro foi corrigido assim que identificado. A empresa afirmou ainda que desenvolve novas barreiras de segurança para impedir consultas simultâneas em massa.
“Como medida de proteção adicional, a Dataprev implementou novos controles de segurança com limites de acesso”, informou a estatal.
Em nota, o INSS informou que a concessão de benefícios possui diferentes etapas de validação e segurança.
“A concessão de qualquer benefício possui uma série de travas de segurança. O INSS tem reforçado seus controles internos a fim de oferecer maior segurança à análise de seus benefícios”, afirmou a autarquia.
Caso revelado
O vazamento foi identificado em 22 de abril, mas tornou-se público apenas na semana passada. Segundo a Dataprev e o INSS, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foi acionada logo após a descoberta do problema.
O caso levantou preocupação entre especialistas em segurança digital por causa da quantidade de dados expostos.
Risco de fraude
Embora o governo afirme que não houve concessão irregular de benefícios, especialistas alertam que informações vazadas podem ser usadas em golpes e fraudes financeiras.
O banco de dados do INSS reúne informações pessoais de aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais, incluindo vínculos empregatícios e dados cadastrais.
Histórico recente
Essa não é a primeira falha de segurança envolvendo sistemas do INSS.
Em 2024, o instituto confirmou outro incidente que expôs informações sigilosas de aposentados e beneficiários de programas assistenciais.
Na ocasião, o governo também afirmou ter reforçado os mecanismos de proteção dos sistemas previdenciários.
ANNA RUTH DANTAS
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Micro e pequenas empresas na mira: 70% dos empregos formais estão onde o impacto será maior
26/05/2026

Quando se fala em "empresas" no debate da PEC 6x1, a imagem mental é de grandes corporações com departamentos de RH e margens confortáveis. A realidade brasileira é outra: 70% dos empregos com carteira assinada no país estão em micro, pequenas e médias empresas, segundo dados do Sebrae. São padarias, oficinas mecânicas, salões de beleza, restaurantes, lojas de bairro — negócios que operam seis ou sete dias por semana com equipes enxutas e margens que raramente ultrapassam 10%.
Para esses empreendedores, a obrigatoriedade de dois dias de folga semanais sem redução salarial significa, na prática, um dilema sem solução fácil: contratar mais gente que não podem pagar, reduzir o horário de funcionamento e perder receita, ou fechar.
A FecomercioSP calculou que o custo do trabalho subiria 22% para as empresas, considerando a manutenção do salário com redução de horas. Para um restaurante de bairro em Natal que emprega oito funcionários e fatura R$ 60 mil por mês, com margem líquida de 8%, isso pode significar um aumento de R$ 8 mil a R$ 10 mil mensais na folha — praticamente o lucro inteiro do negócio.
Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros.
O relatório de Leo Prates não prevê nenhum mecanismo de compensação para pequenas empresas. Não há desoneração de folha acoplada à PEC. Não há ampliação do teto do Simples Nacional. Não há tratamento diferenciado por porte ou setor. A mesma regra que valerá para uma multinacional com 10 mil funcionários valerá para o MEI que emprega um ajudante.
Os empresários tentaram. Uma comitiva liderada pela FecomercioSP foi a Brasília em 12 de maio pedir quatro medidas: vinculação da redução a acordos coletivos, transição de dez anos, tratamento diferenciado para micro e pequenas empresas e aumento do teto do Simples. Hugo Motta respondeu que "não dá mais para segurar" a votação. As quatro demandas foram ignoradas no texto final.
O que sobra é a aritmética: se o custo sobe e a receita não acompanha, alguém paga. E nos pequenos negócios, quem paga primeiro é o funcionário — com a demissão. Depois, o consumidor — com o preço. E por último, o próprio dono — que fecha.
Blog do Gustavo Negreiros.
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Novo Desenrola renegocia quase R$ 12 bilhões em dívidas
22/05/2026

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil
Agência Brasil
O Novo Desenrola renegociou cerca de R$ 12 bilhões em dívidas de famílias e contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) desde o lançamento, disse nesta quinta-feira (21) o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Segundo ele, as negociações beneficiaram mais de 1 milhão de pessoas.
“O programa já alcançou mais de 1 milhão de CPFs e cerca de 1,1 milhão de operações”, afirmou durante coletiva para apresentar o balanço da iniciativa.
Dívidas quitadas
De acordo com o Ministério da Fazenda, 449 mil dívidas foram quitadas à vista no eixo voltado às famílias.
O valor original desses débitos somava R$ 1,06 bilhão, mas caiu para R$ 154,2 milhões após os descontos aplicados nas negociações. O abatimento médio ficou em aproximadamente 85%.
Dívidas refinanciadas
Além dos pagamentos à vista, o programa refinanciou 685,5 mil operações com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).
Neste grupo, o estoque original das dívidas era de cerca de R$ 9 bilhões. Após a renegociação, o valor caiu para R$ 1,36 bilhão, também com desconto médio próximo de 85%.
Somando as operações quitadas e refinanciadas, o Desenrola Famílias já movimentou aproximadamente R$ 10 bilhões em dívidas renegociadas.
Renegociação do Fies
O governo também atualizou os números do Desenrola Fies, voltado a contratos em atraso do financiamento estudantil.
Até 19 de maio, foram renegociados 34.087 contratos. As dívidas originais somavam R$ 2,04 bilhões e caíram para R$ 410,2 milhões após os acordos.
Segundo a Fazenda, o desconto médio nessa modalidade ficou próximo de 80%.
FGTS liberado
O governo informou ainda que, a partir de 26 de maio, trabalhadores poderão usar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas no programa.
Originalmente, o Ministério do Trabalho e Emprego tinha informado que as renegociações começariam dia 25. No entanto, a Fazenda informou que as consultas começam dia 25; e as renegociações, dia 26.
Pelas regras anunciadas, será possível utilizar:
até 20% do saldo disponível do FGTS; ou
até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor.
A estimativa da equipe econômica é liberar até R$ 8,2 bilhões para esse tipo de pagamento.
O governo também anunciou a liberação de cerca de R$ 7 bilhões do saque-aniversário residual, que poderá ser usado no Desenrola.
Empresas incluídas
Além das famílias e estudantes, o programa tem modalidades voltadas para empresas. O Programa Nacional de Apoio a Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) e o Procred passam a ter regras mais flexíveis, prazos mais longos e maior tolerância a atrasos.
No Pronampe, destinado a micro e pequenas empresas, já foram realizadas mais de 31 mil operações, totalizando R$ 5,1 bilhões.
Já o Procred, linha de crédito da Caixa Econômica Federal em parceria com o governo federal voltada a microempreendedores individuais (MEI) e microempresas, registrou 9.703 operações, movimentando R$ 396 milhões.
Nova etapa
Segundo Durigan, a equipe econômica trabalha agora em uma nova versão do programa voltada para consumidores adimplentes, ou seja, pessoas sem dívidas em atraso.
“O Desenrola para adimplentes está sendo desenhado dentro do Ministério da Fazenda e muito em breve vamos trazer detalhes”, afirmou o ministro.
Como funciona
Lançado no início de maio, o Novo Desenrola foi dividido em quatro frentes:
famílias;
estudantes do Fies;
empresas;
produtores rurais.
O programa permite renegociar dívidas como:
cartão de crédito;
cheque especial;
crédito rotativo;
crédito pessoal;
contratos do Fies.
Os juros máximos anunciados pelo governo chegam a 1,99% ao mês. Os descontos podem variar de 30% a 90%, dependendo do tipo da dívida e do prazo de pagamento.
Fonte: Agência Brasil
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171 mil potiguares ainda não entregaram declaração do IR a 11 dias do fim do prazo
19/05/2026

reprodução
A 11 dias do encerramento do prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026, cerca de 171 mil contribuintes do Rio Grande do Norte ainda não prestaram contas à Receita Federal. Até às 15h35 desta segunda-feira 18, 273.178 declarações haviam sido enviadas no Estado, o equivalente a 61,39% do total esperado pelo Fisco para este ano.
A Receita Federal estima receber 444.998 declarações no Rio Grande do Norte até o prazo final, marcado para 29 de maio. Em todo o País, a expectativa é de 44 milhões de documentos entregues neste ciclo do IRPF.
Neste ano, estão obrigadas a declarar as pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 em 2025, além de contribuintes com receita bruta da atividade rural superior a R$ 177.920. Permanecem isentos aqueles que receberam até dois salários mínimos mensais durante o ano passado, exceto nos casos em que se enquadrem em outros critérios de obrigatoriedade.
Também devem apresentar declaração contribuintes que receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil, realizaram operações em bolsas de valores superiores a R$ 40 mil ou com ganhos sujeitos à tributação, possuíam patrimônio superior a R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2025 ou passaram à condição de residente no Brasil ao longo do ano passado.
A Receita Federal alerta que o atraso na entrega da declaração pode gerar multa mínima de R$ 165,74, limitada a 20% do imposto devido, além de deixar o CPF do contribuinte pendente de regularização. O órgão ressaltou, porém, que a não entrega não provoca medidas como prisão, bloqueio bancário ou indiciamento criminal, em resposta a informações falsas disseminadas nas redes sociais em anos anteriores.
Neste ano, a Receita pretende acelerar o calendário de restituições. A previsão é de que 80% dos contribuintes com direito à devolução recebam os valores até 30 de junho. Com isso, o número de lotes foi reduzido de cinco para quatro. O primeiro pagamento ocorrerá em 29 de maio, seguido pelos lotes previstos para 30 de junho, 31 de julho e 31 de agosto.
A ordem de prioridade seguirá os critérios já adotados pela Receita Federal, começando por idosos acima de 80 anos, contribuintes com mais de 60 anos, pessoas com deficiência ou moléstia grave e profissionais cuja principal fonte de renda seja o magistério. Em seguida aparecem os contribuintes que utilizaram simultaneamente a declaração pré-preenchida e optaram pela restituição via Pix.
A declaração pode ser preenchida pelo Programa Gerador da Declaração (PGD), disponível no site da Receita Federal, ou pela plataforma “Meu Imposto de Renda”, acessível por celular, tablet e navegador. O sistema exige autenticação por conta Gov.br nos níveis prata ou ouro.
A Receita tem reforçado a recomendação para utilização da declaração pré-preenchida, modalidade que importa automaticamente dados como rendimentos, despesas médicas e informações bancárias. Segundo o órgão, a ferramenta reduz inconsistências e diminui o risco de retenção em malha fina, embora a conferência das informações continue sendo responsabilidade do contribuinte.
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Mega-Sena acumula e próximo sorteio vai pagar R$ 300 milhões
17/05/2026

O sorteio do concurso 3.009 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (16), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o próximo concurso — especial de 30 anos da loteria — pagará prêmio estimado em R$ 300 milhões, que não acumula.
Veja os números sorteados: 04 – 06 – 08 – 18 – 21 – 30
5 acertos – 136 apostas ganhadoras: R$ 19.052,37
4 acertos – 6.714 apostas ganhadoras: R$ 636,14
O sorteio especial da Mega será realizado às 11h do dia 24 de maio. As apostas podem ser feitas até as 22h do dia 23 de maio pelo aplicativo Loterias Caixa, pelo portal Loterias Caixa ou em qualquer lotérica do país.
Fonte: g1
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Governo Lula anuncia subsídio de até R$ 0,89 por litro da gasolina para segurar preço do produto
14/05/2026

O governo Lula anunciou, nesta quarta-feira (13), que irá subsidiar a gasolina produzida no Brasil ou importada de outros países, por conta da alta do barril do petróleo causado pelo conflito no Oriente Médio. Para isso, foi editada uma medida provisória e, nos próximos dias, será publicada uma portaria do Ministério da Fazenda estabelecerá os valores subvencionados.
O subsídio será pago diretamente aos produtores e importadores de gasolina, por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A MP, que também vale para o óleo diesel, estabelece que a subvenção não pode ultrapassar o teto dos tributos federais incidentes sobre os combustíveis.
Atualmente, o litro da gasolina é tributado em R$ 0,89 por litro, o que inclui PIS, Cofins e Cide. O óleo diesel, por sua vez, teve a sua tributação de R$ 0,35 de PIS e Cofins por litro suspensa no mês de março.
O governo explicou que a nova subvenção terá início pela gasolina, que ainda não teve nenhum tipo de subsídio ou corte de tributos desde a eclosão da guerra no Oriente Médio. Mas poderá ser estendida ao diesel quando uma outra MP já em vigor, com prazo de duração previsto para os meses de abril e maio, deixe de ser aplicada.
As medidas utilizarão recursos do Orçamento da União, de acordo com o governo. A despesa mensal estimada é de R$ 272 milhões para cada R$ 0,10 de subvenção no litro de gasolina e de R$ 492 milhões para cada R$ 0,10 de subvenção no litro do diesel.
“Como a receita da União por meio de dividendos, royalties e participação tem crescido com o aumento da cotação do petróleo no mercado internacional, a medida será neutra do ponto de vista fiscal”, disse o governo.
Os preços dos combustíveis vêm sendo pressionados pela alta no preço do petróleo: até o início da guerra em 28 de fevereiro, o barril do tipo Brent tinha uma cotação inferior a US$ 70, e hoje está a pouco mais de US$ 100.
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Novo Desenrola já renegociou quase R$ 1 bilhão em dívidas, diz ministro
12/05/2026

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta segunda-feira 11 que a nova edição do programa Desenrola já movimentou quase R$ 1 bilhão em renegociação de dívidas. De acordo com ele, o volume foi registrado a partir de aproximadamente 200 mil pedidos apresentados desde o lançamento da iniciativa.
A nova fase do programa foi anunciada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada com o objetivo de reduzir a inadimplência no país. O prazo para adesão é de 90 dias.
“São 200 mil pedidos já em avaliação dos bancos. Desses, 100 mil praticamente fechados e em volume crescente. Cada dia a gente tem visto mais renegociações sendo feitas”, afirmou Durigan em entrevista a jornalistas.
A expectativa do Ministério da Fazenda é que o programa alcance R$ 20 bilhões em dívidas renegociadas e beneficie cerca de 20 milhões de pessoas ao longo de sua execução.
O Desenrola 2.0 prevê descontos de até 90% para consumidores com débitos junto a instituições financeiras. Além disso, permite a quitação de dívidas de até R$ 100 e autoriza o uso de até 20% do saldo do FGTS, ou até R$ 1 mil — prevalecendo o maior valor — para amortizar os débitos.
Durante a entrevista, Durigan também informou que o Desenrola Fies, voltado à renegociação de contratos do Fundo de Financiamento Estudantil com atraso superior a 90 dias, deverá estar plenamente disponível ainda nesta semana.
Nesse caso, os estudantes poderão quitar o saldo à vista, com exclusão de juros e multas e desconto adicional de 12% sobre o valor devido.
“A medida provisória da semana passada deu as condições, e os bancos têm tirado dúvidas com o MEC e a Fazenda”, declarou o ministro.
A primeira edição do Desenrola foi lançada em julho de 2023, quando o Ministério da Fazenda era comandado por Fernando Haddad. Na ocasião, a Federação Brasileira de Bancos informou que, em cerca de duas semanas, R$ 2,5 bilhões em dívidas haviam sido renegociados pelas instituições financeiras.
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