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Escolas ensinam alunos a se protegerem de tiroteios em zonas pobres da Venezuela

28/02/2023


 

Protocolos similares existem em países com altos índices de violência como Brasil e México. No Rio de Janeiro, são seguidos desde 2009 em mais de 1.500 escolas.

O som de uma explosão ecoa na escola e os alunos se jogam no chão, protegendo suas cabeças com os braços: é o protocolo a ser seguido em caso de tiroteio em uma das favelas mais violentas da Venezuela.

Três jovens sacodem sem parar um placa de alumínio para simular disparos durante um treinamento de rotina.

Do ensino fundamental ao médio, os alunos reagem rápido. Alguns, nas salas, outros nos corredores e pátio da Escola Manuel Aguirre, no gigantesco complexo de favelas de Petare, em Caracas, fortemente atingido pelo crime e narcotráfico. Há poucos dias, tiroteios entre gangues obrigaram a suspender temporariamente as aulas.

O treinamento dura cerca de 20 minutos e a simulação de tiros é ouvida o tempo todo. Os alunos mais novos estavam na aula de educação física. Uma vez no chão, avançavam abaixados até um “espaço seguro” demarcado na parede.

Uma campainha toca três vezes para encerrar o protocolo, que será repetido em dois meses. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) conduziu a formação desta e outras escolas da Fé e Alegria, organização educativa religiosa que atende a setores populares.

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