Política

Datafolha aponta Flávio Bolsonaro com 51% e Lula com 49% dos votos válidos

25/10/2026


 

Na rodada anterior do Datafolha, divulgada na quinta-feira (22), os dois candidatos apareciam com 50% dos votos válidos cada, considerando os números arredondados. Foto: Ricardo Stuckert/PR/Carlos Moura/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 51% dos votos válidos, contra 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo pesquisa Datafolha divulgada na véspera do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para este domingo (25). O levantamento indica uma disputa apertada entre os dois candidatos.

A pesquisa foi realizada na sexta-feira (23) e no sábado (24), com 4.050 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Os votos válidos são o critério utilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para divulgar o resultado oficial da eleição. O cálculo desconsidera votos brancos e nulos e, no levantamento, também exclui os eleitores indecisos. As informações são da Folha de S.Paulo

Na rodada anterior do Datafolha, divulgada na quinta-feira (22), os dois candidatos apareciam com 50% dos votos válidos cada, considerando os números arredondados. No início da campanha do segundo turno, a diferença entre eles era de quatro pontos percentuais.

 

Abstenção pode influenciar o resultado

Com a disputa próxima, a participação dos eleitores é um dos fatores observados pelas campanhas. No primeiro turno, a abstenção chegou a 21,08%. A campanha de Lula intensificou ações para estimular o comparecimento às urnas, especialmente entre grupos que, segundo a reportagem, costumam apresentar maior ausência na votação.

Um dos dados destacados foi o aumento da abstenção entre jovens de 21 a 24 anos, faixa em que o índice chegou a um quarto dos eleitores. Nesse cenário, a mobilização nas redes sociais e as ações de estudantes nas ruas passaram a integrar a estratégia da campanha petista.

 

Disputa também envolve decisões do TSE

Os últimos dias da campanha foram marcados por movimentações no Tribunal Superior Eleitoral e pelo debate presidencial exibido pela TV Globo na noite de sexta-feira (23).

A discussão sobre a abertura de sigilos surgiu após Lula desafiar Flávio Bolsonaro e familiares, durante o debate da Band no domingo (18), a divulgar informações sigilosas, sob a condição de que o mesmo fosse feito pelo grupo ligado ao presidente. Após uma troca de declarações, o senador aceitou a proposta de forma condicional.

O TSE decidiu que os candidatos poderiam tomar essa iniciativa sem interferência judicial. A reportagem avalia que a proposta teve pouco tempo para produzir resultados concretos antes da votação e gerou maior desgaste político para Flávio.

Na sexta-feira, outro ministro do Tribunal decidiu que a Corte não poderia suspender o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, utilizado pela campanha petista para mobilização digital. A decisão foi tomada após questionamentos sobre o funcionamento do canal.

O levantamento foi encomendado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e registrado no TSE sob o protocolo BR-09540/2026.

Essa publicação é um oferecimento

DROGARIA POUPE JÁ