Saúde

Quando o pigarro na garganta deve preocupar? Entenda melhor a situação

10/11/2023


 

Aquela sensação de coceira e incômodo na garganta que pode ou não passar após uma tentativa de tosse — os pigarros na garganta são, nada mais, do que o acúmulo de muco, saliva ou secreções das vias respiratórias na garganta, afirma o otorrinolaringologista Iulo Barauna, do Hospital Edmundo Vasconcelos.

"Pigarro não deixa de ser uma tosse com catarro, que não é normal. É uma eliminação de secreção através de uma tosse menos intensa. Você pode estar expelindo secreções das vias aéreas superiores, como rinite e sinusite, ou como na bronquite crônica, em que há uma produção maior de muco", pontua o pneumologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Elie Fiss.

Em algumas ocasiões, os especialistas alegam ser comum haver pigarros, como em gripes, resfriados, sinusites e em pessoas tabagistas, que passam a ter um espessamento da saliva. Além disso, a ingestão de alguns tipos de alimentos também pode gerar o incômodo, que é cessado rapidamente, assim como na desidratação e refluxo gastroesofágico. 

A mudança de clima é outro fator que pode ocasioná-los. Barauna explica que o ar gelado e seco, comuns no inverno, também promovem o acúmulo das secreções na garganta, gerando os pigarros. 

Fiss reforça que nem só condições benignas podem causar os pigarros. Essas tosses, que podem ser acompanhadas de rouquidão, podem indicar câncer nas cordas vocais, garganta, pulmão ou esôfago. 

"A maioria dos pigarros não está relacionada a condições malignas. Mas, em uma pessoa tabagista e que inicia sintomas de pigarro e desconforto na garganta, a possibilidade de uma origem maligna deve ser considerada e consequentemente investigada", acrescenta o otorrinolaringologista.

 

R7

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