Saúde
Mais de meio milhão de pessoas estão à espera de cirurgias eletivas no SUS
01/05/2023

Dezesseis estados e o Distrito Federal informaram ao Ministério da Saúde que mais de 566 mil pessoas estão na fila do Sistema Único de Saúde (SUS) para a realização de cirurgias eletivas. O número aparece no relatório mais recente da pasta sobre o andamento de um novo programa do governo federal, que pretende repassar recursos para reduzir a espera por cirurgias, exames e consultas na rede pública de saúde.
Lançado em janeiro, o Programa Nacional de Redução das Filas (PNRF) foi uma das bandeiras dos primeiros 100 dias da terceira gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na primeira etapa, a prioridade são as cirurgias eletivas, que são procedimentos já marcados e sem urgência.
Pelas regras do programa, cada estado deverá apresentar suas demandas ao ministério, com detalhamento sobre a quantidade de pessoas na fila e os procedimentos cirúrgicos mais aguardados.
Até o dia 27 de abril, o Ministério da Saúde tinha aprovado os planos de 17 unidades da federação: Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e Santa Catarina.
No total, o tamanho da fila declarada por esses estados foi de 566.923 pessoas.
Dessas, 256.215 cirurgias serão realizadas por meio do programa do governo federal.
De acordo com o ministério, a redução da fila declarada até agora será de 45,2%.
Ainda faltam informações sobre a espera por cirurgias eletivas no SUS em 10 estados: oito elaboram os planos para enviar ao Ministério da Saúde e dois aguardam a análise da pasta, de acordo com os dados mais atuais.
Até então, não havia um número exato de pessoas na chamada ‘fila do SUS’. O detalhamento feito pelos estados está ajudando o governo federal a ter uma noção sobre a espera pelos procedimentos de saúde na rede pública de uma maneira nacional.
Ainda em janeiro, o secretário de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Helvecio Magalhães, afirmou que era “um mistério completo esse número exato”.
Nesta quinta-feira (27), durante reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), o diretor de programa da mesma secretaria, Aristides Vitorino De Oliveira Neto, afirmou que o caminho para a redução das filas do SUS “é longo”.
“A gente sabe que [a fila] é ainda maior [que 566 mil]. Existe um esforço para a gente conseguir captar a totalidade desta fila em todo o território nacional, em parceria com os estados e municípios”, disse.
“O percurso para que a gente atinja os objetivos é longo, mas a gente está trilhando, asfaltando essa estrada, para que a gente consiga chegar lá”, afirmou ainda o representante do Ministério da Saúde.
g1
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Virose da mosca: sintomas e prevenção
28/04/2023

A Virose da mosca é a forma popular de chamar a Doença Diarreica Aguda (DDA), grupo de doenças provocadas por vírus, bactérias, fungos e parasitas.
Durante o período chuvoso, quando a água em excesso contribui para a proliferação das moscas, elas hospedam vírus e bactérias que são facilmente transmitidos para os seres humanos, podendo ser por meio de alimentos ou utensílios contaminados.
Quais os sintomas da Virose da Mosca?
Os principais sintomas da contaminação permanecem no paciente em torno de 2 a 5 dias e podem ser:
Febre;
Náuseas;
Vômitos;
Diarreias;
Cólicas abdominais;
Desidratação (apenas nos casos mais graves).
Como podemos nos prevenir da Virose da mosca?
Por seu uma infecção que ocorre facilmente através do consumo de alimentos ou uso de utensílios e superfícies contaminadas, a prevenção pode ocorrer de forma simples.
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Paciente com câncer terminal faz tratamento criado por brasileiro e tem remissão total da doença
27/04/2023

Após realizar um tratamento inovador criado por um médico brasileiro, o paciente Scott Miller teve remissão completa de um câncer de próstata em estágio terminal. A doença chegou a se espalhar para ossos, vesícula e outros órgãos.
O caso clínico foi apresentado pelo médico e pesquisador brasileiro Marc Abreu, nesta quarta-feira (26), na 38ª edição do Congresso Anual da Society for Thermal Medicine, em San Diego, nos Estados Unidos.
Na ocasião, foi detalhado que Miller recebeu o diagnóstico do câncer no estágio IV em julho de 2021, quando ele tinha 66 anos. No entanto, por seis meses, foi tratado com a tecnologia BTT, que realizava a indução das proteínas de choque térmico pelo cérebro através do aumento da temperatura de forma controlada.
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Ministério da Saúde lança campanha contra malária
25/04/2023

O Ministério da Saúde (MS) lançou hoje 25 uma campanha voltada para a prevenção e combate à malária. Com o slogan O combate à malária acontece com a participação de todos: cidadãos, comunidade e governo, a campanha tem como foco a Região Amazônica, que concentra 99% dos casos no país. A doença, cuja incidência ocorre nas populações de maior vulnerabilidade social, representa um grande problema de saúde pública no país. A data marca o Dia Mundial de Luta Contra a Malária e os 20 anos de atuação do Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária.
Em 2019, o Brasil registrou mais 153 mil casos de malária; em 202 0 foram 143 mil; em 2021, 193 mil casos e em 2022, foram registrados 129 mil casos da doença e 50 óbitos. Dados preliminares da pasta, mostram que nos dois primeiros meses de 2023, já foram registrados 21.273 casos, um aumento de 12,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo o MS, a campanha de publicidade será veiculada na televisão, rádio, internet, redes sociais e outdoors nos estados da Região Amazônica (AC, AM, AP, MA, MT, PA, RO, RR e TO). A campanha será divulgada também em carros e barcos de som, para que a informação chegue à população das localidades mais vulneráveis.
A malária, também conhecida como impaludismo, paludismo, febre palustre, febre intermitente, febre terçã benigna, febre terçã maligna, é transmitida por meio da picada da fêmea do mosquito do gênero Anopheles infectada por uma ou mais espécies de protozoário do gênero Plasmodium.
A doença tem cura e o tratamento é eficaz, simples e gratuito. Entretanto, a doença pode evoluir para suas formas graves se não for diagnosticada e tratada de forma oportuna e adequada.
O Plasmodium falciparum é considerado o mais agressivo, por ser associado à forma grave da doença, cujos sintomas são: prostração, alteração da consciência, dispneia ou hiperventilação, convulsões, hipotensão arterial ou choque e hemorragias.
No Brasil, 30 municípios concentraram 80% dos casos da doença. Considerando apenas malária por P. falciparum, 16 municípios concentram 80% dos casos. Na região extra-amazônica, composta pelas demais unidades federativas, as ações se concentram em evitar a transmissão autóctone (local).
A diretora do Departamento de Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do MS, Alda Cruz, disse que a campanha vai ser veiculada nas regiões, consideradas especiais e mais afetadas, com foco em alertas, as formas de prevenção e tratamento da doença.
“O dever de casa é diagnosticar e tratar todos os casos de forma adequada e oportuna, com a realização das atividades de prevenção e controle, incluindo educação em saúde e evitar o restabelecimento nas áreas sem transmissão autóctone nos últimos três anos, que vem sendo implementado na região extra-amazônica”, destacou.
Alda informou que todos os medicamentos para o tratamento de malária estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) e que o ministério distribuiu 171,9 mil testes, para atender estados da federação e Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). Outros 300 mil testes serão entregues em duas etapas ao longo do ano de 2023. Ainda para este ano, o SUS está preparado para tratar mais de 800 mil pessoas com a doença, incluindo malária grave.
Os dados do MS, mostram que houve, entre 2021 e 2022, uma redução na transmissão de malária em áreas especiais, a exceção da área de garimpo, que apresentou um aumento de 11, 4% dos casos, passando de 20.554, em 2021, para 22.889 no ano seguinte.
Na área rural, o número de casos caiu de 50.896 para 47.621, uma redução no período de 6,4%; no assentamento houve diminuição de 7.727 para 6.961, queda de 9,9%; na área urbana o número de casos caiu de 11.976 para 10.483, redução de 12,5%; e na área indígena a queda foi de 15,7%, passando de 46.048 para 38.807.
Para a oficial nacional de malária e doenças neglicenciadas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Sheila Rodovalho, é preciso ter atenção detalhada porque a forma de transmissão da doença varia em cada área. Ela destacou que a organização estuda fortalecer o apoio para a equipe nacional que trabalha na área, especialmente no estado do Amapá.
“Estamos avaliando um apoio para fortalecer a equipe nacional, mas também em um estado específico que estamos trabalhando hoje, que é o Amapá. É um estado que conseguimos identificar várias situações: temos área indígena, temos garimpo, ribeirinhos, temos áreas de fronteira onde tem uma ameaça de resistência a medicamentos”, disse.
A secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do MS, Ethel Maciel, disse que, além da campanha, a pasta deve lançar nos próximos dias, um plano estratégico de combate à malária específico para a Amazônia Legal. Entre as ações que devem ser realizada estão a capacitação de lideranças para a eliminação da doença.
“Trabalharemos nessas duas frentes: um plano específico visando o preenchimento de alguns vazios, tanto na vigilância quanto na assistência. Quando olhamos a distribuição, inclusive dos equipamentos de saúde no Brasil, eles são um tanto diferenciados por região e a Região Norte é aquela que precisamos olhar de forma diferenciada para efetivar a equidade em saúde”, explicou.
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Virose faz busca por atendimento aumentar 48% nas UPAs de Natal
25/04/2023

A superlotação nas unidades de saúde de Natal tem provocado espera de até cinco horas e muita reclamação por parte da população. Sintomas relacionados a viroses são as principais queixas dos pacientes, que relatam febre, dor no corpo, tosse, coriza, diarreia e cólica.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS), o aumento na procura por atendimento é comum para a época devido à sazonalidade das doenças respiratórias. A procura cresceu 48,1% neste mês, quando os atendimentos passaram dos habituais 270 para 400 pessoas por dia, de acordo com a SMS.
A infectologista Marise Reis explica que com a chegada do período chuvoso, é comum que os natalenses percebam o aumento das viroses e procurem atendimento médico com mais frequência. Além da influenza e da covid, Marise estende o alerta para a virose da mosca, outra doença muito comum para a época.
As chuvas também contribuem para a proliferação das moscas, que podem hospedar vírus e bactérias facilmente transmissíveis para os humanos por meio de alimentos, água e utensílios.
Tribuna do Norte
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Competição com a rede privada e condições de trabalho afastam médicos residentes do SUS
24/04/2023

Permanecer trabalhando exclusivamente no SUS (Sistema Único de Saúde) após o período de residência médica não é o objetivo da maioria dos profissionais de saúde. A competitividade salarial com o mercado privado e as condições de trabalho encontradas no setor público são os principais fatores que afastam os médicos residentes do SUS.
Os dados constam na Demografia Médica 2023, um estudo conduzido pelo Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
“Menos de um quarto dos médicos [do país] trabalha exclusivamente no SUS, independentemente de serem especialistas ou não, ou de terem feito residência médica. Se pensar que cerca de 8% a 10% são médicos residentes, temos um percentual muito pequeno”, diz Mário Scheffer, professor livre-docente da FMUSP, coordenador do estudo.
Segundo o levantamento, 24,6% dos médicos residentes entrevistados, após o prazo de um ano de residência, afirmam trabalhar majoritariamente ou de maneira integral no SUS. Cinco anos depois, essa preferência cai para 12,1%.
O estudo ouviu 1.614 médicos residentes, com idade até 35 anos. As entrevistas foram feitas por telefone, com aplicação de um questionário com 32 perguntas.
De acordo com Scheffer, a residência médica é financiada em sua maior parte pelos ministérios da Saúde ou da Educação ou por governos estaduais. Cerca de 17% da residência é financiada por instituições ou hospitais com recursos próprios.
“A formação especializada ocorre toda ela no SUS, o financiamento são bolsas públicas pagas pelo governo. Mas, depois de formados, esses médicos se inserem num mercado de trabalho que não vai atender prioritariamente usuários do SUS”, declara Scheffer.
Fernando Brito, 26, terminou a residência em anestesiologia na Faculdade de Medicina do ABC, na região metropolitana de São Paulo.
Ela foi concluída em fevereiro deste ano. Um mês depois, entrou como preceptor -faz o elo do ensino teórico e prático- no Hospital das Clínicas e faz especialização em anestesia pediátrica, também no HC.
“Optei por ficar mais um ano me aperfeiçoando. A preceptoria é um processo administrativo no qual eu consigo ajudar os próprios residentes da anestesiologia a terem uma experiência melhor com resolução de problemas, organização de escalas e aulas. Então, preferi, mesmo formado e apto a trabalhar no mercado privado, usar essa oportunidade para me aperfeiçoar mais.”
O médico entende que principalmente nas disciplinas em que existem procedimentos, como cirurgia, ou em algumas das clínicas muitas vezes o recém-formado opta por ingressar na rede privada em busca de remunerações maiores e mais condizentes com a expectativa que essa pessoa tem.
“Salário pesa, mas não é só isso. Se eu encontrasse no SUS as mesmas qualidades que encontro no particular, para mim, não haveria problema nenhum em ficar no SUS. O salário é justo, mas óbvio que poderia melhorar, para se equiparar ao particular”, diz Brito.
“Mas também existem as condições de trabalho. Muitas vezes, os materiais, os insumos, encontrados na rede particular são de melhor qualidade. As equipes de administração, de gestão, são mais qualificadas.”
Para Adriano Massuda, médico sanitarista e professor da FGV, um dos principais pontos que dificultam uma carreira atrativa para o médico dentro da rede pública é a diferença entre as especialidades.
“Tem que olhar especialidade por especialidade. Algumas são muito pró-mercado, enquanto outras são pró-sistema público, como medicina de família, medicina preventiva e social, infectologia, áreas que têm um campo de trabalho maior no sistema público”, diz o médico, que foi secretário-executivo substituto no Ministério da Saúde (2011 e 2012).
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Laudo médico aponta piora em quadro psiquiátrico de Anderson Torres
24/04/2023

Um laudo médico sobre o estado de saúde mental do ex-ministro Anderson Torres apontou “piora significativa” de seu quadro psiquiátrico. O documento descreve, ainda, que o ex-ministro de Jair Bolsonaro tem sofrido crises de ansiedade seguidas e crises de choro.
O profissional da saúde que atendeu Torres afirmou que foram feitas “várias intervenções e ajustes de medicamentos com o intuito de reduzir consequências deletérias das crises”, mas que não houve resposta satisfatória. As informações são do jornal O Globo.
Torres passou a ter acompanhamento em 17 de janeiro, três dias após sua prisão por suposta omissão durante atos golpistas do 8 de janeiro, enquanto era secretário de Segurança do DF.
O laudo ainda relata algumas queixas apresentadas por Anderson Torres nos últimos meses, como sensação de angústia, nervosismo, insegurança e pensamentos ruins.
“Houve piora significativa do estado geral do paciente, com perda de peso, mais ou menos dez quilos, aumento da frequência e intensidade das crises de ansiedade seguidas de crises de choro e nervosismo intenso acompanhada de preocupação intensa em relação às suas filhas menores”.
Na quinta-feira (20/4), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes manteve a prisão preventiva de Anderson Torres no âmbito do inquérito que apura os atos de 8 de janeiro. Na decisão, Moraes afirmou que Torres omitiu acesso dos investigadores ao celular.
Metrópoles
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Alho auxilia no controle do colesterol e é associado a um risco menor de câncer colorretal
22/04/2023

Ingrediente comum na maioria das cozinhas, o alho também é importante para a saúde. Estudos recentes mostram uma série de benefícios deste alimento que possui propriedades antioxidantes e antibacterianas.
Resultados confiáveis de estudos científicos sugerem que tomar suplementos de alho pode reduzir os níveis de colesterol total e do LDL, conhecido como colesterol ruim, em indivíduos com altas taxas no sangue. Entretanto, o Centro Nacional de Medicina Complementar e Alternativa dos EUA ressalta que "se isso acontecer, o efeito é pequeno e pode levar mais de 8 semanas antes de notar qualquer melhora". Além do mais, a suplementação deve ser feita sempre sob supervisão médica pois as cápsulas de alho podem interagir com uma série de medicamentos.
Um estudo realizado com 41,8 mil mulheres com idades entre 55 e 69 anos, publicado no American Journal of Epidemiology, relacionou o aumento do consumo de alho – em uma dieta que incluía também frutas e vegetais rotineiramente – a um risco 35% menor de câncer colorretal .
O alho, assim como a cebola e o alho-poró, contém dissulfeto de dialila, um composto anti-inflamatório que limita os efeitos das citocinas pró-inflamatórias. Portanto, o alho pode ajudar a combater a inflamação e até mesmo ajudar a prevenir danos à cartilagem causados ??pela artrite, recomenda a Arthritis Foundation. O melhor tipo é sempre o alho fresco, e não os industrializados, que possuem conservantes.
R7
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Hospitais privados mantêm pressão sobre piso da enfermagem
20/04/2023

A tensão em torno do piso da enfermagem não deve chegar ao fim mesmo depois da assinatura do projeto de lei pelo presidente Lula na terça-feira (18) para liberar os R$ 7,3 bilhões. A nova fase da pressão será feita pelo setor privado, que pede desonerações, de folha e imposto de renda, para cobrir o aumento de seus profissionais.
Bruno Sobral, da CNSaúde (confederação do setor), diz que o impacto do reajuste sobre os hospitais privados é de R$ 6 bilhões.
“Não dá para imaginar que os privados vão se virar. É uma irresponsabilidade. O nó do setor privado ainda não foi resolvido. Não passou nem perto”, afirma Bruno Sobral.
Ele argumenta que o impacto será maior entre as pequenas instituições, que prevalecem no setor porque 73% do total possui menos de 50 leitos.
Painel S.A – Folha de São Paulo
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Câncer colorretal será em alguns anos o tipo que mais mata jovens; conheça os sintomas
20/04/2023

Os tumores colorretais de início precoce, que acometem pessoas com menos de 50 anos, devem se tornar em breve a principal causa de morte por câncer de indivíduos entre 29 e 50 anos nos Estados Unidos, segundo estimativas oficiais. Desde o início da década de 1990, a incidência ajustada por idade desse tipo de câncer aumentou a uma taxa de 2% a 4% ao ano em muitos países, incluindo o Brasil, com crescimento ainda mais acentuado entre indivíduos com menos de 30 anos. O Inca (Instituto Nacional do Câncer) estima que anualmente surgirão 44 mil novos casos aqui.
O cólon e o reto constituem o chamado intestino grosso, sendo que o primeiro tem aproximadamente 1,5 m de comprimento e se divide em quatro seções: colón ascendente (onde fica uma bolsa chamada ceco), cólon transverso, cólon descendente e cólon sigmoide. É nesta parte do corpo onde ocorre a absorção de água e sal da matéria alimentar que já passou pelo intestino delgado, o restante dessa massa vai para o reto, que são os 15 cm finais do sistema digestivo. Lá, fica armazenado até ir para o ânus na evacuação.
A maioria dos cânceres colorretais tem origem em crescimentos chamados pólipos, localizados no revestimento interno do cólon ou reto. Embora nem todos os pólipos se transformem em câncer, alguns tipos podem sofrer essa transformação ao longo de muitos anos. A probabilidade de um pólipo evoluir para câncer varia de acordo com o tipo em questão, já que existem variações.
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Abril Laranja alerta para a prevenção contra a crueldade animal
17/04/2023

Estamos no mês da prevenção contra a crueldade animal e o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Norte (CRMV-RN) faz esse alerta. Abril Laranja é o nome que se dá a esse período em que se busca a conscientização das pessoas sobre maus-tratos praticados contra os animais — sejam eles domésticos ou selvagens, grandes ou pequenos. No Rio Grande do Norte, a data foi adicionada ao calendário oficial pela Lei Nº 10.682, de 11 de fevereiro de 2020.
Podem ser consideradas como práticas de maus-tratos aos animais o abandono, a agressão, a mutilação, o envenenamento, a manutenção em local incompatível com seu porte, sem iluminação, ventilação e boa higiene, manutenção do animal exposto ao sol por longo período de tempo ou em lugar sem abrigo de sol, fornecimento de alimentação não compatível com as necessidades do animal, e, ainda, se mantido permanentemente em corrente ou corda muito curta.
Também configura maus-tratos, entre outros, a utilização de animais em shows que possam lhes causar lesão, pânico ou estresse, assim como a submissão ao esforço excessivo, tanto para animais saudáveis quanto para animais debilitados.
No Brasil, essas ações contra os animais é crime previsto pela Lei Federal nº 9.605/98. A pena pode chegar a até cinco anos de prisão (Lei Federal nº 14.064/20), pagamento de multa, e inclusão do nome do infrator no registro de antecedentes criminais. Quem comete crueldade contra os animais pode ser preso em flagrante pela autoridade policial.
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Após falar em “ataque cardíaco”, apresentadora da InterTV nega infarto e afirma que foi vítima de “inverdades”
17/04/2023

“Um ataque cardíaco sintomático.
Disse o médico ao telefone, avisando pra equipe do hospital sobre o que estava acontecendo comigo.
Segunda, dia 3 de abril de 2023.
(…)
A partir desse momento, a clareza do quadro.
Comecei a sentir tudo entendendo o processo.
A dor intensa no braço esquerdo, a respiração cada vez mais curta, dor no peito, sentimento de morte, lábios latejando, tontura, vista escura, ânsia de vômito e sobre tudo isso…”
Apesar de começar assim um post sobre o que havia acontecido com ela, a apresentadora da InterTV Cabugi, Anne Marjorie, afirmou em um novo post que não sofreu um infarto e precisou passar por uma cirurgia cardíaca, na verdade, para resolver uma “taquicardia supraventricular”.
“Confesso que me assustei e ainda estou assustada com dezenas de notícias falsas, veículos locais e nacionais publicando inverdades, até nessa hora, a maldade humana não descansa”, afirmou ela no novo post, se referindo ao fato de ter virado notícias em vários portais locais e também nacionais, como Uol, Terra e O Globo, todos destacando o “Apresentadora da Globo sofre infarto”.
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Hospital Giselda Trigueiro completa 80 anos
16/04/2023

O Hospital Giselda Trigueiro (HGT) completou 80 anos de funcionamento nesta sexta-feira 14. A unidade é uma das principais da rede estadual coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), sendo a referência para o tratamento de doenças infectocontagiosas, informação toxicológica e imunobiológicos especiais.
Localizado no bairro das Quintas, Zona Oeste de Natal, o hospital é historicamente responsável pela linha de frente nos cuidados de casos de HIV, meningites, doença de Chagas, tuberculose, dengue, febre tifóide, sarampo, coqueluche, difteria, entre outros. Mais recentemente, o HGT reforçou seu perfil para cuidar de pacientes acometidos por doenças novas, como a Covid-19 e a MPOX.
Desde 2019, a gestão da Sesap vem investindo na qualificação do hospital, desde melhorias na infraestrutura até abertura de novos leitos, em especial durante a pandemia. Ainda hoje, o HGT conta com 27 leitos de UTI para receber casos graves de Covid-19, além de outros 32 leitos de UTI para casos gerais e outras dezenas de leitos de enfermaria. “Ao longo desses anos, este hospital jamais se furtou a tratar de todas as pandemias, endemias. Fica aqui a gratidão a todos que construíram a história desse hospital”, destacou André Prudente, diretor do Giselda Trigueiro.
Em pesquisa divulgada no mês de abril de 2021, o desempenho do Hospital Giselda Trigueiro no tratamento em UTI de pessoas atingidas pela Covid-19 mostrou-se acima da média nacional. De acordo com levantamento da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), o índice de óbitos nas UTIs públicas era então de 36,6% e nas privadas de 29,7%. No caso do Giselda, o número chegava a 21,5%, levando-se em conta o período entre o início da pandemia e março daquele ano.
O hospital realiza mais de seis mil atendimentos por mês, sendo ainda referência no ensino e pesquisa a partir de parcerias com o Departamento de Infectologia e o Instituto de Medicina Tropical da UFRN, além de diversos cursos da área da saúde como enfermagem, nutrição, farmácia e serviço social.l
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Vacinação bivalente contra covid-19 supera 9 milhões de doses
16/04/2023

Mais de 9 milhões de doses de vacinas bivalentes contra a covid-19 já foram aplicadas no Brasil, informou neste sábado 15 o Ministério da Saúde. Os imunizantes são usados como reforço em pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da doença, como idoso a partir de 60 anos, pessoas imunocomprometidas a partir de 12 anos, gestantes e puérperas.
A imunização bivalente é destinada àqueles que já completaram o esquema básico de vacinação contra a covid-19 ou quem já recebeu uma ou duas doses de reforço. O intervalo entre a dose mais recente deve ser de quatro meses.
Quem ainda tem doses em atraso pode se vacinar contra a covid-19 nas unidades básicas de saúde.
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Dia D de Vacinação contra Influenza, Covid-19 e Febre Amarela será neste sábado 15
14/04/2023

Neste sábado 15 a população do Rio Grande do Norte terá a oportunidade de garantir a proteção contra a influenza, covid-19 (imunizante bivalente) e febre amarela. Será o Dia D de Multivacinação, uma iniciativa da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), em parceria com os municípios.
Para isso, a Sesap reforçou a distribuição dos imunizantes: para influenza foram destinadas 156 mil doses, bivalente, 20.874 mil e febre amarela, 20 mil doses. A meta de cobertura vacinal da influenza e bivalente é de 90% do público-alvo, enquanto a da febre amarela é de 95%. Até o momento foram aplicadas no RN 19.628 doses da vacina contra influenza e 48.523 doses da bivalente desde o início das campanhas. Já em relação à febre amarela, foram aplicadas 141.878 doses em 2023. Os dados são do sistema RN Mais Vacina e DATASUS.
“É muito importante que a população aproveite a oportunidade do dia “D” e vacine-se. A vacina contra influenza protege o corpo contra complicações da doença, diminui hospitalizações e o risco de morrer. Entre as possíveis complicações da gripe estão pneumonias, otites, sinusites e piora de doenças crônicas. Destacamos que a vacina influenza pode ser administrada na mesma ocasião de outras vacinas do Calendário Nacional de Vacinação, então quem precisar tomar também a vacina contra a Covid-19 ou febre amarela pode fazê-lo no mesmo dia”, ressaltou a coordenadora do Programa Estadual de Imunização, Laiane Graziela.
Quem pode se vacinar
No que diz respeito à imunização contra febre amarela, o público-alvo são pessoas com idade entre 9 meses e 59 anos. Já os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde para a campanha de vacinação contra a influenza são:
• Crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias). Para a população indígena e pessoas com comorbidades, a vacina está indicada para as crianças de 6 meses a menores de 9 anos de idade.
• Trabalhadores da Saúde dos serviços públicos e privados.
• Gestantes.
• Puérperas (todas as mulheres no período até 45 dias após o parto).
• Professores do ensino básico e superior.
• Povos indígenas.
• Idosos com 60 anos ou mais de idade.
• Profissionais das Forças de Segurança e Salvamento.
• Profissionais das Forças Armadas.
• Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais independentemente da idade.
• Pessoas com deficiência permanente.
• Caminhoneiros.
• Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário.
• Trabalhadores portuários.
• População privada de liberdade e funcionários do sistema de privação de liberdade, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas.
Os grupos prioritários definidos para a vacinação bivalente são:
• Idosos de 60 anos ou mais de idade;
• Pessoas vivendo em instituições de longa permanência a partir de 12 anos (ILP e RI) e seus trabalhadores;
• Pessoas imunocomprometidas a partir de 12 anos de idade;
• Indígenas, ribeirinhos e quilombolas (a partir de 12 anos de idade);
• Gestantes e puérperas;
• Trabalhadores da saúde;
• Pessoas com deficiência permanente (a partir de 12 anos de idade);
• População Privada de Liberdade e Adolescentes em Medidas Socioeducativas; e,
• Funcionários do Sistema de Privação de Liberdade.
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Ação de saúde no Complexo de Alcaçuz atenderá todas as 2,7 mil pessoas presas
13/04/2023

Entre os dias 17 e 21 de abril, será realizada uma ação de cidadania no Complexo Penitenciário de Alcaçuz, no município de Nísia Floresta. A iniciativa tem como foco o atendimento de saúde de 100% da população carcerária, cerca de 2,7 mil pessoas privadas de liberdade.
A ação é organizada pela Coordenação Nacional de Saúde da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), com articulação junto à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte (SEAP/RN), e tem apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Ministério da Saúde e das secretarias de Saúde do RN e de Nísia Floresta.
Durante a ação, serão realizados atendimentos de triagem, testagem rápida para HIV, sífilis e hepatites virais, além coletas de amostras para exames laboratoriais e de tuberculose. Estão previstas ainda aplicações de vacinas e palestras para educação e cuidado em saúde.
Durante a ação de cidadania, profissionais da segurança também poderão ser atendidos e receber as vacinas imunizantes para covid-19, influenza e febre amarela.
A ação será realizada em todos os pavilhões para atender todas as pessoas privadas de liberdade do Complexo Penitenciário de Alcaçuz que compreende a Penitenciária de Alcaçuz, a Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga e, ainda, os detentos provisoriamente transferidos do Complexo Penitenciário João Chaves, que passa por ampla reforma estrutural.
A organização da iniciativa inclui uma complexa estratégia de saúde e de segurança durante os atendimentos e contará com mais de 50 profissionais da saúde, entre médicos, técnicos de enfermagem, enfermeiros e psicólogos, além de assistentes sociais, representantes da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente e da Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, servidores de segurança da Força de Cooperação Penitenciária (FOCOPEN) e policiais penais estaduais.
O secretário nacional de Políticas Penais, Rafael Velasco, reforçou a importância das ações no ambiente carcerário, afirmando que “iniciativas com essa envergadura conseguem dar vazão à demanda reprimida no sistema penitenciário estadual, além de reduzir a tensão no cárcere”. Ele lembrou ainda que a ação beneficiará tanto as pessoas presas quanto os servidores penitenciários.
O secretário da Administração Penitenciária do RN, Helton Edi, explicou que a parceria do Governo do Estado com o Ministério da Justiça e Cidadania, através da SENAPPEN, possibilitou a captação de R$ 26 milhões para o Sistema Penitenciário do RN. Parte dos recursos serão empregados para a melhoria das assistências às pessoas privadas de liberdade, em garantia à Lei de Execuções Penais (LEP), nas áreas de saúde, educação e trabalho.
Sobre as ações de cidadania
A iniciativa das ações de cidadania surgiu como resposta às crises vindas de rebeliões em 2017 nos estados do Rio Grande do Norte, Amazonas e Roraima. As ações visam ofertar um reforço à assistência à saúde – e demais aspectos que demandem reforço nas unidades – para promover o direito à saúde e à assistência social das pessoas privadas de liberdade e da comunidade carcerária como um todo.
A ação de cidadania no Complexo Penitenciário de Alcaçuz está sendo realizada no âmbito do Projeto Valoriza: Saúde em Foco, uma iniciativa da Senappen com a Fiocruz para a promoção da saúde, do bem-estar e qualidade de vida dos servidores penitenciários, mas também para a saúde das pessoas privadas de liberdade.
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Sesap alerta para prevenção das arboviroses devido à frequencia de chuvas
12/04/2023

Os professores da rede do Estado, em greve há mais de um mês, seguem sem perspectiva de acordo. O sindicato da categoria avalia a possibilidade de entrar na Justiça contra o Governo do Estado. O coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (Sinte-RN), Bruno Vital, diz que embora exista a possibilidade de judicialização, a ideia é manter as negociações.
Na manhã de terça (11), os professores saíram em caminhada do Midway Mall até o Centro Administrativo. O objetivo era tentar uma nova rodada de negociação com o Governo. No entanto, a mais recente proposta do Sinte foi rejeitada pelo Estado. Uma nova assembleia da categoria acontece hoje.
“A gente sempre recorre à via administrativa, da negociação. Depois, dependendo de como for o processo, a gente pode judicializar, mas é uma avaliação que a gente vai fazer durante o processo. Prioritariamente nossa luta é política, até porque nós temos tido a possibilidade de ter a negociação com o Governo do Estado, então nós vamos investir nessa perspectiva”, detalha Vital.
Tribuna do Norte
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73 mil pacientes ficam sem radioterapia por ano no SUS, mostra relatório
10/04/2023

Uma média de 73 mil pacientes com câncer não têm acesso à radioterapia no SUS a cada ano. Entre 2008 e 2022, a soma chega a 1,1 milhão, o que pode ter sido causa direta de mais de 110 mil mortes, revela documento da SBRT (Sociedade Brasileira de Radioterapia) entregue ao Ministério da Saúde.
Nesse período, a incidência acumulada de câncer no Brasil foi de 6,2 milhões de casos novos. Em alguma fase da doença, cerca de 60% dos pacientes vão precisar de radioterapia, que é um dos pilares do tratamento oncológico, ao lado das cirurgias, da quimioterapia e, mais recentemente, da imunoterapia.
O relatório, feito em parceria com a Fundação Dom Cabral, mostra que, nesses 15 anos, 1,7 milhão de pacientes receberam tratamento nos serviços públicos ante uma demanda estimada de 2,8 milhões. Cerca de 75% dos pacientes dependem exclusivamente do SUS. Outros estudos já demonstraram a desigualdade no acesso a diagnóstico e tratamento oncológico no país.
“Não ter acesso à radioterapia é um problema gravíssimo, tanto para o paciente, que vai sofrer sem um tratamento adequado e a doença vai progredir, quanto para o país, que terá custos maiores para tratar a doença avançada”, diz médico rádio-oncologista Marcus Simões Castilho, presidente da SBRT.
Os gargalos são vários, entre os quais o número insuficiente de aparelhos de radioterapia no SUS, muitos dos quais já obsoletos, e a defasagem da tabela SUS para pagamento dos tratamentos. Em última instância, além da falta de acesso, isso resulta em terapias ultrapassadas e menos eficazes.
Em 2012, eram pagos pelo Ministério da Saúde US$ 1.567 (R$ 7.960) por tratamento. Em 2022, foram US$ 831 (R$ 4.221). Em uma década, houve 80% de inflação acumulada e 150% de desvalorização do câmbio.
“Faltam recursos financeiros na quantidade adequada para que as instituições possam se sustentar, manter atualizados os seus parques tecnológicos e entregar um tratamento de qualidade”, reforça Castilho.
O Ministério da Saúde lançou em 2012 um plano de expansão em radioterapia do SUS, mas, dez anos depois, só conseguiu instalar pouco mais da metade do total de aceleradores lineares proposto no projeto.
Das 91 novas instalações previstas, foram concluídas 58. Dessas, 53 estão com licença de operação e cinco aguardam a tramitação de documentos e licença da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear).
“Além de a gente não conseguido colocar aqueles equipamentos em funcionamento, os que estão aí já precisam ser repostos, tanto em tecnologia quanto para substituir os velhos, que não têm mais condição.”
Segundo o relatório, na última década, o crescimento de aceleradores nucleares foi de 17%, enquanto a alta da incidência de câncer foi 32%, ou seja, quase o dobro. A projeção é que, para 2030, o país vá precisar de 230 novos equipamentos. Castilho defende que haja mais parcerias com a iniciativa privada.
“Uma radioterapia para [câncer] de mama já pode ser feita em cinco sessões. No passado, precisávamos de 25 a 30 sessões”, explica rádio-oncologista Renato Pierre Lima, do Hospital Haroldo Juaçaba, de Fortaleza (CE), ligado ao Instituto do Câncer, uma das referências oncológicas no Norte-Nordeste.
O médico se refere à radioterapia hipofracionada, que reduz muito o tempo do tratamento. De acordo com o relatório, ela está presente em 67% dos serviços radioterápicos que atendem exclusivamente pacientes do SUS e em 88% daqueles exclusivos da saúde suplementar.
Segundo Lima, seus pacientes do SUS só têm acesso a essa tecnologia porque o hospital investe recursos próprios na atualização das máquinas. Muitos dos doentes vêm de longe. É o caso do aposentado Francisco Nascimento Silva, 73, de Ibicuitinga (CE), cidade que fica a três horas da capital cearense.
Silva está em tratamento de um tumor de próstata e passou por cinco sessões seguidas de radioterapia. “Ajuda muito o tratamento ser mais curto. Essas viagens são muito cansativas para o meu pai, que já está debilitado pela doença”, diz a filha Almerinda, 37.
“Não precisa ser muito inteligente para perceber quanto isso impacta na redução de custos e também na acessibilidade aos serviços. Radioterapia com alta tecnologia está relacionada a tratamentos com menor toxicidade e, em algumas vezes, com melhores desfechos clínicos”, diz Gustavo Nader Marta, rádio-oncologista do Hospital Sírio-Libanês (SP).
A radioterapia de intensidade modulada (IMRT), que gera maiores doses de radiação no tumor e menores nos tecidos sadios, está em 21% dos serviços do SUS e em 77% dos que atendem só planos de saúde.
Outra técnica que permite mais precisão do feixe, com menor irradiação dos tecidos sadios, a radioterapia guiada por imagem (IGRT) é oferecida em 14% dos serviços do SUS e em 57% dos da rede suplementar.
Outro problema, segundo Marta, é que os tratamentos do SUS são pagos em pacotes preestabelecidos, sem levar em conta se uma instituição oferece ou não uma técnica mais adequada que a outra.
“Em vez de empacotar, o governo deveria hierarquizar os procedimentos, reconhecendo as diferentes tecnologias. Paga-se exatamente igual aos serviços que têm as tecnologias mais rudimentares e os que tentam oferecer uma radioterapia de qualidade.” Na saúde suplementar, existe essa hierarquização.
No relatório, a SBRT sugere mudanças nesse modelo, iniciado em 2019, além de reajuste do financiamento do setor, congelado desde 2010.
Segundo Castilho, o documento já foi apresentado e discutido em várias reuniões no conselho do Inca (Instituto Nacional do Câncer) em 2022, e o relatório final foi apresentado no fim do ano ao ministério.
Helvécio Magalhães Júnior, secretário da Atenção Especializada do Ministério da Saúde, diz que a atual gestão está discutindo vários pontos que constam no relatório da SBRT.
Um dos autores do plano de expansão da radioterapia, em 2012, ele diz que não houve avanço porque a área oncológica não foi prioridade do governo federal nos últimos anos. “Ninguém tomou conta.”
O secretário afirma que sua equipe tem analisado cada um dos contratos dos cerca de 460 prestadores na área oncológica e que haverá um “grande investimento” (não especificou valores) para atualizar os aparelhos de radioterapia, uma vez que na última década a tecnologia foi muito aprimorada.
Sobre a desatualização da tabela SUS, ele diz que essa é uma queixa é histórica, mas que não há previsão de rever esses valores por enquanto. “Vamos sim colocar recursos federais para equilibrar os contratos com os prestadores, especialmente os filantrópicos.”
Outra proposta é individualizar dentro das Apacs (autorização de procedimentos ambulatoriais) e das AIHs (autorização de internações hospitalares) os valores dos produtos que serão utilizados, remunerando de forma diferenciada a instituição que trabalha com tecnologias mais atualizadas.
Folhapress
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Estudo conclui que má qualidade do sono pode triplicar risco de AVC
09/04/2023

Um novo estudo publicado nesta semana concluiu que a má qualidade do sono é um fator de risco para doenças cardiovasculares. Pessoas que dormem menos de 5 horas por noite tem três vezes mais chances de sofrer um derrame do que aquelas que dormem 7 horas – o mínimo recomendado para adultos.
Aos 19 anos, o influenciador Guilherme Nogueira sofreu um acidente vascular cerebral. Já se passaram seis anos, e ele lembra que andava ansioso quando o AVC aconteceu: “eu ficava jogando por muito tempo até de madrugada, e aí ia dormir muito tarde e acordava cedo pra escola, então era difícil. Eu demorava pra dormir e acordava mal geralmente”.
O AVC do Guilherme foi o isquêmico, quando um coágulo bloqueia o fluxo sanguíneo no cérebro. No caso dele, foi uma artéria na lateral da cabeça.
O estudo feito por pesquisadores de 32 países concluiu que a má qualidade do sono pode aumentar – e muito – o risco de AVC. Foram analisados 4.500 pacientes que sofreram um derrame, entre eles alguns brasileiros.
Os resultados mostraram que dormir demais ou dormir de menos é prejudicial à saúde. Para quem tem menos de 5 horas de sono por noite, as chances de um derrame aumentam em três vezes. Já quem dorme mais de 9 horas por noite, os riscos são duas vezes.
A pesquisa acende um alerta para cochilos muito longos como explica o neurologista Rudá Alessi: “quando a gente tá falando de um indivíduo que dorme muitas horas durante o dia, a gente tá falando daquele paciente que tem uma hipersonia, que tem uma sonolência excessiva durante o dia, tá? Esse é um marcador muito importante de qualidade de sono ruim, ou que a gente chama de sono não reparador”.
O ronco e apneia também devem ser observados, já que podem triplicar as chances de doenças cardiovasculares – consideradas as principais causas de morte no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde.
O estudo ainda mostra a associação do sono com outros fatores de risco como: a má alimentação, o stress, o uso de álcool e drogas e o sedentarismo. Não basta somente dormir bem, é fundamental uma mudança no estilo de vida com hábitos mais saudáveis.
Recuperado, Guilherme entrou em uma nova rotina, busca desconectar para se cuidar: “eu tomo cuidado pra pausar e fazer algumas coisas que eu gosto só por diversão mesmo pra relaxar. Eu tomo cuidado pra sempre balancear bem essa rotina maluca que eu tenho com horários insanos e a minha saúde”.
“A gente brinca que se a gente pudesse colocar numa cápsula, numa pílula atividade física, sono adequado e melhora do perfil alimentar, seria o remédio mais prescrito porque ele tem um impacto muito maior do que muitos remédios que a gente passa”, brinca o neurologista.
SBT News
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RN inicia campanha de vacinação contra influenza na segunda-feira (10)
08/04/2023

O Rio Grande do Norte inicia na segunda-feira (10) a vacinação contra a Influenza. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesao), a meta é imunizar pelo menos 90% de cada um dos grupos prioritários.
A população que faz parte dos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde deve comparecer à unidade de saúde mais próxima de sua residência para garantir a imunização contra a Influenza.
A campanha nacional de vacinação promovida pelo Ministério da Saúde segue até 31 de maio, e é vista como uma das medidas de prevenção mais importantes contra a Influenza, uma infecção respiratória aguda que afeta o sistema respiratório e é de alta transmissibilidade.
A Sesap reforça que o objetivo é reduzir as complicações, internações e a mortalidade decorrentes das infecções pelo vírus na população-alvo para a vacinação, além de contribuir para a redução da circulação viral, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco.
“A Influenza já matou mais de 1.700 pessoas no Brasil apenas em 2022 e 70% dos óbitos por influenza no país são de pessoas que estão dentro dos grupos prioritários da campanha. É importante que essas pessoas se vacinem, para que não tenhamos um novo surto da doença, devido às baixas coberturas vacinais”, destacou a coordenadora do Programa Estadual de Imunização, Laiane Graziela.
Grupos prioritários
Crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias). Para a população indígena e pessoas com comorbidades, a vacina está indicada para as crianças de 6 meses a menores de 9 anos de idade;
Trabalhadores da Saúde dos serviços públicos e privados;
Gestantes;
Puérperas (todas as mulheres no período até 45 dias após o parto);
Professores do ensino básico e superior;
Povos indígenas;
Idosos com 60 anos ou mais de idade;
Profissionais das Forças de Segurança e Salvamento;
Profissionais das Forças Armadas;
Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais independentemente da idade;
Pessoas com deficiência permanente;
Caminhoneiros;
Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário;
Trabalhadores portuários;
População privada de liberdade e funcionários do sistema de privação de liberdade, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas.
Dia D de vacinação para todos
A Sesap informou também que 15 de abril será o Dia D de multivacinação, com a oferta das vacinas influenza, bivalente (contra a Covid-19) e febre amarela. A data é uma estratégia de reforçar as ações das campanhas, intensificando o incentivo à busca da proteção pela população.
Até o momento, já foram aplicadas no estado 35.998 doses da vacina bivalente, de acordo com dados do sistema RN Mais Vacina.
g1-RN
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