Governo Lula libera R$ 2,31 bilhões em emendas no início de 2026, maior valor da série histórica
14/02/2026

O volume pago representa um recorde para o início de ano, superando em 212% o total liberado no mesmo período de 2025. Foto: Ricardo Stuckert/P
Nos primeiros dias de 2026, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva efetuou o pagamento de R$ 2,31 bilhões em emendas parlamentares, segundo dados do painel Siga Brasil, do Senado Federal. O levantamento considera os repasses realizados até quinta-feira (12).
O volume pago representa um recorde para o início de ano, superando em 212% o total liberado no mesmo período de 2025, já com valores corrigidos pela inflação. Todo o montante corresponde a restos a pagar, ou seja, despesas que foram contratadas em exercícios anteriores, mas quitadas agora.
Movimento político e aproximação com o Congresso
A liberação expressiva de recursos ocorre em meio a uma estratégia do Palácio do Planalto para reforçar o diálogo com o Legislativo. Lula tem intensificado gestos de aproximação com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
No início de fevereiro, o presidente promoveu um jantar na Granja do Torto com líderes da Câmara dos Deputados. O encontro foi descrito como descontraído, marcado por elogios mútuos e sinalizações de alinhamento político.
As emendas parlamentares têm peso relevante em ano eleitoral, pois permitem que deputados e senadores direcionem verbas para suas bases. Os recursos costumam financiar obras, aquisição de equipamentos — como tratores — e reformas de estruturas públicas, fortalecendo a presença dos parlamentares junto ao eleitorado antes das eleições de outubro.
Previsão orçamentária e ritmo acelerado
O Orçamento de 2026 reserva R$ 61 bilhões para o pagamento de emendas. A tendência é que os repasses no primeiro semestre sejam acelerados, permitindo que projetos avancem antes do período eleitoral.
Entenda as etapas: empenho, liquidação e pagamento
Na execução das despesas públicas, o pagamento não ocorre de forma imediata. O processo começa pelo empenho, que é o primeiro estágio e consiste na formalização da reserva de recursos do Orçamento para determinado projeto indicado por deputado ou senador.
Após o empenho, o valor fica garantido, funcionando como uma espécie de compromisso formal de que o governo efetuará o pagamento futuramente. Isso possibilita que o serviço ou obra seja contratado.
Em seguida, ocorre a liquidação, etapa em que o poder público reconhece que o serviço foi executado conforme previsto. Somente depois vem o pagamento efetivo, quando o recurso é transferido à conta de quem realizou o trabalho.
Com informações do Poder 360
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