Saúde

Surtado, paciente agride e cospe em profissionais de enfermagem; SMS culpa João Machado

28/09/2022


Profissionais de enfermagem foram agredidos por um paciente psiquiátrico em Natal no último final de semana. Segundo denúncia divulgada pelo Sindsaúde/RN nesta terça-feira (27), o homem deu entrada na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Cidade da Esperança acompanhado pelo Samu, juntamente com policiais, e estava muito agitado, oferendendo todos em volta, principalmente mulheres.

“Em uma das tentativas de seda-lo, o homem, que já havia deferido uma série de ameaças a toda equipe de enfermagem, cuspiu no rosto de um dos profissionais presentes, deixando-o muito abalado e assustado”, apontou o Sindicato. O profissional afetado chegou a ser afastado de suas atividades para se acalmar do abalo emocional promovido pelo ocorrido.

Durante a agitação do paciente, a equipe acabou encontrando uma faca escondida entre seus pertences. Um servidor do SAMU chegou a cortar o dedo na tentativa de retirar a faca do local.

A denúncia ainda aponta que as agressões a pacientes psiquiátricos já são algo corriqueiro na UPA Esperança. “Isso é reflexo do fluxograma da rede de urgência de Natal e, infelizmente, os profissionais da UPA estão sendo vítimas. Já denunciamos mais de uma vez, mas a direção não intervém, a coordenação alega que não pode fazer nada porque são ordens vindas de cima e, nós da enfermagem, ficamos a mercê da insegurança e violência”, lamenta.

Para a diretora do Sindsaúde/RN, Érica Galvão, a superlotação das UPAS é só mais um reflexo do fechamento do Hospital Municipal. “Além da sobrecarga das salas vermelhas que não são salas de UTI, o fechamento dos leitos de UTI ocasionam essa sobrecarga para urgência e emergência intensiva também no que se refere a atendimento psiquiátrico. Isso porque, o Hospital Municipal tinha cerca de seis leitos psiquiátricos que era justamente para onde esses pacientes eram encaminhados após darem entrada nas UPAS.

Agora, sem os leitos, eles ficam represados nessas unidades que não possuem estrutura para atendê-los”, disse.

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