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CONSELHO DE PAZ: 23 países aceitam convite e 6 dizem não a Trump; Brasil evita resposta direta

24/01/2026


                                            Foto: REUTERS/Denis Balibouse

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quinta-feira (22) a criação do chamado “Conselho da Paz”, iniciativa voltada à manutenção da paz e à reconstrução da Faixa de Gaza, com possibilidade de atuação em outros conflitos no futuro.

 

23 aceitaram, seis recusaram e oito ainda analisam

 

Cerca de 60 países foram convidados. Até o momento, 23 aceitaram, seis recusaram e oito ainda analisam o convite. O Canadá foi o único país que teve o convite cancelado por decisão direta de Trump, após troca de críticas com o primeiro-ministro Mark Carney durante o Fórum Econômico Mundial.

 

Países que aceitaram

 

Armênia

 

Arábia Saudita

 

Argentina

 

Azerbaijão

 

Bahrein

 

Belarus

 

Bulgária

 

Catar

 

Cazaquistão

 

Egito

 

Emirados Árabes Unidos

 

Hungria

 

Indonésia

 

Israel

 

Jordânia

 

Kosovo

 

Marrocos

 

Mongólia

 

Paquistão

 

Paraguai

 

Turquia

 

Uzbequistão

 

Vietnã

 

Países que recusaram

 

França

 

Noruega

 

Eslovênia

 

Suécia

 

Espanha

 

Alemanha

 

Países que estão analisando

 

Brasil

 

Reino Unido

 

China

 

Croácia

 

Itália

 

Rússia

 

Singapura

 

Ucrânia

 

Desde o anúncio, diplomatas alertam que o novo conselho pode enfraquecer a ONU. Segundo o estatuto obtido pela Reuters, Trump terá mandato vitalício como presidente do órgão. Países interessados em assento permanente deverão pagar US$ 1 bilhão, valor que será administrado pelo próprio Trump.

 

Posição do Brasil

 

Nesta sexta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a iniciativa e afirmou que o mundo vive um momento político “muito crítico”, com a Carta da ONU sendo desrespeitada.

“Em vez de corrigir a ONU, o presidente Trump está propondo criar uma nova ONU, como se fosse dono dela”, afirmou Lula.

O governo brasileiro não pretende responder imediatamente ao convite. A estratégia é solicitar esclarecimentos técnicos e jurídicos sobre o funcionamento do conselho. O tema será usado como argumento para defender uma reforma do Conselho de Segurança da ONU durante a Assembleia Geral, em setembro.

Segundo diplomatas, o Brasil pretende mobilizar outros países para pressionar por mudanças no sistema multilateral e alertar que, sem reforma, o mundo tende a ser governado por modelos unilaterais como o proposto por Trump.

Para integrantes da diplomacia, o plano do presidente americano expõe a fragilidade do atual sistema internacional, sobretudo diante da incapacidade do Conselho de Segurança de lidar com crises como a de Gaza.

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