Política

Conheça os candidatos à presidência da Câmara e do Senado

30/01/2025


 

A disputa pelo comando do Congresso Nacional entra na reta final. Neste sábado (1º), deputados e senadores irão eleger os novos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, que estarão à frente dos trabalhos legislativos entre 2025 e 2027. As eleições ocorrem por meio de voto secreto, conforme previsto na Constituição e nos regimentos internos de cada Casa.

A sessão no Senado está marcada para as 10h, enquanto a votação na Câmara acontece às 16h. No cenário atual, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) é apontado como favorito para comandar o Senado, enquanto Hugo Motta (Republicanos-PB) lidera a disputa pela presidência da Câmara. Confira o perfil dos principais candidatos.

Ex-presidente do Senado (2019-2021), Davi Alcolumbre busca retornar ao cargo com forte apoio político. Conhecido por sua habilidade de articulação nos bastidores, ele consolidou alianças estratégicas e controla a distribuição de emendas e cargos, o que fortalece sua candidatura.

Alcolumbre conta com o respaldo de nove dos 12 partidos representados na Casa e o apoio de pelo menos 76 senadores — um número expressivo que torna sua eleição praticamente certa. Sua proposta é atuar como um moderador, garantindo equilíbrio entre os interesses do Executivo e do Legislativo.

No entanto, o parlamentar enfrenta desafios, como o cerco do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as regras de distribuição de emendas parlamentares, um dos pilares de sua influência.

Senador por São Paulo e ex-ministro da Ciência e Tecnologia do governo Bolsonaro, Marcos Pontes aposta em sua imagem pública como primeiro astronauta brasileiro para se viabilizar na disputa. No entanto, sua candidatura não conta com o apoio integral do PL, que tende a apoiar Alcolumbre nos bastidores.

 

Sem uma base consolidada de alianças, Pontes tem chances reduzidas de sucesso.

Com um discurso voltado para segurança pública e transparência, Marcos do Val tenta se colocar como alternativa no Senado. Entretanto, a falta de apoio partidário enfraquece sua candidatura, tornando improvável sua vitória.

Senador pelo Ceará, Eduardo Girão representa o campo conservador na disputa. Ele critica o que chama de “sistema político tradicional” e defende a independência do Senado em relação ao governo federal.

Apesar de seu discurso combativo, Girão tem pouco apoio dentro da Casa e sua candidatura é considerada simbólica.

Deputado federal pela Paraíba, Hugo Motta é apontado como o principal candidato à presidência da Câmara. Com apenas 35 anos, ele pode se tornar o mais jovem presidente da Casa. Seu histórico político está atrelado ao Centrão, grupo que detém grande influência no Congresso.

Motta tem o apoio de 18 partidos, incluindo legendas de espectros ideológicos opostos, como PL e PT. O aval do atual presidente da Câmara, Arthur Lira, fortalece sua candidatura.

Ele promete manter diálogo com governo e oposição, garantindo previsibilidade às votações e reforçando as prerrogativas dos deputados.

Deputado federal pelo Rio de Janeiro, Henrique Vieira é pastor, ator e ativista social. Sua candidatura representa a ala progressista e defende pautas como direitos humanos, participação popular e transparência.

Seguindo a tradição do PSOL de lançar candidaturas próprias para marcar posição política, Vieira não tem chances reais de vencer, mas sua presença no pleito é uma forma de dar voz a setores sociais minoritários.

Deputado pelo Rio Grande do Sul, Marcel van Hattem é o nome da oposição ao bloco do Centrão. Com um discurso voltado para o fim dos “acordões políticos” e a defesa da transparência, ele se posiciona contra a hegemonia do grupo que controla a Câmara.

No entanto, sua candidatura enfrenta dificuldades devido à baixa representatividade do partido Novo, que tem apenas quatro deputados na Casa. Assim, suas chances de vitória são mínimas.

 

 

TRIBUNA DO NORTE

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