Indústria do RN recua 13,6% e tem maior queda do país em abril, aponta IBGE
10/06/2026

A produção industrial do Rio Grande do Norte caiu 13,6% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado. O resultado foi a maior queda observada entre os locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF) Regional, divulgados nesta quarta-feira (10).
A queda foi puxada principalmente pelo recuo na fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que teve redução de 27,8% no período. A fabricação de produtos alimentícios também voltou a cair em abril, com variação negativa de 1,7%, após uma variação positiva em março de 2,2%.
De acordo com o analista do IBGE Bernardo de Almeida, o desempenho da indústria potiguar foi influenciado sobretudo pela queda na produção de óleo diesel. No setor de alimentos, a retração ocorreu em menor intensidade e foi associada à redução na produção de castanha de caju beneficiada, sorvetes, picolés, produtos gelados comestíveis, balas e outros confeitos sem cacau.
Na contramão do resultado geral, dois segmentos apresentaram crescimento em abril no Rio Grande do Norte. A confecção de artigos do vestuário e acessórios avançou 56%, enquanto as indústrias extrativistas cresceram 16,3% em relação a abril de 2025.
No país, a indústria cresceu 2,7% em abril, com altas em 12 dos 18 locais pesquisados pelo IBGE. Os maiores avanços foram registrados no Espírito Santo, com 32,9%, e no Rio de Janeiro, com 10,1%. Além do Rio Grande do Norte, tiveram queda no mês Maranhão (-5,4%), Amazonas (-4,2%), Pernambuco (-3,8%), Pará (-2,8%) e Ceará (-0,4%).
Balanço anual
No acumulado do ano, a indústria potiguar registra retração de 17,9%. O resultado reflete quedas nas indústrias extrativistas (-5,6%), na fabricação de produtos alimentícios (-6,2%) e na fabricação de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (-29,9%). O único segmento com alta no período foi o de confecção de artigos do vestuário e acessórios, com crescimento de 41,5%.
Em 12 meses, a produção industrial do Rio Grande do Norte acumula queda de 12,4%. Nesse recorte, os resultados positivos foram observados nas indústrias extrativistas, com alta de 9,2%, e na confecção de artigos do vestuário e acessórios, com avanço de 50,2%. Já a fabricação de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis caiu 24,2%, enquanto a fabricação de produtos alimentícios recuou 1,4%.
TRIBUNA DO NORTE
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