O imbatível Palmeiras, na Libertadores, cala o Mineirão. Empate aos 47 minutos do segundo tempo.
04/08/2022

Aos 47 minutos do segundo tempo, Gustavo Scarpa cobrou escanteio, Dudu desviou e Danilo empurrou a bola para as redes.
A festa acabou.
Revoltada e descrente, a torcida mineira vaiou o time de Cuca.
O Palmeiras conseguiu ressuscitar e, depois de estar perdendo por 2 a 0, empatou o jogo importantíssimo das quartas-de-final da Libertadores. Conseguiu aumentar o recorde como time visitante a não perder na principal competição das Américas, chegado a vinte partidas.
Nenhuma equipe da história jamais atingiu esse feito.
Fora estar invicto nesta Libertadores, dono da melhor campanha.
Mas muito mais do que isso, ganhou toda a confiança para a partida decisiva, na próxima quarta-feira, no Allianz Parque. Basta uma vitória simples e a classificação para a semifinal.
Daí o desconsolo de Cuca, eliminado pelo Palmeiras em 2021, ele sabia que a vitória hoje era mais do que fundamental. Os jogadores e torcedores atleticanos acreditavam ter a vitória nas mãos.
Mas se esqueceram que o adversário era o Palmeiras.
2 a 2, com gosto de derrota para o Atlético Mineiro.
Mas de vitória para Abel Ferreira e seu time, que parece montado para vencer a competição mais importante das Américas.
"É fruto de muito trabalho dos nossos jogadores, que têm uma crença e mentalidade competitiva muito forte. É uma equipe que tem sucesso porque sabe que se der o máximo nos treinos e jogos, o treinador aceita qualquer resultado. Tem que dar em cada lance o melhor de si. Jogamos contra uma equipe muito qualificada, muito bem treinada, nos pressionou muito, nos reduziu espaço, e foi melhor que o Palmeiras na primeira parte – disse Abel Ferreira.
"Na segunda parte, após o gol, fomos muito melhores, fizemos dois gols, tivemos ainda uma grande oportunidade pelo Dudu. (...) Nós no segundo tempo jogamos da nossa maneira, e quando é da nossa maneira, esta equipe é capaz de tudo", resumia, orgulhoso, Abel Ferreira.
"Não adianta achar culpados. A responsabilidade por este empate é de todos. Tomamos o gol nos acréscimos, dolorido. O torcedor irá para casa e refletir, que não merecemos a vaia. Deixamos tudo no campo", lastimava Cuca, já muito preocupado com o lado psicológico de seus jogadores, que deixaram o gramado do Mineirão abatidos.
"Foi um jogo diferente. Contra equipe qualificada, muito bem treinada. Fomos melhores na maior parte do jogo, mas não suficiente para vencer hoje", admitia, desolado, o treinador atleticano.
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