Economia

Buscas pelo termo Black Friday já cresceram 24%

16/10/2023


 

Consumidores atentos já estão se preparando para aproveitar as promoções da Black Friday. Embora ainda falte mais de um mês para o dia 24 de novembro, segundo a nova pesquisa do Google, as buscas pelo termo “Black Friday” já cresceram 24% quando comparadas ao mesmo período em 2022. A última sexta-feira de novembro promove descontos e facilita a aquisição de produtos, mas funciona como um faca de dois gumes, já que também leva muita gente ao endividamento.

Há quem passe o ano todo no aguardo da Black Friday para adquirir itens em específico, mas também existem pessoas que perdem a mão diante de tantas promoções e, sem qualquer planejamento, caem na armadilha de comprar desenfreadamente. Ir com muita sede ao pote sem organização prévia é um método infalível para gerar desequilíbrio nas finanças.

O jornalista Filipe Góes espera para fazer compras durante a Black Friday desde 2018, quando precisou de um celular novo. Filipe aguardou a temporada de promoções para trocar o aparelho outras duas vezes e, para este ano, está monitorando preços de smartwatch.

O planejamento financeiro para ir às compras durante o período de Black Friday nunca é esquecido por Filipe, que sempre pensa bem em quanto está disposto a gastar e se o valor parcelado não vai apertar o seu orçamento. Góes também não é um grande adepto a compras desnecessárias. “O smartwatch, por exemplo, só vou comprar se, de fato, achar uma promoção muito boa, porque já tenho um de modelo mais básico”, explica.

Respeitar o orçamento doméstico, ter foco e fazer um planejamento para ir às compras são os pilares para evitar dores de cabeça pós Black Friday, destaca o economista e educador financeiro Marcelo Ferreira. “Se a pessoa pretende fazer uma compra legal durante a Black Friday, ela pode começar a juntar recursos meses antes e fazer a aquisição com tranquilidade. Não sair comprando de forma indiscriminada também é importante”, aconselha.

O economista também chama atenção para as compras com o cartão de crédito, que pode ser um aliado para facilitar as aquisições se utilizado de forma eficiente e planejada. Segundo ele, é preciso ter cuidado ao criar parcelas que podem vir a ser muito pesadas para o orçamento doméstico. Uma alternativa para evitar correr riscos é juntar dinheiro previamente para pagar a parcela do cartão de crédito ou adquirir o produto à vista.

Outro fator importante que deve ser levado em conta é que a Black Friday inicia uma temporada de compras durante a alta estação e, logo em seguida, vem as férias escolares, Natal, Réveillon e despesas como IPTU, IPVA e material escolar. De acordo com a consultora financeira Carine Oliveira, neste período, o índice de endividamento tende a subir, visto que muitos consumidores perdem o controle de suas finanças.

 

Planejar a compra

 

“A pessoa precisa entender o orçamento dela e se preparar para o futuro. Depois da Black Friday vem uma gama de eventos e despesas e muitos consumidores que não sabem gerir as finanças acabam endividados. Por isso, é preciso pensar bem no que vai comprar, se o item é necessário ou supérfluo e fazer pesquisas em sites como Zoom, Buscapé e Promobit para comparar preços”, pontua.

O estudante Matheus, 22, segue à risca a mesma regra todos os anos: depois do mês de agosto, a não ser que seja urgente, só faz compras durante a Black Friday. Ele já começou a monitorar preços de tablet, sua necessidade do momento, para evitar cair em fraudes.

“Fico olhando os preços meses antes, até porque tem algumas promoções pré Black Friday que já são interessantes. Mas o principal motivo é perceber se os valores vão subir, descer, para comparar em novembro e ver em qual lugar está mais interessante”, conta.

 

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