Hospital explica o que deu errado e levou à amputação de mãe: ‘60% morrem’
20/01/2023

Gleice Kelly Gomes, de 24 anos, se internou em um hospital particular no Rio de Janeiro para dar à luz, mas teve o braço esquerdo amputado.
A administração do Hospital NotreDame Intermédica Jacarepaguá, onde uma mulher teve mão e punho amputados após ser admitida para dar à luz, decidiu expor os detalhes do atendimento à paciente. Segundo a unidade de saúde, complicações após o parto puseram a vida da mulher em risco e a decisão de remoção de parte do braço se deu por uma “irreversível piora do quadro”.
A Polícia Civil, o Ministério Público e o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro já abriram investigações próprias e deverão verificar se há inconsistências ou responsabilizações a serem atribuídas no episódio.
“Devido à irreversível piora do quadro com trombose venosa de veias musculares e subcutâneas, houve a necessidade de se optar pela amputação do membro em prol da vida da paciente”, disse a unidade de saúde em uma nota enviada ao UOL. Ontem, a unidade de saúde anunciou o afastamento da liderança médica regional após a denúncia ganhou notoriedade na imprensa.
A fiscal de caixa Gleice Kelly Gomes Silva, 24, deu entrada no hospital com 39 semanas, em 9 de outubro para dar à luz seu terceiro filho, de parto normal. Após apresentar complicações devido a uma hemorragia, ela precisou ser transferida para a unidade hospitalar de São Gonçalo (RJ).
Além do quadro hemorrágico, o acesso no braço esquerdo, feito no Hospital da Mulher de Jacarepaguá, preocupava Gleice e a família, devido ao inchaço e coloração arroxeada em sua mão, como mostram imagens feitas pelos familiares. Só depois que sua mão e seu antebraço estavam roxos, cerca de 12 horas depois, segundo a família da paciente, os funcionários decidiram pegar um acesso no braço direito e, em seguida, um acesso profundo no pescoço da paciente.
De acordo com a unidade de saúde, “o braço esquerdo foi imediatamente tratado desde os primeiros sinais de isquemia secundário ao choque hemorrágico, conforme consta no relatório médico”.
Gleice foi transferida na madrugada do dia 12 e, quatro dias depois, foi informada da necessidade de amputação. A vítima e a família, desde então, questionava o que aconteceu, mas não obtinha respostas.
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