Irã anuncia fim da “guerra de 12 dias” contra Israel
25/06/2025

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, confirmou nesta terça-feira (24/6) o acordo de cessar-fogo e o fim da guerra contra Israel, 12 dias após o início das hostilidades. A declaração foi divulgada em um comunicado pela mídia estatal iraniana. Os israelenses também disseram que irão respeitar o que foi acordado e que, a partir de agora, se concentrarão em Gaza.
“Hoje, depois da posição corajosa da sua grande e histórica nação, estamos a testemunhar um cessar-fogo e o fim da guerra de 12 dias que foi imposta à nação iraniana pelo aventureirismo criminoso do regime sionista”, anunciou Pezeshkian. Ainda segundo o presidente, “toda a glória por esta vitória histórica pertence à grande e civilizada nação do Irã”.
Apesar do cessar-fogo, a guerra persiste nas versões sobre o que aconteceu. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diz que “obliterou” as instalações nucleares do Irã e que a resposta do país, que foi um ataque com mísseis a uma base americana no Catar, foi “muito fraca”. O ataque não feriu nem matou ninguém no território do Catar.
Do lado de Israel, o chefe do Estado Maior das Forças Armadas, tenente-coronel Eyal Zamir, afirmou que foi concluída uma “fase significativa” da guerra, mas “a campanha contra o Irã ainda não terminou”.
“Apesar da conquista fenomenal, precisamos manter os pés no chão. Muitos desafios ainda estão por vir. Precisamos manter o foco, não há tempo para descansar sobre os louros. Agora, o foco volta para Gaza — para trazer os reféns de volta e desmantelar o regime do Hamas”, frisou.
Cessar-fogo
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nessa segunda-feira (23/6) que ambos os países concordaram com o cessar-fogo, que entrou em vigor na madrugada desta terça. No entanto, horas depois, Israel acusou Teerã de violar o acordo.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu parar de retaliar o Irã, após conversas com o presidente norte-americano.
Alvos
Analistas em Israel avaliam que o programa nuclear e de mísseis do Irã foi adiado, mas não destruído. Apesar da vitória militar na campanha aérea contra o Irã, Israel considera que “não há tempo para descansar sobre os louros”. A retomada do foco em Gaza visa pressionar o Hamas à rendição, em um território já devastado pelo conflito que se arrasta desde 7 de outubro de 2023. A crise humanitária na Faixa de Gaza é alarmante, com mais de 90% dos prédios destruídos e grave escassez de alimentos.
Ainda há cerca de 50 reféns em poder do Hamas, o que continua a ser um trauma para a sociedade israelense. A decisão de Netanyahu de focar em Gaza, embora politicamente arriscada, é considerada inadiável por parte do governo israelense, enquanto críticos apontam que a política militarista do premiê visa protelar encontros com a Justiça.
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