Esporte

Leila chama Dudu de covarde e desafia jogador no STJD: ‘Vem encarar uma mulher’

19/07/2025


 

Em depoimento à quinta Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) na manhã desta sexta-feira 18, a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, fez novas e duras críticas a Dudu, a quem chamou de covarde. A dirigente questionou a ausência do jogador na sessão. Ele enviou um vídeo gravado com pedido de desculpas em vez de ir ao julgamento no Rio.

Hoje no Atlético Mineiro, o ex-atacante do Palmeiras foi julgado por ofensas misóginas contra a empresária, que desafiou o atleta. Ele foi punido pelo STJD e pegou seis jogos de suspensão, além de ter sido multado em R$ 90 mil por infração ao artigo 243-G. Com isso, não vai enfrentar o ex-clube em duelo da 15ª rodada do Brasileirão marcado para domingo, no Allianz Parque. Cabe recurso à decisão, tomada de forma unânime.

“Devia estar aqui. Vem aqui, vem encarar uma mulher. Mas não. É muito mais confortável estar sentado lendo lá no TP o que ele tem de dizer, porque eles são covardes”, afirmou Leila.

“Eles gostam de agredir no privado, no máximo em rede social, mas que ele está protegido ali pela distância. Mas na hora de olhar no olho, eles não aparecem: então a gente tem de denunciar e expor esses agressores”, acrescentou.

Dudu foi denunciado pela procuradoria do STJD por misoginia contra a dirigente. Em janeiro deste ano, já depois de deixar o Palmeiras, ele fez um publicação com ofensas à presidente palmeirense. “O caminhão estava pesado e mandaram eu sair pela porta dos fundos. Minha história foi gigante e sincera, diferente da sua, senhora Leila Pereira. Me esquece, VTNC”, escreveu o jogador.

“Sofreu violência, tem de denunciar: porque esses agressores são covardes”, rebateu Leila. “A maior prova eu estou vivendo aqui. Que esse atleta me agrediu, me ofendeu, e cadê ele? Gravou um videozinho que deve ter lido no TP (teleprompter). Deve ter repetido 500 vezes pra ver se estava mais bonitinho. Não é?”, questionou a executiva.

Ela também move uma ação contra Dudu nas esferas cível e criminal. Para a presidente, o atleta não a tratou como tratou um dirigente homem, citando a briga do jogador com Pedro Lourenço, presidente do Cruzeiro, clube do qual o atacante saiu brigado antes de acertar com o arquirrival Atlético-MG.

Leila entende que só foi atacada pelo jogador por ser mulher. Ele não faria o mesmo, na sua avaliação, com um homem. “É clara a diferença de tratamento quando uma mulher critica e quando é um homem. Quando relatei o que aconteceu, me acusaram de ‘mimimi’”.

Essa publicação é um oferecimento

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