Saúde

Saúde

Preço de medicamentos genéricos pode cair mais de 50%, diz Ipea

11/02/2025


 

Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrou que a entrada de medicamentos genéricos no mercado reduz significativamente os preços dos produtos farmacêuticos. A pesquisa, divulgada nesta segunda-feira 10, revela que a queda pode chegar a mais de 50% com a concorrência de três ou mais genéricos.

Os genéricos são produzidos após a quebra da patente do medicamento de referência, geralmente 20 anos após seu lançamento. Eles possuem a mesma substância ativa, dosagem e indicação terapêutica que os produtos originais, mas a preços mais acessíveis. De acordo com o estudo, a entrada do primeiro genérico no mercado provoca uma redução média de 20,8% nos preços mínimos. A partir do terceiro genérico, a economia chega a 55,2%.

O estudo também destacou que mercados altamente concentrados, onde há menos concorrência, sofrem maior impacto com a entrada de genéricos. Nesses casos, a redução média nos preços é de 34%. Além disso, o momento em que os genéricos são lançados influencia nos efeitos: quanto mais rápido após a quebra da patente, maior a queda nos preços.

 

Crescimento dos genéricos no Brasil

Os genéricos já representam 34% do valor total das vendas de medicamentos no Brasil. Entre 2003 e 2019, o crescimento anual na comercialização desses produtos foi de 18,3%, três vezes maior do que o observado para outros tipos de medicamentos.

O estudo foi publicado no livro Tecnologias e Preços no Mercado de Medicamentos, lançado pelo Ipea em novembro de 2023. O artigo Efeitos da entrada de genéricos no mercado sobre o preço dos medicamentos, escrito pelo pesquisador Romero Cavalcanti Barreto da Rocha, está disponível gratuitamente na publicação digital.

 

 

AGORA RN

Essa publicação é um oferecimento

Open Master - Agência de Desenvolvimento Web

Saúde

Parte de teto do Hospital Santa Catarina desaba em Natal

08/02/2025


 

Parte do teto do Hospital Dr. José Pedro Bezerra, conhecido como Santa Catarina, na Zona Norte de Natal, desabou durante a madrugada desta sexta-feira (7). A queda do gesso aconteceu em um corredor da unidade de saúde.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (Sesap), que gere a unidade, a parte do forro de gesso caiu "em virtude das fortes chuvas". Ninguém foi atingido.

O corredor dá acesso a locais como centro cirúgico, UTI e sala de material.

A Sesap informou que pela manhã a equipe de manutenção recolheu os entulhos e consertou o telhado onde foi identificada a infiltração.

"A gestão da unidade fará a recolocação do gesso em breve", informou a pasta.

Trabalhadores, que preferiram não se identificar, relataram que a infiltração estava sendo notada há alguns dias. Eles disseram que houve um grande barulho quando o gesso caiu, mas ninguém de fato foi atingido.

 

 

G1 RN

Essa publicação é um oferecimento

Open Master - Agência de Desenvolvimento Web

Saúde

RN tem 672 casos de dengue em 2025

06/02/2025


 

O Rio Grande do Norte registrou 672 casos prováveis de dengue desde o início de 2025, segundo o Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde. Em Natal, o Boletim Epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde, publicado em 27 de janeiro, aponta 140 casos prováveis e 33 confirmados da doença. O número de registros acende um alerta para a prevenção e o controle do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

Desde a década de 1980, a dengue tem sido uma doença recorrente no Brasil, alternando entre períodos endêmicos e epidêmicos. Em 2023, a vacina contra a dengue foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS), tornando o Brasil o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante na rede pública. No entanto, especialistas alertam que a imunização não substitui os cuidados com a eliminação de criadouros do mosquito.

De acordo com Úrsula Torres, gerente técnica da Unidade de Vigilância de Zoonoses de Natal, a população precisa adotar hábitos simples para evitar a proliferação do mosquito. “É importante aquela visita semanal no imóvel. Se cada um tirar 10 minutos para verificar o quintal, as calhas e qualquer local que possa acumular água, já estaremos impedindo a transmissão. O mosquito precisa de um período de uma semana para completar seu ciclo, então, se eliminarmos os criadouros, evitamos o problema”, destaca.

A transmissão da dengue ocorre por meio da picada da fêmea do Aedes aegypti infectada com o vírus. A doença é caracterizada por febre alta (entre 39ºC e 40ºC), acompanhada de sintomas como dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares e prostração. Nos casos mais graves, podem surgir complicações como sangramentos, dor abdominal intensa, vômitos persistentes e alterações no fígado. O tratamento é sintomático, baseado na hidratação e no acompanhamento médico.

A baixa adesão à vacina também preocupa as autoridades. A reportagem da TRIBUNA DO NORTE esteve na manhã desta quarta-feira (5) na Unidade Básica de Saúde (UBS) São João, no bairro Tirol, e os funcionários relataram que as doses vêm demorando a sair. Na ocasião, existiam pelo menos 154 doses disponíveis e no dia anterior houve apenas uma aplicação.

“A prevenção hoje conta com a vacina, que já é um avanço, mas temos percebido uma baixa procura, não só para a vacina da dengue, mas para outras também. A população precisa se conscientizar e procurar as unidades de saúde para se vacinar. Mas isso vem acontecendo não somente com a dengue, mas também com outras vacinas”, enfatizou Úrsula.

Além da vacinação, outras medidas também são recomendadas para evitar a proliferação do mosquito. O Ministério da Saúde recomenda o uso de telas nas janelas, repelentes, a remoção de recipientes que possam acumular água, a vedação de reservatórios e caixas d’água, além da desobstrução de calhas e ralos.

A previsão para os próximos meses é de aumento nos casos devido às condições climáticas favoráveis à proliferação do mosquito, como o período de chuvas e o calor intenso. “O verão e essas chuvas que acontecem favorecem a proliferação do vetor, então reforçamos a importância do controle. Caso haja aumento expressivo de notificações, medidas adicionais, como o uso do carro fumacê, poderão ser adotadas em áreas com grande concentração de casos”, explica Úrsula Torres.

Em Natal, além do trabalho rotineiro dos agentes de endemias, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realiza atividades educativas nas escolas e eventos comunitários para conscientização. “Temos uma programação contínua para trabalhar a educação sanitária com os estudantes. Durante o período de férias, estivemos nas unidades de saúde e outros espaços públicos”, explicou Úrsula Torres.

O Boletim Epidemiológico de Natal também indicou que dois óbitos foram inicialmente notificados como possíveis casos de dengue, mas já foram descartados após investigação. “Todos os casos notificados entram no sistema como casos prováveis e passam por um tempo de investigação. Ao longo das semanas, divulgamos os boletins atualizados com os casos confirmados e descartados”, afirma.

Já no Boletim do Ministério da Saúde mostra que ainda existe um óbito em investigação no Rio Grande do Norte. Procurada, a Secretaria do Estado da Saúde Pública (Sesap) não comenta sobre o caso. Ainda de acordo com a pasta, estão sendo trabalhadas medidas de prevenção e combate à proliferação do Aedes aegypti no estado, essencialmente no reforço da vigilância e apoio aos municípios, que são os entes responsáveis pelas ações diretas.

“Em 16 de janeiro o Rio Grande do Norte foi o primeiro estado a instituir um Centro de Operações de Emergência para dengue e outras arboviroses, com vistas na articulação das ações conjuntas para enfrentamento à doença. Em articulação com o Ministério da Saúde, em virtude de onze municípios pedirem para não receberem mais doses do imunizante, a Sesap incluiu mais onze municípios na lista de cidades que passaram a receber a vacina contra a dengue”, cita a nota. Na última semana de janeiro, foram distribuídas 21.890 doses para 33 municípios do estado.

 

 

TRIBUNA DO NORTE

Essa publicação é um oferecimento

RÁDIO FAROL - TOUROS

Saúde

Criança de 3 anos atropelada por carro que invadiu lanchonete deixa hospital quase 2 meses após o acidente

05/02/2025


 

O menino de 3 anos que foi atropelado junto com familiares por um carro que invadiu uma lanchonete em Parnamirim, na Grande Natal, teve alta hospitalar nesta quarta (5), quase dois meses depois do atropelamento.

O acidente aconteceu na noite de 11 de dezembro. Cinco pessoas da mesma família estavam na lanchonete quando o veículo invadiu o estabelecimento e atingiu a mesa deles. O motorista apresentava sinais de embriaguez e foi preso. O acidente foi registrado pelas câmeras de segurança da lanchonete.

O pequeno Guilherme Henrique Cunha, o avô e a avó dele foram socorridos e internados no Hospital Walfredo Gurgel, em Natal. Os avós da criança tiveram alta poucos dias depois.

Guilherme passou por 4 cirurgias para evitar a amputação da perna direita e por várias sessões de fisioterapia. Ele ainda não conseguiu voltar a andar.

"O médico disse que com o tempo ele vai voltar a andar. Ele também vai ter que fazer uma nova cirurgia em um período de seis meses a um ano para retirada de uma placa que foi colocada no fêmur", explicou Gilclécio Gomes, pai de Guilherme.

A alta hospitalar foi cercada de emoção na manhã desta quarta-feira (5). "Ele estava muito ansioso por essa alta. Estamos muito felizes. Saio daqui com uma gratidão enorme por toda a assistência que meu filho recebeu, pelo cuidado, pela atenção", disse o pai da criança.

 

O motorista do carro que atropelou a família continua preso.

 

 

G1 RN

Essa publicação é um oferecimento

101 FM

Saúde

Médicos do Tarcísio Maia ameaçam paralisação por atrasos salariais; Sesap negocia prazos

05/02/2025


                                                             Reprodução

 

Médicos do Rio Grande do Norte podem paralisar atendimentos em UTIs caso atrasos salariais não sejam resolvidos até fevereiro. A categoria cobra do Governo do Estado o pagamento dos salários referentes a setembro e outubro de 2024, conforme acordo não cumprido com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

De acordo com Geraldo Ferreira, presidente do Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed-RN), o acordo previa o pagamento dos valores em atraso em até 90 dias. No entanto, os salários de setembro e outubro ainda não foram quitados. “Infelizmente, esses atrasos têm sido repetitivos. Como nós chegamos em fevereiro, pelo acordo, deveríamos estar recebendo novembro, já com atraso. Mas eles (Sesap) não pagaram ainda nem setembro”, afirmou.

A categoria realizou uma assembleia recente para discutir a paralisação dos atendimentos nas UTIs do Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró, e do Hospital Regional Nelson Inácio dos Santos, em Assú. Cerca de 40 médicos atuam diretamente nessas unidades.

“Enviamos um ofício comunicando que os médicos iriam paralisar suas atividades a partir do dia 6 de fevereiro, caso não fosse fornecida a data de pagamento de forma imediata. Fixamos o prazo limite para o pagamento de setembro até 10 de fevereiro, e até 26 de fevereiro para o débito de outubro”, explicou Ferreira.

A Sesap apresentou uma proposta de pagamento, mas a categoria a considerou inviável. “Nós recebemos um retorno com informações de que o pagamento de setembro seria feito até 10 de fevereiro, e o de outubro até 10 de março. Nós declaramos que essa proposta é inviável. Estamos aguardando uma nova proposta que contemple o pagamento de outubro até 26 de fevereiro. A Sesap ficou de nos enviar até amanhã”, disse o presidente do Sinmed-RN.

Os médicos se reunirão em nova assembleia nesta quarta-feira 5, para definir os próximos passos. “A data do pagamento de setembro deve ser aceita, porém, caso não haja a confirmação do pagamento referente a outubro até o dia 26, a categoria deverá paralisar as atividades nas UTIs a partir do dia seguinte. Tudo será definido na assembleia”, concluiu Ferreira.

A Sesap confirmou que há uma negociação em andamento com a empresa responsável pela prestação do serviço, mas não detalhou os termos.

 

Agora RN

Essa publicação é um oferecimento

DROGARIA POUPE JÁ

Saúde

Aumento no número de casos de coqueluche acende alerta no RN

04/02/2025


 

Os casos de coqueluche tiveram um aumento expressivo no Brasil nos últimos anos, acendendo um alerta para a importância da vacinação. Dados do Ministério da Saúde apontam que o número de registros confirmados da doença saltou de 214 em 2023 para 6.759 em 2024, um crescimento de 3.058%. Em 2025, até o momento, já foram contabilizados 62 casos no país. No Rio Grande do Norte, a situação também preocupa: foram três ocorrências em 2023, número que subiu para dez no ano passado, um aumento de 233%. Neste ano, ainda não há registros informados pela pasta no estado.

A coqueluche é uma infecção respiratória causada pela bactéria Bordetella Pertussis. Sua principal característica são crises de tosse seca intensa e persistente, que podem levar a complicações mais graves, especialmente em bebês e pessoas imunossuprimidas. A transmissão ocorre principalmente por meio de gotículas eliminadas ao tossir, espirrar ou falar. Em casos menos comuns, pode haver contaminação por contato com objetos recentemente expostos às secreções de um infectado.

De acordo com Gisele Borba, médica infectologista do Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol/UFRN/Ebserh), a tosse persistente é o principais indicativos da doença. “Os sintomas característicos são febre baixa, moleza no corpo, coriza e tosse seca. A tosse da coqueluche é persistente, não passa fácil e pode vir acompanhada de um guincho ao final, por dificuldade respiratória causada pelo laringoespasmo”, explica. Segundo a especialista, a manifestação da tosse pode variar em adultos que já receberam a vacina, podendo ser confundida com sintomas gripais comuns.

A vacinação é considerada a principal forma de prevenção contra a coqueluche. O Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, disponibiliza duas vacinas que protegem contra a doença: a DTP (tríplice bacteriana infantil) e a dTpa (tríplice bacteriana acelular tipo adulto). A vacina DTP é indicada para crianças menores de sete anos, com doses de reforço aos 15 meses e aos quatro anos de idade. Já a dTpa é oferecida a gestantes a cada nova gravidez e para profissionais da saúde que atuam em unidades neonatais, maternidades e berçários. Ambas fazem parte do calendário nacional de vacinação e são ofertadas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A reportagem da TRIBUNA DO NORTE esteve presente na Unidade Básica de Saúde (UBS) São João, no bairro Tirol, em Natal. Até a última quarta-feira (28), os profissionais da unidade confirmaram que o abastecimento das doses segue normalmente e que a procura também se mantém constante por crianças, gestantes e profissionais de saúde.

Cassiana dos Santos, 45, é uma das pessoas que faz questão de manter o calendário vacinal em dia. Mãe de Elza Cecília, 4, ela levou a criança para tomar a vacina DTP à UBS São João, que envolve a proteção contra a coqueluche. “A vacinação evita bastante. A gente sabe que é uma dor para eles, mas é necessário para um cuidado bem maior”, avalia Cassiana.

Na avaliação de Gisele Borba, esse cuidado é positivo e deve ser prolongado com o passar dos anos. “A imunidade conferida pela vacina não dura a vida toda. Quando temos uma cobertura vacinal alta na infância, conseguimos evitar que a bactéria circule amplamente, protegendo toda a população. Mas quando a cobertura cai, começam a surgir novos casos, inclusive em adultos que foram vacinados há muito tempo”, explica.

De acordo com o Ministério da Saúde, bebês menores de um ano estão entre os mais vulneráveis à forma grave da doença, o que pode levar à hospitalização e, em alguns casos, à morte. “Se a tosse persistir além de três a cinco dias, é fundamental procurar assistência médica”, alerta a infectologista do Huol/UFRN/Ebserh.

Apesar dos números no Rio Grande do Norte ainda não serem significativos, Gisele destaca que é preciso ter controle, em especial para quem viaja para cidades de maior incidência dos casos e que podem trazer a doença para o estado. A cobertura vacinal também foi citado pela especialista como parte essencial.

A reportagem da TRIBUNA DO NORTE procurou a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sesap) desde a última quarta-feira (28) para dados de vacinação e medidas de contenção da doença, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria nesta segunda-feira (3).

 

 

TRIBUNA DO NORTE

Essa publicação é um oferecimento

RÁDIO FAROL - TOUROS

Saúde

Quase 6 mil pênis foram amputados por câncer em 10 anos no Brasil; saiba como se prevenir

03/02/2025


                                 Foto: Imagem de Darko Djurin por Pixabay

 

Considerado um tipo de tumor raro, o câncer de pênis pode ser evitado com algumas atitudes simples: higiene adequada na região íntima, vacinação contra o HPV e cirurgia de postectomia (remoção do prepúcio). No entanto, dados obtidos pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) apontam que muitos homens desconhecem a importância de fazer a higiene íntima de forma correta.

“Apesar de ser um dos poucos tipos de câncer que podem ser prevenidos, o Brasil ainda apresenta preocupantes índices relativos ao câncer de pênis, especialmente nas regiões Norte e Nordeste”, alerta o urologista Luiz Otavio Torres, presidente da SBU.

A falta de informação sobre os hábitos de higiene, o diagnóstico tardio, a baixa condição socioeconômica e o baixo nível de escolaridade resultam em números alarmantes: em dez anos, mais de 5,8 mil homens tiveram o pênis amputado, uma média de 585 amputações por ano ou 11 homens passando pela cirurgia por sem “O câncer de pênis acometeu mais de 20 mil homens brasileiros na última década muito pela falta de higiene adequada do pênis, levando a acúmulo de secreções e infecções repetidas, e pela falta de vacinação em massa da nossa população para o HPV, outro importante fator de risco”, explica Maurício Cordeiro, coordenador do Departamento de Uro-Oncologia da SBU.

 

A SBU lista os fatores de risco para a doença: as baixas condições socioeconômicas, higiene inadequada, fimose, infecção pelo vírus HPV e tabagismo.

 

Como evitar esse câncer mutilante?

 

De acordo com a SBU, quatro ações ajudam na prevenção do câncer de pênis. São elas:

 

Limpeza adequada do pênis com água e sabão puxando o prepúcio para higiene da glande. A limpeza deve ser realizada todos os dias e após as relações sexuais.

 

Tomar a vacina do HPV (no SUS, ela está disponível para alguns públicos. Na rede privada, qualquer pessoa pode tomar).

 

 Realização da postectomia (retirada do prepúcio) quando essa pele que encobre a cabeça do pênis não permite a higienização correta.

 

‍Uso de preservativo para evitar contaminação por ISTs, como o HPV.

 

Mais de 2,2 mil internações e 580 amputações por ano

 

Os dados obtidos pela SBU com o Ministério da Saúde apontaram que nos últimos 10 anos (de 2015 a setembro de 2024:

 

Ocorreram mais de 22,2 mil internações devido ao câncer de pênis — uma média de 2,2 mil por ano

 

Mais de 5,8 mil homens tiveram o pênis amputado — uma média de 585 amputações por ano

 

Apesar de representar 2% de todos os tipos de câncer que atingem o sexo masculino, o câncer de pênis matou 4.502 pessoas de 2014 a 2023, segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde.

 

“O câncer de pênis, apesar de ser amplamente evitável, ainda causa mutilações e mortes no Brasil. O diagnóstico precoce é muito importante, mas a prevenção é a melhor arma que se tem. Ações simples, como vacinação contra o HPV e higiene íntima adequada, poderiam prevenir centenas de casos todos os anos”, orienta Karin Jaeger Anzolch, diretora de Comunicação e coordenadora das campanhas de awareness da SBU.

Para tentar conscientizar a população sobre prevenção e tratamento precoce, a Sociedade Brasileira de Urologia realiza a Campanha de Prevenção ao Câncer de Pênis. Ao longo do mês, a entidade e suas seccionais realizam um grande mutirão de postectomias (retirada da pele que recobre a cabeça do pênis) em vários estados.

“A SBU entende que informar e conscientizar a população sobre o câncer de pênis é uma forma de salvar vidas e evitar tratamentos mutilantes. Por isso, criamos ações como o mutirão nacional de postectomias, que alia educação à prática, destacando a importância da prevenção e do cuidado com a saúde masculina”, conclui Anzolch.

 

Como higienizar o pênis? A lavagem é simples e deve ser feita com água e sabão, na hora do banho mesmo.

 

Para limpar o pênis, o homem precisa afastar o prepúcio e expor a cabeça do órgão, conhecida como glande.

 

“A urina embaixo da pele (prepúcio) é ácida e pode causar fibrose, inflamação. A lavagem feita com água e sabão salva todo o risco de ter um tumor de pênis ou doença mais grave. Também vale ressaltar que não é necessário lavar o pênis a cada micção ou passar alguma pomada, antisséptico”, orienta Ubirajara Barroso Jr., especialista em reconstrução genital.

 Como identificar o câncer de pênis? A incidência deste tipo de câncer aumenta com a idade, atingindo o pico entre 50 e 70 anos.

O homem deve suspeitar de qualquer alteração no pênis, como caroços/verrugas que não saem, feridas que não cicatrizam, secreções saindo do prepúcio, área vermelha endurecida, sangramentos vindos da glande e coceiras.

 

Caso perceba algum desses sinais, deve procurar um médico.

 

Como é feito o tratamento do câncer de pênis? Isso depende de quão rápido for feito o diagnóstico.

“O diagnóstico precoce trata quase 100% dos pacientes. Pode-se fazer uma biópsia e tirar o tumor com uma margem de segurança, preservando o órgão. No entanto, em casos mais avançados é preciso amputar o pênis, parcial ou totalmente”, explica Barroso.

 

 

 

Por Mariana Garcia, g1 /Saúde

Essa publicação é um oferecimento

DROGARIA POUPE JÁ

Saúde

Ibuprofeno pode aumentar a memória e a inteligência, revela novo estudo

03/02/2025

 

O estudo utilizou dados médicos de aproximadamente 540 mil homens e mulheres, com idades até 73 anos. Os pesquisadores analisaram as informações de quais medicamentos os participantes estavam tomando e seu desempenho em testes que mediam tempos de reação, memória, habilidades de raciocínio e resolução de problemas.

As pontuações daqueles que usavam os medicamentos foram comparadas com as daquelas que não os utilizavam. A análise concluiu que o ibuprofeno, um anti-inflamatório que trata dores de cabeça, de dente, nas costas e sintomas de resfriado, pode também acelerar os tempos de reação do cérebro.

 

O Globo

Essa publicação é um oferecimento

ATELIÊ DO AÇAÍ

Saúde

Brasileiros devem ter primeira vacina contra a chikungunya, do Butantan, nas próximas semanas

02/02/2025


                                                 Tomaz Silva/Agência Brasil

 

A vacina conta a chikungunya, doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes Aegypt e que provoca dores crônicas nas articulações, deve ser aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) “nos próximos dias ou nas próximas semanas”.

A expectativa é do diretor de Assuntos Regulatórios, Qualidade e Ensaios Clínicos da Fundação Butantan, Gustavo Mendes. O instituto fabrica o imunizante em parceria com a companhia farmacêutica franco-austríaca Valneva.

“Para os próximos dias ou para as próximas semanas, a gente espera, tem a vacina da chikungunya. A gente sabe que é uma questão crítica, e é uma vacina que está pronta e a gente já submeteu [à Anvisa], e está tudo revisado”, revelou em entrevista ao R7.

Ao menos 214 pessoas morreram no Brasil por causa da doença só no ano passado. Em 2025, já são 11,8 mil casos prováveis da doença, com 12 óbitos em investigação e três mortes confirmadas, segundo o Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde.

Questionado se, além da chikungunya, a vacina também poderia combater a infecção pelo vírus zika, Mendes descartou essa possibilidade. “Zika também está no nosso olhar, temos uma franquia de arboviroses aqui, que inclui zika, como perspectiva, mas que não está tão perto [de ser desenvolvida]”, afirmou.

 

 

R7

Essa publicação é um oferecimento

MARE MOVEIS TOUROS

Saúde

Campanha de vacinação contra gripe termina nesta sexta (31); RN tem 58% do público-alvo imunizado

30/01/2025


 

A campanha de vacinação contra a gripe (influenza) encerra nesta sexta-feira (31) no Rio Grande do Norte. A aplicação do imunizante está disponível para toda a população acima de 6 meses de idade.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), o Rio Grande do Norte atingiu, até esta quinta-feira (30), 58% de cobertura vacinal para os grupos prioritários: gestantes, puérperas, idosos, crianças e povos indígenas.

 

As vacinas contra influenza estão disponíveis nas salas de vacina dos postos de saúde.

 

A campanha de vacinação começou em março do ano passado para grupos prioritários. Em Natal, por exemplo, a ampliação para população acima dos 6 meses aconteceu em maio. A prorrogação da campanha até janeiro deste ano foi uma recomendação do Ministério da Saúde.

De acordo com a Sesap, 927.984 doses de vacina para influenza foram aplicadas nos 167 municípios potiguares até esta quinta.

 

 

G1 RN

Essa publicação é um oferecimento

Open Master - Agência de Desenvolvimento Web

Saúde

Servidores da saúde farão paralisação em 28 de fevereiro para cobrar reajuste do Governo

30/01/2025


Profissionais da saúde aceitaram proposta de pagamento do reajuste a partir de fevereiro, mas cobram retroativo de janeiro. | Foto: Reprodução / Sindsaúde RN

 

Servidores da saúde do Rio Grande do Norte decidiram, em assembleia realizada nesta quarta-feira 29, aceitar a proposta do Governo do Estado para o pagamento do reajuste salarial a partir de fevereiro. No entanto, a categoria aprovou uma paralisação estadual para o dia 28 de fevereiro como forma de pressionar o Executivo a cumprir o acordo. A decisão foi tomada durante reunião do Sindsaúde, no auditório do Cemure, na Zona Oeste.

Apesar de concordar com o início do pagamento do reajuste em fevereiro, os servidores cobram o retroativo referente a janeiro, que, segundo a proposta do Governo, será discutido apenas a partir de junho.

A categoria também decidiu enviar um ofício ao Executivo exigindo que o valor retroativo seja pago já na folha de fevereiro. A paralisação marcada para o final do mês visa garantir que o reajuste seja efetivado conforme o prometido.

A decisão dos servidores reflete a insatisfação com o adiamento do reajuste, inicialmente previsto para janeiro, e a necessidade de pressionar o Governo do Estado a honrar os compromissos assumidos com a categoria. A mobilização deve reunir trabalhadores da saúde de todo o estado em um ato unificado para reforçar as demandas.

 

 

AGORA RN

Essa publicação é um oferecimento

DROGARIA POUPE JÁ

Saúde

Programa de Retomada do Ministério da Saúde contempla 67 obras no RN

28/01/2025


 

O Rio Grande do Norte tem 67 obras contempladas pelo Programa de Retomada de Obras na Saúde do Ministério da Saúde. Do total de projetos, 24 foram repactuados e 43 reativados. As informações foram publicadas por meio de duas portarias no Diário Oficial da União, sendo a primeira divulgada em setembro de 2024 e a segunda nessa segunda-feira (27). 

De acordo com dados das publicações, os projetos com retomada aprovada incluem ampliação e construção de Unidades Básicas de Saúde (UBSs), reformas e construção de academias de saúde, repactuação de Centro de Parto Normal e Unidade Neonatal. Apenas em Natal, foram oito iniciativas aceitas com foco na restauração de UBSS.  

Em todo o país, 1.478 obras tiveram reativação e repactuação aprovadas pelo programa do Ministério da Saúde. De acordo com a pasta, as medidas necessárias para as transferências de recursos financeiros são publicadas em portaria específica, após a celebração do Termo de Repactuação para Retomada de Obra ou Serviço de Engenharia  (TRR) pelos municípios.

O governo federal identificou 5.573 obras na área da saúde paralisadas ou inacabadas. Em janeiro de 2024, o Ministério da Saúde lançou o Programa de Retomada de Obras na Saúde. Estados e municípios foram consultados e 3.594 obras tiveram manifestação de interesse em participar do programa. Um total de 2.504 obras apresentaram a documentação exigida pela Pasta para participar da retomada.

Em setembro de 2024, 1.000 obras foram reativadas e repactuadas. Nessa segunda-feira (27), outras 478 obras foram anunciadas pelo Programa de Retomada de Obras na Saúde, totalizando 1.478 projetos.

 

Confira municípios do RN com obras aprovadas para retomada: 

 

Extremoz 

Governador Dix-Sept Rosado 

Lagoa D’Anta

Parnamirim 

Rafael Fernandes 

Tangara 

Antonio Martins

Apodi 

Baraúna 

Baía Formosa 

Carnaúba dos Dantas

Coronel João Pessoa

Cruzeta 

Doutor Severiano

Espírito Santo 

Florânia

Grossos

Ipanguaçu

Jundiá 

Luís Gomes 

Nísia Floresta 

Pau Dos Ferros 

Ruy Barbosa  

Serrinha  

Tenente Laurentino Cruz

Timbaúba Dos Batistas  

Triunfo Potiguar 

Bento Fernandes

Joao Camara

Natal 

Pedro Avelino Touros 

Umarizal 

Jandaira 

Maxaranguape 

Passagem 

Tribuna do Norte.

Essa publicação é um oferecimento

DROGARIA POUPE JÁ

Saúde

Câncer de pâncreas é o 7º mais letal; diagnóstico precoce é desafio

26/01/2025


 

O mototaxista Pedro Almeida, de 50 anos, se emociona diversas vezes ao falar sobre os últimos dois anos e meio, em que percorreu uma trajetória marcada por idas ao hospital após a descoberta de um câncer de pâncreas que mudou completamente a vida dele. “Sempre tive porte atlético, mas, em oito dias, perdi 21 quilos. Fui desenganado por todos da minha cidade”, relata Pedro, que é natural de Cruzeta, na região Seridó, ao detalhar os efeitos da doença. Ele está em remissão há cerca de um ano e segue em acompanhamento médico a cada quatro meses. Segundo o Inca, o câncer de pâncreas, que no último dia 19 vitimou o jornalista Léo Batista, é o sétimo tipo mais letal no País.rn

O cirurgião oncológico Thiago Pires, médico de Pedro Almeida, explica que o câncer de pâncreas é uma neoplasia maligna extremamente agressiva. A maior parte dos pacientes, segundo ele, é diagnosticada em estágio avançado por conta da manifestação da doença, por vezes silenciosa, o que dificulta o tratamento e impossibilita a cura. “Pelo menos 90% dos pacientes diagnosticados com câncer de pâncreas morrem em decorrência da doença. Para a maioria, resta apenas o intuito paliativo para estender o período de sobrevida, mas sem cura. E, mesmo pacientes que aparentemente não estão em metástase, apresentam um risco alto de recidiva [retorno da doença]”, aponta.

O pâncreas fica na região do retroperitônio, próxima à coluna, por trás do estômago. Por causa da localização, não é um órgão de pronto acesso. Dentre as funções está a participação na produção de hormônios – a chamada função endócrina – bem como a inserção de insulina nas células. Também são produzidos os hormônios que auxiliam na regulação do nosso metabolismo. Outra função é a produção de enzimas, substâncias que ajudam na digestão das proteínas e gorduras.

Pires afirma que o órgão pode ser acometido por neoplasia em duas regiões, basicamente: na cabeça e no corpo. “Quando acomete a cabeça, o mais característico é que o paciente apresente um quadro de icterícia (olhos e pele ficam amarelados). Isso chama a atenção e facilita o diagnóstico. Quando ocorre na região do corpo a icterícia é mais rara de acontecer, o que resulta em chances de detecção tardia. É aí onde vai se observar um quadro avançado, com aumento do volume abdominal e perda de peso”, descreve o médico.

“Um ponto que se deve prestar muita atenção é quando a pessoa se torna diabética de repente, sem muita explicação”, acrescenta o oncologista. Dor abdominal que irradia para as costas também é um sinal de alerta, segundo o médico. Ele pontua que o diagnóstico precoce é ainda mais difícil porque não existe um programa de rastreamento, como a realização de exames regulares para tentar identificar cedo a doença. “Por não ser uma neoplasia comum, a descoberta é baseada principalmente na realização de exames de imagem, quando se tem algum tipo de suspeita”, diz.

O exame mais comumente realizado, segundo Thiago Pires, é a tomografia de abdômen, que permite a visualização de tumorações no pâncreas. “De qualquer modo, é sempre uma investigação complexa, porque não existem sintomas muito característicos. Na grande maioria dos casos, a descoberta se dá apenas depois de alguma suspeita que leva o paciente ao consultório médico”, descreve o oncologista, que atua na Liga Contra o Câncer, em Natal.

 

Remissão e esperança

 

Em agosto de 2022, Pedro Almeida começou a sentir alguns episódios de cansaço, situações que ele achou estranhas por conta do histórico de jogador de futebol e corredor. “Em uma dessas soituações, eu estava trabalhando. Sentei um pouco e veio um sono inexplicável. Alguns colegas disseram ter notado que eu estava cabisbaixo. Ali, notei que algo errado estava acontecendo”, fala o mototaxista. Dias depois, ele conta, apareceu uma icterícia. Isso me preocupou um pouco”, revelou. Durante uma tentativa de doar sangue em Caicó, como fazia periodicamente, ele disse ter sido orientado a procurar um hematologista. “A moça que me atendeu disse que eu não poderia doar sangue.

Ela me orientou a procurar esse profissional para entender o que estava acontecendo com meu sangue. Fiquei bastante assustado”, disse.

Dois dias depois e antes de procurar o hematologista, Pedro teve um episódio forte de coceira por todo o corpo e de dor de barriga – esta última situação durou cerca de 10 dias. “Um parente meu que trabalha no Cecan [Centro Avançado de Oncologia, da Liga Contra o Câncer] suspeitou que eu estava com câncer e me levou para a Liga”, afirmou. Um exame de bilirrubina detectou uma alteração. Com a sequência do atendimento médico, veio o diagnóstico de câncer de pâncreas. “Identificou-se que a neoplasia estava na cabeça do pâncreas, local onde existe a absorção de nutrientes. O tumor estava tapando o acesso a essa entrada – por isso a perda de peso”, narra Pedro Almeida.

O mototaxista recebeu um dreno para desobstruir a entrada do pâncreas. “Três dias depois, eu já estava me sentindo bem melhor”, comenta. Foram 15 dias internados. No final de outubro de 2022, Pedro passou por uma cirurgia para a retirada do tumor, mas o procedimento não foi bem sucedido porque o paciente tinha uma infecção intestinal elevada. “A única coisa que foi possível fazer foi drenar o pus, limpar e fechar o intestino. Somente três meses depois, em fevereiro de 2023, fui submetido a uma nova cirurgia, mas o tumor havia mudado de lugar”, descreve o homem. O tratamento, então, passou a ser feito com radioterapia e quimioterapia, concomitantemente.

Pedro lembra, emocionado, como foi encarar a doença. “Eu não conseguia acreditar no que estava acontecendo. Fui praticamente desenganado, então, me agarrei às possibilidades de salvação que me foram dadas. Doutor Thiago me passou uma energia muito boa. Ele disse: ‘Você é uma pessoa com plenas condições de absorver o tratamento. Tenho muita esperança de que o resultado será bom’. E realmente os resultados começaram a aparecer. Foram 37 sessões de rádio e logo consegui recuperar meu peso”, conta o mototaxista, em um misto de emoção e celebração.

Em julho de 2023, Pedro fez um exame de imagem detalhado que deu negativo para o câncer. “De lá para cá, foi só evolução. Faço acompanhamento na Liga a cada quatro meses e estou em remissão – o câncer não se apresenta mais, mas a cura só é considerada depois de cinco anos. Fisicamente, estou muito bem, embora psicologicamente ainda esteja buscando superar o que aconteceu. Quem passa por uma doença como essa precisa de muita força de vontade e eu confio muito na minha”, ressalta o mototaxista.

 

14ª neoplasia mais comum no Brasil

O câncer de pâncreas é responsável por cerca de 1% de todos os tipos de câncer diagnosticados e por 5% do total de mortes causadas pela doença no Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). É o sétimo mais letal no País, com quase 12 mil óbitos registrados por ano, segundo o Atlas de Mortalidade do Inca. O médico Thiago Pires, oncologista da Liga, em Natal, afirma que a doença é a 14ª neoplasia mais comum entre os brasileiros. Os fatores de risco, segundo ele, são tabagismo, obesidade, diabetes e uma dieta pouco saudável, além de um histórico familiar de câncer de pâncreas.

“Mas em torno de 10% dos casos apenas é que vão ter relação com algum fator genético. A maior parte vai estar relacionada aos fatores ambientais”, explica Pires. O combate aos elementos de risco, especialmente, ao tabagismo, são a principal forma de prevenção. O tratamento, por sua vez, é realizado de duas maneiras: os pacientes com tumor localizado são submetidos frequentemente à cirurgia associada à quimioterapia para reduzir as chances de recidiva. Se a doença está avançada, em processo de metástase, o tratamento envolve melhorar a condição clínica do paciente , como a questão nutricional.

“Também é importante tentar conseguir uma biópsia para, a partir de então, fazer o tratamento com quimioterapia, visando diminuir os sintomas da doença e prolongar a sobrevida do paciente”, afirma Thiago Pires. De acordo com o Inca, o risco de câncer de pâncreas aumenta com o avanço da idade, sendo raro antes dos 30 anos e tornando-se mais comum a partir dos 60. A maioria dos casos afeta o lado direito do órgão (a cabeça). As outras partes do pâncreas são corpo (centro) e cauda.

 

 

TRIBUNA DO NORTE

Essa publicação é um oferecimento

Open Master - Agência de Desenvolvimento Web

Saúde

Nova variante do vírus da dengue deixa autoridades em alerta

26/01/2025


                                                             Foto: Freepik

 

Acompanhar o pai e o tio quase morrerem de complicações de dengue há alguns anos não assustou Lia Salomão tanto quanto a epidemia de 2024, quando ela e parte da família passaram sufoco com a doença que matou mais do que a covid-19.

“Hoje posso dizer que estou neurótica, e essa neurose é uma onda de 2025, acho que ela não existia 2024, porque não tínhamos essa noção de que era tão fácil pegar dengue”, comenta a moradora de São Paulo. “Parecia que se eu estivesse passando um repelente e não deixando água no pratinho do vaso de plantas, estava bom, mas na realidade não é bem assim.

Além da fadiga e desgaste físicos sentidos por mais de uma semana, Salomão conta ter sofrido com disfunção cognitiva pós-viral, como é conhecida a falta de concentração após a cura de uma doença como a dengue, além da perda de cabelo – outro efeito colateral comum. “Ambos foram sensações muito ruins, mas a terrível foi com a minha avó, de 91 anos, que já bebia pouca água e passou a beber ainda menos, por conta do gosto ruim que fica com qualquer líquido; pensei que ia perdê-la a qualquer momento.”

A população acima dos 60 anos é a mais vulnerável à dengue, constituindo a maior parte das 6.068 mortes causadas por ela em 2024. Esse ano presenciou a pior epidemia já registrada no Brasil, quando mais de 6,6 milhões contraíram a doença transmitida pelo mosquito aedes aegypti. O triste recorde anterior cabia aos anos de 2015 e 2023, quando mais de 1,649 milhão adoeceram.

 

G1

Essa publicação é um oferecimento

MARE MOVEIS TOUROS

Saúde

SUS bate recorde de cirurgias eletivas em 2024, mas 1,3 milhão de pessoas ainda esperam atendimento

25/01/2025


                                                   Foto: Breno Esaki

 

O Sistema Único de Saúde (SUS) anunciou um recorde histórico em 2024, com a realização de 13.663.782 cirurgias eletivas. O número representa um aumento de 10,8% em relação a 2023, quando o total de cirurgias realizadas foi de 12.322.368.

 

O que são cirurgias eletivas?

 

As cirurgias eletivas são procedimentos médicos planejados, que não apresentam caráter de urgência ou emergência, como correções de hérnias, retirada de tumores benignos ou cirurgias ortopédicas. Por serem programadas, essas intervenções dependem de agendamento prévio e disponibilidade na rede de saúde.

O Programa Nacional de Redução de Filas (PNRF), que prioriza cirurgias urgentes, também teve resultados positivos. Em 2024, foram feitas 5.324.823 cirurgias, um aumento de 18% em relação ao ano anterior, que registrou 4.510.740.

De acordo com o Ministério da Saúde, de 2022 a 2024, o número de cirurgias também aumentou em 1.573.966, o que representa uma alta de 42%.

Desse total, 1.355.192 foram financiadas pelo programa que visa reduzir as filas de espera por cirurgias, exames e consultas na rede pública.

1,3 milhão de pessoas ainda estão na fila do SUS aguardando procedimentos

Apesar dos avanços, segundo dados mais recentes da pasta, cerca de 1,3 milhão de pessoas ainda estão na fila do SUS aguardando procedimentos. Lançado em janeiro de 2023, o PNRF é uma das principais promessas do governo federal para enfrentar essa espera.

No entanto, a falta de médicos especializados nos hospitais públicos segue sendo um obstáculo para o programa, especialmente em estados das regiões Norte e Nordeste, onde a carência é mais acentuada.

“Estamos trabalhando em programas que diminuem o tempo de espera do paciente nas filas. Além disso, nos últimos dois anos concentramos nossos esforços na reestruturação do SUS, que passou por um período de desestruturação. Nosso objetivo é que a população seja atendida em tempo hábil e com muita qualidade”, diz a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

De acordo com o Ministério da Saúde, a maior parte dos especialistas está concentrada no Sudeste, o que intensifica as desigualdades no acesso à saúde, dificultando a implementação efetiva do programa e a redução das filas de espera.

 

g1

Essa publicação é um oferecimento

RÁDIO FAROL - TOUROS

Saúde

Cresce número de municípios com mais de 95% de cobertura vacinal

24/01/2025

 

Nos últimos dois anos, o Brasil avançou significativamente na cobertura vacinal da população. O Ministério da Saúde registrou aumento expressivo no número de municípios acima da meta de 95% de imunização para vacinas essenciais do calendário infantil. É o caso da vacina tríplice viral, que previne o sarampo, a caxumba e a rubéola. A meta para segunda dose desse imunizante foi alcançada em 2.408 municípios brasileiros, um aumento de mais de 180% quando comparado com os 855 municípios em 2022. A cobertura da primeira dose de tríplice viral também foi registrada em mais regiões: 3.870 cidades em 2024, frente às 2.485 de 2022, ou seja, 55,7% de crescimento.

O número de municípios que alcançaram a meta para a Vacina Oral Poliomielite (VOP) também aumentou, passando de 1.466 cidades em 2022, para 2.825 em 2024, uma alta de quase 93%. Em novembro, o Ministério da Saúde substituiu a VOP, conhecida como gotinha, por uma dose de Vacina Inativada Poliomielite (VIP) que é injetável, para deixar o esquema vacinal ainda mais seguro. A nova estratégia para uso do imunizante injetável é mais um passo para garantir que o Brasil se mantenha livre da poliomielite. O país está há 34 anos sem a doença, graças à vacinação em massa da população.

O Brasil vinha enfrentando graves quedas na cobertura vacinal desde 2016. Com o lançamento do Movimento Nacional pela Vacinação, em 2023, o país reverteu essa tendência de queda. Em 2024, 15 das 16 vacinas recomendadas para o público infantil registraram aumento.

Essa publicação é um oferecimento

101 FM

Saúde

Previdência Social fecha 2024 com redução de 40,7% da fila da perícia médica

24/01/2025


 

A Previdência Social encerrou o ano de 2024 com uma redução de 40,7% da fila da perícia médica em relação a agosto de 2023, quando começou o Programa de Enfrentamento à Fila da Previdência Social (PEFPS). Passou de 1,16 milhão de requerimentos pendentes para 687,7 mil requerimentos. Em junho, a fila estava em 566,2 mil pedidos, mas voltou a subir um pouco devido a movimento grevista da categoria.

O tempo de espera dos segurados por uma perícia médica também diminuiu. Em agosto de 2023, a média no Brasil estava em 70 dias. Atualmente, a média nacional está em 43 dias. Em São Paulo, um segurado espera em média 25 dias por uma perícia médica. Na Região Sul, a média está em 27 dias. No Nordeste, a média saiu de 139 dias (em agosto de 2023) para 73 dias (janeiro de 2025).

A ferramenta que permite a concessão de benefícios por incapacidade por meio de análise documental teve impacto significativo na redução da fila. A mudança ampliou a capacidade de atendimento e simplificou o fluxo procedimental adotado, além de ter aprimorado os processos de trabalho. Desde julho de 2023, foram solicitados 3.735.391 pedidos de Atestmed (até a competência setembro de 2024). Do total de requerimentos, houve a realização de 3.724.616 análises, das quais 1.337.146 foram encaminhadas para perícia médica presencial.

“Nos últimos dois anos, enfrentamos o acúmulo de pedidos de reconhecimento de direitos que estavam represados. E um dos pontos de sucesso são as perícias realizadas por meio do Atestmed, que chegam até o Brasil profundo para facilitar o atendimento e reduzir os prazos para efetivação dos benefícios. Evitamos, assim, a necessidade de grandes deslocamentos”, diz o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi

 

Mutirões

As perícias extraordinárias, realizadas em esquema de mutirão, em 2023 e 2024, também ajudaram a reduzir o tempo de espera dos segurados da Previdência Social que dependiam desse serviço. Desde 2023, foram realizados, aproximadamente, 135 mil atendimentos em regime de mutirão, em todas as Unidades da Federação. Mais de mil peritos participaram das ações.

Os mutirões são realizados em cidades onde o tempo de espera é maior ou onde não há perito lotado. Os médicos fazem atendimentos além de suas metas ordinárias, inclusive aos finais de semana.

 

AGORA RN

Essa publicação é um oferecimento

ATELIÊ DO AÇAÍ

Saúde

Médicos fecham acordo e voltam a atender em seis hospitais do RN

24/01/2025

                           Foto: MARCELO CAMARGO / AGÊNCIA BRASIL

 

Os médicos da Cooperativa Médica do Rio Grande do Norte (Coopmed) decidiram voltar ao trabalho nesta sexta-feira 24, após dois dias de paralisação. A categoria havia interrompido a prestação de serviço devido a atrasos no pagamento por parte do Governo do Estado. Nesta quinta-feira 23, um acordo foi fechado.

A paralisação dos médicos começou nesta quarta-feira 22. O Governo do Estado deve à Coopmed os pagamentos regulares de setembro, outubro, novembro e dezembro de 2024, além da parcela de dezembro de um acordo fechado anteriormente. Ficou definido que a parcela de dezembro do acordo e duas faturas do contrato regular (setembro e outubro) serão pagos 10 de fevereiro e 10 de março, respectivamente.

As últimas reuniões para discutir o assunto tiveram a participação de representantes da Coopmed, do Governo do Estado e também do Ministério Público. Ficou definido que, em caso de novo descumprimento de acordo por parte do governo, o MP poderá tomar medidas judicias contra a gestão estadual.

Essa publicação é um oferecimento

101 FM

Saúde

Novo lote de vacinas contra dengue é distribuído para mais de 30 cidades do RN; veja lista

23/01/2025


 

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte anunciou que vai distribuir, a partir desta quarta-feira (22), um novo lote da vacina Qdenga, contra a dengue, para 33 municípios potiguares. Serão entregues 21.890 doses.

A distribuição das vacinas engloba 11 novas cidades ao rol de população indicada para receber a vacina, que, seguindo as orientações do Ministério da Saúde, permanece dentro da faixa etária de 10 a 14 anos.

O aumento do número de municípios se deu a partir da desistência de um terço das 33 primeiras cidades - elegíveis a partir de critérios como incidência de casos e óbitos - em receber novas doses. Os municípios alegaram dificuldade em alcançar o público-alvo.

Em articulação com o Ministério da Saúde, e a partir de critérios como população e incidência de casos, a Sesap ampliou o número de locais que receberão as vacinas a partir deste mês.

"Grande parte dos novos municípios já receberão doses suficientes para cobrir toda a faixa populacional de 10 a 14 anos", informou a pasta.

O esquema vacinal do imunizante é composto por duas doses, com intervalo de 90 dias entre cada uma, e a segunda dose já está reservada no estoque da Sesap.

A vacinação com a Qdenga é apenas uma parte da estratégia de enfrentamento à dengue no estado.

"A Sesap destaca a necessidade de cooperação da população na prevenção à proliferação do Aedes aegypti, especialmente nos cuidados com os focos residenciais, que representam mais de 70% dos casos", disse a Secretaria.

 

 

G1 RN

Essa publicação é um oferecimento

ATELIÊ DO AÇAÍ

Saúde

Terceirizados do hospital Walfredo Gurgel entram em greve

21/01/2025


                                                 Foto: Reprodução

 

Os funcionários terceirizados do Hospital Walfredo Gurgel, em Natal, das áreas de nutrição e copeiros, entraram em greve nesta terça-feira (21).

Os trabalhadores reivindicam salários atrasados e em protesto fecharam parte da pista da avenida Salgado Filho, nesta manhã, em frente ao hospital.

 

 Ponta Negra News

Essa publicação é um oferecimento

Open Master - Agência de Desenvolvimento Web

Primeira páginaAnterior Próxima Última página