Equador se prepara para eleições inéditas e extraordinárias após dissolução do Congresso
19/05/2023

Um dia após a dissolução do Congresso decretada pelo presidente Guillermo Lasso, o Equador começou a se preparar para as eleições gerais extraordinárias e sem precedentes que serão realizadas nos próximos meses.
Com a decisão de Lasso de recorrer ao mecanismo constitucional chamado "morte cruzada", que envolve a dissolução do Congresso Nacional e a realização de uma nova eleição geral, o país vai completar três processos eleitorais para eleger presidente e membros do Legislativo em um período de quatro anos.
Após as eleições de 2021, nas quais o conservador Lasso chegou à presidência e o Congresso ficou sob o controle de uma oposição de esquerda, agora haverá eleições extraordinárias cujas autoridades serão eleitas para completar o período 2021-2025, o que significa que em 2025 os equatorianos voltarão às urnas.
Desde a entrada em vigor da Constituição de 2008, promulgada pelo ex-presidente de esquerda Rafael Correa (2007-2017), a "morte cruzada" nunca tinha sido usada. Portanto, esta será a primeira vez nos últimos 15 anos que essas eleições gerais extraordinárias serão realizadas no meio de um mandato.
A iminência do processo eleitoral fez com que os partidos políticos se concentrassem imediatamente na preparação do terreno para as eleições, e o país amanheceu com relativa calma nas ruas, apesar das reviravoltas políticas entre Lasso e a oposição, diante do iminente julgamento de impeachment do presidente.
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