Cidade Alta: Magazine Luiza é a terceira grande loja a abandonar bairro em menos de dois anos
13/01/2024

Conhecida por ser um ponto comercial muito tradicional de Natal, as memórias da Cidade Alta como um comércio pujante seguem o caminho de quem parte para o esquecimento. Calçadas pouco movimentadas e portas fechadas passaram a ser cenas comuns nas ruas e avenidas da região. Nesta semana, mais uma loja de renome deixou o bairro e escancarou esta situação.
A Magazine Luiza, que ficava na Avenida Rio Branco, confirmou o encerramento das atividades. Em nota, a assessoria de imprensa informou que o fechamento da loja “faz parte de um processo de aumento de eficiência operacional, resultado de meses de análises de aspectos como proximidade de unidades, luxo de consumidores e mudanças na dinâmica urbana”, evidenciando que a queda de movimento tem afetado comércios na região.
Ainda segundo a Magazine Luiza, a área de gestão de pessoas da companhia já atua para realocar o maior número possível de colaboradores que atua na unidade. Questionada, a loja não confirmou se haverá desligamentos desta unidade em caso de não conseguir realocar todos os funcionários e também não disse se há planos para fechamento de outras lojas no Rio Grande do Norte em 2024.
De acordo com Marcelo Queiroz, presidente da Federação do Comércio, Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte (Fecomércio/RN), esta região da cidade passa por uma fase de transição causada por uma mudança no comportamento do consumidor. “Observa-se uma mudança no perfil dos empreendimentos no Centro, migrando do Comércio para Serviços. A Fecomércio RN está monitorando esse fenômeno e participando ativamente das discussões”, pontuou.
Segundo Queiroz, a entidade participa de um comitê multidisciplinar criado pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) que reúne representantes comerciais da Cidade Alta e também da Ribeira, com o objetivo de discutir soluções para estes bairros em meio às transformações de comportamento do consumidor.
“As propostas de alteração no Plano Diretor apresentam o potencial de impactar a dinâmica dessas áreas a médio e longo prazo, com a introdução de empreendimentos de usos mistos e o aumento do potencial construtivo, fatores que acreditamos contribuirão para a transformação do cenário”, apontou.
AGORA RN
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