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Guerra da Ucrânia já matou cerca de 300 soldados de Kim Jong-un

13/01/2025


 

Cerca de 300 soldados norte-coreanos morreram na guerra da Rússia com a Ucrânia e outros 2,7 mil ficaram feridos, disse o parlamentar sul-coreano, Lee Seong-kweun, após participar da apresentação de um relatório de inteligência de Seul nesta segunda-feira (13).

A divulgação do relatório ocorre em meio a acusações da Ucrânia, Estados Unidos e Coreia do Sul de que a Coreia do Norte enviou mais de 10 mil soldados para ajudar a Rússia na guerra contra a Ucrânia.

Em novembro de 2024, em Pyongyang, capital da Coreia do Norte, Putin e Kim Jong-un assinaram pactos de defesa mútua. Desde o encontro, os líderes aprofundaram parcerias estratégicas e tratados militares.

No mês passado, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky disse que 3 mil soldados norte-coreanos foram mortos ou feridos no conflito. Seul apresentou números distintos, afirmando que 1 mil soldados da Coreia do Norte haviam sido removidos do conflito.

No sábado (11), Zelensky afirmou que dois soldados norte-coreanos foram capturados na região russa de Kursk e estavam sendo interrogados em Kiev. Assessores do Kremlin e de Kim Jong-un não reconheceram que tropas norte-coreanas foram enviadas à guerra para combater as forças ucranianas.

“O NIS (Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul), por meio de cooperação em tempo real com a agência de inteligência da Ucrânia (SBU), confirmou que o exército ucraniano capturou dois soldados norte-coreanos no dia 9 de janeiro no campo de batalha de Kursk, na Rússia”, disse a inteligência sul-coreana.

No dia da captura, a SBU divulgou um vídeo mostrando dois homens em macas de hospital, um com as mãos enfaixadas e o outro com a mandíbula imobilizada. Um médico do centro de detenção disse que um deles também tinha uma perna quebrada. A SBU afirmou que os homens disseram aos interrogadores que eram soldados do exército norte-coreano.

Kiev, no entanto, não apresentou provas concretas de que os homens capturados fossem norte-coreanos. Agências internacionais de notícias também não conseguiram verificar a nacionalidade dos combatentes capturados.

O suposto envolvimento de um exército estrangeiro no conflito representa uma escalada significativa na invasão russa à Ucrânia, que começou há quase três anos.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou no domingo (12) que está disposto a entregar à Coreia do Norte os dois supostos soldados de Pyongyang, em uma troca por militares ucranianos presos na Rússia.

“A Ucrânia está disposta a entregar a Kim Jong-un seus soldados, se ele puder organizar uma troca por nossos combatentes detidos na Rússia”, escreveu Zelensky na rede social X, antigo Twitter. “Para os soldados norte-coreanos que não desejam retornar, pode haver outras opções disponíveis. Em particular, aqueles que expressarem o desejo de trazer a paz para mais perto, espalhando a verdade sobre esta guerra em coreano, terão essa oportunidade”.

 

Reação internacional

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Antony Blinken, declarou neste mês que Washington acredita que a Rússia está ampliando sua cooperação espacial com a Coreia do Norte em troca de tropas para lutar na Ucrânia.

“A República Democrática da Coreia está recebendo equipamentos e treinamento militar russos. Agora temos razões para acreditar que Moscou pretende compartilhar tecnologia espacial e de satélites avançada com Pyongyang”, declarou Blinken durante visita à Seul.

Blinken, assim como a embaixadora dos EUA na ONU, Linda Thomas-Greenfield, afirmou que os Estados Unidos acreditam que a Rússia “poderia estar próxima” de reconhecer formalmente o status da Coreia do Norte como potência nuclear.

Em uma carta de Ano Novo, o líder norte-coreano Kim Jong-un elogiou o presidente russo Vladimir Putin e fez uma possível referência à guerra na Ucrânia. O líder norte-coreano afirmou que 2025 seria o ano “em que o exército e o povo russos derrotarão o neonazismo e alcançarão uma grande vitória”.

 

R7

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G-7 denuncia falta de legitimidade em posse de Nicolás Maduro na Venezuela

13/01/2025


 

Os ministros de relações exteriores dos países integrantes do G-7 (Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos) assinaram uma nota conjunta denunciando falta de legitimidade na posse de Nicolás Maduro como presidente da Venezuela.

“Rejeitamos a contínua e repressiva pressão de Maduro sobre o poder às custas do povo venezuelano, que votou pela mudança pacificamente e em grande número em 28 de julho de 2024, de acordo com observadores independentes e registros eleitorais disponíveis publicamente”, diz o texto.

Além disso, o G-7 condenou a repressão contra membros de partidos contrários ao governo Maduro, citando a líder da oposição, María Corina Machado. A nota afirma ainda que Edmundo González Urrutia recebeu uma “maioria de votos significativa, de acordo com relatos confiáveis”, e foi forçado a sair do país após a eleição.

O ditador venezuelano tomou posse na última sexta-feira, 10, para um mandato de seis anos em uma cerimônia esvaziada de chefes de Estado e governo, expondo seu isolamento político. O Brasil enviou a embaixadora Glivânia Maria de Oliveira para a cerimônia. Outros países de esquerda da região, como o México e a Colômbia, também enviaram embaixadores. O Chile não enviou ninguém.

Maduro diz ter vencido as eleições de julho, em meio a denúncias de fraude. Atas de colégios eleitorais reunidas pela oposição e verificadas por centros de monitoramento e por órgãos de imprensa internacional indicaram a vitória de González por ampla margem.

Na nota conjunta, os chanceleres de Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, além do alto representante da União Europeia, reforçaram o compromisso de trabalhar com os cidadãos venezuelanos e a comunidade internacional para assegurar a democracia do país da América Latina, como expressada na eleição de julho de 2024, com uma transição de poder pacífica.

Um dia antes da posse de Maduro, a líder opositora da Venezuela, María Corina Machado, foi detida após ser interceptada ao deixar o protesto em Caracas contra o ditador. O Comando Nacional da Venezuela, que havia inicialmente anunciado a interceptação, afirmou que Corina Machado foi liberada após algumas horas. O regime chavista negou a denúncia.

Diante das críticas, os governos dos Estados Unidos e do Reino Unido ampliaram a pressão e aplicaram novas sanções contra a ditadura de Nicolás Maduro. Os americanos incluíram oito lideranças do regime na sua lista de congelamento de ativos e proibição de viagens. O presidente Joe Biden também aumentou a recompensa pela captura de Maduro de US$ 15 milhões para US$ 25 milhões. Os britânicos, por sua vez, anunciaram sanções contra 15 funcionários de alto escalão do regime venezuelano, o qual chamou de “fraudulento”.

 

Estadão Conteúdo

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Trump vai assumir presidência dos EUA com ameaça de morte vinda do Irã

12/01/2025


                                              Alex Wong/Getty Images

 

Mesmo que quase cinco anos tenham se passado, o assassinato de um dos homens mais poderosos do Irã ainda é um assunto indigesto na história do país, que desde então ameaça vingança pelo episódio. Um dos principais alvos do regime liderado pelo aiatolá Ali Khamenei é Donald Trump, que assume a presidência dos Estados Unidos em janeiro de 2025 com um alvo desenhado na testa.

Aos 62 anos, Qassem Soleimani foi morto em 3 de janeiro de 2020, durante um ataque aéreo norte-americano em Bagdá, no Iraque, a mando de Trump. O ex-major-general da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) era apontado como a mente por trás da estratégia militar do Irã e acusado de participar de ataques contra instalações norte-americanas no Oriente Médio.

Desde que Trump ordenou a ação, sob a justificativa de que a morte de Soleimani iria deter planos de futuros ataques do Irã contra os EUA, autoridades do país persa sempre reforçam a retórica de vingança contra o bilionário republicano.

Em 2023, um general da nação comandada pelo aiatolá Ali Khamenei chegou a afirmar que o Irã ainda quer matar Trump, assim como Mike Pompeo e Frank McKenzie, duas importantes figuras militares no primeiro mandato de Trump.

 

Plano recente

 

Em meio a campanha presidencial dos EUA, o FBI identificou um suposto plano iraniano que tinha como objetivo o assassinato de cidadãos dos EUA, incluindo Trump.

Na época, três suspeitos de participar da trama foram identificados pelo FBI: Farhad Shakeri, Jonathon Loadholt e Carlisle Rivera.

 

 

Metrópoles

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Trump acumula conquistas na Justiça após vitória na eleição dos EUA

11/01/2025


                                   Kevin Lamarque/4.dez.19/Reuters

 

Prestes a tomar posse, Donald Trump conseguiu algumas vitórias na Justiça, como era esperado depois de ele vencer a eleição para a Presidência dos Estados Unidos.

Logo após o pleito, Trump se defendia de dois processos criminais, litigava um terceiro e aguardava a definição da sentença de um quarto. Mais de dois meses depois e a dez dias da posse, ele já viu o arquivamento de dois casos, vê o terceiro patinar e escapou de punição de um quarto.

Ainda assim se tornará o primeiro presidente dos Estados Unidos condenado criminalmente a assumir a Casa Branca.

Nesta sexta (10), Trump ouviu o desfecho de um dos casos, o processo na Justiça de Nova York envolvendo a atriz pornô Stormy Daniels, pelo qual ele já foi considerado culpado por 34 acusações, em maio do ano passado. Trump não conseguiu evitar que sua condenação fosse confirmada pela Justiça, como queria, mas não precisará cumprir pena.

Trump já afirmou que vai demitir “em dois segundos” Jack Smith, procurador do Departamento de Justiça responsável pela acusação nos dois processos que tramitam na esfera federal. Smith avisou, porém, que deve deixar o cargo antes que Trump tome posse.

Nos EUA não há Ministério Público, e a instituição mais semelhante, responsável pela aplicação da lei a nível federal, é o Departamento de Justiça —que, embora tenha um grau de independência por convenção, está subordinado ao presidente. Dessa forma, uma vez no poder, Trump teria autoridade para demitir Smith.

As duas mais graves ações movidas pelo procurador foram arquivadas. Uma delas tem como base a acusação contra o empresário de tentar reverter sua derrota na eleição de 2020. Ainda em 2024, o andamento dos processos foi paralisado após a decisão da Suprema Corte que reconheceu imunidade parcial a presidentes. Esta posição do tribunal também pôs em suspenso o processo no qual ele é acusado de envolvimento na invasão do Capitólio por seus apoiadores, em 6 de janeiro de 2021.

A decisão foi tomada em julho do ano passado, quando a maioria conservadora dos juízes acatou parcialmente a tese da imunidade que havia sido apresentada pela defesa de Trump. A Suprema Corte decidiu que ela se aplica para atos oficiais do presidente, mas não para atos “não oficiais”, sem especificar em qual categoria se encaixariam as ações de Trump em questão.

 

A outra ação movida por Jack Smith trata de suposta posse ilegal de documentos sigilosos. O Departamento de Justiça acusa Trump de remover documentos confidenciais da Casa Branca e guardá-los na sua mansão em Mar-a-Lago, na Flórida. A investigação chegou a render uma operação do FBI contra o imóvel, mas a juíza responsável pelo caso, indicada ao cargo por Trump, acatou uma tese considerada pouco ortodoxa da defesa do ex-presidente e arquivou a acusação. A decisão foi alvo de recurso da Procuradoria.

 

Os dois processos já foram arquivados pela posição do Departamento de Justiça de não atuar em casos cujo alvo seja o presidente.

 

Em relação ao processo em que é acusado de tentar interferir na eleição da Geórgia, o caso está parado.

 

O caso diz respeito à tentativa do republicano, logo após a derrota em 2020 para Joe Biden, de alterar o resultado no estado —o republicano pressionou autoridades da Geórgia para que “encontrassem votos” que dessem a ele a vitória por lá. Em 2024, Trump venceu o estado por dois pontos percentuais, pouco mais de 100 mil votos.

Advogados de Trump argumentaram que uma ação contra um presidente não pode tramitar na Justiça estadual —seria uma competência exclusiva do nível federal. Além disso, alegaram que ele tem imunidade relativa a crimes cometidos no cargo.

Dificilmente haverá um julgamento antes de Trump tomar posse no dia 20 de janeiro. Depois, à frente da Casa Branca, ele não pode mais ser processado.

 

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Folha de São Paulo

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Donald Trump convida Jair Bolsonaro para ir à posse em Washington

08/01/2025


                                                 Foto: Alan Santos / PR

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu o convite do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, para ir à posse dele neste mês.

A defesa de Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a liberação do passaporte do ex-presidente que está retido na Polícia Federal desde o ano passado.

Nos bastidores, aliados de Jair Bolsonaro falam que, se houver a negativa do ministro Alexandre de Moraes ao liberar o passaporte, pode haver uma escalada de uma crise diplomática entre o Supremo Tribunal Federal e o governo de Donald Trump.

Em abril de 2024, o STF incluiu o nome do empresário Elon Musk, dono da plataforma X, no inquérito das milícias digitais. Trump anunciou em novembro que empresário irá liderar o Departamento de Eficiência do Governo Trump.

 

A posse de Donald Trump será dia 20 de janeiro.

 

Fonte: Portal 98Fm

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DROGARIA POUPE JÁ

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Chile rompe relações diplomáticas com a Venezuela

08/01/2025


                       Foto: Pedro Rances Mattey/Anadolu via Getty Images

 

O governo do Chile anunciou a retirada de seu embaixador na Venezuela e o rompimento das relações diplomáticas com Caracas. O regime de Gabriel Boric acusou Nicolás Maduro de praticar “fraude eleitoral” nas últimas eleições do país. A informação foi divulgada nesta terça-feira (7/1) pela chancelaria do Chile.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Chile, a medida é uma resposta aos acontecimentos envolvendo Caracas e Santiago desde as eleições presidenciais venezuelanas, realizadas em julho do último ano.

“Esta medida responde à evolução dos acontecimentos desde as eleições presidenciais de 28 de julho de 2024 na Venezuela, após as quais Nicolás Maduro garantiu que continuará a ser o Presidente daquele país a partir de 10 de janeiro, em consequência da fraude eleitoral perpetrada por seu regime”, disse um trecho do comunicado divulgado pela diplomacia chilena.

Após o pleito, e as diversas críticas internacionais quanto à legitimidade da vitória de Maduro, o líder chavista ordenou a expulsão de corpo diplomático de oito países que contestaram sua reeleição. Entre eles, o Chile. O embaixador chileno Jaime Gazmuri, no entanto, ainda continuou no território venezuelano.

Para o governo chileno, o ato fez com que a falta de abertura para diálogo aumentasse. “Depois da expulsão do pessoal diplomático chileno de Caracas, em agosto passado, a falta de abertura aumentou, o que, juntamente com o agravamento da crise que surgiu, impediu o desenvolvimento de um diálogo bilateral eficaz”, disse o Ministério das Relações Exteriores do Chile.

O rompimento entre Santiago e Caracas acontece três dias antes da posse presidencial na Venezuela, agendada para a próxima sexta-feira (10/1). Mesmo sob pressão da comunidade internacional, Maduro diz que iniciará seu terceiro mandato seguido. Por sua vez, o líder da oposição, Edmundo González, promete retornar do exílio para assumir o Palácio de Miraflores na mesma data.

 

 

 

Fonte: Metrópoles

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101 FM

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Venezuela rompe com Paraguai e acusa Argentina de desestabilizar país

07/01/2025


                               Foto: © Reuters/Maxwell Briceno/Reprodução proibida.

 

O governo da Venezuela determinou a retirada dos seus representantes diplomáticos do Paraguai após o presidente do país, Santiago Peña, declarar que Edmundo González foi o vencedor da eleição do ano passado, defendendo a posse do opositor no próximo 10 de janeiro.

Há poucos dias da posse do presidente Nicolás Maduro para um terceiro mandato (2025-2031), o chefe do Executivo, em Caracas, acusou o governo da Argentina de articular ações de desestabilizações no país, o que incluiria a tentativa de assassinato a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez.

Enquanto isso, o opositor Edmundo González, que alega ser o vencedor da eleição presidencial de 2024, se reuniu com autoridades em Washington, incluindo o presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, e o assessor de Segurança Nacional do presidente eleito Donald Trump, Mike Waltz.

Já o México reforçou que enviará representante para posse de Maduro. “Nossa postura é o que está na Constituição, com todos os governos do mundo, a auto determinação dos povos. No caso da Venezuela, irá um representante na posse e não vemos porque não deva ser assim. E isso corresponde aos venezuelanos e não ao México definir”, afirmou a presidente Cláudia Sheibaum nessa segunda-feira (6).

Apesar de não terem reconhecido a vitória de Maduro por causa da não publicação dos dados eleitorais detalhados, a Colômbia e o Brasil devem enviar representantes para a posse. No caso do Brasil, o envio da embaixadora em Caracas, Glivânia Maria de Oliveira, depende de convite por parte do governo venezuelano.

De acordo com Caracas, mais de dois mil convidados internacionais já estão no país para acompanhar a posse de Maduro entre representantes de governos, movimentos socais e culturais. 

 

Paraguai

Em relação ao Paraguai, o rompimento das relações ocorreu após o presidente Santiago Peña defender a posse do opositor. O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela defendeu que a posição de Peña viola o princípio do direito internacional de não intervenção nos assuntos internos de outras nações.

“É lamentável que governos como o do Paraguai continuem a subordinar sua política externa aos interesses de potências estrangeiras, promovendo agendas que visam minar os princípios democráticos e a vontade dos povos livres”, afirmou o ministério venezuelano.

Em nota, o governo paraguaio reforçou sua posição a favor de González e exigiu a retirada do embaixador de Caracas do país em 48 horas. “[O governo do Paraguai] reconhece o senhor Edmundo González Urrutia como presidente eleito da República Bolivariana de Venezuela”, diz a nota oficial de Assunção.

 

Argentina

O governo Maduro acusou o governo Argentino de estar por atrás de ações de desestabilização política da Venezuela, incluindo um suposto plano para assassinar a vice-presidente do país, Delcy Rodriguez.

Maduro afirmou que os serviços de inteligência venezuelano identificaram as ameaças contra o país que ocorrem desde o ano passado. “Nesse período, a inteligência popular, policial e militar capturou 125 mercenários de quase 15 nacionalidades que vinham fazer atividades terroristas em Venezuela”, disse o presidente venezuelano, posteriormente corrigido de que os mercenários seriam oriundos de 25 nacionalidades.

Ainda segundo Maduro, a Argentina está por trás de planos para desestabilizar o país. “O governo argentino está envolvido nos planos violentos de atentar contra a paz da Venezuela. Assim eu denuncio. Todos os processos estão judicializados e em altíssimo nível de investigação”, afirmou.

O governo de Javier Milei não comentou as acusações até a publicação desta reportagem. O governo argentino tem sido um dos principais críticos do governo venezuelano e tem dado amplo apoio ao opositor Edmundo González. No último sábado (4), Milei recebeu González em Buenos Aires.

 

Estados Unidos

Nos Estados Unidos, Edmundo González recebeu o apoio do presidente Joe Biden, que o chamou de “presidente eleito da Venezuela”. O presidente dos EUA defendeu “uma transferência pacífica de poder para o verdadeiro vencedor da eleição presidencial”.

A chancelaria venezuelana repudiou a posição oficial dos EUA. “É grotesco que um governo de saída, como o de Joe Biden, mergulhado no descrédito político e marcado por um legado de fracassos nacionais e internacionais, insista em apoiar um projeto violento que já foi derrotado pelo voto popular e pela democracia revolucionária do povo venezuelano”, afirmou o governo de Caracas.

Após se reunir com o assessor de Trump, Mike Waltz, González informou que conversaram sobre os protestos que a oposição tem convocado para a próxima quinta-feira (9), um dia antes da posse de Maduro. “Ele nos garantiu que os Estados Unidos, e o mundo, estarão alerta sobre o que suceda em nosso país”, afirmou em uma rede social.

Edmundo González tem defendido a ação de militares da Venezuela contra o governo e promete regressar ao país antes do dia da posse, marcado para sexta-feira (10). Até então, o político estava exilado na Espanha. Por sua vez, o governo Maduro promete prender González caso regresse ao país.

 

Entenda

A oposição da Venezuela e parte da comunidade internacional, como Estados Unidos e a União Europeia, além de organismos internacionais e eleitorais, têm apontado que a eleição venezuelana descumpriu as regras do país ao não realizar auditorias previstas e não divulgar os dados por mesa eleitoral, como sempre ocorreu. 

Os atos que contestaram o resultado eleitoral após o dia 28 de julho de 2024 levaram a dezenas de mortes e mais de dois mil presos. Nas últimas semanas, a justiça venezuelana liberou mais de mil detidos nas manifestações.

Por sua vez, o governo defende que as eleições foram ratificadas pelas instituições do país, tanto o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), quanto o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ). Com isso, tem exigido que a oposição respeite a decisão dos tribunais e que os governos estrangeiros não interfiram nas questões internas da Venezuela. 

 

Agência Brasil.

 

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MARE MOVEIS TOUROS

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Vitória de Trump será certificada hoje no Congresso com segurança reforçada

06/01/2025


                                          REUTERS/Cheney Orr • REUTERS

 

A Câmara e o Senado dos Estados Unidos realizam uma sessão conjunta nesta segunda-feira (6) para certificar a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais do país, realizadas em novembro de 2024.

A cerimônia acontece no Capitólio, sede do Congresso americano, em Washington D.C., a partir das 15h, no horário de Brasília. A segurança ao redor do local foi reforçada, por exemplo, com cercas no perímetro do edifício.

O Secretário de Segurança Interna dos EUA determinou que esse é um Evento Nacional de Segurança Especial — essa é a primeira vez que essa designação é concedida para a certificação, seguindo uma solicitação do prefeito de D.C..

Essa é a última etapa do processo eleitoral dos EUA antes da posse de Trump, que está marcada para o dia 20 de janeiro, também em Washington D.C..

A certificação será comandada por Kamala Harris, vice-presidente do país e candidata democrata derrotada pelo republicano no pleito.

 

 

CNN Brasil

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Morre Tomiko Itooka, a pessoa mais velha do mundo, aos 116 anos

05/01/2025

 

A japonesa Tomiko Itooka, reconhecida como a pessoa mais velha do mundo, faleceu no dia 29 de dezembro de 2024, aos 116 anos, na cidade de Ashiya, no Japão. Nascida em 23 de maio de 1908, em Osaka, Itooka marcou sua longa trajetória com histórias de resiliência, fé e vitalidade.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Itooka assumiu a gestão da fábrica têxtil de sua família enquanto criava seus quatro filhos. Após a morte de seu marido, em 1979, ela se dedicou a atividades físicas e espirituais, destacando-se por subir o Monte Ontake duas vezes e completar a tradicional peregrinação Saigoku Kannon, visitando 33 templos budistas no Japão.

Em setembro de 2024, Itooka recebeu o título oficial do Guinness World Records como a pessoa viva mais velha do mundo, após o falecimento da espanhola María Branyas Morera. O reconhecimento veio como uma celebração de sua longevidade e de sua contribuição ao inspirar gerações com sua determinação.

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Brasil aguarda convite da Venezuela e escala embaixadora para posse de Maduro

03/01/2025

 

Após questionamentos ao processo eleitoral da Venezuela, o Brasil trabalha com a estratégia de uma representação diplomática na cerimônia de posse do presidente Nicolás Maduro, prevista para o próximo 10 de janeiro.

Conforme apurou o R7, a decisão ainda depende de um convite formal do governo venezuelano, não confirmada até a noite desta quinta-feira (2). Com o próximo passo, a previsão é de indicar a embaixadora Gilvânia Oliveira, atual representante brasileira em Caracas, para ir à cerimônia.

Essa decisão afasta a possibilidade de que o presidente Lula compareça ao evento, assim como o chanceler Mauro Vieira ou o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, que acompanhou as eleições do país.

À época, Amorim cobrou a publicação de atas do processo eleitoral venezuelano, que não foram divulgadas. A vitória de Maduro foi confirmada com a apuração dos votos e pelo Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela, sob duras críticas da oposição.

Partidos que se colocaram contra o atual mandatário questionaram interferência em candidaturas e rejeitaram a vitória do presidente.

Apesar das posições, o venezuelano seguirá no comando do país por mais seis anos. Ele está no cargo desde 2013.

A expectativa, conforme reiteraram representantes brasileiros, é de que o país mantenha as relações com a Venezuela. Em novembro, o ministro Mauro Vieira disse que o Brasil não romperá relações com a Venezuela.

“Ainda que as circunstâncias imponham uma inevitável diminuição do dinamismo do relacionamento bilateral, isso não significa de forma alguma que o Brasil deva romper relações ou algo dessa natureza com a Venezuela. Pelo contrário, diálogo e negociação e não isolamento são a chave para a construção de qualquer solução pacífica e duradoura na Venezuela”, avaliou, durante audiência na Câmara dos Deputados.

 

 

R7

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Acidente de caminhão deixa ao menos 71 mortos na Etiópia

30/12/2024


 

Um caminhão lotado de passageiros caiu em um rio no estado de Sidama, na Etiópia, deixando pelo menos 71 mortos. O acidente aconteceu no distrito de Bona, no domingo (29/12), a aproximadamente 300 km ao sul da capital do país, Adis Abeba.

A Diretoria de Prevenção e Controle de Tráfego da Comissão Policial de Sidama informou, por meio de uma página no Facebook, que ao menos “68 homens e três mulheres morreram no acidente até agora”, pontuou o inspetor-chefe Daniel Sankura.

Segundo informações da Corporação de Radiodifusão Etíope (Ethiopian Broadcasting Corporation), os passageiros estavam viajando para um casamento quando o acidente aconteceu. Ainda de acordo com a estatal, os sobreviventes estão sendo levados para o Hospital Geral de Bona para atendimento médico.

 

A causa do acidente está sendo investigada pelas autoridades locais.

 

Situação da Etiópia

De acordo com informações do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), a Etiópia vive umas das situações mais graves relacionadas à crise humanitária, ocasionada por causa da chegada de milhares de refugiados de diferentes regiões.

Ainda conforme informações do Acnur, em 2024, mais de 16.896 refugiados chegaram à Etiópia vindos do Sudão.

 

METRÓPOLES

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Jimmy Carter morre aos 100 anos: políticos e autoridades lamentam

30/12/2024


                                                           Foto: Reprodução

 

 Morreu neste domingo (29) aos 100 anos Jimmy Carter, presidente dos EUA entre 1977 e 1981. A informação foi confirmada por seu filho ao jornal americano “The Washington Post”.

O político, filiado ao Partido Democrata, foi senador e governador do estado da Geórgia antes de chegar à presidência, marcada por uma grave crise econômica e esforços de paz em todo o mundo.

Carter conseguiu a façanha de ter um trabalho como ex-presidente, ao longo de décadas, tão ou mais importante que o seu mandato na Casa Branca. Criticou ações militares unilaterais de superpotências e o uso de drones assassinos. Trabalhou junto com o Brasil na mediação de conflitos na Venezuela e na ajuda ao Haiti. Criou o Centro Carter, uma referência mundial em democracia, direitos humanos e diálogo. Será lembrado para sempre como um nome que defendeu que a paz é a mais importante condição para o desenvolvimento.

 

 Do g1/Globo

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ATELIÊ DO AÇAÍ

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Avião colide com muro na Coreia do Sul e deixa pelo menos 176 mortos

29/12/2024


 

Um Boeing737-8AS da Jeju Air com 181 pessoas a bordo, sendo 175 passageiros e seis tripulantes, saiu da pista e colidiu com um muro no Aeroporto Internacional de Muan, na Coreia do Sul, na manhã deste domingo, 29 (horário local). Até o momento, 176 mortes foram confirmadas pela equipe do Corpo de Bombeiros que atua no local do acidente aéreo, de acordo com a agência Associated Press, com base em informações do corpo de bombeiros, em um dos piores desastres aéreos do país.

Um bombeiro explicou aos familiares das vítimas que “os passageiros foram ejetados do avião após a colisão do avião com o muro, deixando poucas chances de sobrevivência”. “O avião ficou quase totalmente destruído e é difícil identificar” os restos mortais, acrescentou o oficial.

Os trabalhadores de emergência retiraram duas pessoas, ambos membros da tripulação, para um local seguro. Autoridades de saúde disseram que elas estão conscientes e não correm risco de vida. Três pessoas continuaram desaparecidas cerca de nove horas após o incidente.

 

Estadão Conteúdo

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Avião que caiu no Cazaquistão foi derrubado por sistema de defesa russo

27/12/2024

 

A queda do avião da Embraer que deixou ao menos 38 pessoas mortas no Cazaquistão foi provocada por um míssil terra-ar russo, conforme informaram fontes governamentais do Azerbaijão ao canal de notícias Euronews.

De acordo com as autoridades, o míssil foi lançado contra o voo 8432 durante uma operação aérea de drones do sistema de defesa russo na região de Grozny e os fragmentos atingiram tanto os passageiros quanto a tripulação na cabine, explodindo ao lado da aeronave em pleno voo.

As fontes azerbaijanas também revelaram que a aeronave não recebeu autorização para pousar em nenhum aeroporto da Rússia, apesar dos pedidos de emergência feitos pelos pilotos.

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Queda de ônibus em lago na Noruega deixa ao menos 3 mortos

26/12/2024


 

Pelo menos três pessoas morreram e quatro ficaram gravemente feridas na queda de um ônibus de passageiros em um lago congelado no norte da Noruega nesta quinta-feira, 26.

Os números foram divulgados pela polícia em um comunicado citado pelo jornal Aftenposten, que diz que as operações de resgate ainda estão em andamento e que o acidente envolveu 58 pessoas.

O episódio ocorreu por volta de 13h45 (horário local), no município de Hadsel, situado na costa de um fiorde na parte setentrional do país.

O ônibus quebrou a superfície de gelo no lago e ficou parcialmente submerso, e equipes de socorro de todas as regiões do norte da Noruega se dirigiram ao local do acidente, apesar do mau tempo em pleno inverno no Hemisfério Norte.

"As condições meteorológicas estão péssimas", disse Jan Eskil Severinsen, do Centro de Coordenação de Socorro, à emissora pública NRK.

Imagens de webcam mostram que a estrada está coberta de neve, e a escuridão precoce nesta época do ano na Noruega também pode afetar os resgates.

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51% dos brasileiros dizem ter mais medo da polícia do que confiança nela, segundo Datafolha

23/12/2024


                                                          Reprodução

 

Um total de 51% dos brasileiros acima de 16 anos disseram ter mais medo do que confiança na polícia, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (21).

O dado supera por pouco o de pessoas que afirmaram mais confiar na polícia do que temê-la: são 46%.

O instituto entrevistou 2.002 pessoas, de 16 anos ou mais, em 113 municípios de todo o país em 12 e 13 de dezembro deste ano. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O resultado é semelhante ao aferido na pesquisa anterior em que a mesma pergunta foi feita, em abril de 2019, em meio a gestão de Jair Bolsonaro (PL). Na época, 51% afirmaram ter mais medo, enquanto 47% tinham mais confiança.

O pesquisador Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, afirmou que o resultado do levantamento deve servir de alerta para os agentes de segurança mudarem sua forma de atuação.

“A população não se sente segura em relação à forma de trabalho da polícia, mas não é de hoje”, disse ele. “Há aqui um reconhecimento de que a forma com que elas têm atuado historicamente tem incomodado, porque não é uma forma que vê a segurança e o direito social para todos.”

Para Carolina Diniz, coordenadora de enfrentamento à violência institucional da Conectas Direitos Humanos, o medo da polícia é um fenômeno cíclico. “Não se trata de uma situação que acontece agora. Em São Paulo, a situação está longe do controle, mas temos visto dados alarmantes ao longo da história do Brasil.”

A pesquisa do Datafolha aponta que o temor tem dado parecido entre gêneros (56% entre mulheres 52% entre homens). Há, no entanto, diferenças entre pretos (59%, ante 45% entre brancos) e entre eleitores de Lula e de Bolsonaro no segundo turno de 2022 (58% no caso do primeiro e 40% no do segundo). As margens de erro nesses segmentos variam de 3 a 5 cinco pontos percentuais.

Segundo Diniz, os homens, geralmente, são os principais alvos da violência policial, mas são elas que cuidam dessas vítimas. “São as mulheres que sofrem essa violência, que não sabem se os filhos vão voltar para casa.”

No caso de quem tem mais confiança os agentes de segurança do que medo, as taxas mais altas estão entre homens (52%, ante 40% entre as mulheres), moradores da região Sul (57%), brancos (53%, ante 38% entre os pretos), e os eleitores de Bolsonaro no 2º turno da eleição presidencial de 2022 (58%, ante 38% entre os eleitores de Lula). As margens de erro nesses segmentos variam de três a seis pontos.

Nas últimas semanas, o estado de São Paulo enfrenta uma crise na segurança pública com casos em sequência de violência policial.

Em um deles, um soldado foi filmado jogando um homem em um córrego em Cidade Ademar, na zona sul da capital paulista. Em outro, um estudante de medicina foi morto com um tiro disparado por um PM dentro de um hotel na Vila Mariana, também na zona sul.

Noutro episódio, um soldado, que estava de folga, matou um rapaz de 26 anos com 11 tiros no Jardim Prudência, na zona sul. Ele foi atingido ao tentar fugir com produtos de limpeza furtados de um mercado.

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) disse durante entrevista coletiva, no último dia 18, que o estado tem uma excelente polícia. “Infelizmente, há desvios de conduta que serão severamente punidos. Não vamos passar pano em nada. Tolerância zero de desvio de conduta.”

O Datafolha mostrou também que a maioria da população (63%) disse ter tomado conhecimento sobre os casos de violência policial em São Paulo, sendo que 34% responderam estar bem informados sobre o tema, 25%, mais ou menos informados, e 4%, mal informados. Uma parcela de 37% declarou não ter conhecimento acerca dos casos –entre os que têm 16 a 24 anos, o índice sobe para 56%.

Entre aqueles que tiveram conhecimento dos recentes casos, 55% afirmaram ter mais medo que confiança na polícia, e 42%, mais confiança que medo.

Para Lima, do Fórum, a falta de segurança em geral no país contribui para que parte da população se sinta compelida a apoiar discursos que acabam por apoiar a violência policial.

Ele cita como exemplo o atual secretário de Segurança Pública paulista, Guilherme Derrite. Capitão reformado, Derrite foi questionado em um podcast, em maio de 2021, sobre os motivos que o levaram a deixar a Rota. “A real? Porque eu matei muito ladrão”, disse na ocasião.

Ainda segundo Lima, a pesquisa mostra que declarações desse tipo “vão afetando esse outro lado que é a legitimidade da polícia enquanto instituição reconhecida e responsável pelo provimento de segurança pública e ordem”.

 

Folha de São Paulo

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ATELIÊ DO AÇAÍ

Mundo

Ficar doente nos Estados Unidos pode custar mais caro que uma passagem aérea

22/12/2024


 

Nos Estados Unidos, adoecer pode ser sinônimo de revés financeiro, dependendo da gravidade da doença e do tratamento necessário. Com um sistema de saúde privado, a maioria das pessoas necessita de um plano de saúde para custear despesas médicas, evitando que isso interfira no orçamento.

Sendo assim, o custo dos cuidados médicos e dos medicamentos pode ser muito elevado, especialmente para estrangeiros desprevenidos e sem cobertura adequada durante as viagens. O valor pode superar o das passagens aéreas, alerta a empresa Real Seguro Viagem. Enquanto a passagem mais barata de ida e volta para o país, no mês de novembro, foi de R$ 2.139 (Skyscanner), o valor de uma simples consulta médica pode custar 300 dólares, dependendo da região e do profissional, e até ultrapassar 500 dólares quando o médico é especialista.

Segundo o especialista Hugo Reichenbach, diretor de operações da empresa, os custos podem aumentar consideravelmente caso o paciente precise de mais exames. Os mais básicos custam entre 100 e 1.000 dólares, conforme a complexidade. Nos atendimentos de emergência, uma única visita ao pronto-socorro pode custar entre 500 e 3.000 dólares, com valores ainda mais altos em hospitais de renome ou em áreas de alto custo. A ambulância também pode ser uma despesa cara, variando entre 400 e 2.500 dólares, de acordo com a distância percorrida.

Quando é necessária internação hospitalar, os custos sobem ainda mais. O valor médio de uma diária pode variar de 2.000 a 10.000 dólares, a partir da gravidade do caso, da especialidade necessária e do hospital. “Suponhamos que você precise engessar uma perna ou braço, o custo varia de 2.000 a 8.000 dólares!”, completa Hugo.

Além disso, cirurgias podem variar de 5.000 a 100.000 dólares ou mais, a depender da necessidade de cuidados pós-operatórios. Isso sem contar o custo de remédios, que pode ser uma das maiores despesas para aqueles que ficam doentes.

 

 

R7

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DROGARIA POUPE JÁ

Mundo

Elon Musk mostra força política e extrema influência em negociação nos EUA

21/12/2024


                                       Foto: Jabin Botsford/The Washington Post

 

Quando o presidente eleito Donald Trump escolheu “o grande Elon Musk”, o homem mais rico do mundo, para reduzir os gastos e o desperdício do governo, ele pensou que o esforço poderia ser “o Projeto Manhattan de nosso tempo”.

Na quarta-feira,18, essa previsão pareceu acertada. Empunhando a plataforma social que comprou por US$ 44 bilhões em 2022, Musk detonou uma bomba nuclear retórica no meio das negociações sobre a paralisação do governo no Capitólio.

Em mais de 150 postagens separadas no X, Musk exigiu que os republicanos desistissem de um acordo de gastos bipartidário que tinha como objetivo evitar uma paralisação do governo no Natal. Ele prometeu retaliação política contra qualquer um que votasse a favor do extenso projeto de lei apoiado pelo presidente da Câmara, Mike Johnson.

Musk repostou as reclamações dos republicanos conservadores sobre a medida de gastos, comemorando cada uma delas como uma vitória. Ele também compartilhou informações incorretas sobre o projeto de lei, incluindo falsas acusações de que ele continha nova ajuda para a Ucrânia ou US$ 3 bilhões em fundos para um novo estádio em Washington.

No final, Trump emitiu sua própria declaração, chamando o projeto de lei de “uma traição ao nosso país”. Foi um momento marcante para Musk, que nunca foi eleito para um cargo público, mas agora parece ser o maior megafone do homem que está prestes a retomar o Salão Oval. Maior, na verdade, do que o próprio Trump, cuja presença nas mídias sociais é menor do que a de Musk.

O presidente eleito tem 96,2 milhões de seguidores no X, enquanto Musk tem 207,9 milhões. Musk também é muito mais rico do que Trump. De acordo com o Bloomberg Billionaires Index, ele tem um patrimônio de US$ 442 bilhões, enquanto o presidente eleito, US$ 6,61 bilhões.

Trump e Musk jantaram no resort Mar-a-Lago do presidente eleito na noite de quarta-feira, mesmo quando os tuítes de Musk estavam agitando Washington. Inicialmente, não se esperava que Musk participasse do jantar, mas ele se juntou a ele quando já estava em andamento, de acordo com duas pessoas que falaram sob condição de anonimato.

Musk e Jeff Bezos estão entre uma série de bilionários do setor de tecnologia que se reuniram na propriedade de Trump na Flórida. Bezos, o fundador da Amazon e da Blue Origin, que também é proprietário do The Washington Post, recentemente doou US$ 1 milhão para o comitê que planeja a posse de Trump.

Na manhã desta quinta-feira, Trump tentou recuperar o controle do debate político para si mesmo, fazendo uma espécie de ameaça a Johnson, dizendo que ele não deve ceder aos democratas enquanto tenta encontrar uma maneira de manter o governo funcionando sem incorrer na ira de Musk.

“Se o presidente da Câmara agir de forma decisiva e dura e se livrar de todas as armadilhas criadas pelos democratas, que destruirão economicamente e de outras formas o nosso país, ele permanecerá facilmente como presidente”, disse Trump em uma entrevista à Fox News Digital.

Não ficou claro se Musk é um canhão solto perseguindo sua própria agenda ou a ferramenta que Trump imaginou para controlar uma burocracia fora de controle quando o nomeou para liderar o chamado Departamento de Eficiência Governamental, ou Doge, com Vivek Ramaswamy, outro bilionário.

Muitos republicanos da Câmara ficaram profundamente frustrados com o envolvimento de Musk nas negociações de gastos e legitimamente preocupados com sua ameaça de encontrar adversários primários para enfrentar quaisquer legisladores que votem a favor de um projeto de lei que ele não goste. Os legisladores disseram ficar alarmados e que nunca viram um doador exercer tanta influência externa sobre a política depois que seu candidato preferido venceu uma eleição.

Eles também estão presos às dicas dos feeds de mídia social de Musk, onde ele está promovendo membros que concordam com ele. Apesar de sua presença ocasional no Capitólio e em sua função de líder do Doge, Musk não interage diretamente com muitos membros do Congresso. Ramaswamy é quem está falando diretamente com eles.

No plenário da Câmara na quinta-feira, os legisladores estavam furiosos com o fato de Musk não ser membro do Congresso e estar exercendo muita influência em seus procedimentos. O deputado Glenn Thompson, do Partido Republicano da Pensilvânia, presidente do comitê de Agricultura, disse aos repórteres que “não viu onde Musk tem um cartão de voto”.

Enquanto seus escritórios eram inundados por telefonemas, os deputados e os legisladores das áreas rurais estavam furiosos com o fato de Musk ter passado o dia postando nas mídias sociais para ativamente matar o projeto de lei. Os membros estavam grudados em seu feed ininterrupto enquanto iam e voltavam das votações, e alguns expressaram, em particular, preocupações sobre seu próprio futuro político se ele levasse adiante suas ameaças.

Os republicanos conservadores apoiaram a enxurrada de postagens de Musk. O deputado Andy Barr disse à Fox News que “foi exatamente nisso que o povo americano votou quando votou em Donald Trump”.

Depois que Musk ameaçou, no X, “votar pela saída” de qualquer membro que votasse a favor do projeto de lei de gastos, o deputado Dan Bishop aplaudiu. “Em cinco anos no Congresso, eu estava esperando uma mudança fundamental na dinâmica”, escreveu ele online. “Ela chegou.”

Alguns republicanos chegaram ao ponto de sugerir que o partido substituísse Johnson por Musk como líder, observando que os candidatos a orador não precisam ser membros efetivos do Congresso para ganhar o martelo.

“Eu estaria disposta a apoiar Elon Musk para presidente da Câmara”, escreveu nas mídias sociais a deputada Marjorie Taylor Greene. Ela acrescentou: “O establishment precisa ser destruído, assim como foi ontem. Este pode ser o caminho”.

 

Estadão

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MARE MOVEIS TOUROS

Mundo

Papa Francisco revela ter sofrido tentativas de assassinato em ida ao Iraque

18/12/2024

 

O Papa Francisco revelou em uma autobiografia que duas tentativas de atentado contra ele foram frustradas durante sua viagem histórica ao Iraque, em 2021.

A noticia é de CHRISTOPHER LAMB. O pontífice escreveu que foi avisado de um relatório dos serviços de segurança britânicos de que uma jovem com explosivos estava a caminho de Mossul, uma as maiores cidades do Iraque, para se explodir durante sua visita. O Papa acrescentou que lhe foi dito que uma van “também havia partido em alta velocidade com a mesma intenção”.

Francisco, que completa 88 anos nesta terça-feira (17), fez os comentários em um novo livro de memórias, intitulado “Esperança”, que será lançado no início do ano que vem.

“Quando perguntei à Gendarmaria (do Vaticano) no dia seguinte o que se sabia sobre os dois bombardeiros, o comandante respondeu laconicamente: ‘Eles não estão mais lá’”, escreveu ele nas memórias, um trecho do qual foi publicado pelo jornal italiano Corriere Della Sera.

“A polícia iraquiana os interceptou e os detonou. Isso também foi muito marcante para mim. Isso também foi o fruto envenenado da guerra.”

A visita de Francisco ao Iraque foi a primeira de um pontífice ao país e foi considerada uma viagem de altíssimo risco, tanto por razões de segurança quanto devido à pandemia de Covid-19.

Mas Francisco explicou que estava determinado a ir ao Iraque, um país rico em história bíblica e lar de uma das comunidades cristãs mais antigas do mundo.

Durante a viagem, ele demonstrou solidariedade aos cristãos perseguidos no país e teve um encontro histórico com o Grande Aiatolá al-Sistani, uma das principais autoridades do islamismo xiita.

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DROGARIA POUPE JÁ

Mundo

‘O Brasil nos taxa muito. Taxaremos de volta’, desabafa Trump, presidente eleito dos USA

17/12/2024

 

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na manhã desta segunda-feira, 16, que o Brasil é um dos países que mais taxam os produtos americanos e prometeu responder na mesma moeda.

“A palavra ‘recíproco’ é importante. O Brasil nos taxa muito. Se eles querem nos taxar, tudo bem. Taxaremos de volta”, declarou o líder republicano, durante um evento em Mar-a-Lago, sua residencia na Flórida.

Essa foi a primeira vez que Trump citou o Brasil como alvo explícito de suas ameaças de aumento de tarifas. Segundo ele, a Índia também está no radar da nova política americana.

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ATELIÊ DO AÇAÍ

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