Saúde

Saúde

Número de transplantes de órgãos no RN cresce 45% em 2024

20/01/2025


                                                       Foto: Reprodução

 

O Rio Grande do Norte registrou um aumento de 45% no número de transplantes de órgãos em 2024, acompanhado por um crescimento significativo nas doações. Dados da Central de Transplantes do RN, vinculada à Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), apontam que em 2024 o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou 419 transplantes, sendo 194 de córneas, 165 de medula óssea, 57 de rins e três transplantes cardíacos. Foram registradas também 36 doações de múltiplos órgãos e 133 doações de córneas.

Esses números superam os resultados de 2023, quando foram realizados 289 transplantes, sendo 132 de córneas, 107 de medula, 44 de rins, quatro transplantes cardíacos e dois de pele, além de 28 doações de múltiplos órgãos e tecidos.

A coordenadora da Central de Transplantes do RN, Rogéria Nunes, atribui esse aumento ao trabalho integrado da Organização de Procura de Órgãos (OPO) e das Comissões Intra-hospitalares para Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT). Essas comissões, formadas por profissionais de saúde, desempenham um papel crucial na organização dos processos e protocolos que viabilizam as doações. Ela destaca a importância de campanhas de conscientização, como o Setembro Verde, que incentiva a doação de órgãos. “A conscientização da população tem sido fundamental para o aumento do número de transplantes e doações”, ressalta.

O trabalho é possível por meio da parceria entre a Sesap, os hospitais públicos e privados, e diversos órgãos como o Centro Integrado de Operações Aéreas da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e a Força Aérea Brasileira. Esses parceiros viabilizam o transporte eficiente de pacientes e órgãos, tanto por via terrestre como aérea.

Apesar do avanço, a fila de espera por transplantes ainda é uma realidade. Atualmente, 641 pessoas aguardam um transplante de córnea, 379 esperam por um rim e 22 necessitam de um transplante de medula. No momento, não há pacientes aguardando transplantes cardíacos no estado.

O Brasil é reconhecido mundialmente como referência na área de transplantes, considerado o maior sistema público de transplantes do mundo. Por meio do SUS, os pacientes recebem assistência integral e gratuita, que inclui desde exames preparatórios até o acompanhamento pós-operatório e fornecimento de medicamentos.

 

Fonte: Portal 98Fm

Essa publicação é um oferecimento

MARE MOVEIS TOUROS

Saúde

Vacina contra dengue é pouco procurada nas UBSs

19/01/2025


Com 432 casos prováveis de dengue nas duas primeiras semanas de 2025, o Rio Grande do Norte está em estado de alerta para uma epidemia de arboviroses, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). O aumento ainda não se refletiu no processo de imunização das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Natal, que registram baixa procura. Nessas unidades, podem ser vacinados apenas crianças e adolescentes dos 10 aos 14 anos. A vacina, no entanto, está disponível para pessoas com idades entre 4 e 60 anos na rede privada, que tem constatado alta na busca pelo imunizante Qdenga em janeiro nas clínicas da capital.

 

Na Universo Vacinas, a procura já aumentou em mais de 50% em relação a janeiro de 2024, de acordo com Graça Oliveira, proprietária e enfermeira da clínica. “Durante esse período de veraneio, esse é um processo que começa a se intensificar, porque as pessoas vão para regiões de praia e costumam fazer um contato maior com o mosquito da dengue”, afirma. Na Amo Vacinas, a procura, que não era registrada havia alguns meses, voltou a ser observada este mês. “A gente colocava o imunizante no orçamento e as mães pediam para tirar”, comenta Lívia Vieira, responsável técnica e uma das proprietárias da clínica.

 

“Agora, essa busca voltou a acontecer, embora de uma forma ainda pouco expressiva”, completa Vieira. Nas Unidades Básicas de Saúde, que atendem somente crianças e adolescentes, a imunização segue tímida. Na UBS do Alecrim, a média de aplicação diária da Qdenga é de apenas duas doses. Por conta disso, a unidade tem evitado solicitar novas remessas para evitar perdas. Lucineide Ferreira, responsável técnica da UBS, alerta ainda que o número de crianças com o esquema vacinal incompleto (o esquema é composto por duas doses) é alto. “Além da baixa procura, tem muitos pais que trazem os filhos uma vez e depois não retornam para a segunda”, pontua.

 

De acordo com ela, 28 doses estão disponíveis, número que permite suprir a demanda atual sem que haja risco de vencimento de prazo de validade. “Se aumentar a procura, a gente solicita novas doses”, relata Ferreira. Na UBS São João, no Tirol, as buscas pela vacina também são consideradas baixas. “O máximo que a gente consegue fazer são cinco doses por dia”, comenta Micarla Costa, técnica de enfermagem da unidade. Por lá, há pouco mais de 200 doses disponíveis. “Felizmente, o prazo de validade está para julho, então, no momento, não temos essa preocupação com perdas”, diz Costa.

 

 

A filha do auxiliar de serviços gerais Jorge Luiz teve dengue em fevereiro do ano passado. Iolanda, de 9 anos, está fora da faixa etária contemplada pelo plano de imunização do Sistema Único de Saúde (SUS), que é dos 10 aos 14 anos. O Governo Federal justificou a escolha do público-alvo alegando que esta é a faixa que apresenta maior risco de agravamento para a doença. “Ela começou tendo febre, depois apareceram pequenos caroços avermelhados nas pernas. Levamos a menina à UPA e foi constado que era dengue”, conta Jorge.

Sem ser contemplada pelo SUS, a alternativa seria o atendimento na rede privada, onde uma única dose custa a partir de R$ 450. Sem a imunização, Jorge se diz aliviado ao menos pelo fato de a doença não ter se agravado. “Deu febre, dor de cabeça e cinco meses depois o cabelo teve uma grande queda. A médica disse que ainda era efeito da dengue. Mas, graças a Deus ela não teve sintomas piores. Na UPA, tomou soro e remédios para aliviar os sintomas”, descreve o auxiliar de serviços gerais.

 

RN recebeu 40 mil doses do governo federal

 

A Secretaria de Estado da Saúde Pública recebeu 40 mil vacinas da Qdenga do Ministério da Saúde e deve iniciar a distribuição em breve para os municípios. Segundo Diana Rêgo, coordenadora de Vigilância em Saúde da Sesap, os critérios estão sendo definidos junto aos municípios. A faixa etária utilizada no ano passado deve ser mantida para este ano, com público-alvo entre 10 e 14 anos.

“O que vamos fazer é ampliar o número de municípios que vão receber as doses, porque alguns deles não querem receber a vacina”, apontou Diana. O Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público universal. O Ministério da Saúde incorporou a vacina, conhecida como Qdenga, em dezembro de 2023. A inclusão foi analisada pela Comissão de Incorporações de Tecnologias no SUS (Conitec) e passou por todas as avaliações da comissão, que recomendaram a incorporação. O esquema vacinal é composto por duas doses.

 

 

TRIBUNA DO NORTE

Essa publicação é um oferecimento

Open Master - Agência de Desenvolvimento Web

Saúde

Aos 92 anos, Léo Batista é internado em estado grave no Rio

17/01/2025

 

Léo Batista, de 92 anos, está internado em estado grave em unidade de saúde do Rio de Janeiro. O jornalista e locutor esportivo está na Rios D’Or, na Freguesia, Jacarepaguá.

Ainda não há informações oficiais do motivo da internação do apresentador. Segundo o site BNews, ele estaria enfrentando complicações após quadro de trombose.

Essa publicação é um oferecimento

101 FM

Saúde

Sesap: RN está em estado de alerta para epidemia de dengue

17/01/2025


                                                         Foto: Adriano Abreu

 

O Rio Grande do Norte está em estado de alerta para uma epidemia de arboviroses, segundo a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). Segundo a pasta, o aumento de notificações de casos de arboviroses em dezembro e em janeiro deste ano acenderam o alerta das autoridades de saúde, que anteciparam a instalação do Centro de Operações de Emergência em Saúde (CES) para dengue e outras arboviroses. Só para a dengue, são 432 casos prováveis nas duas primeiras semanas de janeiro. Aliado a isso, o aumento de casos em 2024 em relação a 2023 foi de 180%, segundo Diana Rêgo, coordenadora de Vigilância em Saúde da Sesap. O RN é o primeiro estado do Brasil a abrir o centro para dengue neste ano, segundo o Ministério da Saúde.

Esse é um de três fatores para que a Sesap decidisse antecipar a instalação do Centro de Operações de Emergência em Saúde (CES) para esta quinta-feira (16), numa ação que deverá ser integrada entre uma série de secretarias e municípios. A ideia é unir esforços para evitar casos graves e óbitos. Em 2024, o Estado registrou dois óbitos de dengue e três de chikungunya. De acordo com o plano de contingência para as arboviroses, o RN encontra-se em nível de alerta, com possibilidade de entrar em situação de epidemia caso registre um aumento expressivo de casos ou confirme algum caso de óbito.

“Quando fizemos a avaliação do cenário epidemiológico, informei as secretarias e a governadora que tínhamos três motivos suficientes para instalação desse centro. O primeiro motivo é a comparação dos números de casos de 2024 para 2023, com um aumento de mais de 180% de incidências de casos de dengue. O segundo motivo é que comparando o RN com outros estados do Nordeste somos o terceiro com maior incidência de casos”, explica Diana Rêgo, coordenadora de Vigilância em Saúde da Sesap.

Ainda segundo Diana Rêgo, outro fator que amplia a preocupação no Estado é a circulação do sorotipo 3 no Brasil, que desde 2008 não circulava de forma predominante no Brasil. No país, são endêmicos sorotipos 1 e 2, e uma vez exposta a um determinado sorotipo, após a remissão da doença, uma pessoa passa a ter imunidade para aquele sorotipo específico.

“O estado do RN não tem a presença desse sorotipo Denv-3 da dengue. No ano passado só tivemos a identificação do 1 e do 2. Então se viemos a ter a circulação desse sorotipo Denv-3 podemos vir a ter um número de pessoas com um desenvolvimento da forma grave da doença”, acrescenta Diana Rêgo.

Neste primeiro momento, trinta municípios potiguares estão em estado de alerta e terão ações programadas específicas para as arboviroses. As ações incluem capacitações de gestores e corpo técnico, visitas a domicílio, busca ativa, entre outras ações. Os municípios foram incluídos levando em considerações fatores como incidência, casos graves, óbitos e fluxo turístico.

 

Tribuna do Norte

Essa publicação é um oferecimento

MARE MOVEIS TOUROS

Saúde

Uso precoce e prolongado de celulares contribui para ansiedade, depressão e dificuldade de socialização

16/01/2025


 

A psicóloga Débora Sampaio comentou a lei que proíbe o uso de celulares em salas durante aulas, recreios e intervalos em todas as etapas da educação básica, sancionada pelo presidente Lula (PT) na segunda-feira 13. Ela apontou que o uso precoce e prolongado dos aparelhos contribui para ansiedade, depressão e até dificuldade de socialização entre crianças e adolescentes.

“A gente vê vários países buscando restringir e desintoxicar as crianças e adolescentes desse uso precoce, prolongado e abusivo dos dispositivos eletrônicos. Hoje o desafio na educação é justamente esse controle do uso das telas, que a pandemia potencializou, e a gente se perdeu. Essa medida na escola surge como uma tentativa de rever a infância e adolescência que nossos filhos estão tendo. Uma infância que antes era do brincar e passou a ser a infância do celular”, frisou a profissional, em entrevista ao RN no Ar, da TV Tropical, nesta quinta-feira 16.

Ela ressaltou que a geração atual já está dependente de celulares. “Para lidar com isso, a gente precisa reduzir danos. Como eles já ficam praticamente o dia inteiro diante das telas, a escola precisa ser sim esse espaço de desintoxicação, porque muito além da aprendizagem, que já está comprometida, é uma medida que vem pra tentar minimizar os danos à saúde, à saúde mental, à socialização, ansiedade, depressão e tantas outras questões”, pontuou.

A psicóloga defendeu a aprovação da legislação pelo governo federal. “O que a lei traz é que está proibido esse uso indiscriminado de celulares. Imagina o professor dando aula e os alunos em uma rede social, assistindo algo, ouvindo algo com fone. Então, a lei traz que essas tecnologias vão fazer parte da escola, mas com fins pedagógicos, mediados pelo professor”, disse.

A tecnologia poderá ser utilizada, mas com finalidade de trabalhar a consciência digital. “O objetivo é ensiná-los a ser cidadãos nesse mundo, que é um mundo que traz muitos benefícios, mas também muitos perigos. Precisamos trabalhar, sim, a cidadania digital, a educação midiática”.

 

 

AGORA RN

Essa publicação é um oferecimento

ATELIÊ DO AÇAÍ

Saúde

Câncer matou 18 mil pessoas nos últimos cinco anos no Rio Grande do Norte

16/01/2025

 

A faixa etária mais afetada foi a partir dos 60 anos, concentrando 71% dos óbitos| Foto: Divulgação

Entre 2019 e 2023, o câncer, em suas diferentes formas, matou 18.052 pessoas no Rio Grande do Norte. O número é quase o dobro de vítimas fatais da covid-19, por exemplo, que levou 9.327 pessoas à morte, de 2020 até o início de 2025, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

O câncer de pulmão foi o que mais matou pacientes acometidos com a doença do RN, representando 13% dos óbitos (2.264 mortes), seguido pelos cânceres de mama e próstata (8% cada), estômago (7%) e cólon e reto (6%).

Os números estão no “Boletim Epidemiológico do Câncer”, elaborado pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesap/RN), que oferece uma análise do cenário da doença ao longo desse período específico no RN. O documento aponta que o aumento de mortes por câncer foi proporcional entre os sexos, subindo 4% nos cinco anos, mas com predominância no público masculino (51%). As informações são da Tribuna do Norte

Essa publicação é um oferecimento

Open Master - Agência de Desenvolvimento Web

Saúde

RN aumenta cobertura em 18 de 19 vacinas de rotina

15/01/2025


 

Em 2024, o Rio Grande do Norte voltou a registrar crescimento em sua cobertura vacinal, conforme revelam os dados do programa estadual de imunização da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). O estado alcançou um aumento significativo na aplicação de 18 das 19 vacinas do calendário vacinal.

Os dados consolidam a tendência positiva registrada nos anos recentes. A única exceção em 2024 foi a vacina contra a varicela, que manteve uma cobertura estável em torno dos 60% do público-alvo.

Destacam-se os desempenhos das vacinas para BCG, hepatite B, pneumo 10 e meningo C, todas superando os 90% de cobertura vacinal, com a BCG alcançando 99,43% do público-alvo. Além disso, outras oito vacinas atingiram 80% de cobertura, demonstrando o sucesso das estratégias de imunização implementadas no estado.

A evolução nos índices de vacinação de crianças de até um ano de idade apresentou um crescimento significativo de 2023 para 2024, a exemplo da vacina BCG, cuja cobertura passou de 79,45% para 99,43%, da tríplice viral, que aumentou de 88,36% para 95,14%, e a vacina contra a hepatite B, que saltou de uma cobertura de 83,19% em 2023 para 96,81% em 2024. 

A coordenadora de Vigilância em Saúde da Sesap, Diana Rêgo, relembra o trabalho desenvolvido nos últimos anos. “O Rio Grande do Norte alcançou uma melhoria expressiva na cobertura de diversos imunizantes. Conseguimos reverter a tendência de queda na vacinação por meio de várias ações integradas, em parceria com o Conselho de Secretários Municipais de Saúde, as secretarias de Educação e Comunicação, instituições de ensino, e com o apoio fundamental do Ministério da Saúde, idealizador das campanhas”, afirma ela.

A coordenadora destaca ainda o projeto Vacina Mais Potiguar, cujo principal objetivo é resgatar a cultura da vacinação. “Observamos que, a partir de 2017, houve uma queda na procura por vacinas. Para reverter esse cenário, implementamos diversas estratégias que incentivam a população a buscar espontaneamente a imunização”, complementa Diana.

Além das campanhas voltadas ao público em geral, foram realizadas ações específicas como o microplanejamento e o monitoramento da vacinação extramuro, direcionadas a escolas e empresas. A expectativa é continuar com essas iniciativas, capacitar os profissionais e acompanhar as estratégias em cada território, assegurando a manutenção do crescimento dos índices de vacinação no estado.

 

 

ANNA RUTH DANTAS

Essa publicação é um oferecimento

101 FM

Saúde

Câncer de colo de útero é o 3º mais comum

14/01/2025


 

O câncer de colo de útero é o terceiro mais incidente entre as mulheres no Rio Grande do Norte, atrás apenas do câncer de mama e brônquios e pulmões, segundo os dados da Secretaria de Saúde Pública do estado (Sesap), que analisou os períodos de 2019 a 2023. Apesar disso, a doença pode ser evitada e curada caso tenha diagnóstico precoce. “O diagnóstico precoce realmente salva vidas, e o quanto antes melhor. A paciente pode ficar curada assim”, destacou a ginecologista Socorro Bandeira.

A prevenção é a melhor estratégia para combater o câncer de colo de útero. Segundo a ginecologista Socorro Bandeira, o exame Papanicolau, popularmente conhecido como preventivo, é a principal ferramenta para identificar alterações precoces no colo do útero.

“Além do preventivo, que é o Papanicolau, existe hoje a genotipagem, que é um exame que diagnostica os tipos de HPV mais relacionados ao câncer de colo, como os subtipos 16 e 18”, explicou a médica. O teste detecta as mutações genômicas do HPV-1.

Outro fator indispensável na prevenção é a vacinação contra o HPV, que tem impacto direto na redução dos casos. “A vacina do HPV é imprescindível hoje, porque ela diminui o risco de câncer de colo de útero. Mas é muito importante manter os exames periódicos em dia”, alertou Socorro Bandeira.

Identificar a doença em sua fase inicial é um passo crucial para aumentar as chances de cura. Em alguns casos, a doença não apresenta sintomas evidentes no início, o que reforça a importância do acompanhamento preventivo.

Além do preventivo, a paciente deve ficar atenta aos sinais que podem identificar o início de alguma alteração na saúde, como sangramento vaginal irregular e até mesmo dores pélvicas, que podem indicar um estágio mais avançado da doença.

Quando diagnosticado precocemente, o câncer de colo de útero pode ser tratado com métodos menos invasivos. Segundo Socorro Bandeira, os tratamentos variam conforme o estágio da doença, mas as opções para casos iniciais são bastante eficazes. “O tratamento varia, mas, em estágios iniciais, as opções podem incluir procedimentos localizados, que são menos agressivos para a paciente”, explicou. A detecção precoce não apenas aumenta as chances de cura, mas também reduz os impactos do tratamento na qualidade de vida da mulher.

No Rio Grande do Norte, o câncer de colo de útero é mais comum em mulheres entre 29 e 39 anos, conforme destacou a ginecologista. Essa faixa etária concentra o maior número de diagnósticos, mas outras mulheres também podem estar vulneráveis dependendo de fatores como histórico familiar, múltiplos parceiros sexuais e início precoce da vida sexual.

“Ele é o terceiro tipo de câncer mais comum nas mulheres e, aqui na região Nordeste e também na região Norte, é um dos mais incidentes. Hoje, o HPV é o principal vírus na produção da doença”, explicou a médica.

Segundo Socorro, a alta prevalência do câncer de colo de útero no Rio Grande do Norte reforça a necessidade de investimentos em prevenção e conscientização. A vacinação contra o HPV, disponível na rede pública de saúde, e os exames preventivos devem ser amplamente promovidos como forma de reduzir a incidência da doença.

“A vacina e os exames periódicos são ferramentas complementares e indispensáveis. Prevenir é sempre melhor do que tratar”, concluiu Socorro Bandeira.

 

 

TRIBUNA DO NORTE

Essa publicação é um oferecimento

RÁDIO FAROL - TOUROS

Saúde

Sesap instala sala de situação para monitoramento da dengue no RN

14/01/2025


 

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) instalou nesta segunda-feira (13) a sala de situação para monitoramento da dengue e demais arboviroses no Rio Grande do Norte. Composta por membros de todas as áreas da Sesap, a sala de situação vai auxiliar no enfrentamento à dengue com as avaliações técnicas e montagem de estratégias intersetoriais, ao lado do Centro de Operações de Emergências (COE), que começa a funcionar a partir da quinta-feira (16).

A primeira reunião da sala de situação, que inicialmente terá encontros quinzenais, foi coordenada pela secretária de Saúde Pública, Lyane Ramalho. “Estamos antecipando as ações porque a vigilância epidemiológica identificou um aumento expressivo de casos no fim de 2024. Esse é o momento que precisamos, mais uma vez, contar com a colaboração de todos no combate ao mosquito”, resumiu ela.

 

 

TRIBUNA DO NORTE

Essa publicação é um oferecimento

ATELIÊ DO AÇAÍ

Saúde

RN chega a mais de mil doadores de medula óssea

13/01/2025


 

O transplante de medula óssea é um procedimento essencial que pode salvar vidas de pessoas acometidas com cerca de 80 doenças, como leucemias, linfomas e síndromes de imunodeficiência. No Brasil, o número de doadores registrados tem crescido significativamente, refletindo um aumento na conscientização sobre a importância desse ato. Segundo dados do Ministério da Saúde, apenas no Rio Grande do Norte, o estado passou de 572 doadores em 2023 para 1.074 cadastrados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME) até o primeiro semestre de 2024. No país, o quantitativo alcança mais de 5,5 milhões.

A médica hematologista Valquíria Bandeira destaca que, mesmo diante do avanço no número de doadores, a busca por um doador compatível ainda representa um grande desafio para os pacientes. “A maior dificuldade que o paciente oncológico enfrenta é encontrar o doador ideal, seja entre os familiares ou através do banco de doadores, como o REDOME”, explica a médica. Atualmente, mais de 650 pessoas no Brasil aguardam por um doador. “Quanto mais doadores cadastrados, mais chances um paciente tem de encontrar a compatibilidade necessária para o transplante”.

A medula óssea é o tecido esponjoso encontrado no interior de alguns ossos, responsável pela produção das células sanguíneas (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). Quando a medula não consegue produzir essas células devido a doenças como leucemia, anemia aplástica ou linfoma, o transplante de medula óssea pode ser a única esperança para a cura. Este procedimento consiste na substituição da medula doente ou deficiente por uma saudável, doada.

“A busca de um doador compatível geralmente começa com os familiares, que se inicia com irmãos e pode também ser feita com os pais. Não tendo o doador aparentado ideal, ou seja, fazendo o exame de compatibilidade e não tendo esse doador na família possível, a gente vai para o banco de doadores brasileiro e também mundial, que é o REDOME, com os doadores não aparentados”, explica a médica hematologista especialista em transplante de medula óssea.

Foi através de um doador fora da família que a vida de Rogéria da Silva, 26, moradora de São Bento do Trairi, no interior do Rio Grande do Norte, foi transformada. Diagnosticada com leucemia mieloide aguda, a potiguar passou por um longo processo de tratamentos sem sucesso e, há cerca de um ano, a equipe médica que a acompanha decidiu que ela precisava de um transplante de medula óssea. No entanto, seus familiares não puderam ser doadores devido a problemas de saúde, o que restou como a única alternativa a busca de um doador compatível no REDOME.

“Fiquei muito preocupada, mas graças a Deus encontrei um doador 100% compatível. Estou extremamente grata, pois essa pessoa me deu a chance de continuar vivendo”, conta Rogéria com gratidão, ressaltando o desejo de conhecer o doador. “A experiência foi bem difícil e dolorosa, mas vencermos uma etapa”. Ao todo, desde a entrada na lista de espera pela doação, Rogéria precisou aguardar cerca de um mês até o transplante, que aconteceu em Natal.

O processo de isolamento e os desafios emocionais também foram os principais obstáculos enfrentados por Rogéria, que teve que sair de sua cidade e se afastar do filho. “Ficar longe de casa, em isolamento, foi uma parte bem difícil, mas sabia que era a única chance de salvar minha vida”, recorda com emoção, ao lembrar da volta para São Bento do Trairi já transplantada para o afago da família.

Outra dificuldade enfrentada por pacientes em razão do isolamento, que pode durar entre três a seis meses, é a perda de renda. Segundo a hematologista Valquíria Bandeira, esse é um problema socioeconômico recorrente em razão das doenças oncológicas, mas pouco lembrado. Essa dificuldade também foi vivenciada por Rogéria, que contou com o apoio de familiares, amigos e casas de apoio, como a HATMO e a Onco & Vida, que atuam além do suporte emocional.

 

“Tive um apoio surreal da família, do meu esposo e da minha mãe. Aos meus amigos tenho muita gratidão, pois recebi muita doação que me possibilitou consegui pagar os aluguéis e o transporte para poder realizar o tratamento. Das casas de apoio, também recebi enxoval, medicamentos que não podia pagar e cesta básica”, relata.

 

Associação auxilia pacientes

 

Sem fins lucrativos, a Associação de Humanização e Apoio ao Transplantado de Médula do Rio Grande do Norte (HATMO-RN) tem desempenhado um papel fundamental no apoio aos pacientes e na conscientização sobre a doação de medula óssea desde 2008. Atuando diretamente na formação de uma rede de solidariedade e voluntariado no estado, o grupo apoia pacientes que passam por transplantes de medula óssea e oferece suporte emocional e social a eles e suas famílias, desde o diagnóstico até a recuperação.

Rosali Cortez, presidente da HATMO-RN, explica que a associação nasceu da necessidade de ajudar pacientes que enfrentaram dificuldades em encontrar doadores compatíveis. “Fomos procurados por pessoas que precisavam da doação, que sabiam que não iriam sobreviver sem um transplante, e a partir desse pedido, eu fiz a promessa de lutar por todos que precisavam de medula óssea. Tenho a missão de sensibilizar a população para a importância do cadastro e da doação”, compartilha Rosali.

Além do apoio direto aos pacientes, a HATMO-RN realiza campanhas educativas e promovendo palestras para divulgar a importância do cadastro no REDOME. Na última sexta-feira (10), foi celebrado uma data especial na Associação, nomeada “Dia de Doar da HATMO”, desenvolvida para fortalecer a necessidade do apoio financeiro para quem depende do projeto para se alimentar e manter as contas em dia durante o tratamento, além da importância do cadastramento como doador de medula óssea.

“Aumentar o número de doadores cadastrados é essencial para que possamos garantir que mais pacientes tenham acesso ao transplante de medula óssea, que muitas vezes é a única forma de cura para doenças hematológicas”, enfatiza Rosali. Ela ainda destaca que, para encontrar um doador compatível, é necessário que haja pelo menos 100 mil pessoas cadastradas.

 

Como se tornar um doador?

 

Para se tornar um doador de medula óssea, basta ter entre 18 e 35 anos, estar em boas condições de saúde e realizar um simples exame de sangue para verificar a compatibilidade genética com pacientes que necessitam do transplante. O cadastro pode ser feito diretamente nos hemocentros ou por meio do aplicativo REDOME, que facilita o processo de inscrição e o acompanhamento das etapas.

Em Natal, dois hemocentros são cadastrados pelo REDOME para a doação voluntária de medula óssea. O Hemonorte, localizado na Avenida Almirante Alexandrino de Alencar, 1800, no bairro Tirol, funciona de segunda a sábado, das 7h às 18h. Já o outro ponto é a Hemovida, localizada na Avenida Nilo Peçanha, 199, no bairro Petropólis, com atendimentos de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.

Valquíria Bandeira, médica hematologista especialista no transplante de medula óssea, ressalta que a falta de informações sobre o processo de doação é um dos principais obstáculos enfrentados pelos potenciais doadores. “Muitas pessoas têm receio porque não sabem como funciona o processo, mas é simples e seguro. A coleta de células-tronco pode ser feita por meio de uma coleta de sangue ou até de um procedimento de aspiração da medula, que é feito em ambiente hospitalar e com toda a segurança”, explica.

Nas exceções para estar apto a se cadastrar como um doador de medula óssea estão os diagnósticos de Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), hepatite C, cânceres (menos de pele) e esquizofrenia. Outras doenças que estejam em tratamento e controladas, como epilepsia, diabetes, asma, tireoide de Hashimoto e vitiligo podem ser liberadas para cadastramento no REDOME.

 

 

TRIBUNA DO NORTE

Essa publicação é um oferecimento

RÁDIO FAROL - TOUROS

Saúde

Covid-19 volta a preocupar: Pernambuco registra mais de 130 casos na primeira semana de 2025

11/01/2025

 

Na primeira semana de 2025, a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) confirmou 134 novos casos de Covid-19. Desse total, 133 foram classificados como leves, enquanto apenas um foi registrado como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Os números refletem uma tendência de alta que começou em dezembro de 2024, quando os casos leves saltaram de 57 na primeira semana do mês para 165 na semana do Ano Novo.

 

Orientações diante do aumento de casos

 

Diante do aumento nas notificações, a SES-PE reforça a importância da testagem em caso de sintomas como febre, tosse e dor de garganta. O órgão recomenda que o paciente espere entre 48 e 72 horas após o início dos sintomas para realizar o teste, que pode ser feito gratuitamente em unidades básicas de saúde, UPAs, policlínicas e outros locais designados pelos municípios.

Caso o resultado do teste seja positivo, é fundamental cumprir o isolamento de sete dias para evitar a disseminação do vírus.

 

Prevenção e uso de máscaras

 

O uso de máscaras volta a ser uma recomendação importante, especialmente para pessoas com sintomas respiratórios. O clínico geral e infectologista Eduardo Faria, do Hospital Português, destacou a necessidade de proteção:

“É muito importante o uso de uma máscara de boa qualidade. Essa máscara deve ser usada obrigatoriamente por pessoas que estão sintomáticas, com tosse e coriza”, afirmou.

A medida também é indicada para pessoas com fragilidades imunológicas, como aquelas que utilizam corticoides ou medicamentos que reduzem a imunidade.

Essa publicação é um oferecimento

DROGARIA POUPE JÁ

Saúde

Ministério destina mais de R$ 1 bilhão para ações na Saúde no Estado e cidades do RN; saiba quais

10/01/2025


 

O Ministério da Saúde anunciou os valores anuais destinados ao cofinanciamento das ações e serviços públicos de saúde no Rio Grande do Norte, referentes ao Teto de Média e Alta Complexidade (Teto MAC). Publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (10), os recursos repassados devem ser utilizados para serviços ambulatoriais e hospitalares, garantindo a manutenção e ampliação dos serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O montante soma mais de R$ 1 bilhão a ser destinado ao Estado e cidades potiguares.

A portaria destaca que os repasses serão realizados de forma automática e regular, em 12 parcelas mensais, por meio do Fundo Nacional de Saúde aos fundos estaduais e municipais. Os valores incluem incentivos permanentes, como os destinados ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), e atendem à programação pactuada entre os gestores estaduais e municipais de saúde.

 

Municípios que vão receber os maiores valores:

Total para o RN: R$ 428.173.758,19

 

Natal: R$ 394.048.753,20; Para o SAMU: R$ 7.412.464,80

Mossoró: R$ 95.683.721,17; Para o SAMU: R$ 1.665.300,00

Santa Cruz: R$ 26.384.137,21

Parnamirim: R$ 24.562.221,08;

Caicó: R$ 20.507.092,17;

Pau dos Ferros: R$ 18.587.513,59

São José de Mipibu: R$ 13.387.031,84

Macaíba: R$ 12.779.148,62;

Alexandria: 12.158.973,50;

Ceará-Mirim: R$ 9.623.154,16;

São Gonçalo do Amarante: R$ 8.360.211,53;

Currais Novos: R$ 7.845.896,37;

Assú: R$ 7.203.649,01;

Confira lista completa aqui.

 

De acordo com a publicação, esses valores serão utilizados para custear procedimentos como consultas, exames e internações, além de apoiar a manutenção de leitos hospitalares e a expansão de serviços especializados.

 

 

TRIBUNA DO NORTE

Essa publicação é um oferecimento

MARE MOVEIS TOUROS

Saúde

Paciente passa por transplante de coração em Natal após receber órgão de doadora de Mossoró

10/01/2025


 

Um homem de 67 anos de idade recebeu um transplante de coração na tarde desta quinta-feira (9) em Natal. A doadora foi uma mulher de 38 anos que morreu em decorrência de uma cirurgia em Mossoró, na Região Oeste do estado.

Esse foi o primeiro transplante de coração realizado neste ano de 2025.

O transplante movimentou equipes médicas das duas cidades. Isso porque, segundo os médicos envolvidos na doação, é necessário que - entre a retirada do coração do doador e o transplante no paciente que vai recebê-lo - haja um intervalo de no máximo 4 horas.

"Esse é o tempo ideal", explicou o médico-cirurgião cardiovascular Marcelo Cascudo, que realizou a operação em Natal. Neste caso, todo esse processo durou 3h16, considerado "um prazo necessário e bom pra se fazer essa cirurgia", reforçou.

Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) foi utilizado para levar o órgão de Mossoró para Natal para a cirurgia, que foi realizado em um hospital privado de Natal que é referência em procedimentos cardíacos. Três médicos e uma enfermeira estavam no avião.

 

Prognóstico não era bom

O paciente de 67 anos de idade que recebeu o órgão em Natal havia entrado em dezembro na fila única da Central de Transplantes da Secretaria de Saúde do RN - que é controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes.

Segundo o médico Marcelo Cascudo, o paciente não tinha um bom prognóstico - sem responder a outros procedimentos -, e o transplante pode mudar a vida dele.

"Um receptor que vinha sofrendo dor, um paciente com várias internações hospitalares aqui no Rio Grande. Colocou um desfibrilador, colocou um aparelho tipo marca-passo pra melhorar o batimento cardíaco dele pra facilitar essa função do músculo dele. Mesmo assim, ficou um tempo piorando, não respondeu bem a esse tratamento", explicou.

 

 

G1 RN

Essa publicação é um oferecimento

ATELIÊ DO AÇAÍ

Saúde

Transplantes de órgãos triplicam em duas décadas e 25 brasileiros deixam fila por dia

09/01/2025


 

A cada dia, em média 25 pessoas saem da fila de espera por um órgão no Brasil. Em 2024, pelo menos 9.216 vidas foram salvas no país após a realização de um transplante, um dos maiores números da série histórica do Ministério da Saúde, iniciada em 2001. Por trás dessas estatísticas estão famílias que escolheram transformar dor em esperança, pacientes que renasceram e profissionais que não pouparam esforços para fazer com que uma vida que parecia perdida ganhasse uma nova oportunidade.

Parte importante dessa rede de apoio não fica dentro dos hospitais e muitas vezes sequer tem contato com a família de quem doa e quem vai receber o órgão. São motoristas, pilotos, policiais e bombeiros que correm contra o tempo cruzando rodovias e céus para garantir com que o gesto de solidariedade de uma família em luto mude o destino de quem aguarda por um recomeço.

Foi assim com Maria Helena Gouveia, 70 anos. Era 1º de outubro de 2024, e o dia ainda não tinha nem amanhecido, mas ela já estava de pé. Desde que ficou sabendo que precisaria fazer um transplante de fígado, essa era a quarta vez que ela era avisada que havia um órgão que poderia servir para o corpo dela. Nas oportunidades anteriores, o transplante não ocorreu. Mas desta vez, ela estava certa que sairia da fila e não voltaria para casa chorando por não fazer a cirurgia.

Enquanto ela ia para o hospital, o fígado era transportado do Espírito Santo ao Rio de Janeiro em um avião da Força Aérea Brasileira. Maria Helena entrou na sala da cirurgia antes que a aeronave pousasse no Aeroporto Internacional Tom Jobim, a aproximadamente 25 km de distância do Hospital Adventista Silvestre, onde ela faria o transplante. Depois que o avião chegou ao Rio, a caixa térmica com o órgão precisou trocar de transporte. A opção foi levar o fígado em uma viatura da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, pois não seria possível completar o trajeto de helicóptero pela ausência de um heliponto no hospital.

O jeito mais rápido de fazer essa viagem por terra seria usando a Linha Vermelha, uma das vias expressas mais movimentadas do Rio. Como em qualquer horário de pico em um dia de semana, o trânsito era intenso. Os carros quase não andavam. O fígado não podia demorar muito para chegar ao hospital devido ao tempo de isquemia (tempo que um órgão aguenta ficar fora do corpo sem receber sangue). O que a Maria Helena aguardava tinha sido retirado do corpo do doador por volta das 2 horas da manhã de 1º de outubro e teria um prazo de até 12 horas para ser transplantado para o corpo dela.

Essa publicação é um oferecimento

RÁDIO FAROL - TOUROS

Saúde

Walfredo Gurgel segue com superlotação, denuncia Sindsaúde

09/01/2025


                                                Foto: Magnus Nascimento 

 

O início do ano novo chega com velhos problemas no maior hospital de referência em trauma do Rio Grande do Norte, o Walfredo Gurgel. Superlotação, além de falta de pessoal e de insumos, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN (Sindsaúde), tem marcado o começo de 2025 na unidade. O coordenador do Sindicato, Carlos Alexandre, denuncia que a ala do segundo andar do hospital, que havia sido reaberta após uma reforma, foi fechada novamente na última sexta-feira (4) por falta de profissionais da enfermagem, provocando a supressão de 38 leitos e sobrecarregando outros setores.

Procurada, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), não respondeu aos questionamentos feitos até o fechamento desta edição. A TRIBUNA DO NORTE também tentou contato com a administração da unidade no final da manhã desta quarta-feira (8), quando esteve no Walfredo, mas a equipe havia saído para o almoço e não havia ninguém para receber a reportagem. Segundo Carlos Alexandre, o fechamento da ala do segundo andar é a principal causa dos demais problemas. De acordo com ele, desde o início do ano, o número de pessoas nos corredores oscila entre 30 e 40.

Com a alta demanda, o corredor do centro cirúrgico também passou a acumular pacientes. “A sala de recuperação está cheia. E tem ainda duas salas cirúrgicas reservadas para pós-operatório, o que não deveria ocorrer”, fala. “A ala do segundo andar foi fechada na sexta-feira passada porque não tinha técnicos e enfermeiros para completar a escala. Com isso, o hospital ficou com 38 leitos a menos e os pacientes ficam retidos em outros setores”, complementa Alexandre.

Essa é a situação do irmão do agricultor Antônio Rocha, de Patu. O paciente chegou ao Walfredo há quatro dias, após quebrar o fêmur em decorrência de uma queda de moto. “Ele fez a cirurgia um dia depois de chegar aqui, está bem, mas não tem nenhum quarto para onde ir enquanto espera para ser transferido para o Memorial. Me disseram que, talvez hoje [quarta-feira] à tarde tivessem uma resposta”, relata Antônio. Já a mãe de uma paciente que preferiu não se identificar chegou ao Walfredo por volta das 16h30 da terça-feira (7), com três artérias entupidas. “Ela foi medicada e deveria receber um novo remédio hoje [quarta-feira], às 6h. Já passou de meio dia e até agora nada”, reclama a mulher.

Na noite da última segunda-feira (6), o Sindsaúde recebeu denunciou que o hospital estava sem nenhum bebedouro disponível para acompanhantes. A falta de alternativas na unidade estava obrigando os acompanhantes a trazerem água de casa, conforme o Sindsaúde. A situação teria sido solucionada na terça-feira, após a denúncia, de acordo com o próprio Sindicato.

 

Tribuna do Norte

Essa publicação é um oferecimento

DROGARIA POUPE JÁ

Saúde

Sindicato denuncia falta de bebedouros para pacientes no Hospital Walfredo Gurgel

08/01/2025


                                                                       Assessoria

 

O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde/RN) denunciou, na noite desta segunda-feira (6), a falta de bebedouros em funcionamento para pacientes e acompanhantes no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal. Segundo o sindicato, a situação foi agravada após o desabamento do teto próximo à sala de endoscopia, que danificou o principal bebedouro da unidade.

De acordo com o Sindsaúde, a ausência de água potável obriga os acompanhantes a trazerem água de casa ou a comprarem no local. “Essa situação configura uma grave violação do direito à saúde e à dignidade”, afirmou a entidade em nota.

O sindicato atribui o problema à precarização crônica do maior hospital público do estado e criticou a ausência de medidas do Governo do RN para resolver a situação. “É inconcebível que um hospital de referência deixe pacientes e acompanhantes sem acesso a um recurso tão básico quanto a água potável”, declarou.

A entidade cobra a reinstalação urgente de bebedouros ou a implementação de alternativas para garantir o acesso à água potável. Além disso, reforçou a necessidade de recuperar a infraestrutura do hospital, que tem enfrentado problemas recorrentes.

Até o momento, o Governo do RN não se manifestou sobre a denúncia.

 

 

Fonte: Portal da Tropical

Essa publicação é um oferecimento

101 FM

Saúde

Bolsa Família reduziu em até 65% número de mortes por tuberculose no Brasil

08/01/2025


 

O Programa Bolsa Família, criado em 2003, sempre foi reconhecido como uma ferramenta importante de combate à pobreza, mas um estudo publicado na revista Nature Medicine revelou um benefício adicional: a redução de casos e mortes por tuberculose. Conduzido por instituições renomadas, como o Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA) e o Cidacs/Fiocruz, o estudo analisou mais de 54 milhões de brasileiros entre 2004 e 2015.

Os resultados indicam uma queda de 41% na incidência e 31% na mortalidade por tuberculose entre beneficiários do programa. Esses dados reforçam que políticas de transferência de renda podem ter impactos diretos na saúde pública, ajudando a mitigar os efeitos de doenças associadas à pobreza.

 

Barreira à desnutrição

 

Segundo Priscila Gestal, pesquisadora do ISC/UFBA e uma das autoras do estudo, o Bolsa Família atua como uma barreira à insegurança alimentar e à desnutrição, fatores críticos para o desenvolvimento de doenças infecciosas. “As famílias passaram a buscar mais serviços de saúde, e isso foi crucial para o diagnóstico precoce de doenças como a tuberculose”, acrescentou Gestal.

Populações vulneráveis, como indígenas, pretos e pardos, foram as mais beneficiadas pelo programa. Entre indígenas, por exemplo, houve uma redução de 63% na incidência e 65% na mortalidade. Já entre pessoas em situação de extrema pobreza, os números apontam uma diminuição de 51% nos novos casos e 40% nas mortes.

Embora os avanços no combate à tuberculose sejam notáveis, a doença ainda representa um desafio significativo para a saúde pública no Brasil. Segundo dados do SINAN/COSET/DIVEP, entre 2014 e 2024, o número de casos novos caiu de 4.824 para 4.242 na Bahia, representando uma redução média anual de 1,7%. No entanto, o índice de cura, que é de apenas 57%, ainda está aquém da meta de 85% estipulada pelo Ministério da Saúde. No estado, 2.488.373 famílias são atendidas pelo Bolsa Família.

Em Salvador, o Centro de Saúde Ramiro de Azevedo atua como referência no diagnóstico e tratamento da doença. Já casos mais graves são encaminhados para o Hospital Especializado Otávio Mangabeira, no bairro do Pau Miúdo e a Fundação José Silveira, a partir do Instituto Brasileiro para Investigação da Tuberculose (IBIT).

 

O tratamento

 

O médico epidemiologista Eduardo Martins Netto, coordenador do Centro de Pesquisa, Aprendizagem e Inovação da Fundação José Silveira, destaca que um dos principais desafios é garantir que os pacientes completem o tratamento, que dura, em média, seis meses. “Muitos abandonam a medicação quando começam a sentir melhora, o que contribui para a resistência bacteriana e dificulta o controle da doença”, alerta.

Além disso, a tuberculose é mais prevalente em grupos com maiores desafios socioeconômicos, como aqueles que vivem em situação de rua. Nessas condições, a coinfecção representa um agravante, tornando o tratamento mais complexo e demorado. “A integração entre programas sociais e ações de saúde é fundamental para enfrentar esses desafios”, acrescenta Eduardo Martins

A trajetória de pacientes que enfrentam a tuberculose revela a complexidade do tratamento e a importância de políticas públicas eficazes. Um homem de 38 anos, que está em tratamento no Instituto Brasileiro para Investigação da Tuberculose (IBIT), compartilhou sua experiência. Após sentir falta de ar e apresentar tosse persistente, procurou atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e foi encaminhado ao IBIT.

“Quando fui diagnosticado, já estava em um estado avançado. Se tivesse buscado ajuda antes, teria evitado muito sofrimento”, relata. Ele começou o tratamento em novembro e já percebeu melhoras significativas. No entanto, admite que a rotina de medicação é desafiadora. “Os médicos me orientam a não interromper o tratamento, mesmo me sentindo melhor, e isso tem feito toda a diferença”, destaca o paciente que prefere não se identificar.

 

Fatores predominantes

 

A experiência do paciente reforça a importância de campanhas educativas sobre os sintomas da tuberculose, que incluem tosse persistente, febre, suor noturno e perda de peso. A detecção precoce é essencial para evitar complicações e reduzir a transmissão da doença.

Organizações como o IBIT desempenham um papel fundamental ao oferecer suporte integral aos pacientes. Além do tratamento médico, são realizadas ações educativas e de assistência social, garantindo que as necessidades básicas dos pacientes sejam atendidas.

Os resultados do estudo sobre o Bolsa Família trazem lições valiosas para o futuro do combate à tuberculose no Brasil. A integração entre políticas sociais e ações de saúde pública é uma estratégia eficaz para reduzir os impactos da doença em populações vulneráveis. Priscila Gestal, uma das autoras do estudo, enfatiza que programas de transferência de renda podem ser vistos como ferramentas de saúde pública. “A pobreza e a insegurança alimentar são fatores determinantes para o desenvolvimento de doenças como a tuberculose. Investir em políticas sociais é investir na saúde da população”, afirma.

O Brasil também pode se beneficiar de experiências internacionais. Países como Índia e Indonésia, que enfrentam altas taxas de tuberculose, têm investido em programas integrados de saúde e proteção social, com resultados promissores. Esses exemplos mostram que o combate à tuberculose exige um esforço coletivo e interdisciplinar.

 

 

A TARDE

Essa publicação é um oferecimento

DROGARIA POUPE JÁ

Saúde

Satisfação sexual de homens casados é maior que a de solteiros

08/01/2025


                                          Foto: Westend61/Getty Images

 

Uma nova pesquisa revelou que homens comprometidos e que estão em um relacionamento afetivo têm melhor desempenho sexual do que os solteiros, independentemente da orientação sexual. O estudo recente destacou o impacto significativo de relações românticas no funcionamento sexual masculino.

A pesquisa incluiu indivíduos de diversas orientações sexuais e teve como objetivo determinar se o funcionamento sexual masculino é um aspecto universal ou variável. Para isso, estudiosos do departamento de psicologia da Universidade de Brasília (UnB) analisaram, via questionário, 427 homens brasileiros saudáveis, incluindo 203 heterossexuais, 77 bissexuais e 147 gays, de várias cidades do país.

Os status de relacionamento foram categorizados como “parceiro” ou “solteiro”. Eles preencheram um formulário, que consistia no Índice de Função Sexual Masculina, e avaliava o funcionamento sexual em cinco campos: desejo, excitação, ereção, orgasmo e satisfação.

O estudo revelou níveis mais altos de excitação sexual, qualidade de ereção, frequência de org4smo e satisfação em homens em relacionamentos em comparação aos solteiros.

Logo, os estudiosos concluíram que um relacionamento estável cria um contexto que melhora o funcionamento sexual masculino.

 

Fonte: Metrópoles

Essa publicação é um oferecimento

DROGARIA POUPE JÁ

Saúde

COVID-19 com força em Natal.

07/01/2025

 

Nos últimos dias, vários relatos de médicos dizendo que a COVID-19 voltou a Natal. Nenhum caso grave, os sintomas são leves, virou uma "gripezinha". Há 4 anos, por essa época, começaram os relatos de COVID-19 pelo mundo, mas ela só chegou ao Brasil na quarta-feira de cinzas, depois que passou o carnaval na Globo.

Na época, se criou uma obrigação de vacinas pouco testadas que até hoje são controversas (tomamos 4 doses e pegamos 5 COVID). No futuro, os tratamentos obrigatórios na época da COVID-19 serão motivo de piadas. 

 

Blog do Gustavo Negreiros

Essa publicação é um oferecimento

DROGARIA POUPE JÁ

Saúde

Superlotação em hospitais de Natal deixa pacientes aguardando atendimento nos corredores

05/01/2025


 

O Hospital Walfredo Gurgel e o Hospital dos Pescadores, em Natal, registraram superlotação no último sábado (4). Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde), pela manhã, 102 pacientes estavam sendo atendidos no Walfredo Gurgel, sendo 42 deles nos corredores.

De acordo com o sindicato, um relatório emitido às 16h apontou uma redução no número total de pacientes para 91, mas quase metade continuava aguardando atendimento nos corredores.

No Hospital dos Pescadores (HOSPESC), a situação era semelhante. Em vídeos divulgados pelo sindicato, pessoas aparecem aguardando no centro cirúrgico para a realização de procedimentos.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Natal informou que o HOSPESC registrou uma demanda acima da esperada, o que provocou aumento no tempo de espera para pacientes com casos menos graves.

A SMS afirmou que está atuando para controlar a situação com altas de pacientes que não necessitam de internação e que 20 pacientes foram transferidos.

 

 

G1 RN

Essa publicação é um oferecimento

RÁDIO FAROL - TOUROS

Primeira páginaAnterior Próxima Última página