Esporte

Edson se emociona ao voltar ao ABC e diz que seguiu a voz do coração

05/11/2025


 

O retorno de Edson ao ABC não é apenas mais uma contratação. A relação entre clube e atleta, como ele fez questão de deixar claro em sua entrevista de apresentação — realizada nesta terça-feira (4), no auditório do clube — vai além do que qualquer torcedor possa imaginar: lembra uma relação de pai e filho. O reencontro foi carregado de afeto, gratidão e lágrimas. Na entrevista, o meio-campista sequer tentou disfarçar a emoção ao lembrar do momento em que recebeu o pré-contrato: “Quando você me mandou o contrato, Gustavo Cartaxo (executivo de futebol), eu chorei assim que segurei o papel, entende? E chorei muito, cara.” A frase, dita com a voz embargada e novas lágrimas nos olhos, revela o tamanho do sentimento que o jogador nutre pelo clube que o revelou.

Essa reação, tão rara quanto sincera, mostra o quanto o ABC representa na vida de Edson. Em mais de uma década de carreira, passando por equipes de peso como Fluminense e Bahia, o jogador nunca havia se emocionado ao assinar um contrato. “Eu fui pro Fluminense, que é um clube com uma tradição gigantesca no futebol mundial, eu não chorei. Eu fui pro Bahia, eu não chorei. Enfim, todas as equipes que eu fui, eu não chorei. Mas no pré-contrato do ABC, pra você ter ideia, eu chorei, cara.”

A explicação está enraizada na origem da sua trajetória. O ABC não é apenas mais um clube: é o ponto de partida de uma história que começou em Touros, cidade do litoral potiguar, onde Edson cresceu em uma família humilde. “Minha esposa olhou pra mim e falou: ‘Pô, por que você está chorando?’ Aí eu expliquei que só eu sabia o tamanho do amor que tenho por essa equipe. Porque foi daqui, desse clube, que eu comecei, vindo de Touros, oriundo de uma família humilde. Como é que eu vou virar as costas para o clube que me abriu as portas, que representa tudo na minha carreira? Não tem como.”

Falando sobre a oportunidade, Edson destaca que o retorno tem um lado profissional, mas atinge principalmente o lado pessoal e íntimo — é uma volta ao lar. A negociação foi direta e transparente, mas o que mais pesou foi a vontade do jogador, que, mesmo com propostas mais vantajosas, optou por seguir a voz do coração.

“Quero frisar mais uma vez: podem ter certeza de que minha escolha foi por vontade própria. Eu poderia, tranquilamente, assumir equipes da Série B, mas decidi estar aqui, neste momento, para erguer o ABC junto com todos vocês”, ressaltou.

A contratação foi embasada em um projeto apresentado pela diretoria, com uma meta ousada: tirar o ABC da Série D e recolocá-lo na Série B. Edson sabe do tamanho do desafio e reforça que será preciso união.

“Eu sei da dificuldade que o clube atravessa, mas estamos sempre procurando melhorar — com o presidente, com o Gustavo, com toda a diretoria. E tenho convicção de que temos todas as condições de devolver o ABC a uma situação melhor. Quando falo em situação melhor, é porque não vim aqui para passear. Vim para colocar o clube de volta à Série B. Hoje estamos na Série D, mas o meu propósito é conduzir o ABC novamente à Série B”, reforça. “Claro que isso não depende só de mim. Vamos alcançar esse objetivo com o grupo de jogadores, com a comissão técnica, que é muito capacitada e já mostrou isso em outros clubes, sob o comando do professor Chamusca, além da liderança do presidente Eduardo Machado e do executivo de futebol Gustavo Cartaxo. Aos poucos, com trabalho e união, vamos conquistar nossos objetivos.”

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