Saúde

Fumar aumenta em 70% o risco de câncer de bexiga

29/08/2023


 

Hoje, 29 de agosto, é o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Ao invés de falar sobre todos os malefícios que este péssimo hábito causa à saúde, este ano optei por focar em algo que realmente me chamou atenção: 70% dos casos de câncer de bexiga têm ligação com o fumo, segundo um estudo do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). A porcentagem é bem alta e, por este motivo, vamos explorar mais este assunto.

"O cigarro potencializa em 2 a 4 vezes o risco de desenvolver câncer de bexiga. Alguns medicamentos, como anti-inflamatórios, infecções urinárias de repetição, uso crônico de cateter vesical, também são exemplos de fatores de risco para o câncer de bexiga", explica o urologista Dr Fernando Leão.

Depois que a fumaça entra pela boca junto com suas cerca de 70 substâncias carcinogênicas, ela é absorvida pelos pulmões. Em seguida, cai na circulação sanguínea. Como o sangue é filtrado pelos rins, os compostos químicos acabam indo para a urina e, já que o líquido fica estocado na bexiga até ser eliminado pelo corpo, suas paredes permanecem em contato com esses elementos por bastante tempo, favorecendo a doença.

“Mas, é importante que seja esclarecido que a ocorrência desse tipo de tumor, que é duas vezes mais comum em pessoas da raça branca do que da negra, tem causa qualitativa e não quantitativa, ou seja, não é relevante apenas o hábito em si ou o número de cigarros, mas o indivíduo precisa ter uma predisposição para desenvolver a doença”, diz o urologista Fernando Franco Leão, do Hospital Israelita Albert Einstein em São Paulo e em Goiânia.

Dados recentes divulgados pelo Instituto do Câncer (INCA), o Câncer de Bexiga respondeu por 10.640 no ano, sendo 7590 homens e 3050 mulheres, resultando em 4517 mortes.

 

R7

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