“Na minha sala não tem troca de favor, não tem pressão de empresário”, diz Tite
22/11/2022

Tite abriu as portas do local de trabalho à reportagem. E o ambiente diz muito sobre ele. Cada objeto tem um propósito, conta uma história. Cada inscrição, frase ou recorte o inspira de alguma forma.
A sala fica no segundo andar da sede da CBF, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. É uma divisão do setor destinado à diretoria de seleções. É o refúgio de Tite quando precisa observar jogos e imaginar soluções para o time. Mais do que isso, um local propício para refletir a respeito da própria trajetória.
“Ali dentro da sala tem algumas coisas que eu posso dizer que não tem: não tem sacanagem e não tem corrupção, não tem troca de favor, não tem pressão de empresário”, avisa logo o treinador da seleção.
Ele hoje reconhece que tem o emprego dos sonhos. Mas só porque o sonho maior de jogar futebol não durou muito. Aí, a carreira precisou de uma correção de rota logo cedo, quando ele tinha 28 anos. O volante se formou em educação física, virou professor e agora vai comandar o Brasil em sua segunda Copa do Mundo consecutiva. “Ali tem o julgamento do atleta na sua performance e a pessoa, o atleta ser humano. Isso que nós buscamos”.
E se tivesse um Big Brother Tite, com câmeras instaladas na sala? “Com áudio não dá (risos). Só a câmera é melhor”, brinca Matheus Bachi, filho e auxiliar do treinador, querendo se precaver com a linguagem usada e as informações que poderiam sair dali.
Essa publicação é um oferecimento






