Esporte

O orgulho de ter o Botafogo no Brasil. A maior vitória de clube brasileiro desde 2012. ‘Parecia um sonho’, Igor Jesus. ‘O cemitério está cheio de favoritos.’ Renato Paiva

20/06/2025


 

“Quando eu subi na mureta (para comemorar o gol), na verdade, minha visão escureceu.

 

“Parecia que estava num sonho.”

 

Se para Igor Jesus era um sonho, para o técnico do PSG, Luis Enriquer, a partida histórica, foi um pesadelo.

 

“O Botafogo foi a equipe que melhor nos marcou, em toda a temporada. Parabéns para eles.”

 

 

E o time carioca mereceu ser parabenizado pelo treinador espanhol do bilionário time, montado pela trilhardária família real do Catar. E por todos que tiveram a sorte de assistir ao jogo.

Os sites de apostas servem de termômetro, em média, apostar na vitória do Botafogo pagaria seis vezes o investido. O PSG, uma vez e meia.

Jornalistas do mundo todo consideram a partida ganha pelo time francês. E que vinha de goleada por 5 a 0, na Inter de Milão, pela final da Champions League. E por 4 a 0 contra o Atlético de Madrid, de Simeone, na estreia do Mundial.

Mas Luis Enrique, amante do futebol solidário, não tinha ideia do que encontraria pela frente. Os jogadores do Botafogo deram aula de aplicação, dedicação, força mental e obediência a Renato Paiva.

“Nós fizemos um jogo que, taticamente, fomos perfeitos. Irrepreensíveis. Paris Saint-Germain, não teve todas aquelas oportunidades flagrantes. Teve muito a bola, de fato teve, mas nós fomos muito solidários. Quando saí do campo, disse: fizemos o Paris Saint-Germain beber do seu próprio veneno.”

 

O orgulho estava em cada palavra do português treinador do Botafogo.

 

O time carioca conseguiu travar o PSG.

 

De uma maneira muito inteligente e que exigiu que todos os jogadores se entregassem, fosse solidários.

 

Renato Paiva sabia que o time francês venceu seus principais adversários trocando passes nas intermediária. O time é muito propositivo. Ele apostou em travar o poderosíssimo rival.

Apostou em no 4-5-1 que exigiu o máximo de esforço físico de seus atletas. Kvaratskhelia, Doué e Vitinha tiveram pela frente uma barreira pelo meio, com Allan, Gregore e Marlon Freitas dando até a última gota de suor, para evitar tabelas, penetrações na vertical, entre a zaga.

Barboza e Jair tiveram um desempenho assustador, perfeito. E tiveram o completo senso de cobertura das laterais, principalmente o lado direito, onde Kvaratskhelia levava a melhor sobre Vitinho.

Savarino e Arthur se desdobraram marcando e tentando os contragolpes, buscando o onipresente Igor Jesus.

O PSG, com 78% de posse de bola, trocava passes, mas não conseguia romper as linhas montadas muito próximas por Renato Paiva.

E aos 34 minutos, o Botafogo mostrou o quanto ter apenas 22% de posse de bola pode ser mais do que suficiente. Em um contragolpe sensacional, Savarino lançou Igor Jesus. Ele tinha pela frente Pacho. Ele o driblou em velocidade. E quando chutou, a bola desviou no zagueiro e deixou Donnarumma sem ação.

 

Botafogo 1 a 0.

 

 

R7

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