Exame de sangue pode ajudar na detecção precoce de câncer em quem tem histórico familiar
03/11/2023

Um estudo realizado por pesquisadores do SickKids (Hospital for Sick Children), do OICR (Ontario Institute for Cancer Research) e da UHN (University Health Network), demonstrou que a análise de exames de sangue de pacientes com a LFS (síndrome de Li-Fraumeni), doença hereditária que aumenta a predisposição ao desenvolvimento de câncer ao longo da vida, permite detectar o problema mais cedo.
As descobertas foram publicadas no científico Cancer Discovery.
Em entrevista ao R7, o geneticista Pablo de Nicola, da BP — A Beneficência Portuguesa de São Paulo, explica que a LFS é uma síndrome rara, herdada pela família, em que ocorre uma mutação no gene TP53, que predispõe seus portadores ao desenvolvimento de cânceres ao longo da vida.
A oncogeneticista Allyne Cagnacci, do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, afirma que o TP53 está ligado à supressão de tumores, com funções no ciclo celular, entre elas a morte das células e reparo do DNA.
Assim, quando o paciente nasce com tal mutação, o seu sistema genético fica vulnerável à acumulação de mutações e transforma as células em malignas.
Tanto células saudáveis como células cancerígenas liberam fragmentos do DNA no sangue e, ao analisar essas partes, os pesquisadores desenvolvem métodos para detectar o desenvolvimento de tumores. Essa abordagem é chamada de biópsia líquida, que é uma técnica menos invasiva para o diagnóstico.
R7
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