Saúde
Médicos podem paralisar atendimentos na UTI do Walfredo Gurgel devido atraso de pagamento
19/03/2025

Médicos da UTI do Hospital Walfredo Gurgel, que enfrentam seis meses de atrasos salariais, realizaram uma assembleia nesta terça-feira 18 com o Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed/RN) e decidiram estabelecer um prazo até o dia 25 de março para o pagamento dos salários atrasados. Caso o pagamento não seja efetuado até essa data, os atendimentos poderão ser paralisados no setor.
Os profissionais, contratados por meio da empresa de Serviço de Assistência Médica e Ambulatorial (SAMA), denunciam que o estado não realiza os repasses financeiros desde outubro de 2024. Durante a reunião, o presidente do Sinmed/RN, Geraldo Ferreira, destacou que existe um acordo pré-processual, firmado em audiência de conciliação realizada pela Justiça Federal, com a participação do sindicato, do Conselho Regional de Medicina (Cremern), da Secretaria Estadual de Saúde (Sesap) e da SAMA, no qual foi estipulado que os atrasos salariais não poderiam ultrapassar três meses.
Em razão do descumprimento do acordo, os médicos definiram que, caso os salários de outubro e novembro de 2024 não sejam pagos até o dia 25 de março, uma nova assembleia será convocada para decidir sobre a possibilidade de uma paralisação, que poderá ter início no dia 26/3.
Além das UTIs do Hospital Walfredo Gurgel, outras unidades de saúde do estado, como os hospitais da Polícia, Santa Catarina, Giselda Trigueiro e Deoclécio Marques, também estão em risco de ter os atendimentos suspensos. Ao todo, nove UTIs podem ser afetadas caso o governo estadual não regularize os repasses até o prazo estipulado.
AGOAR RN
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Falta de saneamento provocou mais de 340 mil internações em 2024
19/03/2025

O Brasil registrou mais de 344 mil internações por doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado em 2024, sendo que 168,7 mil estão relacionadas a alguma infecção propagada por um inseto-vetor, principalmente a dengue.
Em segundo lugar, vêm as doenças de transmissão feco-oral (transmitidas peles fezes de um indivíduo infectado), como as gastroenterites causadas por vírus, bactérias ou parasitas, com 163,8 mil casos.
Os dados são de pesquisa divulgada pelo Instituto Trata Brasil, nesta quarta-feira (19), antecipando o Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março.
Apesar do grande número absoluto – que representa quase 950 internações por dia – desde 2008, os registros têm caído, em média, 3,6% ao ano.
Situação nas regiões
A situação em algumas regiões é mais preocupante. No ano passado, a incidência de internações na Região Centro-Oeste foi a maior do Brasil – 25,5 – por causa do surto de dengue. Já a Região Norte registrou 14,5 internações a cada dez mil habitantes por doenças de transmissão feco-oral, o dobro da taxa brasileira.
Os estados em pior situação foram o Amapá, com incidência de 24,6 internações e Rondônia, com 22,2 internações por dez mil habitantes.
A Região Nordeste registrou uma taxa geral próxima da média brasileira, mas também se destacou negativamente na análise de transmissões feco-orais. Além da região ter a segunda maior taxa de incidência do país, com 12,6 internações a cada dez mil habitantes, no estado do Maranhão, essa taxa chegou a 42,5, seis vezes mais do que a média brasileira.
Apesar de não ser a única causa, essas doenças estão bastante relacionadas à falta de saneamento, já que são resultado da infecção por vírus, bactérias ou parasitas eliminados nas fezes de uma pessoa doente, e que são transmitidas para outras pessoas principalmente pelo consumo de água e alimentos contaminados e pela falta de higienização das mãos.
As doenças transmitidas por insetos também têm relação com o saneamento, porque o acúmulo de lixo favorece a proliferação desses animais.
Mais afetados
Por causa disso, o Instituto Trata Brasil ressalta que elas afetam com maior intensidade as populações de menor status socioeconômico.
Em 2024, 64,8% do total de internações foram de pessoas pretas ou pardas. Apesar dos indígenas responderem por apenas 0,8% do total, a incidência entre eles ficou em 27,4 casos a cada dez mil habitantes.
As crianças e os idosos são os que costumam adoecer com mais gravidade, necessitando de internação. Entre as pessoas hospitalizadas em 2024, cerca de 70 mil eram crianças de até 4 anos, ou 20% do total. Nessa faixa etária, a incidência foi de 53,7 casos a casa dez mil pessoas, três vezes mais do que a média de todas as idades.
Já entre as pessoas com mais de 60 anos, a incidência foi 23,6, com cerca de 80 mil internações, ou 23,5% do total.
O Instituto Trata Brasil estima que o avanço da oferta de água tratada e da coleta e tratamento de esgoto pode reduzir em quase 70% a taxa de internações do país e promover uma economia de R$ 43,9 milhões por ano.
Mortalidade
O estudo também analisa a mortalidade associada a essas doenças, em comparação com dados de 2023. Neste ano, foram registradas 11.544 óbitos por doenças relacionadas ao saneamento ambiental, a maioria – 5.673 casos – por infecções feco-oral, e outras 5.394 causadas por doenças transmitidas por insetos.
Os óbitos caíram entre 2008 e 2023 no país. No entanto, na maior parte dos municípios brasileiros, esse indicador ficou estagnado e em 1.748 cidades, a taxa de mortalidade cresceu neste período.
As mortes, em 2023, foram bastante superiores entre os idosos, com 8830 ocorrências, ou 76% do total. Já o recorte por etnia mostra que a taxa de óbitos entre os indígenas foi quatro vezes superior à da população em geral, apesar da quantidade absoluta de casos ser bem menor do que entre as pessoas brancas ou negras.
Fonte: Agência Brasil
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Mais Médicos: Saúde anuncia 2,2 mil novas vagas e cadastro reserva
17/03/2025

O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (17) novo edital para a contratação de 2.279 profissionais pelo Programa Mais Médicos. Segundo a pasta, as vagas serão disponibilizadas para 4.771 municípios.ebcebc
Em entrevista à imprensa, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que, com o preenchimento das novas vagas, o programa passará a contar com mais de 28 mil profissionais.
Os médicos atuam em equipes de Saúde da Família e, quando necessário, encaminham o paciente para um especialista.
Aumenta muito a capacidade de resolver os problemas de saúde na atenção primária”, avaliou Padilha.
“Evidências e estudos mostram que a presença desse médico reduziu o encaminhamento para a atenção especializada”, completou.
Do total de municípios que vão receber médicos a partir do novo edital, que prioriza regiões de maior vulnerabilidade e áreas de difícil acesso, 1.296 cidades terão vagas imediatas e 3.475 poderão manifestar interesse e ter ampliação de profissionais.
A região da Amazônia Legal será contemplada com 473 vagas em 709 cidades.
Para aderir, gestores de estados e municípios devem se inscrever por meio do sistema e-Gestor até 24 de março, com resultado previsto para 8 de abril.
Estão previstas vagas profissionais negros, quilombolas, indígenas e pessoas com deficiência.
Prontuário eletrônico
Ainda segundo a pasta, o uso do prontuário eletrônico do Sistema Único de Saúde (SUS), conhecido como e-SUS APS, por profissionais do Mais Médicos deve auxiliar na redução do tempo de espera por atendimento médico especializado.
O documento é gratuito e, de acordo com o ministério, acelera a integração do acesso às informações do paciente entre a atenção primária e a atenção especializada.
“É por meio desse prontuário que o profissional do Mais Médicos sabe se o paciente voltou à unidade para retorno da consulta, se as informações estão completas e se os exames estão em dia, ou seja, um canal rápido e eficiente, tanto para o paciente, como para o profissional.”
Formados no exterior
A pasta recepcionou, também nesta segunda-feira, 402 médicos formados no exterior e inscritos no Mais Médicos, que irão prestar atendimento a partir de abril em 22 estados.
“Esses profissionais estão inicialmente alocados em cerca de 180 municípios e 15 Distritos Sanitários de Saúde Indígena”, destacou o ministério.
A maioria dos médicos, conforme a pasta, nasceu no Brasil, totalizando 397 brasileiros e cinco estrangeiros.
Além disso, 52,7% dos profissionais são mulheres e 57 vão atuar especificamente na saúde indígena.
O chamado Módulo de Acolhimento e Avaliação é realizado em parceria com o Ministério da Educação e segue até 11 de abril, com aulas sobre o SUS e temas prioritários para atendimento de populações vulneráveis na atenção primária.
Dentre os tópicos de destaque estão equidade étnico-racial, saúde mental e o programa Bolsa Família. Ao final do curso, todos os médicos passam por uma avaliação – para ser aprovado, é preciso alcançar média mínima de 50%.
AGORA RN
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Espera por consulta e cirurgia no SUS é recorde no pós-pandemia
16/03/2025

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Caio de Melo Ramos tinha três anos de idade quando foi diagnosticado com transtorno do espectro autista por um médico do Sistema Único de Saúde (SUS), que indicou a realização de consultas com especialistas. Sua mãe, a dona de casa Priscila Melo, foi então em busca de neurologista, psicólogo e fonoaudiólogo. Após cinco anos de espera, só conseguiu levar o filho no primeiro. Nas demais especialidades, segue na fila.
— Não me deram previsão. Entrei em contato com a agente de saúde que me atendia e ela disse que tenho que esperar, não tenho o que fazer. Ficamos à mercê. Enquanto isso, meus filhos precisando e regredindo — disse Priscila, moradora de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, cujo segundo filho também foi diagnosticado com autismo.
A situação de Priscila e dos filhos não é exceção. Uma radiografia inédita das filas do Sistema Único de Saúde (SUS) revela que nunca se levou tanto tempo para se conseguir uma consulta médica com um especialista na rede pública do país.
Números do Ministério da Saúde obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) mostram que pacientes precisaram aguardar, em média, quase dois meses (57 dias) para serem atendidos em 2024. A espera durou mais até do que o registrado durante a pandemia de Covid-19, em 2020, quando a média foi de 50 dias, até então a maior marca da série histórica iniciada em 2009.
O levantamento foi possível após cruzamento de dados do Sistema Nacional de Regulação (Sisreg), software usado pelo governo federal para gerir o acesso à saúde. Os dados mostram que, a exemplo do filho de Priscila, 5,7 milhões de pessoas aguardavam por uma consulta em janeiro deste ano em todo o país. É como se 4 de cada 5 habitantes do Rio estivessem esperando um atendimento médico naquele momento.
5,7 milhões de pessoas estavam na fila do SUS para consultas em janeiro
O tempo médio para uma consulta, que engloba as 84 especialidades disponíveis no SUS, nas 27 unidades da federação, contudo, mascara a realidade de locais onde conseguir ser atendido é um exercício de paciência. O maior prazo, segundo os dados, é para quem precisa de uma avaliação de um especialista em genética médica, indicada para casos de anomalias congênitas, no Mato Grosso. Do pedido de agendamento até o paciente ser recebido no consultório médico são, em média, 721 dias — ou seja, dois anos de espera.
O tempo pode ser menor quando se trata de especialidades menos complexas. A principal demanda do SUS no ano passado, por exemplo, foram pelas consultas oftalmológicas, que tiveram 175,9 mil solicitações. Neste caso, considerando a média do país, a espera pelo atendimento foi de 83 dias, quase três meses.
O Ministério da Saúde afirma que a redução no tempo de espera de consultas, exames e cirurgias no SUS é a prioridade do novo ministro, Alexandre Padilha, que tomou posse na segunda-feira no lugar de Nísia Trindade. A troca teve como um dos principais motivos as dificuldades da ex-titular da pasta em avançar com o Programa Mais Acesso a Especialistas, lançado em abril do ano passado com o intuito de tornar mais rápido o acesso da população ao atendimento em cinco áreas com mais demanda (oncologia, oftalmologia, cardiologia, ortopedia e otorrinolaringologia). Em busca de uma marca para seu terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem cobrado resultados, pois quer transformar o programa em vitrine eleitoral em 2026.
Em nota, a pasta afirmou que tem adotado iniciativas que já ajudaram a reduzir filas e, no ano passado, “registrou recorde histórico” de cirurgias eletivas. “Foram mais de 14 milhões de procedimentos realizados, um crescimento de 37% em relação a 2022”, diz a nota.
Apesar de o sistema usado pelo Ministério da Saúde ser a única base de dados do governo federal para saber a situação das filas, a pasta afirma que os números são falhos. Nem todos os estados preenchem o sistema de forma adequada. Capitais como São Paulo, Rio e Belo Horizonte, por exemplo, possuem ferramentas próprias de controle, que não são integradas ao da Saúde.
O Globo
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Covid: Cinco anos após primeiro paciente confirmado, RN registra 604 mil casos e mais de 9 mil mortes pela doença
12/03/2025

O Rio Grande do Norte teve o primeiro caso de covid-19 confirmado no dia 12 de março de 2020, um dia após a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarar a pandemia causada pelo coronavírus (Sars-Cov-2). A primeira paciente com a doença no estado era uma mulher de 24 anos que tinha feito uma viagem à Europa. Cinco anos depois, o estado registra 604 mil diagnósticos e mais de 9 mil mortes causadas pela doença.
Do total de casos registrados no estado, 582,6 mil (96,4%) ocorreram entre 2020 e 2022, segundo os dados do Ministério da Saúde. Dos óbitos, 8.689 (93%) ocorreram no mesmo período. Os especialistas ouvidos pelo g1 atribuem a redução da doença nos últimos anos à vacinação da população, iniciada em 2021.
Rapidamente, o vírus que começou a se espalhar na China no final de 2019 já havia atravessado o mundo e chegado ao RN pouco após o carnaval.
G1 RN
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Farmácia Popular: 21 municípios do RN estão com vagas abertas para novos credenciamentos
06/03/2025

Em 2024, quase 25 milhões de pessoas foram atendidas pelo Farmácia Popular, que conta com mais de 31 mil estabelecimentos credenciados em todo o país. Este é o maior número de beneficiários da série histórica desde 2004, e a tendência é que aumente ainda mais com a abertura de inscrições para mais de 750 municípios brasileiros que não têm nenhuma farmácia credenciada.
No Rio Grande do Norte, 21 municípios foram contemplados com 42 vagas para novos credenciamentos, ou seja, duas vagas para cada um. O processo seletivo já está aberto e pode ser acessado pelo site do Ministério da Saúde. A classificação ocorrerá em ordem crescente de inscrição.
No ato da inscrição, os estabelecimentos precisam estar regularizados junto à Receita Federal, Junta Comercial, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Previdência Social e demais órgãos de regulação e fiscalização.
Além disso, é necessário dispor de sistemas eletrônicos adequados e ter farmacêutico responsável técnico com Certificado de Regularidade Técnica (CRT) válido e emitido pelo Conselho Regional de Farmácia (CRF).
Para se credenciar, é necessário preencher o formulário de cadastro e separar os seguintes documentos com firma reconhecida em cartório, validação eletrônica ou certificado digital:
Comprovante de CNPJ com CNAE específico (4771701 e 4771702);
Registro na junta comercial ou certificação digital;
Licença sanitária estadual ou municipal;
Autorização de funcionamento emitida pela Anvisa;
Certidão de regularidade fiscal junto à Receita Federal;
Certificado de regularidade técnica emitido pelo Conselho Regional de Farmácia;
Documentação do representante legal e do farmacêutico responsável;
Comprovante de conta bancária da empresa.
Retomado no ano de 2023, o Farmácia Popular não cadastrava novos estabelecimentos desde 2014. De acordo com o Ministério da Saúde, a ampliação da rede garante que mais pessoas tenham acesso a medicamentos essenciais.
Com 78 cidades selecionadas, o Piauí é o estado com mais vagas abertas, totalizando 156. Atualmente, o programa está presente em 4.812 municípios, abrangendo 86% das cidades do país e cobrindo cerca de 97% da população.
Remédios e insumos 100% gratuitos
O ministério anunciou, no último dia 13, a ampliação total da gratuidade do Farmácia Popular para toda a população brasileira. Agora, todos os 41 itens do programa, entre medicamentos e insumos de saúde, podem ser retirados nos estabelecimentos credenciados sem qualquer pagamento de coparticipação, como acontecia anteriormente.
Com a medida, fraldas geriátricas e o medicamento dapagliflozina, indicado no tratamento da diabetes mellitus associada à doença cardiovascular, passam a ser fornecidos, gratuitamente, de acordo com o público elegível para cada item.
Em 2024, o orçamento destinado ao programa alcançou R$ 3,6 bilhões, superando os R$ 3,1 bilhões de 2023 e os R$ 2,5 bilhões de 2022. Para 2025, está previsto um investimento de R$ 4,2 bilhões.
Mais avanços
Iniciado no ano passado, o programa Dignidade Menstrual também garantiu o acesso à saúde para pessoas em situação de vulnerabilidade, por meio da entrega de absorventes higiênicos gratuitos. Em seu primeiro ano de execução, 2,1 milhões de pessoas de baixa renda em todo o Brasil foram beneficiadas.
Por meio do Farmácia Popular, a iniciativa visa garantir acesso a itens básicos de higiene menstrual e distribuiu, em apenas um ano, mais de 240 milhões de absorventes, totalizando um investimento de R$ 119,7 milhões do Ministério da Saúde.
AGORA RN
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Exercício físico pode reduzir risco de depressão e mais doenças, diz estudo
04/03/2025

Aumentar seu nível de atividade física pode reduzir o risco de desenvolver doenças neuropsiquiátricas como ansiedade, depressão e demência, segundo nova pesquisa preliminar.
E a proteção para seu cérebro se aplica independentemente da intensidade do exercício, “destacando a importância do movimento regular na promoção da saúde mental”, disse o autor principal do estudo, Dr. Jia-Yi Wu, pesquisador do Hospital Huashan da Universidade Fudan em Xangai, China.
Os pesquisadores analisaram dados de acelerômetro de mais de 73.000 adultos com idade média de 56 anos para comparar sua quantidade de atividade física com casos de doenças neuropsiquiátricas, de acordo com o resumo publicado na quinta-feira. O resumo será apresentado em abril na reunião anual da Academia Americana de Neurologia em San Diego.
Embora os resultados ainda não tenham sido publicados em um estudo completo revisado por pares, eles são fortalecidos pelo grande tamanho da amostra, pela confiabilidade dos dados do acelerômetro e pelo grande corpo de trabalho que apoia uma forte conexão entre exercício e melhores resultados para condições que afetam o cérebro, disse o Dr. Scott Russo, Diretor Leon Levy do Centro de Pesquisa do Cérebro e Corpo da Escola de Medicina Icahn no Mount Sinai em Nova York. Ele não esteve envolvido na pesquisa.
“Neste caso, há tantos dados, tanto correlativos quanto causativos… que estou bastante confiante”, disse Russo.
Diferentes tipos de depressão
Os dados mostraram que aumentar a atividade física e reduzir o tempo sedentário foi benéfico para condições como demência e depressão, e isso não é uma grande surpresa, disse Russo. Alguns estudos mostraram que o exercício é tão eficaz contra a depressão quanto medicamentos, acrescentou ele.
Para entender por que o exercício pode ser tão útil, é importante notar que alguns pesquisadores estão começando a pensar na depressão não apenas como uma condição, mas como uma coleção de subtipos com diferentes causas, disse Russo.
Cerca de 25% a 30% das pessoas com transtorno depressivo maior podem se enquadrar no subtipo imunometabólico, que é caracterizado por inflamação e função metabólica alterada, explicou.
Exercício pode ajudar a regular a função metabólica e reduzir a inflamação por trás desse subtipo de depressão.
“Este pode ser uma forma efetiva de tratar pacientes com esse subtipo em particular”, acrescenta Russo.
Qualquer atividade física ajuda
A principal lição deste estudo? Mova-se mais e passe menos tempo sentado.
“Envolver-se em atividades diárias que queimam calorias, como caminhar ou até mesmo jardinagem, desempenha um papel significativo na proteção da saúde do seu cérebro”, disse Wu por e-mail.
Algo particularmente motivador é que a pesquisa mostrou que todas as intensidades de atividade pareciam ser benéficas.
“Você não precisa se comprometer com treinos intensos”, diz Wu. “Mesmo atividades leves ou moderadas podem ter um impacto significativo no seu bem-estar”.
E assim como um acelerômetro foi útil para registrar a atividade para o estudo, um dispositivo que ajuda você a monitorar sua atividade pode ser uma boa estratégia para se movimentar mais, diz Russo.
Médicos e pesquisadores frequentemente incentivam as pessoas a praticarem mais atividades físicas, mas a saúde do país como um todo não melhorou muito, ele acrescentou.
“Ainda requer comportamentos ativos e intencionais, e algumas dessas tecnologias digitais que estão surgindo demonstraram realmente ajudar tanto no rastreamento quanto na motivação”, disse Russo.
Um dispositivo para monitorar a atividade pode dizer se você está recebendo o suficiente ou quanto mais você precisa, ele acrescentou. Adultos precisam de pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana e pelo menos dois dias de atividade de fortalecimento muscular por semana, de acordo com as atuais Diretrizes de Atividade Física para Americanos.
“É como um jogo para mim agora”, disse Russo, falando sobre seu próprio dispositivo. “Eu defino minha meta mínima de movimento todos os dias, e se estou um pouco abaixo dela e não vou atingir minha meta naquele dia, posso dar voltas pela minha casa.”
Tornar-se uma população mais saudável exigirá alguma estratégia e escolhas intencionais, disse ele.
“Acho que uma das coisas que essas tecnologias digitais fazem é fornecer essa capacidade para o indivíduo realmente assumir a responsabilidade por elas, para poder rastrear, reunir e organizar dados em tempo real”, disse Russo.
Fonte: CNN Brasil
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Mortes por obesidade no Brasil aumentam 75,3% em 14 anos
04/03/2025

Foto: Agência Brasil
De 2010 a 2024, a obesidade foi responsável por 45.310 mortes no Brasil, um aumento de 75,3% no período, segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde de 2024. O ano com o maior número de óbitos foi 2021, com 4.561 registros. Desde então, houve uma redução de 19,35% nos casos.
Nesta 3ª feira (4.mar), é celebrado o Dia Mundial da Obesidade, data dedicada à conscientização sobre essa doença crônica não transmissível.
O presidente da SBCBM (Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica) e cirurgião bariátrico, Juliano Canavarros, explicou que muitas dessas mortes não foram causadas diretamente pela obesidade. Segundo ele, os óbitos estão associados a comorbidades frequentes em pessoas obesas, como hipertensão e dislipidemia — condição caracterizada por níveis elevados de colesterol.
“O paciente pode desenvolver muitas doenças associadas à obesidade que vão aumentar a chance dele morrer. Inclusive, já é científico que obesos podem ter 30% a mais de chance de desenvolver câncer, que vai abreviar a vida desta pessoa”, disse.
A AMA (Associação Médica Americana, na sigla em inglês), maior associação de médicos e estudantes de medicina dos Estados Unidos, classificou a obesidade como uma doença crônica em 2013. Já a OMS (Organização Mundial da Saúde) considera obesas as pessoas com IMC (Índice de Massa Corporal) acima de 30 kg/m².
Além do aumento no número de mortes associadas à obesidade, o número de casos da doença entre brasileiros maiores de 18 anos cresceu 105,9% entre 2006 e 2023, segundo o Vigitel (Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico). No último ano com dados disponíveis (2023), 24,3% dos adultos no país foram considerados obesos.
Para a psicóloga e cofundadora da ONG Obesidade Brasil, Andrea Levy, o aumento da obesidade entre os brasileiros está ligado a fatores como sedentarismo, desigualdade social, problemas de segurança pública e a ausência de políticas voltadas para a prevenção e o tratamento da doença.
“A gente não pode chegar para uma pessoa com obesidade, em uma situação de vulnerabilidade, que mora na periferia, e falar: ‘Vai caminhar no parque e compra comida saudável’. Comida saudável é hipertaxada, e a pessoa não tem tempo para cozinhar porque tem que trabalhar em 3 empregos. Esses são fatores socioeconômicos muito presentes na vida da população brasileira”, afirmou.
Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que “oferece assistência integral a pessoas com sobrepeso e obesidade por meio da Rede de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas, na qual a obesidade é um dos eixos temáticos”.
Leia a íntegra da nota:
“O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece assistência integral a pessoas com sobrepeso e obesidade por meio da Rede de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas, na qual a obesidade é um dos eixos temáticos.”
“As intervenções clínicas incluem orientações nutricionais, promoção de atividade física e, quando necessário, terapias farmacológicas. A cirurgia bariátrica é indicada para casos específicos, especialmente quando outras abordagens não resultaram em perda de peso significativa ou controle das comorbidades associadas.”
“O acesso à cirurgia bariátrica ocorre por meio dos serviços de saúde, com encaminhamento à atenção especializada, de acordo com critérios clínicos. O tratamento cirúrgico é indicado para indivíduos com IMC ≥ 50 kg/m² ou IMC ≥ 40 kg/m², com ou sem comorbidades, sem sucesso no tratamento clínico longitudinal realizado na Atenção Básica e/ou Ambulatorial Especializada por, no mínimo, dois anos. Também são elegíveis pacientes com IMC ≥ 35 kg/m² e comorbidades como alto risco cardiovascular, diabetes mellitus e/ou hipertensão arterial sistêmica de difícil controle, apneia do sono e doenças articulares degenerativas, desde que tenham seguido protocolos clínicos e passado pelo tratamento clínico longitudinal por, pelo menos, dois anos.”
Poder 360
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Terapia adaptada diminui mortes por febre amarela em 84%
03/03/2025

A equipe de infectologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP) publicou os resultados da adaptação de protocolos de atendimento de hepatites fulminantes para casos de Febre Amarela, com aumento drástico de taxas de sobrevivência entre os pacientes elegíveis, na casa dos 84%.
A terapia, desenvolvida inicialmente para tratar casos graves de hepatite por uma equipe médica dinamarquesa, consiste no uso de transfusões de plasma sanguíneo para, de certa forma, dar maior tempo ao corpo para se recuperar, à medida que a sobrecarga no fígado impede que o órgão regule toxinas e eleva a toxidade de elementos como a amônia no sangue. Diferentemente da infecção pelo vírus causador da febre amarela estes casos tinham melhora após poucos dias de tratamento, enquanto a equipe do HC percebeu melhora com tratamentos mais prolongados.
Normalmente, no Brasil, a terapia padrão para os casos graves é através de transplante de fígado, com alta taxa de mortalidade seja pela demora em sua realização, seja pela insuficiência pois a manutenção da infecção leva parte dos pacientes a falecer. Um transplante de fígado não é algo simples, seja de se conseguir, seja de se realizar, e um paciente se recuperando da fase aguda da doença terá sua recuperação ainda mais difícil. No artigo é destacado que a alta mortalidade pela doença está diretamente relacionada à resposta imune dos pacientes, que age como um mecanismo chave quando desregulada, à dinâmica da infecção viral, que pode se espalhar por outros órgãos e tecidos fora do fígado, e à carga viral, ou seja, à quantidade de vírus no organismo.
A médica Ho Yeh-Li, coordenadora da UTI de Infectologia do Hospital das Clínicas, em entrevista à Agência Brasil, explicou que a terapia com plasma é relativamente simples e barata, principalmente se comparada à complexidade de um transplante de fígado. Em geral o plasma é um produto sanguíneo com boa disponibilidade nos hemocentros, e o equipamento necessário para sua transfusão é comum em hospitais de alta complexidade no país. Os casos de morte, como um descrito no artigo, ocorreram em pacientes com predisposição para doenças no fígado, no caso um homem de 48 anos com histórico de uso excessivo de álcool.
Na técnica desenvolvida pela equipe de Yeh-li, a terapia com transfusões foi aplicada duas vezes por dia, em sessões com duração entre uma hora e uma hora e meia, com equipe composta por enfermagem e um médico de referência, quando necessário com a aplicação de transfusões sanguíneas. Sua duração pode variar, até a remissão da infecção. Nos casos da equipe da Dinamarca bastavam três dias, o que normalmente não é suficiente para os pacientes com febre amarela, para os quais a diminuição das sessões tem de ser gradual.
Após o uso no surto paulista de 2018/2019 a terapia foi aplicada pelas equipes do Hospital Nereu Ramos, em Florianópolis, com resultados semelhantes.
O estudo foi realizado em parceria entre o departamento de Infectologia e Medicina Tropical e o Departamento de Gastroenterologia, além do Serviço de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular, ambos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em parceria com o Churchill Hospital, da Universidade de Oxford, e a Fundação Pro-Sangue.
Casos atualizados
A eficiência do tratamento nos casos atuais, já que São Paulo passa por novo período de aumento de casos, é baixa pois, segundo Yeh-li, eles não estão chegando aos hospitais de alta-complexidade. Para a médica, o problema está na falta de treinamento adequado das equipes de unidades de atendimento primário e secundário, que não reconheceram os quadros de sintoma e não testaram os pacientes a tempo, remetendo-os para equipamentos com capacidade de resposta para este tipo de caso.
Para Yeh-li, essa é uma das possíveis explicações também para a alta taxa de letalidade registrados em São Paulo, onde de 18 casos relatados 12 foram óbitos, mais de 60%. A taxa de mortalidade em 2018/2019 esteve no patamar de 35% dos casos. O aumento de casos este ano levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a divulgar um alerta para viajantes no último dia 14.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, 13 dos 18 casos tiveram como possível local de infecção a região de Campinas (Amparo, Socorro, Tuiuti, Joanópolis, Valinhos, Campinas, Pedra Bela e Piracaia); um caso tem como possível local de infecção a região de Bauru (Brotas); um caso tem como possível local de infecção a região Piracicaba (São Pedro); um com local provável de infecção a região de São José dos Campos (Caçapava); um caso o possível local de infecção está sob investigação e o último caso é importado, tendo sido contraído em Minas Gerais.
A pasta tem reforçado os esforços de orientação às prefeituras, que levam a vacinação a cabo. Dos 12 mortos, 11 não haviam sido vacinados. Em 2024 foram registrados dois casos humanos de febre amarela no estado de São Paulo: um autóctone e outro importado, que resultou em óbito.
Também neste ano, foram confirmados 36 casos de febre amarela em primatas não humanos no estado, sendo 23 na região de Ribeirão Preto (Ribeirão Preto e Pitangueiras), 11 na região de Campinas (Pinhalzinho, Campinas, Serra Negra, Socorro, Joanópolis, Amparo e Valinhos), um na região de Barretos (Colina) e um na Grande São Paulo (Osasco). Avistamento de macacos mortos é um evento que pode ter relação com casos da doença e deve ser informado para as autoridades de vigilância epidemiológica da cidade onde ocorrer.
Agência Brasil
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Ministério da Saúde distribui 20 mil doses de vacina contra febre amarela para o RN
27/02/2025

Ministério da Saúde distribuiu 4,6 milhões de doses de vacinas para todos os estados brasileiros até o dia 19 de fevereiro. Desse total, 20 mil foram destinadas para o estado do Rio Grande do Norte. A intensificação da vacinação é uma das principais estratégias para o controle da febre amarela. Em 2024, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) distribuiu mais de 20 milhões de doses para todo o país. No começo deste mês, a pasta publicou uma nota técnica recomendando a vacinação contra a doença.
Desde novembro de 2023, o Ministério da Saúde tem atendido integralmente os pedidos de vacina contra a febre amarela feitos por São Paulo. Após a solicitação de doses extras, o Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI) entrou em contato com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo para alinhar o planejamento e a estratégia de aplicação das vacinas, que deve seguir o calendário vacinal oficial:
1ª dose: aos 9 meses de idade;
Reforço: aos 4 anos de idade;
Dose única: para crianças que não receberam as duas doses antes dos 5 anos;
Dose única para adultos: caso a pessoa não tenha sido vacinada ou precise reforçar a imunização (se recebeu apenas uma dose antes dos 5 anos);
Pessoas a partir de 60 anos: devem ter a indicação avaliada por um profissional de saúde, considerando riscos e benefícios.
Casos registrados no país
No período de monitoramento 2024/2025, houve registros de transmissão do vírus em primatas não humanos nos estados de São Paulo (33), Minas Gerais (4), Roraima (1) e Tocantins (2).
Também foram confirmados casos em pessoas nos estados de São Paulo (13), Minas Gerais (1) e Tocantins (1). Oito desses casos evoluíram para óbito, todos no estado de São Paulo. Nenhuma das vítimas era vacinada.
No Brasil, a febre amarela segue um ciclo silvestre, transmitida por mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Os últimos casos de febre amarela urbana no país foram registrados em 1942. Desde então, a transmissão ocorre apenas no ambiente silvestre, onde os primatas não humanos (PNHs) são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus, assim como os humanos, que são considerados hospedeiros acidentais.
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Papa Francisco completa 1 semana internado com pneumonia; quadro de saúde teve melhora
21/02/2025

Foto: Yara Nardi/Reuters
O papa Francisco completou uma semana internado com um quadro de pneumonia nos dois pulmões. O pontífice teve uma boa noite de sono, levantou-se e se alimentou no café da manhã nesta sexta-feira (21), de acordo com o Vaticano.
Francisco, que tem 88 anos, está sendo tratado no Hospital Gemelli, em Roma, onde foi internado em 14 de fevereiro após enfrentar dificuldades respiratórias por vários dias.
A pneumonia bilateral é uma infecção grave que pode inflamar e cicatrizar ambos os pulmões, dificultando a respiração.
Na quinta-feira (20), o Vaticano informou que, pelo segundo dia consecutivo, a condição de Francisco estava ligeiramente melhorando, acrescentando que “os parâmetros hemodinâmicos continuam estáveis”.
Esses parâmetros se referem à capacidade do corpo de regular o fluxo sanguíneo através de seus órgãos e tecidos, explicou o Vaticano.
Antes da confirmação do quadro de pneumonia, o Vaticano havia informado que o papa estava enfrentando uma infecção polimicrobiana e que ele permaneceria no hospital pelo tempo necessário para tratar uma “situação clínica complexa”.
Um oficial do Vaticano ouvido pela agência de notícias Reuters, que preferiu não ser identificado, disse que Francisco estava respirando por conta própria.
G1
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Casos respiratórios graves seguem em alta após volta às aulas
21/02/2025

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave – SRAG – entre crianças e adolescentes de até 14 anos permanecem em alta após a volta às aulas no Distrito Federal e em cinco estados: Goiás, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe.
É o que aponta a última edição do Boletim Infogripe, divulgado nesta quinta-feira (20), no Rio de Janeiro, pela Fiocruz. O termo SRAG designa os casos de síndrome gripal que evoluem com comprometimento da função respiratória, geralmente exigindo hospitalização.
“As crianças passam mais tempo em ambientes fechados e em maior contato, favorecendo a transmissão dos vírus respiratórios”, explica a pesquisadora Tatiana Portella. O boletim acende também um alerta para as infecções por vírus sincicial respiratório – VSR – no Distrito Federal e em Goiás, o que tem provocado aumento de casos de SRAG entre bebês de até 2 anos.
Geralmente, o VSR circula mais durante o inverno, mas somente este ano foram registrados mais de 460 casos de SRAG motivados pelo vírus em todo o país, com 16 mortes.
Covid-19
No entanto, a covid-19 continua sendo a infecção viral mais letal: as mortes por SRAG este ano passam de 1 mil e mais de 81% dos óbitos com diagnóstico confirmado de algum vírus foram causados por covid-19. A maioria das vítimas eram idosos.
Em quatro estados, a pesquisa observou aumento de casos com sinais característicos de covid-19: Mato Grosso, Roraima, Sergipe e Tocantins. Neste último, chama a atenção a quantidade de ocorrências entre jovens e adultos.
Além disso, sete unidades federativas apresentam níveis de alerta ou risco nas tendências de curto e longo prazo, independentemente da causa: Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins.
AGORA RN
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Alexandre Motta é nomeado novo secretário de Saúde do RN
19/02/2025

O médico infectologista Alexandre Motta foi anunciado como o novo secretário de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap). A nomeação foi feita pela governadora Fátima Bezerra (PT) em suas redes sociais na tarde desta terça-feira 18. Ele substituirá Lyane Ramalho, que deixa o cargo após período à frente da pasta.
“Doutor Alexandre Motta será o novo secretário de Saúde do RN. Médico infectologista, com vasta experiência no SUS, substituirá a doutora Lyane, a quem agradeço pelo empenho e dedicação à frente da Sesap. Desejo a ele uma gestão profícua e comprometida com o fortalecimento do SUS!”, afirmou a governadora.
Alexandre Motta, de 61 anos, é formado em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e possui especialização em Infectologia. Politicamente próximo de Fátima Bezerra, ele foi candidato a senador pelo PT nas eleições de 2018, obtendo 242.465 votos, e a deputado federal em 2022, com 4.615 votos.
Durante a pandemia de covid-19, iniciada em 2020, Motta teve participação ativa no combate à doença, contribuindo com sua expertise em saúde pública e no Sistema Único de Saúde (SUS). Sua nomeação reforça o compromisso do governo estadual com o fortalecimento do SUS e a continuidade das políticas públicas na área da saúde.
AGORA RN
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Hemonorte lança campanha de doação de sangue para o Carnaval
17/02/2025


Com o objetivo de manter o número de doações e garantir o atendimento às demandas transfusionais para o período carnavalesco, o Hemocentro do Rio Grande do Norte (Hemonorte) realiza nesta terça-feira (18), às 10h, a abertura da campanha de doação de sangue com o tema “Carnaval da Solidariedade”. A campanha seguirá até o dia 28 de fevereiro.
De acordo com a coordenadora de captação do Hemonorte, Miriam Mafra, “no Carnaval, o número de doações tende a diminuir, enquanto as demandas aumentam. Precisamos garantir o equilíbrio do estoque, principalmente de sangue de tipagem negativa, que no momento está em baixa, para suprir todas as solicitações transfusionais”.
Podem doar sangue pessoas saudáveis entre 16 e 69 anos de idade (quem for menor de 18 anos precisa de autorização prévia do responsável legal), pesar acima de 50kg, repouso mínimo de seis horas na noite anterior, evitar alimentos gordurosos antes da doação, não ingerir bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores, vir alimentado e portar um documento oficial com foto.
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Fila de espera por cirurgias no SUS cresce 26% em 2024
16/02/2025

Foto: reprodução/TV Globo
A fila de espera por cirurgias no SUS cresceu 26% em 2024. Uma fila que não é pequena. Mais de 1,3 milhão de brasileiros aguardam por cirurgias eletivas no SUS, segundo dados oficiais obtidos pelo Jornal Nacional por meio da Lei de Acesso à Informação.
Cirurgias eletivas são as que não são consideradas urgentes. É como se toda a população de Porto Alegre estivesse à espera de atendimento. A maior procura é pela cirurgia de catarata.
Há décadas o SUS convive com filas e o problema se agravou por causa da pandemia de Covid, quando mais de um milhão de cirurgias tiveram que ser canceladas ou adiadas.
Em fevereiro de 2023, o Ministério da Saúde lançou o Programa Nacional de Redução das Filas, com incentivo financeiro para estados e municípios que conseguissem agilizar o atendimento. Mas, em vez de diminuir, a fila para cirurgias eletivas cresceu 26% em 2024, na comparação com 2023.
As maiores filas estão nos estados mais populosos do país. São Paulo e Minas Gerais têm, juntos, mais de 600 mil pacientes à espera de um procedimento cirúrgico. É praticamente metade do total.
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirma que o SUS realizou quase 14 milhões de cirurgias eletivas em 2024 — um número recorde. Ainda segundo a ministra, o objetivo daqui para frente é reduzir o tempo de espera, que hoje, em média, é de dois anos e quatro meses.
“Sempre nós teremos uma fila o que é importante é trabalharmos para aumentar a produção de consultas, de exames e de cirurgias e reduzir o tempo de espera. Definimos aquelas especialidades onde havia uma maior espera, situações mais críticas, tratamentos dos cânceres, o período de 30 dias para fechar um diagnóstico e daí o encaminhamento para o procedimento que for necessário e, no caso de outras especialidades, 60 dias”, diz a ministra da saúde, Nísia Trindade.
g1
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Todos os medicamentos da Farmácia Popular passam a ser retirados de graça
14/02/2025

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, anunciou nesta quinta-feira 13 que os produtos do programa Farmácia Popular que ainda eram pagos poderão ser retirados de graça.
Com isso, os dois itens que tinham coparticipação, ou seja, o cidadão pagava uma parte do custo, foram incluídos: a fralda geriátrica e a Dapagliflozina, medicamento para diabetes e para doenças cardiovasculares.
Nísia também anunciou a abertura do credenciamento para aderir ao programa a 758 cidades que ainda não eram contempladas, conforme mostrou a Folha. Esse total representa 14% das 5.570 cidades do País.
Até o momento, o programa disponibiliza medicamentos gratuitos para diabetes, asma, hipertensão, osteoporose, anticoncepção, glaucoma e outras doenças.
Em 2024, o total de pessoas atendidas pelo Farmácia Popular foi de 24,7 milhões, que representa um aumento de 20% em relação a 2022 — que teve 20,7 milhões de beneficiados.
O programa Farmácia Popular foi criado em 2004, com o objetivo de garantir a continuidade do tratamento de doenças com a oferta de medicamentos gratuitos.
Atualmente, a iniciativa está presente em mais de 31 mil farmácias credenciadas de 4.812 municípios, o que corresponde a 86% das cidades do país.
AGORA RN
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Brasil ultrapassa 100 mortes confirmadas por dengue em 2025
14/02/2025

Reprodução
O Brasil ultrapassou uma centena de mortes confirmadas de dengue nesta quinta-feira (13), chegando a 109 registros, com outros 300 óbitos ainda em investigação. Desde o começo do ano, 287 mil casos prováveis da doença foram contabilizados em todo o país, com uma taxa de incidência nacional de 135,2 casos por 100 mil habitantes.
O ministério da Saúde acompanha o cenário de dengue no país dividindo por semanas epidemiológicas. Atualmente, estamos na sétima semana. No mesmo período de 2024, o Brasil havia registrado 122 mortes e 688 mil casos prováveis de dengue.
A grande maioria das mortes foram em São Paulo, que acumula 72% do total (79). Paraná está em segundo lugar na lista de óbitos, com cinco confirmações, seguido do Rio de Janeiro e Minas Gerais, com três, e Paraná, duas. Acre, Amapá, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pará tiveram uma morte cada. As outras unidades da federação não registraram mortes até o momento.
O estado paulista também lidera em números absolutos de casos prováveis, com quase 60% dos registros. São 168 mil desde o começo do ano. Minas Gerais está atrás, com 32 mil, seguido de Goiás, com 15.682, e Paraná, com 15.258.
Já se tratando sobre coeficiente de incidência, o Acre lidera entre as unidades da federação. São 588,8 casos por 100 mil habitantes. São Paulo é o segundo colocado, com 365,8, e Mato Grosso registra taxa de 311,7.
A maioria dos casos foi registrado em mulheres (55%), e a faixa etária de 20 a 29 anos é a que mais contrai a doença, com quase 55 mil casos, o que representa quase um em cada cinco dos registros.
O Brasil foi o primeiro país a disponibilizar a vacina contra dengue de forma gratuita para a população. A Qdenga, produzida pela farmacêutica japonesa Takeda, e precisa de duas doses para imunização completa. O público-alvo selecionado é de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos por causa do alto índice de internação pela dengue.
R7
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Casos de dengue no Brasil caem 60% nas primeiras semanas do ano
13/02/2025

Dados do Painel de Monitoramento das Arboviroses indicam que o Brasil registrou, ao longo das seis primeiras semanas de 2025, um total de 281.049 casos prováveis de dengue. O número representa uma redução de cerca de 60% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 698.482 casos prováveis da doença.ebcebc
Em nota, o Ministério da Saúde avaliou a redução como substancial e um reflexo da mobilização nacional promovida pela pasta de forma conjunta com estados e municípios. “O resultado é parte do Plano de Ação para Redução dos Impactos das Arboviroses, lançado pelo Governo Federal em setembro de 2024.”
Entre as unidades federativas, 17 registraram redução nos casos prováveis de dengue, sendo que as maiores quedas foram identificadas no Distrito Federal, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, no Amapá e no Paraná. Já em dez estados, incluindo Tocantins e Pernambuco, houve aumento no comparativo com as seis primeiras semanas de 2024.
Em relação à incidência, os estados com maior número de casos prováveis por 100 mil habitantes são Acre, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais. São Paulo figura como estado com o maior número de casos prováveis do país: 164.463 mil apenas em 2025, um aumento de cerca de 60% em relação ao mesmo período do ano passado.
Em relação à incidência, os estados com maior número de casos prováveis por 100 mil habitantes são Acre, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais. São Paulo figura como estado com o maior número de casos prováveis do país: 164.463 mil apenas em 2025, um aumento de cerca de 60% em relação ao mesmo período do ano passado.
Leia também: Dengue: Anvisa pede esclarecimentos para aprovar vacina do Butantan
Sorotipo 3
De acordo com a pasta, a elevação preocupa, sobretudo em razão da presença de casos de infecção pelo sorotipo 3, que não circulava no país de forma predominante há mais de 15 anos. “Neste momento, por exemplo, a Força Nacional do SUS [Sistema Único de Saúde] mantém equipe em São José do Rio Preto, no interior do estado.”
Este mês, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) emitiu alerta epidemiológico sobre o risco elevado de surtos de dengue tipo 3 nas Américas. De acordo com a entidade, a circulação do sorotipo já foi registrada em diversos países do continente – incluindo Brasil, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, México e Peru.
“A Opas pede aos países que reforcem sua vigilância, o diagnóstico precoce e a gestão clínica para que possam enfrentar um potencial aumento de casos de dengue”, destacou a organização, em nota. O comunicado cita ainda que a Argentina chegou a registrar alguns casos de dengue tipo 3 em 2024.
O vírus da dengue conta, ao todo, com quatro sorotipos distintos, sendo que a imunidade contra um sorotipo oferece proteção vitalícia apenas contra esse sorotipo específico. “O que significa que infecções subsequentes com outros sorotipos podem aumentar o risco de formas graves da doença”, destacou a organização.
Ainda de acordo com a entidade, o sorotipo 3 vem sendo associado a formas graves da doença, mesmo em infecções primárias (quando o paciente não possui histórico de infecções por outros sorotipos da dengue). “O cenário levanta preocupações sobre o potencial impacto do sorotipo 3 na saúde pública.”
“O ressurgimento do sorotipo 3, após um período de ausência prolongada em determinadas áreas das Américas, aumenta a vulnerabilidade de populações que não foram previamente expostas a ele”, concluiu a Opas.
AGORA RN
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Processos por erro médico crescem 506% em um ano e já são 203 por dia no Brasil
13/02/2025

Marcello Casal/Agência Brasil
Em um ano, o número de processos judiciais por “erro médico” em sistemas públicos e particulares de saúde aumentou 506% no Brasil. Os dados são do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e se referem a 2023 e 2024, período que o país registrou 12.268 e 74.358 ações sobre o tema, respectivamente. Os processos são relacionados a danos morais ou materiais, termos que passaram a ser usados pelo sistema judiciário em problemas decorrentes da prestação de serviços de saúde.
Em 2024, apenas no sistema público, as ações por danos morais chegaram a 10.881, e por questões materiais, a 5.854. No serviço particular, os números quase triplicam, com 40.851 e 16.772, respectivamente. Comparado ao ano anterior, os valores cresceram pelo menos seis vezes. Em média, no ano passado foram ao menos 203 processos registrados por dia.
Globalmente, a OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que um a cada dez pacientes sofra danos em cuidados de saúde e 3 milhões de pessoas morram anualmente devido a cuidados inseguros. Entre fatores, estão erros de medicamentos, cirúrgicos e de diagnóstico, além de infecções associadas a cuidados de saúde e outros. Mais de 50% dos danos são evitáveis, e metade deles é atribuído aos medicamentos, informou a organização.
No Brasil, o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar estima que seis mortes foram registradas a cada hora em hospitais públicos e particulares do país por erros em 2017, último ano que uma pesquisa do gênero foi realizada. Em números absolutos, naquele ano foram 235.127 mortes associadas a eventos adversos de qualquer natureza, ocasionados por erros, falhas assistenciais, processuais, ou infecções, entre outros fatores.
“Aproximadamente 30 a 36% dos óbitos determinados por eventos adversos graves podem ser prevenidos. Estabelecer políticas e programas de segurança do paciente com direcionamento para as populações de maior risco e eventos adversos graves mais prevalentes contribui para a maior efetividade destes programas, redução do sofrimento das pessoas, redução dos custos assistenciais e aumento na disponibilidade de leitos hospitalares”, diz o estudo.
Para o especialista em direito do consumidor e saúde Stefano Ribeiro Ferri, o aumento nas ações judiciais por erro médico pode ser explicado por uma combinação de fatores, e não necessariamente pelo crescimento proporcional de erros na prática médica. Entre os motivos, Ferri cita maior acesso à informação e conscientização dos pacientes, judicialização da saúde, piora nas condições de trabalho dos profissionais de saúde e aumento expressivo no número de faculdades de medicina no Brasil.
“Nos últimos anos, houve uma grande expansão desses cursos [de medicina], muitas vezes sem a infraestrutura adequada para a formação de profissionais qualificados. A falta de hospitais-escola estruturados, a deficiência na formação prática e a ausência de um acompanhamento rigoroso na qualidade do ensino podem resultar na formação de médicos menos preparados para lidar com casos complexos, aumentando o risco de falhas no atendimento e, consequentemente, a judicialização por erro médico”, completou.
R7
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Calvície feminina atinge 5% das mulheres e afeta qualidade de vida; saiba como tratar
12/02/2025

A alopecia androgenética, conhecida popularmente como calvície, vai além de uma questão estética. A condição tem um impacto direto na autoestima e no bem-estar emocional. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em média, 5% das mulheres são afetadas por esse tipo de queda de cabelo. Recentemente, a apresentadora Xuxa Meneghel revelou ter a condição, o que a faz ter vontade de raspar a cabeça, reacendendo o debate sobre causas, tratamentos e impactos na qualidade de vida.
Esse tipo de queda de cabelo ocorre devido a fatores genéticos e hormonais. Nos casos das mulheres, se manifesta principalmente no topo da cabeça, deixando o couro cabeludo mais visível e os fios progressivamente mais finos. A alopecia também pode estar frequentemente ligada a questões, como irregularidade menstrual, acne e até mesmo ao aumento de pelos no corpo.
A dermatologista chefe do Ambulatório de Tricologia do Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol-UFRN/Ebserh), Ludmila Corral, explica que a alopecia androgenética começa a aparecer entre os 20 e 30 anos ou após a menopausa.
Importância do diagnóstico precoce
O diagnóstico precoce é crucial para evitar uma queda capilar mais acentuada, especialmente em casos de alopecia cicatricial, em que o cabelo não volta a crescer. Por isso, a busca por ajuda profissional é essencial. O dermatologista é o único profissional capaz de identificar a causa da queda e orientar sobre o melhor tratamento.
“Perceber fios caindo com mais facilidade ao pentear ou notar que o volume do cabelo está diminuindo são sinais de alerta”, explica Ludmila Corral. Consultar um dermatologista logo no início do problema é fundamental para um diagnóstico preciso e um tratamento eficaz.
O grande vilão por trás do processo é o DHT (di-hidrotestosterona), um hormônio que faz com que os fios capilares se tornem mais finos e curtos, até que o cabelo fique ralo e o couro cabeludo visível. “A perda de cabelo pode ser mais evidente após momentos de estresse emocional, mudanças hormonais como a gravidez ou até em razão do uso de medicamentos”, diz a especialista.
Tratamento desacelera o processo
O Sistema Único de Saúde (SUS) garante acesso à consulta com dermatologistas e acompanhamento especializado. No Ambulatório de Tricologia do Huol-UFRN/Ebserh, por exemplo, é possível realizar o monitoramento contínuo e prescrever medicamentos eficazes, ajudando os pacientes a gerenciar a condição. “O SUS é uma porta de entrada para cuidados essenciais, e o acompanhamento médico pode fazer toda a diferença na saúde capilar e no bem-estar de quem sofre com alopecia,” afirma Ludmila.
Além disso, o SUS é um ponto de partida para quem não tem acesso a outros serviços, garantindo a possibilidade de tratamento e suporte contínuo para resultados melhores a longo prazo.
Embora não haja cura definitiva, os tratamentos disponíveis podem desacelerar o processo e ajudar a recuperar a densidade capilar. Medicamentos antiandrogênicos, como a finasterida e o minoxidil, são frequentemente prescritos para prevenir o afinamento dos fios e estimular o crescimento.
Embora a cura ainda seja um desafio, os tratamentos modernos oferecem uma boa chance de controle. A especialista reforça que o tratamento precoce pode melhorar a aparência e a saúde do cabelo, retardando os efeitos da alopecia. “No futuro, quem sabe, possamos ter novidades, mas, por enquanto, a chave é controlar e minimizar os efeitos da condição.” alerta Ludmila Corral.
A dermatologista do Huol-UFRN/Ebserh destaca que procedimentos complementares também têm se mostrado eficazes. O microagulhamento, o laser capilar e até o transplante de cabelo, em casos mais avançados, podem ser opções viáveis para recuperar a aparência dos fios.
Portal da UFRN
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