Política
Em meio à investigação de fraude, Lula só deve demitir Lupi se houver provas contra ministro
29/04/2025

Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva só deve demitir o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, se houver provas contra ele no caso das fraudes do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social). Segundo apurado pelo R7 e pela RECORD, o petista, por enquanto, não deve dispensar Lupi, que está no governo desde o início do mandato. Apesar de avaliarem que o ministro não está ameaçado, as fontes admitem que ele tem sido atingido pelo assunto. “Obviamente ele terá um caminho duro nos próximos dias”, destacou um interlocutor.
Apesar do desgaste e da “pancadaria”, como relatou uma fonte, Lupi não é oficialmente investigado pela operação da Polícia Federal e da CGU (Controladoria-Geral da União) da última terça-feira (22).
Lupi reconheceu, nessa segunda (28), que houve demora do INSS para investigar o esquema de desvio em benefícios de aposentados e pensionistas. Em reunião do Conselho Nacional de Previdência Social, ele argumentou que os processos internos do órgão são demorados porque o instituto não é “um botequim de esquina”.
Apesar do contexto, pessoas que estiveram no encontro do conselho dessa terça relataram à reportagem que a atmosfera da reunião ficou dentro do previsto, com clima “sóbrio e um pouco tenso”. O assunto não estava na pauta do grupo, que se reúne todo mês, mas foi abordado por Lupi logo na fala de abertura.
O ministro recebeu as primeiras denúncias sobre possível fraude no INSS em junho de 2023 e determinou que o assunto fosse investigado, o que foi concluído em setembro do ano passado. “Eu pedi à época, instruí, para que o INSS, que é a instituição responsável pela ação dessa política pública, começasse a apurar essas denúncias apresentadas. Levou-se tempo demais”, admitiu.
R7
Essa publicação é um oferecimento
Oposição na Câmara prepara ofensiva para criar ‘CPI do Roubo dos Aposentados’ pelo INSS
28/04/2025

A oposição ao governo Lula na Câmara prepara uma ofensiva para aumentar o número de assinaturas pela criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o esquema de fraude ligado ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
A intenção, conforme apurou o R7, é reunir nomes de liderança para uma campanha de apoio ao longo da próxima semana. O movimento deve contar com adesão do PL, oposição e minoria dentro da Câmara.
A movimentação começou com a indicação de um novo nome ao colegiado: ‘CPI do Roubo dos Aposentados’.
Para poder apresentar a proposta efetivamente, é necessário o apoio de 171 parlamentares, mas até sexta-feira (25), a proposta contava com assinatura de 87. O requerimento para colher adesões tem sido encabeçado pelo deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO).
Mesmo se alcançar as 171 assinaturas, um avanço da CPI depende de decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para ser formalmente instalada.
No pedido que recebe assinaturas, Chrisóstomo cita que as indicações apontam para desvios superiores aos R$ 6,3 bilhões em processo ligado ao desvio de aposentadorias, conforme indicam as investigações da PF (Polícia Federal). O alto valor, segundo o deputado, coloca o tema como importante para investigação entre parlamentares.
“Estamos falando de idosos, pessoas em cadeira de rodas, gente que não consegue sequer sair da cama. Estamos falando de um roubo bilionário contra os que mais precisam“, disse. “Precisamos investigar todos os envolvidos nesse esquema criminoso contra o INSS”, completou.
Operação
A Polícia Federal investiga fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Na quarta-feira (23), a AGU (Advocacia-Geral da União) anunciou a criação de um grupo de trabalho para buscar a reparação dos danos causados por cobranças indevidas.
Além disso, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou que as investigações seguem em andamento e integram um conjunto de ações do Ministério da Justiça no combate ao crime organizado.
Segundo a PF, o esquema operava por meio de entidades associativas, que realizavam cobranças não autorizadas sobre aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS. A operação apura prejuízos que podem ultrapassar R$ 6 bilhões entre 2019 e 2024, relacionados a mensalidades associativas cobradas sem consentimento dos aposentados e pensionistas.
Cerca de 700 policiais federais e 80 servidores da CGU cumpriram 211 mandados judiciais, incluindo ordens de busca e apreensão, sequestro de bens avaliados em mais de R$ 1 bilhão e seis mandados de prisão temporária.
A operação ocorreu no Distrito Federal e em 14 estados: Alagoas, Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe. Seis servidores públicos também foram afastados de suas funções por decisão judicial.
Os investigados poderão responder por corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, falsificação de documentos, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
R7
Essa publicação é um oferecimento
‘Tem muita safadeza, mas não fomos omissos’, diz ministro da Previdência sobre fraudes em descontos de benefícios do INSS
28/04/2025

Imagem: Antonio Cruz/Agência Brasil
O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, afirma que o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) tomou diversas medidas contra fraudes em descontos de benefícios de pensão e aposentadoria. Em entrevista à Folha, ele diz ter certeza de que o caso tem “safadeza de muita gente”, mas argumenta que o governo não foi omisso.
“Muitas instituições abusaram e devem pagar por isso. Os beneficiários têm que ser restituídos. Mas não pode generalizar, senão a gente instaura um tribunal de inquisição”, afirma Lupi.
Segundo o ministro, as irregularidades em investigação pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, que levaram à demissão do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, são uma herança de governos anteriores, uma vez que a maior parte dos acordos que permitiam os descontos foi feita antes de 2023.
Ele nega que tenha deixado de tomar providências após ser alertado durante uma reunião do Conselho Nacional de Previdência Social, em junho de 2023. Ele diz que demitiu o diretor de Benefícios, André Fidelis, no ano seguinte, ao ser informado que uma auditoria sobre o tema não avançava. “A prova de que eu não fui omisso é que eu demiti o diretor.”
Procurado pela Folha, Fidelis diz que não é alvo de investigação e que não teria comentários a fazer. “Deixa a PF fazer o trabalho dela, até que a verdade venha à tona”.
Embora auxiliares de Lula apontem que o ministro acumula desgastes, Lupi afirma estar tranquilo.
Folhapress
Essa publicação é um oferecimento
Líder do PL aguarda novo encontro com Motta para tratar sobre anistia a presos do 8/1
27/04/2025

O líder do PL (Partido Liberal) na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), terá, nesta segunda-feira (28), um novo encontro com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para tratar sobre negociações entorno da votação do projeto de lei que anistia os condenados pelos atos extremistas do 8 de janeiro.
“Depois da minha reunião de hoje com o presidente Hugo Motta, ele me pede um deadline até segunda-feira, que é um tempo relativamente curto, para a gente fazer uma nova avaliação”, explicou Cavalcante a jornalistas na semana passada.
A reunião está prevista para começar após às 13h na Residência Oficial da Câmara, em Brasília. Depois, o líder do PL vai se encontrar com membros da bancada e com representantes de outros partidos que apoiam a anistia para definir os próximos passos e fazer uma avaliação das alternativas sugeridas por Motta.
Na semana passada, a oposição anunciou a retomada da obstrução na pauta da Câmara após o presidente da Casa dizer que não pautaria a urgência ao projeto, no plenário, nesta semana, a fim de obter mais diálogo e consenso entorno de uma proposta substituta.
Um “segundo degrau” a ser escalado pelo grupo, caso o texto não avance, seria uma greve de fome, feita por parlamentares do partido e de familiares de presos do 8 de janeiro, para pressionar ainda mais Motta. Eles temem que a fala do presidente da Casa, sobre construir consenso, seja apenas para deixar o assunto “esfriar”, e não resolver, de fato, a situação.
Por outro lado, conforme apurou o R7, Motta segue dialogando com o STF (Supremo Tribunal Federal), com o Palácio do Planalto e com parlamentares considerados mais experientes para a construção de um novo texto, que trate apenas algumas penas consideradas “exageradas”, sem uma anistia aos crimes. Além disso, a ideia é direcionar a proposta apenas aos detidos no dia 8, e não ao alto escalão das Forças Armadas ou ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A possibilidade de um acordo entorno de um projeto mais “brando” também já foi levada por Sóstenes a Motta. O líder do PL diz já ter um “esboço” diferente do relatório elaborado pelo deputado Rodrigo Valadares (União-SE). O texto teria sido construído por Bolsonaro e a presidente do Podemos, deputada federal Renata Abreu (SP). O parecer de Valadares não cria um lapso temporal exclusivo para 8 de janeiro, mas inclui “atos correlatos” que aconteceram antes ou depois das ações extremistas.
Caso a proposta não tenha celeridade nas próximas semanas, além da greve de fome e obstrução, outra ação considerada é a retenção das emendas de comissões que o PL comanda. Atualmente, existe um acordo informal que prevê que 70% dos valores são distribuídos entre todos os partidos e os outros 30% ficam com o partido que comanda determinada comissão.
Assim, o PL pode reter todos os recursos que tem acesso, repassando apenas a aliados que apoiem a anistia. Contudo, nas palavras de Cavalcante, isso seria um último nível de “enfrentamento”. “Não está descartado, mas é nossa última instância”, ponderou.
R7
Essa publicação é um oferecimento
INSS: Ministro de Lula teria sido alertado sobre fraudes em junho de 2023
27/04/2025
.webp)
Segundo as atas obtidas pelo Jornal Nacional, o tema das fraudes foi apresentado em 2023, mas o INSS só começou a agir dez meses depois da reunião. — Foto: Reprodução
O Jornal Nacional teve acesso com exclusividade a atas de reuniões que mostram que o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, foi alertado sobre o aumento de descontos não autorizados em aposentadorias, mas levou quase um ano para tomar as primeiras providências.
O Conselho Nacional da Previdência Social é presidido pelo ministro da Previdência e reúne a cúpula da pasta e do INSS, além de associações de aposentados, sindicatos e entidades patronais. O conselho estabelece diretrizes, acompanha e avalia a gestão da previdência.
O esquema de fraudes pode ter desviado mais de R$ 6 bilhões de aposentadorias e pensões do INSS. Segundo as investigações, onze associações são suspeitas de descontar valores de mensalidades dos aposentados sem a permissão deles.
O primeiro alerta ao ministro da Previdência, Carlos Lupi, foi feito em uma reunião do conselho, no dia 12 de junho de 2023. “Abertos os trabalhos, a conselheira Tonia Galleti relatou que havia solicitado a inclusão da discussão sobre os acordos de cooperação técnica (ACTs) das entidades que possuem desconto de mensalidade junto ao INSS, a qual não foi aprovada, uma vez que a pauta já estava elaborada”, diz um trecho da ata.
O pedido foi rejeitado por Lupi por não estar na pauta.
Nessa mesma reunião, a conselheira reforçou a solicitação, tendo em vista as inúmeras denúncias feitas. “Pediu que fossem apresentadas a quantidade de entidades que possuem ACTs com o INSS, a curva de crescimento dos associados nos últimos doze meses e uma proposta de regulamentação que trouxesse maior segurança aos trabalhadores, ao INSS e aos órgãos de controle.”
Ainda de acordo com a ata desta reunião, em que estava presente a cúpula do Ministério da Previdência, Carlos Lupi “registrou que a solicitação era relevante, porém não havia condições de fazê-la de imediato, visto que seria necessário realizar um levantamento mais preciso.”
O ministro, então, solicitou que o tema fosse pautado para a reunião do mês seguinte, em 27 de julho de 2023. O que, mais uma vez, não aconteceu. O conselho optou por encaminhar outros assuntos.
A primeira medida concreta do INSS para tentar frear os golpes só foi tomada em março de 2024, quando o órgão publicou novas regras para que as associações fizessem os descontos nas aposentadorias. Naquele momento, o assunto já era objeto de apuração da Controladoria Geral e do Tribunal de Contas da União.
O Jornal Nacional analisou as atas das 23 reuniões do conselho durante a gestão Lupi. Constatou que as fraudes só foram efetivamente pautadas e discutidas na reunião de abril do ano passado, dez meses após o alerta.
Uma auditoria da CGU mostra que o volume de descontos triplicou em menos de um ano, chegando a quase R$ 250 milhões por mês. Justamente no período em que o ministro Carlos Lupi não tomou medidas concretas, mesmo tendo sido alertado.
Apesar dos alertas da conselheira e mesmo depois da inclusão das fraudes nas reuniões do conselho, em abril do ano passado, os descontos com indícios de fraude só foram interrompidos nesta semana, com a operação da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União. As associações suspeitas também só foram descredenciadas após a operação.
Por mensagem o ministro Carlos Lupi confirmou que o tema das fraudes foi apresentado no conselho em junho de 2023, e afirmou que a partir de então o INSS começou a rever normas e a formular propostas de alterações nos sistemas da Previdência. Segundo Lupi, as mudanças foram concluídas em março do ano passado, quando o instituto apresentou uma instrução normativa com as novas regras para os descontos.
Fonte: g1
Essa publicação é um oferecimento
Penitenciária de Maceió onde Collor está preso apresenta superlotação
27/04/2025

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presídio Baldomero Cavalcante de Oliveira, em Maceió, onde está preso o ex-presidente Fernando Collor desde a última sexta-feira (25), apresenta superlotação.
De acordo com um relatório da Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social de Alagoas da última terça-feira (22), a detenção tem capacidade para 892 presos, mas no momento, tem 1.321. Desses, 1.213 são condenados e 108 provisórios.
Ou seja, o excedente total é de 429 presos.
Collor, por sua vez, está em uma ala especial do presídio, por ter exercido o cargo de presidente da República.
De acordo com apuração da CNN, o ex-chefe do Executivo está uma área do complexo do sistema penitenciário em que há cerca de 20 celas especiais com suítes.
Na noite de quinta-feira (24), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou o cumprimento da prisão após rejeitar o segundo recurso da defesa de Collor.
Ele foi condenado a oito anos e dez meses de prisão em regime inicialmente fechado por participação em esquema de corrupção passiva e lavagem de dinheiro na antiga BR Distribuidora, atual Vibra.
Prisão domiciliar
Neste sábado (6), a defesa de Collor pediu novamente ao STF para que seja concedida prisão domiciliar ao ex-presidente. Os advogados afirmam que ele sofre com Parkinson, apneia do sono grave e transtorno bipolar.
Na sexta-feira, após o primeiro pedido de prisão domiciliar da defesa, Collor contradisse seus advogados durante audiência de custódia e declarou não possuir doenças ou fazer uso contínuo de remédios.
Diante disso, a defesa anexou um atestado médico ao processo para comprovar as comorbidades e fez a nova solicitação.
CNN
Essa publicação é um oferecimento
Lula viaja para funeral do papa Francisco na noite desta quinta (24)
24/04/2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viaja nesta quinta-feira (24) para Roma, na Itália, a fim de participar do funeral do papa Francisco, que morreu na última segunda-feira (21).
Representantes dos Três Poderes acompanharão o petista: o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, e os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP).
A comitiva embarca às 22h desta quinta e chega na sexta-feira (25) à Europa. O funeral está agendado para o próximo sábado (26). A primeira-dama Janja da Silva também acompanhará o presidente na viagem.
A expectativa é de que a comitiva retorne a Brasília ainda no sábado, após o funeral.
Esta será a segunda presença do petista em um funeral de um pontífice. Ele esteve em 2005 na despedida de João Paulo 2º. O próximo papa será o quarto visto por Lula enquanto ocupa o cargo de presidente.
Na segunda, Lula declarou luto oficial de sete dias no país e lamentou publicamente a morte do pontífice.
“Francisco foi um papa de todos, mas principalmente dos excluídos, dos mais pobres, dos injustiçados, dos imigrantes, dos que não têm voz, das vítimas da fome e do abandono”, disse o presidente em vídeo publicado nas redes sociais.
Desde que o papa assumiu o cargo, Lula se encontrou com ele três vezes pessoalmente.
Com informações de CNN
Essa publicação é um oferecimento
Lula diz a deputados que é ‘candidatíssimo’ em 2026 e reconhece que governo depende do Congresso
24/04/2025

O presidente Lula (PT) fez um balanço de seu terceiro mandato durante um jantar com líderes da base aliada na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (23) e afirmou que é “candidatíssimo” à reeleição em 2026, segundo relatos dos participantes.
O jantar durou mais de duas horas e foi organizado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O evento ocorreu nos mesmos moldes de um jantar feito pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), há três semanas.
Criticado pela falta de reuniões com os congressistas neste mandato, Lula prometeu manter contato mais ativo com o Legislativo e disse que seu governo depende mais do Congresso do que o Congresso depende do Executivo.
O líder do União Brasil, deputado Pedro Lucas (MA), que recusou a indicação para assumir o Ministério das Comunicações mesmo após ter sido anunciado pela gestão petista e decidiu continuar no mandato da Câmara, também participou do jantar. O fracasso nessa primeira tentativa de escolha para a pasta expôs a fragilidade do governo, que acumula uma série de desgastes neste ano.
De acordo com relatos, o petista fez um discurso longo, de mais de 30 minutos, em que elencou o que considera as principais realizações do seu governo, fez comentários sobre sua história e apresentou sua visão sobre as questões sociais do país.
Lula afirmou ainda que está com a saúde em dia e que será candidato à reeleição em 2026. No jantar com os senadores, no início do mês, o petista havia feito um comentário sobre o tema em que havia deixado no ar a certeza da candidatura e chegou a ser alertado de que era necessário ser enfático.
O presidente também ouviu todos os 16 deputados presentes, desde parlamentares do PSOL e do PT até os representantes das bancadas de PP, Republicanos e PSD. A maioria aproveitou o encontro apenas para se apresentar ao petista e fazer elogios à decisão de dialogar mais.
A fala mais incisiva, por parte dos deputados, foi de Hugo Motta, que defendeu a autonomia do Legislativo para alterar os projetos enviados pelo Executivo e a independência da Câmara, mas também fez elogios ao presidente e à harmonia entre os Poderes.
Horas antes do jantar, o líder do União Brasil, Pedro Lucas, havia encontrado Lula no Palácio do Planalto, junto com Alcolumbre, para selar a escolha do presidente da Telebras, Frederico de Siqueira Filho, como o novo ministro da pasta.
Em geral, os relatos dos deputados sobre a reunião foram marcados pelo entusiasmo, com elogios ao discurso e à postura do presidente, classificada como cativante por um dos presentes. Outro deputado, que costuma ser mais crítico ao governo, chegou a ressaltar que aquele momento tinha ares de um recomeço de gestão.
Lula prometeu ainda ser o anfitrião de uma próxima reunião com os parlamentares e recebê-los com um churrasco e futebol na Granja do Torto, espécie de casa de campo da Presidência da República em Brasília.
R7
Essa publicação é um oferecimento
Pureza: Prefeito Ricardo Brito, trás de Brasília quase R$ 5 milhões em emendas parlamentares
24/04/2025
Ver essa foto no Instagram
Essa publicação é um oferecimento
Após live na UTI, STF intima Bolsonaro em hospital de Brasília
24/04/2025

Divulgação
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi intimado nesta quarta-feira (23) sobre o processo criminal que deverá responder no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a trama golpista que pretendia impedir a posse do presidente Luiz InácioLula da Silva. A intimação ocorreu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, onde se recupera de uma cirurgia no intestino.
As intimações foram concluídas entre os dias 11 e 15 de abril, exceto no caso de Bolsonaro, que passou mal no dia 12 e foi submetido a cirurgia nos dias seguintes.
Diante do estado de saúde do ex-presidente, o STF esperava uma data adequada para intimá-lo. Contudo, Bolsonaro realizou uma live nesta terça-feira (22) direto da UTI, e o Supremo determinou que um oficial de Justiça fosse hoje ao hospital.
Essa publicação é um oferecimento
Jean Paul Prates diz ter sido “tacitamente expulso” do PT e critica rumo do partido no RN
24/04/2025

O ex-senador e ex-presidente da Petrobras Jean Paul Prates declarou nesta quarta-feira (23) que considera ter sido “tacitamente expulso do PT”. Em entrevista à 98 FM, Jean disse que chegou a essa conclusão porque não tem sido consultado sobre as estratégias do partido para 2026, apesar de ter ocupado espaços políticos importantes.
“Eu acho que eu, meio que tacitamente, fui expulso, né? Porque você não é chamado para nada, não é consultado para nada… Fui senador pelo partido, fui líder do partido no Congresso Nacional, líder da minoria…”, disse Jean Paul Prates.
Durante a entrevista, Jean criticou a maneira como o PT tem trabalhado a pré-candidatura de Cadu Xavier ao Governo do Estado, classificando a postura como um “caciquismo” do entorno de Fátima Bezerra. Apesar disso, disse que a possível saída do PT depende ainda de uma conversa com a governadora do Estado, pelo fato de ela ter sido a responsável por sua chegada ao PT, em 2013.
“É uma questão de respeito, é o respeito máximo que eu tenho por ela. (A saída do partido) claro que passa (pela conversa com Fátima). E a conversa tem uma pergunta só: o que é que o partido quer de mim? Se não tiver nada, eu vou fazer o quê? Então também não tem compromisso, não preciso”, declarou Jean.
O ex-senador reconheceu que só foi senador e presidente da Petrobras graças ao PT. Mas afirmou que não pode ficar “refém” disso.
“Eu sou muito agradecido ao PT, ao presidente Lula, a Fátima principalmente, por tudo isso. Mas também não vou ficar refém disso, né? Então assim, está quitado. Eu fiz um bom mandato no Senado, entreguei coisas para o Rio Grande do Norte, para o País. E na Petrobras eu não preciso falar nada. Eu entreguei o melhor resultado da história”, concluiu.
98 FM NATAL
Essa publicação é um oferecimento
CCJ analisa recurso de Glauber Braga contra cassação nesta quinta (24)
24/04/2025

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara começa a analisar nesta quinta-feira (24) o recurso apresentado pelo deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) contra a cassação de seu mandato.
O relator do processo na comissão é o deputado Alex Manente (Cidadania-SP) que, até a noite de quarta-feira (23), não havia divulgado seu parecer.
Na tarde de quarta-feira, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), afirmou que deve apresentar um pedido de vista (mais tempo para análise) sobre o relatório, caso o parecer peça a manutenção da cassação de Glauber.
Em entrevista coletiva na terça-feira (22), Glauber afirmou que está disposto a dialogar com todos os integrantes da CCJ para sensibilizá-los sobre a situação do processo.
Também na terça-feira, a bancada do PSOL se reuniu com o presidente da CCJ, Paulo Azi (União-BA), e um grupo de juristas para tratar sobre o tema.
Se a CCJ rejeitar o recurso de Glauber, o processo seguirá para análise do plenário, onde deverá receber ao menos 257 votos para que a cassação seja aprovada.
Greve de fome
Glauber Braga ficou nove dias em greve de fome contra o processo de cassação. Segundo a assessoria do PSOL, ele perdeu cinco quilos.
O deputado protestou contra a decisão do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados de aprovar um parecer que pede a cassação de seu mandato.
Glauber é acusado de empurrar e expulsar um integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) do Congresso Nacional durante uma confusão em 2024. Na ocasião, o parlamentar chegou a chutar o homem.
CNN
Essa publicação é um oferecimento
Pedro Lucas rejeita convite para Ministério das Comunicação e pede ‘desculpas’ a Lula
23/04/2025

O deputado federal Pedro Lucas (União-MA) decidiu recusar o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para assumir o Ministério das Comunicações.
“Tenho plena convicção de que, neste momento, posso contribuir mais com o país e com o próprio governo na função que exerço na Câmara dos Deputados“, diz o deputado, em nota divulgada após reunião com a direção do partido.
“A liderança me permite dialogar com diferentes forças políticas, construir consensos e auxiliar na formação de maiorias em pautas importantes para o desenvolvimento do Brasil”, segue.
“Minhas mais sinceras desculpas ao presidente Lula por não poder atender a esse convite. Recebo seu gesto com gratidão e reafirmo minha disposição para o diálogo institucional, sempre em favor do Brasil.”
Convite, confirmação e negativa
O comando do Ministério das Comunicações está vago há duas semanas, desde o dia 8 – quando Juscelino Filho, hoje ex-ministro, foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) por supostas irregularidades em emendas parlamentares.
No dia 10, a situação parecia resolvida. Lula se reuniu com a articulação política e Pedro Lucas em um jantar. Na saída, a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) afirmou que o parlamentar aceitou o convite, mas pediu um tempo para conversar com a bancada.
Partido dividido
Pedro Lucas é deputado do mesmo partido e do mesmo estado de Juscelino Filho, mas ambos são de grupos “rivais” na política do Maranhão.
O União Brasil compõe a base do governo, mas Pedro Lucas, que apoia Lula, é considerado próximo do presidente do partido, Antonio Rueda, que tem perfil de oposição.
Fundado com a fusão de DEM e PSL em 2022, o União Brasil é formado por “alas” que disputam o comando interno da legenda. A disputa envolve, inclusive, apoiadores de Lula e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Disputa pela liderança
Juscelino Filho havia sido indicado por Alcolumbre para o ministério, e o interesse era manter a cota do presidente do Senado. Pedro Lucas é da ala mais governista do partido. A resistência se deu por causa de um possível risco político a Rueda.
Isso porque o presidente nacional do União Brasil indicou Pedro Lucas para ser líder do partido em um movimento que significou vitória para seu grupo e derrota para o de Elmar Nascimento (BA), que pretendia continuar na função depois de ter sido preterido da disputa para presidente da Câmara.
Se Pedro Lucas se tornasse ministro, haveria um novo processo de escolha de líder na Câmara, o que poderia expor Rueda a uma derrota. Também não haveria garantias ao governo de que o novo nome seria mais alinhado ao Planalto.
Fonte: G1 e Poder360
Essa publicação é um oferecimento
Paraná Pesquisas: desaprovação de Lula sobe para 57%
23/04/2025

Foto: Reprodução
Levantamento divulgado nesta quarta-feira, 23, pelo Instituto Paraná Pesquisas mostra que a desaprovação de Luiz Inácio Lula da Silva chegou a 57,4%, a maior desde agosto de 2023. Naquele mês, 40,1% desaprovavam o governo Lula.
Em fevereiro deste ano, na última pesquisa, a desaprovação era de 55%. Agora, na última pesquisa, a aprovação de Lula é de apenas 39,2%.
A maior desaprovação de Lula é no Norte e no Centro-Oeste, de 66,7%; em seguida vêm o Sul, com 62,9%, e o Sudeste, com 60,1%. No Nordeste, a reprovação é menor: 45,5%.
O porcentual dos que acham a gestão de Lula péssima também subiu para 36,7%. Era de 35,8% em fevereiro, e, em agosto de 2023, era de 23,7%.
Para 26,6%, o governo Lula é ótimo (7,8%) ou bom (18,8%); 24,4% acham regular, e para 48%, é ruim (11,3%) ou péssimo (36,7%).
Na terça-feira 22, o Paraná Pesquisas divulgou dados da mesma pesquisa que mostraram que Lula seria derrotado em um eventual segundo turno pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
No primeiro turno, Lula seria derrotado por Bolsonaro, empataria tecnicamente com Michelle e venceria Tarcísio, conforme noticiou Oeste.
As entrevistas da pesquisa foram feitas entre 16 e 19 de abril. Ao todo, 2.020 eleitores do Distrito Federal e de 160 municípios de 26 Estados foram ouvidos. A amostra atinge um grau de confiança de 95% para uma margem estimada de erro de 2,2 pontos porcentuais.
Revista Oeste
Essa publicação é um oferecimento
Ricardo Brito intensifica articulações em Brasília em busca de investimentos para Pureza
23/04/2025




O prefeito de Pureza, Ricardo Brito, está em Brasília desde o início da semana cumprindo agenda de articulações políticas com o objetivo de captar recursos para o município. A visita à capital federal faz parte de uma estratégia para viabilizar investimentos em diversas áreas da gestão municipal.
Durante a agenda, Ricardo Brito visitou os gabinetes dos senadores Rogério Marinho, Styvenson Valentim e Zenaide Maia, além do deputado federal Robinson Faria. A expectativa é de que, por meio dessas reuniões, sejam firmadas parcerias e indicadas emendas parlamentares que possam contribuir com o desenvolvimento de Pureza. A permanência do prefeito em Brasília está prevista até a próxima quinta-feira (24).
“Estamos aqui com o objetivo de garantir mais investimentos para Pureza. Tenho conversado com nossos representantes no Congresso em busca de recursos que possam melhorar a qualidade de vida da nossa população”, destacou o prefeito Ricardo Brito.
Essa publicação é um oferecimento
Lula e Janja vão a Roma para velório do papa Francisco
22/04/2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, vão viajar a Roma para participar do velório do Papa Francisco.
A data da viagem ainda não foi definida, pois, segundo informações de interlocutores de Lula no Palácio do Planalto, depende do protocolo do Vaticano.
Lula deve fechar a comitiva que vai participar do evento nesta terça-feira, 22. Mais cedo, o presidente disse que Francisco foi uma “voz de respeito e acolhimento ao próximo”.
“O Papa Francisco viveu e propagou em seu dia a dia o amor, a tolerância e a solidariedade que são a base dos ensinamentos cristãos”, disse Lula, que decretou um luto oficial no País de sete dias como homenagem ao pontífice.
A nota do governo brasileiro elogiou a “simplicidade, coragem e empatia” de Francisco. Lula relembrou no comunicado que ele e a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, foram recebidos com “muito carinho” nas vezes em que se encontraram com o religioso.
O Papa Francisco, cujo nome de batismo é Jorge Mario Bergoglio, morreu na madrugada desta segunda-feira, 21. Ele ocupou o cargo máximo da Igreja Católica por 12 anos.
Estadão Conteudo
Essa publicação é um oferecimento
Bolsonaro dá entrevista da UTI e diz que denúncia da PGR é política
22/04/2025

Foto: Reprodução/YouTube
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de 70 anos, afirmou nesta 2ª feira (21.abr.2025) que a denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) contra ele e outras 33 pessoas por tentativa de golpe de Estado é política e sem base técnica. A declaração foi feita durante entrevista ao jornalista Cesar Filho, exibida no SBT Brasil.
Esta foi a 1ª entrevista concedida desde que passou pela 7ª cirurgia por complicações da facada que sofreu em 2018. Bolsonaro está internado na UTI do hospital DF Star, em Brasília. Disse que a previsão é de ficar “no mínimo” mais uma semana internado.
Segundo o ex-presidente, as acusações não têm fundamento, pois ele estava nos Estados Unidos no 8 de Janeiro. “Como é que eu posso deteriorar um patrimônio se estava fora do Brasil?”, declarou. Para Bolsonaro, a acusação de tentativa de golpe “é uma brincadeira”.
“Golpe de Estado sem liderança, sem tropa, sem armas, num domingo, sem o respectivo presidente para você destituir naquele momento. Então, não tem cabimento esse tipo de acusação contra mim ou contra quem quer que seja que está nesse processo”, disse.
O STF (Supremo Tribunal Federal) aceitou em 26 de março, por unanimidade, a denúncia contra Bolsonaro e outros 7 acusados. Com a decisão, o ex-presidente se tornou réu, e a Corte abriu uma ação penal que pode resultar em condenação de até 43 anos de prisão.
Além da crítica à denúncia, Bolsonaro respondeu a outras questões relacionadas ao processo que julgará se o ex-presidente é culpado pela tentativa de golpe. Ele também falou sobre justiça eleitoral e sobre a morte do papa. Leia o que Bolsonaro disse:
prisão – Bolsonaro negou temer uma possível prisão. Disse que os processos contra ele são “intermináveis” e criticou os inquéritos conduzidos pelo STF. “Eu não tenho preocupação nenhuma, zero. Agora vou falar: é um processo conduzido desde o começo, com inquéritos intermináveis, que duram 6 anos. O Supremo vai focar na minuta do golpe e também naquele plano de assassinar autoridades, que seria o plano do punhal verde e amarelo”;
minuta do golpe – “Chamam de minuta do golpe, né? Minuta do golpe, segundo eles, está em cima de um dispositivo funcional, estado de defesa. Quando acabaram as eleições, nós peticionamos ao Tribunal Superior Eleitoral sobre algumas inconsistências que havíamos notado. […] No dia seguinte, o presidente do TSE, o sr. Alexandre de Moraes, mandou arquivar e nos aplicou uma multa de 22 milhões de reais. Eu duvido que um só advogado diga que seu cliente foi multado por ter peticionado ao juiz. O único multado foi o nosso partido”;
Justiça Eleitoral – “A Justiça Eleitoral muda rapidamente o seu perfil. Lá são mandatos passageiros, né? Muda muito rapidamente”;
papa Francisco – “Lamento a morte, como lamento a morte de qualquer pessoa pelo Brasil — qualquer pessoa, não, né? Grande parte das pessoas pelo Brasil afora. Mas é um momento lamentável, e eu quero, obviamente, que a fumaça branca apareça novamente o mais rápido possível no Vaticano”.
Poder 360
Essa publicação é um oferecimento
Glauber Braga tem 60 dias para se defender sobre cassação do mandato
19/04/2025

Deputado Glauber Braga (PSOL-RJ). Foto: Mario Agra / Câmara dos Deputados
O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) ganhou um prazo de 60 dias para se defender no processo de cassação de seu mandato, após um acordo firmado com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Com essa decisão, Braga encerrou uma greve de fome que durou oito dias.
“Estou nesse momento suspendendo a greve de fome que anunciei há nove dias. Essa suspensão — depois de dialogar com os movimentos e conversar muito em uma reunião que durou bastante tempo — vem depois de um compromisso que foi assumido pelo presidente da Câmara”, afirmou Glauber em entrevista coletiva.
O parlamentar vem alegando ser vítima de perseguição política e afirma que o processo de cassação seria uma retaliação por conta de pautas que ele defende. O caso teve início após uma agressão a um integrante do MBL que fazia perguntas ao deputado durante uma gravação de vídeo na Câmara.
Próximos passos do processo
O próximo passo será na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. Braga tem até o dia 22 de abril para apresentar um recurso solicitando a reavaliação do parecer do deputado Paulo Magalhães, relator do processo de cassação.
A bancada do PSOL planeja se reunir com o presidente da CCJ, deputado Paulo Azi, na próxima terça-feira (22). Além disso, um grupo de juristas e religiosos deve dialogar com Azi e Hugo Motta, buscando um desfecho favorável ao deputado.
Caso o processo avance para o plenário da Câmara, serão necessários 257 votos para aprovar a cassação. Com o prazo estendido, Braga e seus aliados terão mais tempo para articular politicamente e tentar evitar a perda do mandato.
Desafios para manter o mandato
Analistas políticos avaliam que Braga enfrentará dificuldades para manter seu mandato se não conseguir uma articulação bem-sucedida, inclusive com setores mais à direita do espectro político.
O PSOL, partido do deputado, tem limitada interlocução com essas alas, o que pode complicar a busca por apoio. A estratégia do partido será argumentar que a punição de cassação é desproporcional ao ato cometido, buscando sensibilizar os demais parlamentares
Contudo, o governo federal demonstrou certo apoio a Braga, com visitas de ministros durante sua greve de fome. No entanto, ainda não está claro até que ponto o Executivo interferirá nessa situação.
Glauber Braga afirma que o processo de cassação de seu mandato não é motivado pelas suas ações contra o manifestante do MBL, mas sim por declarações suas contra o orçamento secreto. De acordo com o deputado, a ação contra ele é fruto de uma articulação política do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
Fonte: CNN Brasil
Essa publicação é um oferecimento
PoderData: Lula não estanca sangria e desaprovação vai a 53%
19/04/2025


Foto: WILTON JUNIOR/ ESTADÃO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 79 anos, não conseguiu estancar a piora nas taxas de aprovação do seu governo e em outros indicadores. Quase tudo ficou um pouco pior de janeiro para março, embora as oscilações estejam dentro da margem de erro da pesquisa, de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
O levantamento do PoderData foi realizado de 15 a 17 de março. Mostra que o governo é desaprovado hoje por 53% dos eleitores. A taxa oscilou para cima em 2 pontos percentuais em 2 meses. No mesmo período, a aprovação variou de 42% para 41%.
A Secom (Secretaria de Comunicação) do Palácio do Planalto tem dito em conversas reservadas que a queda da aprovação teria sido estancada. Pelos resultados do PoderData, isso ainda não fica claro. Nos últimos 2 meses, sob orientação do marqueteiro Sidônio Palmeira, novo ministro chefe da Secom, Lula tem tentado ser mais espontâneo em seus discursos.
Com a desaprovação em alta há alguns meses, como mostram as curvas do gráfico acima, Lula no final de 2024 havia atribuído a baixa do índice à falta de comunicação do governo. Demitiu o então chefe da Secom, Paulo Pimenta. O novo titular, Sidônio Palmeira reformulou a estratégia e decidiu que seria bom o presidente falar mais.
Os dados foram coletados de 15 a 17 de março de 2025, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 198 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%.
Poder 360
Essa publicação é um oferecimento
Sidônio Palmeira admite que a direita é mais atuante nas redes no Brasil
18/04/2025

Foto: Ricardo Stuckert/PR
A direita avança em vários países e é mais atuante nas redes sociais, admite Sidônio Palmeira, responsável pela Secretaria de Comunicação (Secom) do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Marqueteiro da campanha do petista em 2022, o publicitário baiano ocupa o cargo desde janeiro e mantém presença frequente nas reuniões no Palácio do Planalto.
Em entrevista ao jornal O Globo, Sidônio analisa os motivos da queda da popularidade de Lula e aponta falhas de comunicação. De acordo com ele, uma parte do problema vem da “nova forma de comunicação com o advento das redes sociais”, que seria responsável pelo crescimento de uma suposta “extrema-direita” em diversos países.
Além disso, para o chefe da Secom, as redes sociais fortalecem a divulgação de notícias falsas contra o governo. “A extrema-direita avança em vários países como Argentina, Estados Unidos, Polônia, Hungria, Itália etc.”, afirma Sidônio. “(…) Ódio e fake news estão engajando muito nas redes e dando dinheiro.”
Sidônio: comunicação falha dificulta alta da popularidade de Lula
O ministro argumenta que “fake news é errado e tem que ser condenada independentemente de que lado esteja”, mas que a direita é “mais atuando nas redes”. Segundo Sidônio, o governo é vítima não só das fake news, como de falhas internas da própria comunicação.
“No Brasil, quando o governo assumiu, faltou comunicar qual herança encontrou”, alega Sidônio. “Como estava a educação? E a saúde? De que maneira enfrentamos a pandemia de um jeito caótico? Estivemos diante de um país destruído, com muitos programas encerrados.”
O ministro defende que o governo tem “entregas”, mas que essas ações ainda não chegaram de forma clara à população. “A expectativa com relação ao presidente é alta, […] a gestão já tem entregas, ainda falta a informação de tudo isso chegar na ponta.”
Sidônio também destaca a importância de manter a espontaneidade do presidente. “Ele não pode perder a naturalidade e o jeito dele ser”, disse. Para o ministro, a comunicação do governo deve utilizar todos os formatos, incluindo rádio, TV, redes sociais e entrevistas.
Revista Oeste
Essa publicação é um oferecimento











