Economia

Desemprego cai para 5,2% e atinge menor nível para setembro em 14 anos

30/10/2026


                                              Foto: Paulo H. Carvalho /Agência Brasília

 

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor resultado para o período desde o início da série histórica, em 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

 

No segundo trimestre deste ano, a taxa era de 5,4%. Já no mesmo período de 2025, o índice chegou a 5,6%.

 

O número de pessoas desocupadas foi estimado em 5,6 milhões, uma redução de 4% em relação ao trimestre anterior, o equivalente a 234 mil pessoas a menos. Na comparação anual, a queda foi de 6,9%, com 417 mil pessoas a menos à procura de trabalho.

A população ocupada chegou a 103,6 milhões de pessoas, o maior número da série histórica iniciada em 2012. O resultado representa aumento de 0,6% em relação ao trimestre anterior, com mais 581 mil trabalhadores, e de 1,2% na comparação anual, equivalente a 1,2 milhão de pessoas.

 

Construção registra aumento de trabalhadores

Entre os setores com crescimento na ocupação, a construção civil teve alta de 2,8% no trimestre, com a entrada de 210 mil pessoas no mercado de trabalho. Os dados foram destacados pelo analista da pesquisa do IBGE, William Kratochwill.

O número de empregadores também atingiu recorde, com 4,5 milhões de pessoas. O contingente cresceu 4,3% em relação ao trimestre anterior, um acréscimo de 184 mil pessoas, e 6,4% na comparação anual, com mais 272 mil.

O setor público registrou 13,2 milhões de trabalhadores, também o maior número da série histórica. O contingente ficou estável no trimestre e aumentou 2,5% em relação ao mesmo período de 2025, com 317 mil pessoas a mais.

Já o número de empregados com carteira assinada no setor privado, excluindo os trabalhadores domésticos, permaneceu em 39,4 milhões, sem variação significativa no trimestre ou no ano.

 

Rendimento médio chega a R$ 3.790

O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.790 no terceiro trimestre, mantendo estabilidade em relação ao período anterior. Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, houve crescimento de 3,6%, equivalente a R$ 131.

A massa de rendimento real habitual, que corresponde à soma dos rendimentos recebidos pelos trabalhadores, atingiu R$ 387,5 bilhões, o maior valor da série histórica. O montante cresceu 1,5% no trimestre, com acréscimo de R$ 5,6 bilhões, e 4,7% no ano, com aumento de R$ 17,5 bilhões.

 

Subutilização e desalento

A taxa composta de subutilização da força de trabalho ficou em 13% no terceiro trimestre, praticamente estável em relação aos 12,9% registrados no trimestre anterior. Na comparação anual, houve queda de 0,9 ponto percentual.

A população subutilizada foi estimada em 14,8 milhões de pessoas, sem variação significativa no trimestre. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve redução de 6,1%, equivalente a 957 mil pessoas.

Por outro lado, o número de pessoas desalentadas — aquelas que desistiram de procurar emprego — chegou a 2,5 milhões. O contingente cresceu 7,5% no trimestre, com 171 mil pessoas a mais, mas caiu 6,8% na comparação anual.

A próxima divulgação da Pnad Contínua, com dados referentes ao trimestre encerrado em outubro, está prevista para 27 de novembro.

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