PSDB não será base nem terá cargos sob Lula, mas apoiará governabilidade, diz Bruno Araújo
11/11/2022

O PSDB, que saiu combalido da eleição de 2022 e declarou neutralidade entre Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL), não vai integrar a base do governo petista, segundo o presidente da sigla, Bruno Araújo.
Ele diz que haverá compromisso com a governabilidade, com endosso em pautas da agenda tucana e enfrentamento em matérias de ordem econômica.
Depois do naufrágio da candidatura presidencial de João Doria, que terminou por deixar o PSDB em outubro, o partido elegeu 13 deputados -foram 29 em 2018 e 54 em 2014.
Apesar da derrota histórica em São Paulo, estado que a sigla governa desde 1995, os tucanos comemoraram a eleição de três governadores da nova geração -Eduardo Leite (RS), Raquel Lyra (PE) e Eduardo Riedel (MS).
Entre o primeiro e o segundo turnos, Araújo foi a Porto Alegre convidar Leite, a quem enxerga como um presidenciável natural em 2026, a presidir o PSDB.
A legenda aguarda que ele aceite a “quase convocação”. Leite concorreu no Rio Grande do Sul depois de perder as prévias tucanas para Doria em 2021.
“Nossa recuperação passa pela renovação”, diz Araújo à Folha. Para ele, a debacle do PSDB está mais ligada à falta de uma candidatura presidencial própria -o partido integrou a chapa de Simone Tebet (MDB)- do que à associação com o bolsonarismo.
“A leitura central é que o PSDB se preparou para um projeto de ter uma candidatura presidencial e não conseguiu”, diz ele, relembrando a taxa de rejeição de Doria e se esquivando de responsabilizá-lo. Araújo assumiu o comando do PSDB em 2019 com a bênção de Doria, mas acabou se tornando um adversário do ex-governador.
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