Jogadores do Vasco-AC são investigados por estupro; um está preso e três se entregam à polícia
18/02/2026

Quatro jogadores da Associação Desportiva Vasco da Gama (Vasco-AC), são investigados por suspeita de estupro contra duas mulheres dentro do alojamento do clube, em Rio Branco, no Acre. O caso ocorreu na madrugada da última sexta-feira (13) e passou a ser apurado pela Polícia Civil do Acre por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
O atacante Erick Luiz Serpa Santos Oliveira foi preso em flagrante no sábado (14) e teve a prisão convertida em preventiva durante audiência de custódia no domingo (15). Já os jogadores Alex Pires Júnior, conhecido como Lekinho, Matheus Silva e Brian Peixoto Henrique Iliziario tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça e se apresentaram à polícia na tarde da terça-feira (17).
Segundo a Polícia Civil, as duas mulheres procuraram atendimento médico e relataram que teriam ido ao alojamento para um encontro consensual, mas que, posteriormente, teriam sido submetidas a atos sem consentimento. O delegado Alcino Souza informou que as vítimas demonstraram receio inicial em formalizar a denúncia, mas foram orientadas a registrar a ocorrência. Ele afirmou ainda que, por se tratar de crime de ação penal pública incondicionada, a polícia pode agir independentemente de representação formal das vítimas.
“Indicaram os nomes, o local que poderiam estar, que é o alojamento, eu reuni uma equipe e fomos até o local. É uma casa bem grande, onde ficam vários jogadores, e lá conduzi o Erick Serpa para a delegacia. Os outros não estavam”, informou o delegado em entrevista ao G1 Acre.
A prisão em flagrante de Erick ocorreu após diligência no alojamento do clube. Os demais jogadores não estavam no local no momento da abordagem. A delegada responsável pelo caso solicitou a prisão temporária dos outros três investigados, medida deferida pelo Judiciário.
Na tarde desta terça-feira (17), Alex Pires Júnior foi o primeiro a se apresentar na Delegacia de Flagrantes (Defla), acompanhado do treinador Eric Rodrigues e do advogado Robson Aguiar. Em seguida, foi encaminhado à Deam. Matheus Silva e Brian Peixoto também compareceram à delegacia especializada, acompanhados do advogado Atevaldo Santana. Os três devem passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (18).
Ao sair da delegacia, Lekinho negou as acusações. “Eu tô aqui de livre e espontânea vontade, sei que não fiz nada de errado. Conversei com o Eric [treinador], mostrei tudo que tinha, tenho a mensagem da pessoa que, na verdade, nem me acusou, mas meu nome está sendo citado. Estou aqui para dar minha versão, estou à disposição da Justiça, porque sei que não fiz nada, não cometi nenhum tipo de crime, Deus é justo e vou provar isso na Justiça”, declarou.
O advogado Robson Aguiar afirmou que orientou o atleta a cumprir a decisão judicial e que a defesa pretende apresentar novas provas. Já o advogado Atevaldo Santana, que representa Matheus Silva e Brian Peixoto, afirmou que os jogadores negam as acusações e classificou a denúncia como frágil.
Em nota, o Vasco-AC informou que tomou conhecimento das informações divulgadas publicamente e que adotou medidas administrativas internas para apuração dos fatos. O clube declarou que não compactua com qualquer forma de violência e que colaborará com as autoridades, ressaltando que eventuais conclusões sobre responsabilidade dependem da apuração oficial e do devido processo legal.
O treinador Eric Rodrigues também se manifestou, afirmando que houve descumprimento de normas internas. “A gente acredita na autoridade policial e na Justiça. Vão fazer o que tiver que ser feito. Quero deixar bem claro que, com o clube, eles erraram e não estamos aqui para passar a mão na cabeça, é terminantemente proibido acesso de qualquer pessoa ao alojamento, que não sejam dos alojados, principalmente de mulheres” informou.
O treinador Eric Rodrigues também se manifestou, afirmando que os atletas são proibidos de levar mulheres para o alojamento e que houve descumprimento de normas internas. Ele declarou ainda que confia na Justiça e que, caso haja culpa comprovada, os envolvidos devem responder pelos atos.
As investigações seguem sob responsabilidade da Deam, que apura as circunstâncias do caso.
Com informações do G1
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