Saúde
Recursos do SUS para municípios do RN são insuficientes
03/05/2024

O subfinanciamento de procedimentos no Sistema Único de Saúde (SUS) tem representado um gargalo importante para os municípios potiguares, de acordo com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do RN (Cosems-RN) e de gestores ouvidos pela Tribuna do Norte durante congresso que reúne em Natal, desde a quarta-feira (1º), secretários de Saúde e prefeitos de diversas cidades do RN.
O objetivo do evento é debater a ressignificação do SUS no Estado ao longo de 35 anos de atuação do Conselho. Segundo as fontes, a falta de repasses ou a insuficiência destes por parte do Estado e do Governo Federal, eleva os custos para os municípios para até 40% ao ano.
De acordo com a Constituição Federal, os municípios devem investir, no mínimo, 15% dos recursos arrecadados em ações e serviços públicos de saúde. O mesmo índice é estabelecido para o Governo Federal, enquanto cabe aos estados o investimento de 12%, no mínimo, de receita própria em ações na rede do Sistema Único de Saúde.
A presidente do Cosems-RN, Maria Elisa Garcia, disse, no entanto, que o cenário atual é bem diferente. “Anos atrás o Ministério da Saúde investia em torno de 60% a 70% em ações no SUS. Hoje, esse percentual está em torno de 30% a 40%, o que gera uma carga para os municípios”, detalha.
Tribuna do Norte
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Mulher tem bebê dentro de carro de motorista por aplicativo em Natal
02/05/2024

Mulher tem bebê dentro de carro de motorista por aplicativo em Natal – Foto: Reprodução
Uma mulher, identificada como Clécia, deu à luz dentro de um carro de aplicativo enquanto se dirigia ao hospital para o parto na madrugada da quarta-feira 1.
Clécia havia solicitado a corrida pela Av. Maria de Araújo Cananéia, em Lagoa Azul, com destino ao Hospital Dr. José Pedro Bezerra, no bairro Potengi, na Zona Norte da cidade. No entanto, o parto se antecipou e ela não conseguiu chegar ao hospital a tempo.
De acordo com relatos de testemunhas, o bebê nasceu no banco de trás do veículo, com a ajuda do motorista de aplicativo. Após o parto, Clécia e o recém-nascido seguiram para o Hospital Dr. José Pedro Bezerra, onde receberam os devidos cuidados médicos.
AGORA RN
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Walfredo Gurgel atende mais de 700 vítimas de acidentes de moto por mês
01/05/2024

O Hospital Estadual Monsenhor Walfredo Gurgel atendeu em março deste ano 765 pessoas vítimas de acidente de moto. Esse número é o recorde registrado desde que a unidade começou a implantar um monitoramento mais preciso para este tipo de ocorrência.
Este número, dividido pela quantidade de dias do mês, resulta em quase 24 atendimentos diários. É como se a cada hora, todos os dias, uma pessoa vítima de acidente de moto fosse levada à porta da unidade necessitando de socorro.
Esse dado já demonstra como o problema é grave. Mas há um outro que revela quão pior a situação está: a média mensal em 2023 foi de 700 atendimentos para pessoas vítimas de acidente de moto.
Ou seja, um ano inteiro, todos os dias, de hora em hora, uma pessoa acidentada de moto chegando no Walfredo Gurgel. Em 2020, essa média foi de 626 atendimentos por mês. Em 2021, 598. Em 2022, 635. Essa série indica que nos últimos três anos houve crescimento de 11,82% (2020 para 2023).
Somente em fevereiro e março deste ano foram 1.420 atendimentos do tipo. Em fevereiro e março de 2023, o número foi de 1.190. A diferença representa um crescimento de 19,3%. Além de tudo isso, há uma outra preocupação: a média não para de crescer e está em 710.
Atualmente, os pacientes vítimas de acidentes de moto “são a principal causa de internação no hospital”. A maioria dessas vítimas é atendida com fratura na perna ou tornozelo; fratura no antebraço ou traumatismo intracraniano.
Quem tem se debruçado sobre esses números é o Núcleo de Acesso à Qualidade Hospitalar (NAQH). O coordenador do setor, Denis Job, explica que a quantidade de pessoas vítimas de acidente de moto e o crescimento desses números se tornaram uma grande preocupação.
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Brasil possui em média 5 farmácias a cada 10 mil habitantes
01/05/2024

Segundo dados do Ranking 300 Maiores Empresas do Varejo Brasileiro 2023 da SBVC, em 2022 as 18 maiores redes de Farmácias somaram cerca de R$ 84,7 bi, ou seja, um segmento que reúne 12,4% do faturamento total das 300 maiores. A presença das farmácias no mercado brasileiro mostra que algumas poucas empresas são de alcance nacional e diversas companhias com muita força regional.
Pensando neste cenário, a SBVC – Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo e a Cognatis Inteligência Aplicada desenvolveram um Estudo com base no banco de dados sobre demografia, consumo e empresas e que reúnem mais de 3 mil variáveis, além da utilização de sua ferramenta de georreferenciamento, Nettool®. “Realizamos este estudo com o objetivo de dar uma visão geral de como se comporta a cadeia de consumo de farmácias no Brasil, assim como o que os consumidores compram e quanto gastam.”, comenta Eduardo Terra, Presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo.
O estudo mostra que, nas classes socioeconômicas mais altas, a Região Sudeste apresenta os maiores valores em gastos com saúde. A Região Sul apresenta os menores valores médios de gastos com saúde por domicílio em todas as classes socioeconômicas. O valor médio mensal gasto com saúde nos domicílios varia enormemente e possuem relação com a renda média regional. No Norte, o gasto médio é de R$ 160 enquanto no Sul é 2,7 vezes maior, chegando a R$ 427.
O estudo também avaliou a estrutura de distribuição das farmácias no país. Atualmente dispomos de 99 mil Farmácias no Brasil. As redes de farmácias representam quase 20% em termos de unidades. Além das farmácias agrupadas em redes de atuação regional e multirregional e das farmácias individuais é importante destacar a forte presença das redes associativas, que são aquelas que congregam inúmeras farmácias individuais. A região Centro-Oeste é a que apresenta a maior quantidade de farmácias por 10 mil habitantes com 6,1, enquanto para o Brasil a média é de 4,9. O Sudeste tem a menor taxa com 4,2.
Metodologia
O estudo avaliou mais de 3.000 variáveis de consumo, demográficas e de empresas do mercado varejista de moda no Brasil.
AGORA RN
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Brasil tem média de 1 milhão de casos prováveis de dengue por mês em 2024
01/05/2024

Desde o começo do ano, o Brasil registra 4,176 milhões de casos prováveis de dengue, o que representa uma média de um milhão de casos por mês. De acordo com os boletins semanais publicados pelo Ministério da Saúde, foram 243 mil casos em janeiro, 729 mil em fevereiro e 1,650 milhão apenas em março. O número de mortes causadas por dengue ultrapassou dois mil nesta terça-feira (30), sendo que outros 2.291 óbitos estão sendo investigados.
O Brasil já bateu os recordes de números de casos prováveis e de mortes registrados pela doença na série histórica. O número mais alto de mortes era de 2023, com 1.179 registros. Já o ano com o maior número de casos era 2015, com 1.688.688.
São Paulo é a unidade da federação com mais óbitos registrados em 2024, com 547, seguido por Minas Gerais (327), Distrito Federal (308), Paraná (235) e Goiás (137). Somadas, as cinco acumulam 75% do total de óbitos.
A faixa etária que mais registra casos de dengue é de 20 a 29 anos, com mais de 770 mil casos, o que representa quase um em cada cinco casos. Na separação por gênero, as mulheres são a maioria a contrair a doença (55,1%).
R7
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Famílias britânicas processam AstraZeneca por efeito em vacina da covid
01/05/2024

Diversas famílias do Reino Unido estão processando a AstraZeneca por um efeito adverso, considerado muito raro, causado pela vacina da empresa contra a covid-19. As informações foram divulgadas pelo jornal britânico The Telegraph no domingo (28).
O QUE ACONTECEU
Há 51 casos de mortes ou ferimentos graves relatos pelas famílias à Justiça. Essas pessoas teriam sido vítimas de STT (Síndrome de Trombose com Trombocitopenia).
A AstraZeneca admitiu, judicialmente, que o imunizante pode causar o efeito adverso, segundo a publicação. A síndrome é caracterizada pela combinação da formação de coágulos sanguíneos com baixos níveis de plaquetas no sangue. A empresa, no entanto, contesta os casos do processo, com o argumento de que a STT tem outras causas mais prováveis.
As famílias pedem, em ação coletiva, indenizações que podem chegar até 100 milhões de libras (cerca de R$ 646 milhões).
UOL
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AstraZeneca admite pela 1ª vez ‘efeitos colaterais raros’ da vacina contra covid
29/04/2024

Pela primeira vez, a AstraZeneca admitiu à Justiça que sua vacina contra a covid pode causar “efeito secundário mortal”. O laboratório farmacêutico é alvo de ação coletiva movida por dezenas de famílias que culpam a companhia por supostos efeitos colaterais que podem ter provocado “danos à saúde ou até mesmo a morte” de pacientes vacinados. As informações são do jornal britânico Daily Mail.
Os advogados que representam os familiares acreditam que alguns deles podem receber indenização de até £ 20 milhões (R$ 128 milhões).
Apesar de contestar as alegações, a AstraZeneca, com sede em Cambridge, no Reino Unido, reconheceu em um documento legal apresentado em fevereiro ao Tribunal Superior que a sua vacina pode, “em casos muito raros”, causar Síndrome de Trombose com Trombocitopenia (TTS)”.
A condição leva à formação de coágulos, o que provoca uma redução do número de plaquetas no sangue. As plaquetas ajudam o sangue a coagular. Uma vez que admitiu a reação, a AstraZeneca pode ter de indenizar cada caso, de acordo com o jornal inglês The Telegraph.
A notícia veio à tona poucos dias depois de a empresa informar que receita no primeiro trimestre de 2024 foi de £ 10 bilhões (R$ 641 bilhões), o que representa um aumento de 19%.
Quem pede indenização
De acordo com o Daily Mail, um dos pacientes que buscam indenização por lesões relacionadas à vacina da AstraZeneca é o engenheiro de TI Jamie Scott. Ele teria ficado com uma lesão cerebral permanente após receber a vacina, em abril de 2021. Ele é pai de dois filhos e não consegue trabalhar desde então.
Este é um dos 51 processos apresentados no Tribunal Superior e que buscam ressarcimento por danos. Advogados que representam vítimas e famílias estão processando a AstraZeneca sob a Lei de Proteção ao Consumidor de 1987.
Cerca de 50 milhões de doses da vacina AstraZeneca foram distribuídas no Reino Unido no total. Dados oficiais mostram que mais de 80 britânicos teriam morrido por complicações de coágulos sanguíneos possivelmente ligados à vacina da AstraZeneca, segundo a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido,
Como as autoridades de saúde não encomendaram mais doses, isso significa que a vacina foi praticamente retirada no Reino Unido.
A AstraZeneca diz que sua vacina é responsável por salvar cerca de 6 milhões de vidas em todo o mundo durante a pandemia de Covid.
Fonte: Revista Oeste
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Em 26 dias, abril registra 897 mortes causadas por dengue, equivalente a 76% de 2023 inteiro
27/04/2024

O Brasil registrou 897 mortes causadas por dengue de 1º a 26 de abril, o que equivale a 76% do total contabilizado ao longo de todo o ano de 2023, com 1.179 casos. Desde o começo de 2024, 1.888 óbitos foram confirmados, sendo 601 em março, 227 em fevereiro e 163 em janeiro, e outros 2.218 estão sendo investigados.
O Brasil já bateu os recordes de números de casos prováveis e de mortes registrados pela doença na série histórica. O número mais alto de mortes era de 2023, com 1.179 registros. Já o ano com o maior número de casos era 2015, com 1.688.688.
São Paulo é a unidade da federação com mais óbitos registrados em 2024, com 448, seguido por Minas Gerais (299), Distrito Federal (288), Paraná (215) e Goiás (137). Somadas, as cinco UFs acumulam 73% do total de óbitos.
As regiões Sul e Sudeste acumulam o maior número de casos e de mortes. Nordeste e Norte têm os menores registros.
O Distrito Federal é a unidade da federação com maior taxa de incidência de casos prováveis, com 8.320,7 casos por 100 mil habitantes. Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo e Goiás aparecem em seguida, somando 54% do número absoluto de casos.
A faixa etária que mais registra casos de dengue é de 20 a 29 anos, com mais de 725 mil casos, o que representa quase um em cada cinco casos. Na separação por gênero, as mulheres são a maioria a contrair a doença (55,1%).
R7
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Mulher é submetida a cirurgia cesariana sem estar grávida no RN; caso é investigado
26/04/2024

Em nota, a Secretaria Municipal de Guamaré informou que encaminhou a paciente para "avaliação" no Hospital Santa Catarina e ressaltou que, durante as consultas de pré-natal, foi visto que a paciente não tinha evolução da altura uterina, ausculta de batimentos fetais e não tinha ganho de peso, mesmo após meses de suposta gestação. "Todas essas informações estão registradas em prontuário eletrônico e os encaminhamentos e solicitações das ultrassonografias também foram registrados, desde o início, no cartão da gestante", diz a nota.
A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte, responsável pelo Hospital Santa Catarina, destacou que a unidade de saúde segue um padrão de atendimento: toda paciente que chega à instituição é atendida pela equipe do pronto-socorro, que faz avaliação e encaminha para o centro obstétrico. Além disso, são feitos outros exames quando a equipe avalia ser necessário.
Perita médica reforça necessidade de exames antes de qualquer cirurgia
Perita médica que presta serviço à Justiça do Rio Grande do Norte, a obstetra Rosana Rebelo explicou que, no hospital, a gestante deve passar por exames para ver como está o bebê, antes do parto.
"É superimportante as pacientes serem examinadas antes de sofrerem um procedimento cirúrgico, principalmente procedimento de cesárea. É indispensável que se faça uma ausculta fetal para ver se está tudo bem com a criança e iniciar o procedimento", pontuou.
"Nesse caso, talvez ela estivesse com uma gravidez psicológica, ou teve uma gravidez, perdeu e não sabia que perdeu, e continuou achando que estava grávida, e ai foi encaminhada, continuou o pré-natal. Mas o ideal é de que ela fosse examinada", afirmou a profissional.
Rosana também é vice-presidente da Associação Médica do Estado e explicou que, em um caso como esse, a apuração deve ser rigorosa, para esclarecer o que aconteceu.
"Precisa se investigar todo o prontuário da paciente, o pré-natal no interior, investigar o atendimento ao chegar ao hospital, o que a equipe médica escreveu no prontuário, para se chegar a uma conclusão", disse.
Em nota, a Direção do Hospital Santa Catarina informou que está apurando o caso com as equipes envolvidas, e também com a unidade de origem, que deu assistência pré-natal e encaminhou a paciente.
G1 RN
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Prefeitura de João Câmara realiza neste sábado atendimento com mais de 10 médicos no projeto ‘Pediatria Itinerante’
26/04/2024

A prefeitura de João Câmara (RN) realiza neste sábado, 27 de abril, através da Secretaria Municipal de Saúde em parceria com o Projeto ‘Pediatria Itinerante’ atendimento de pediatria com mais de 10 médicos pediatras dentre as especialidades pediatricas de endocrinologia, pneumologia, psiquiatria, psicologia, fonoaudiologia, dentistas, dentre outras.
Os médicos irão atender nas dependências da Escola Municipal Professor Cícero Varela, localizada em frente ao Centro de Especialidades Medicas (CEM) a partir das 7h30.
A Secretaria Municipal de Saúde informa que também haverá serviço de vacinação. Informa ainda que médicos e especialidades só atenderão a crianças.
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Sindsaúde denuncia falta de medicamentos essenciais no hospital Walfredo Gurgel
24/04/2024

Os trabalhadores do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel denunciam escassez de medicamentos e insumos essenciais na maior unidade de pronto atendimento público do Rio Grande do Norte. O fato estaria causando atrasos em procedimentos cirúrgicos, falta de medicamentos e riscos de infecções nos pacientes e, conforme denúncia do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do RN (Sindsaúde), a situação chegou ao ponto de os familiares dos internos terem que comprar materiais de uso médico-hospitalar.
Segundo o coordenador do Sindsaúde, Carlos Alexandre, alguns dos materiais que estão em falta são papel toalha, suporte de soro, orientador de foco e luvas de procedimento, além de medicamentos como dipirona, usado como antitérmico e analgésico. Os trabalhadores da unidade ainda colaram na entrada do hospital cartazes com os insumos indisponíveis, entre eles, sabão, gazes, álcool, ataduras, antibióticos, coletores de urina, aparadeira e lenços.
“A família, para não ver o paciente naquela situação, acaba indo comprar algum material, como uma atadura para fazer uma tipóia, fechar a gaze que está no curativo para não cair, um esparadrapo, que às vezes é de péssima qualidade. Materiais que eram pra ser de qualidade para a gente dar um atendimento que realmente surta efeito, mas são [equipamentos] como se fosse de segunda, terceira mão, que acaba sendo ineficiente para o que a gente está fazendo”, explicou o coordenador.
Com a falta de materiais essenciais para o atendimento e para higienização, ele conta que os pacientes correm risco de infecção ao buscarem a unidade de saúde, além da utilização de equipamentos que não são adequados para os procedimentos. “Na falta de um material, a gente se vira com outros materiais, que não seria o adequado para o momento. O paciente não é bem assistido”, completou.
Medicamentos antibióticos também estão em falta no hospital, de acordo com as denúncias do Sindicato. Diante da indisponibilidade, a solução tem sido a recomendação de uso de outro remédio. “O médico pede um antibiótico. Quando não tem, ele tem que pensar em outro antibiótico. Imagino que, se ele pediu um [antibiótico], era aquele. Quando ele pede outro porque não tem o primeiro, então não vai surtir o mesmo efeito”, relata.
O Sindsaúde também denuncia a ausência de insumos no Hospital Giselda Trigueiro, como luvas para procedimentos, álcool, roupas privativas, lancetas, agulhas, toucas e medicamentos como luftal, buscopan e antibióticos.
Hospital Walfredo Gurgel também sofre com atraso de procedimentos
Além da falta de medicamentos, a unidade sofre com o atraso de cirurgias. De acordo com Carlos Alexandre, o atraso não é causado pela ausência de insumos, mas pela falta de pessoal. “Falta recursos humanos, isso é constante, por isso que a gente cobra sempre concurso público”, disse.
O coordenador também cita que a superlotação no hospital é um dos motivos para atrasar o atendimento de cirurgias. “A qualidade do ambiente que às vezes o hospital é super lotado e a gente acaba utilizando salas cirúrgicas para colocar pacientes pós-operatórios. Acontece isso e se diminui as salas de cirurgia, então acaba atrasando, acaba as cirurgias sendo diminuídas e ficam as filas dos pacientes para serem operados”, completou.
Procurada pelo AGORA RN, a Secretaria de Saúde Pública do RN (Sesap) afirmou, por meio de assessoria, que mantém um grupo de trabalho permanente para tratar do abastecimento de todas as mais de 20 unidades hospitalares da rede estadual.
“O Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel mantém sua capacidade de atendimento plena, recebendo mais de 200 pacientes por dia apenas em seu pronto-socorro. Há um trabalho diário e constante, por meio de força-tarefa com diversos setores da secretaria, para agilizar os processos de aquisição e regularizar o abastecimento”, disse a Secretaria.
Sobre os prazos para que a situação seja normalizada, a Sesap informou que dependem do andamento dos processos de aquisição dos insumos, que são relativos aos fornecedores dos equipamentos e medicamentos. “Parte deles estão em processo de finalização, enquanto outros aguardam entrega por parte dos fornecedores, sendo que parte deles estão com problemas para entrega”, afirmou, por meio de assessoria.
AGORA RN
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Brasil registra primeiro caso local de cólera em 18 anos, diz ministério
22/04/2024

Pela primeira vez em 18 anos, o Brasil registrou um caso autóctone de cólera, ou seja, em que o paciente contraiu a doença no próprio país e não em viagem para regiões afetadas. O caso foi detectado em Salvador, na Bahia.
Nota técnica assinada pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente informou que a bactéria causadora da doença (Vibrio cholerae) foi identificada em um homem de 60 anos, que não tinha viajado recentemente a países com ocorrência de cólera, nem tido contato com algum outro caso confirmado ou mesmo suspeito.
O homem apresentou sintomas de desconforto abdominal e diarreia em março e já está curado.
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Brasil atinge 1,6 mil mortes confirmadas por dengue
21/04/2024

O Brasil alcançou a marca dos 1.601 óbitos por dengue confirmados em 2024. Além disso, outras duas mil mortes seguem em investigação e podem ter sido causadas pela doença, totalizando 3,6 mil mortes confirmadas ou suspeitas até o momento. Os dados são do painel de casos do Ministério da Saúde atualizado nessa sexta-feira 19.
O número de mortes confirmadas é 35% superior a todo o ano de 2023, quando 1.179 brasileiros perderam a vida para doença. A diferença entre os casos ainda em investigação de 2023 e 2024 supera os 1.707%. Do ano passado, apenas 114 ocorrências seguem em investigação.
Em relação aos casos prováveis da doença, os números chegam a 3,535 milhões em 2024 contra 1,649 milhão em 2023, aumento de 114%. Já o coeficiente de incidência de casos por 100 mil habitantes cresceu de 773 em 2023 para 1.741 casos prováveis para cada 100 mil brasileiros em 2024.
As mulheres são as mais afetadas pela doença, representando 55% das ocorrências prováveis, contra 44% de pessoas do sexo masculino. A faixa etária mais afetada é dos 20 aos 29 anos, com 358 mil mulheres dessa faixa etária atingidas contra 299 mil homens.
Apesar do aumento expressivo no número de casos e óbitos, a letalidade da doença em relação ao total de casos teve leve redução. De uma letalidade de 4,83% em casos graves em 2023 para 4,35% em 2024. Além disso, a letalidade dos casos prováveis passou de 0,07% para 0,05% no mesmo período.
Estados
Proporcionalmente, as unidades da federação com a situação mais grave da doença, índice calculado por casos prováveis a cada 100 mil habitantes (coeficiente de incidência), são: Distrito Federal (7,9 mil x 100 mil); Minas Gerais (5,3 mil x 100 mil); Paraná (3,0 mil x 100 mil); Espírito Santo (2,9 mil x 100 mil); Goiás (2,5 mil x 100 mil); Santa Catarina (2,0 mil x 100 mil); São Paulo (1,8 mil x 100 mil); e Rio de Janeiro (1,3 mil x 100 mil).
Na parte embaixo da tabela, com os melhores índices de incidência, estão os estados de Roraima (36 casos x 100 mil); Ceará (96 casos x 100 mil); Maranhão (128 casos x 100 mil); Sergipe (137 casos x 100 mil) e Alagoas (152 casos x 100 mil).
AGORA RN
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Apenas 21% do público-alvo se vacinou contra a gripe no Brasil
21/04/2024

Quase um mês após o início da vacinação contra a gripe no Brasil, apenas 21% do público-alvo recebeu o imunizante. De acordo com dados do Ministério da Saúde, pouco mais de 14 milhões de pessoas foram vacinadas. A meta é imunizar 75 milhões de brasileiros.
Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia e Rio de Janeiro, além do Distrito Federal, são os estados com as menores porcentagens da população vacinada. Nesses locais, a cobertura vacinal não passa de 17%.
Por conta do aumento da circulação de vírus respiratórios no país, o ministério antecipou a campanha anual, que normalmente ocorre entre os meses de abril e maio.
Oficialmente, a imunização nacional começou no dia 25 de março, mas em alguns locais a vacinação se iniciou ainda mais cedo, conforme a chegada de doses – medida que foi orientada pelo próprio Ministério da Saúde.
O público-alvo elegível para tomar a vacina da gripe pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é formado por:
Crianças de 6 meses a menores de 6 anos;
Crianças indígenas de 6 meses a menores de 9 anos;
Trabalhadores da Saúde;
Gestantes;
Puérperas;
Professores dos ensinos básico e superior;
Povos indígenas;
Idosos com 60 anos ou mais;
Pessoas em situação de rua;
Profissionais das forças de segurança e de salvamento;
Profissionais das Forças Armadas;
Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade);
Pessoas com deficiência permanente;
Caminhoneiros;
Trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso);
Trabalhadores portuários;
Funcionários do sistema de privação de liberdade;
População privada de liberdade, além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas (entre 12 e 21 anos).
A vacina também pode ser encontrada em clínicas particulares para quem quiser se imunizar e não estiver no público prioritário.
g1
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Para Anvisa, cigarro eletrônico é droga fatal e não deve ser comercializado no Brasil; Decisão também proíbe fabricação
20/04/2024

A maioria dos diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) votou nesta sexta-feira (19) por manter a proibição aos cigarros eletrônicos no Brasil. Com esse placar, continua proibida a comercialização, fabricação e importação, transporte, armazenamento, bem como de publicidade ou divulgação desses produtos por qualquer meio. O tipo de cigarro é proibido no país desde 2009.
Os dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs), conhecidos como cigarros eletrônicos, são chamados de vape, pod, e-cigarette, e-ciggy, e-pipe, e-cigar e heat not burn (tabaco aquecido). O diretor-presidente da Anvisa e relator da matéria, Antonio Barra Torres, votou favorável à manutenção da proibição desses dispositivos.
“O que estamos tratando, tanto é do impacto à saúde como sempre fazemos, e em relação às questões de produção, de comercialização, armazenamento, transporte, referem-se, então, à questão da produção de um produto que, por enquanto, pela votação, que vamos registrando aqui vai mantendo a proibição”, disse Antonio Barra Torres, Diretor-presidente da Anvisa.
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RN tem segundo menor número de mortes por dengue do Brasil
20/04/2024

O Painel de Monitoramento de Arboviroses, disponibilizado pelo Governo Federal, mostra que o Brasil registrou 1.544 mortes confirmadas por dengue durante 2024, com dados contabilizados até 18 de abril. O Rio Grande do Norte ocupa o segundo menor número de mortes confirmadas em todo país, com apenas um caso. O quantitativo é igual aos estados do Ceará e Tocantins.
Não registaram mortes confirmadas de dengue os estados do Acre e Roraima. A lista com maiores casos é liderada por São Paulo (320), Distrito Federal (270), Minas Gerais (261), Rio de Janeiro (116) e Goiás (116).
De acordo com informações da Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap), a morte confirmada por dengue no Estado aconteceu no final do mês de março, na Região do Alto Oeste. O paciente era um “adulto jovem” e sem comorbidades registradas.
Até 18 de abril, o balanço do Painel de Monitoramento de Arboviroses mostra que o Rio Grande do Norte tem 12.374 casos prováveis de dengue, 2.274 confirmados, e duas mortes em investigação.
Tribuna do Norte
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SALVANDO VIDAS: Hospital regional Josefa Alves Godeiro é destaque na linha de Cuidado do Infarto Agudo do Miocárdio
19/04/2024






O projeto Sprint iniciou no ano de 2022 em virtude do Estado do RN ter os piores indicadores do Brasil e do mundo em relação a mortalidade por infarto
No hospital regional Josefa Alves Godeiro a Linha de Cuidado do Infarto Agudo do Miocárdio (LCIAM) foi implementado no ano de 2023 e completou esse mês
O hospital se destacou no RN pela redução da mortalidade por infarto em mais de 50%, outros indicadores como tempo porta x eletro (ECG) e Porta x agulha tem sido também uma marca do hospital que tem se destacado positivamente como um dos melhores hospitais em relação ao LCIAM
Vale ressaltar que o projeto Sprint/LCIAM trata-se de uma parceria Público - Privado firmado entre a Secretária de Estado da Saúde Pública (SESAP-RN) e Boehringer (industria farmacêutica alemã) fabricante do trombólitico Alteplase o único utilizado em casos de IAM
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Anvisa decide hoje se mantém proibida a venda de cigarros eletrônicos
19/04/2024

A diretoria da Anvisa se reúne nesta sexta-feira (19) para discutir se mantém a proibição no Brasil sobre a comercialização dos cigarros eletrônicos (também chamados de vapes).
Desde 2009, esses dispositivos não podem ser vendidos no país. Apesar disso, são facilmente encontrados no comércio popular ou online e o consumo, especialmente entre os jovens, só aumenta, com sérias consequências para a saúde.
O g1 apurou que a agência deve manter a proibição e ainda incluir pontos para endurecer o cerco aos vapes, como a recomendação de campanhas educativas e reforço na fiscalização, incluindo no meio online, principal meio onde o comércio ilegal acontece.
A consulta pública realizada pela Anvisa como parte do processo de revisão da norma vigente apontou que a maioria dos profissionais de saúde disseram ser contra a liberação no Brasil. Considerando o público participante total, quase 59% disseram ser a favor de mudar a regra atual, incluindo a liberação geral.
g1
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Governo adia campanha de vacinação da Covid após atraso na compra de doses
18/04/2024

O Ministério da Saúde adiou o começo da campanha nacional de vacinação contra a Covid por causa de atraso na compra das doses.
O plano era abrir a campanha aos grupos prioritários neste mês. Mas uma compra emergencial de 12,5 milhões de doses, disputada por Pfizer e Moderna, está travada na Saúde.
A nova projeção é começar em maio a imunização contra a Covid, mas não está certo que a nova compra será concluída e quando as doses serão entregues. A última aquisição de vacinas da Covid da Pfizer foi feita em 2022, ainda na gestão Jair Bolsonaro (PL). O governo Lula assinou contrato em 2023 para receber doses da Coronavac.
A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel, disse que o plano é receber as doses cerca de 7 dias após a assinatura do contrato. Ela atribui o atraso na entrega a dificuldades no processo de compra.
Ethel afirmou que o ministério não tem mais doses da vacina bivalente no estoque. Ainda há cerca de 1,5 milhão de unidades do imunizante pediátrico, segundo a secretária.
Sem novos repasses de doses da Saúde, o município do Rio já avisou a população que não há vacinas disponíveis para pessoas com mais de 12 anos. Os governos do Rio Grande do Sul e do Maranhão também afirmaram que estão sem imunizantes para este público para entregar aos municípios.
Ethel reconheceu que a falta de doses mudou planos da pasta sobre o começo da campanha da Covid e disse que já havia publicidade pronta para estimular a vacinação. “Está tudo pronto, a gente achou que fosse dar tudo certo. É a primeira vez que a gente tem uma concorrência”, disse a secretária.
Após a publicação deste texto, Ela disse à Folha que a campanha não foi adiada, pois não havia sido anunciada. Ela também corrigiu uma informação que havia repassado e disse que o processo atual de compra não será anulado. O ministério afirma que o contrato deve ser assinado nos próximos dias.
Em fevereiro, a secretária ainda disse em publicação no X, antigo Twitter, que as doses atualizadas já estavam compradas e tinham previsão de chegar ao Brasil no mês seguinte, o que não ocorreu.
A postura negacionista do governo Bolsonaro na pandemia foi um dos principais alvos de crítica do presidente Lula (PT) durante a campanha eleitoral de 2022. Questionada sobre críticas que a atual gestão pode receber pela falta de doses, Ethel disse que o ministério fez todo o possível para acelerar o contrato.
“A gente depende da aprovação da Anvisa [do registro da vacina atualizada], que aconteceu em dezembro. A gente iniciou a compra, que está acontecendo agora. Tivemos essa questão do pregão, com duas concorrentes. Do ponto de vista do Ministério da Saúde, tudo o que poderia ser feito para que o processo fosse o mais célere possível, foi feito”, disse a secretária.
A vacina bivalente, atualmente entregue pela Saúde, não é a mais atualizada para variantes da doença. “Está vindo de forma muito atrasada [a dose preparada para a variante XBB], porque a gente já sabia desde o início do ano passado que as vacinas de Covid seriam atualizadas e começariam a ser oferecidas em setembro de 2023 nos Estados Unidos”, disse Monica De Bolle, professora de economia na Universidade Johns Hopkins e mestre em Imunologia e Microbiologia pela Universidade de Georgetown.
“O nome disso é má gestão. Por mais que a gente possa gostar da Ministra da Saúde, possa gostar da coordenadora do PNI [Programa Nacional de Imunizações], elas não estão gerindo bem a situação”, afirmou ainda.
O ministério discutiu a compra de vacinas bivalentes no segundo semestre de 2023, mas travou o processo por recomendação da área técnica de esperar o registro do modelo atualizado do imunizante, já adaptado à variante XBB.
Em dezembro, a Anvisa aprovou a atualização da vacina da Pfizer contra a Covid para esta variante. Em março, a agência concedeu o registro para o imunizante da Moderna também atualizada.
Ethel disse que o ministério começou a preparar uma compra emergencial de vacinas no começo de 2024. As propostas das empresas foram entregues no começo de março.
A secretária afirma que o registro da vacina da Moderna embaralhou a compra, pois se tornou a primeira disputa de empresas por um contrato de imunizantes da Covid do ministério —antes não havia concorrência, pois só uma farmacêutica detinha os registros para o modelo que a Saúde buscava.
Mais de um mês após a abertura da disputa e quase quatro meses após a Anvisa dar aval para a vacina atualizada, a Saúde ainda não assinou o contrato de compra das doses. O ministério afirma que deve fechar a aquisição nos próximos dias.
A secretária afirmou que a orientação do ministério é, para quem está em grupo de risco, tomar a vacina que estiver disponível no posto de saúde. “Você vai ficar protegido. E depois vai ter a oportunidade de tomar, ainda neste ano, outra dose”, afirmou.
Folha de S. Paulo
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